Política

Luto

Morre Amarildo Cruz, deputado estadual do PT, aos 60 anos

Assessoria do parlamentar disse que deputado sofreu uma terceira parada cardíaca na manhã desta sexta

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Morreu por volta das 12h40 minutos desta sexta-feira (17), dois dias depois de internado no Proncor, hospital de Campo Grande, o deputado estadual Amarildo Cruz, 60, do PT. O óbito foi informado pela assessoria de imprensa do parlamentar, em publicação realizada há pouco nas redes sociais.
De acordo com o comunicado, o Amarildo Cruz teve uma terceira parada cardíaca nesta manhã, e não resistiu.

Confira nota na íntegra:

Reprodução

INTERNAÇÃO

O deputado procurou por ajuda médica na quarta-feira (15), passou por exames iniciais, ficou internado e estava sendo tratado com antibióticos. 

Ainda assim, teve de ser intubado durante à noite e, na sequência, passou por diálise, já que o sistema renal havia entrado em colapso.

Informações preliminares - extraoficiais - apontam que Amarildo teve uma infecção bacteriana. O Correio do Estado entrou em contato com o Proncor na tarde desta sexta-feira (17), mas o hospital afirmou que não tem interesse em falar sobre a doença que ocasionou a morte do parlamentar.

CARREIRA

Formado em Direito, Amarildo Cruz era Fiscal Tributário Estadual desde a década de 80 do século passado e cumpria seu quinto mandato na Assembleia Legislativa. 

Em três oportunidade conquistou voto entre os 24 aprovados na eleição. Em outras duas disputas ficou na suplência e acabou assumindo a cadeira no meio do mandato. 

Em maio de 2021, assumiu vaga depois da morte do deputado Cabo Almi, outro petista que morreu vítima de Covid. Amarildo começou a carreira política como sindicalista do então sindicato dos ATEs, o Sindate. E, além de deputado, Amarildo ocupou diferentes cargos na administração estadual durante os dois mandatos do ex-governador Zeca do PT.

stf

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Presidente do STF considerou que decisões conflitantes de dois ministros da Corte obrigavam uma correção imediata

09/09/2026 16h18

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.

Na decisão, repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares. "É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência."

Também diz que decisões monocráticas em sentidos opostos, comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública.

"Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", diz a decisão.

Fachin ressalta que havia avocado para si os processos que envolviam decisões de Mendonça e de Alexandre de Moraes sobre desdobramentos do caso Master. Mendonça tornou público relatório de 218 páginas com várias citações a Moraes e conversas que o magistrado manteve com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes usou relatórios de inteligência da PF apócrifos para pedir investigação de Mendonça.

Na sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, o que provocou reação de Dino determinando a restrituição do delegado ao cargo na manhã desta quarta-feira.

Crise

Edson Fachin cancela sessão do STF em meio à crise entre Moraes e Mendonça

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros

09/09/2026 13h15

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira, 9. Não houve justificativa para a atitude. A decisão foi tomada logo depois que o ministro Flávio Dino revogou a decisão do colega André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros, ou que tome alguma decisão relativa à guerra instalada no tribunal nos últimos dias.

A crise começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal (PF) com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sequência, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news como investigado.

Fachin, por sua vez, abriu prazo para todos os envolvidos se manifestarem. Enquanto os prazos corriam, Mendonça determinou na terça (8) a retirada de Rodrigues do cargo e, nesta quarta, Dino revogou a medida.

Havia expectativa que a sessão desta quarta fosse palco para a manifestação de ministros sobre a crise. Na terça, na Segunda Turma, que Mendonça integra, havia o mesmo risco. A sessão no colegiado também foi cancelada.

Entre os processos pautados para julgamento no plenário nesta quarta estava um que discute os poderes investigativos da Polícia Federal. Seria analisada a condução de investigações criminais por delegados de polícia, incluindo a possibilidade de requisição direta de perícias, informações, documentos e dados para a instrução de inquéritos.

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