Política

CLUBE DO BOLINHA

MS caminha para mais uma eleição ao governo sem candidaturas femininas

Diferentemente do pleito de 2022, quando duas mulheres concorreram, neste ano só há pré-candidatos masculinos no Estado

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A presença nas disputas pelo cargo de governador de Mato Grosso do Sul permanece limitada ao sexo masculino, apesar de avanços pontuais ao longo das últimas décadas.

Desde a criação do Estado, em 1977, só quatro mulheres concorreram ao cargo máximo do Executivo sul-mato-grossense, mas nenhuma delas foi eleita governadora. A primeira candidatura feminina ao governo estadual foi registrada em 1994.

Trata-se de Rita de Cássia Gomes Lima (Prona), mas ela não foi eleita. Somente o pleito de 2002 voltou a ter uma mulher como candidata à cadeira de chefe do Executivo estadual, a então deputada federal Marisa Serrano (PSDB).

Ela teve o melhor desempenho feminino, chegando ao segundo turno contra o então governador Zeca do PT, que acabou reeleito.

Após esse intervalo sem protagonismo feminino competitivo, novas candidaturas surgiram na eleição de 2022, marcando um avanço na presença feminina, tendo na disputa pela cadeira de chefe do Executivo duas mulheres: a ex-vice-governadora Rose Modesto (União Brasil) e a advogada Giselle Marques (PT).

Rose Modesto terminou em terceiro lugar, ficando próxima de uma vaga no segundo turno, enquanto o segundo turno foi disputado pelo atual governador Eduardo Riedel (PP) e pelo então deputado estadual Capitão Contar, na época no PRTB, mantendo a predominância masculina na fase decisiva das eleições estaduais.

O histórico revela um padrão persistente: embora as mulheres sejam a maioria do eleitorado, sua presença nas disputas pelo governo do Estado ainda é reduzida e, em geral, com menor estrutura política.

O desafio agora é transformar essa participação crescente em competitividade real, abrindo caminho para que Mato Grosso do Sul eleja, pela primeira vez, uma governadora.

Pelo cenário até agora, o Estado terá outro pleito sem mulheres, pois os nomes colocados são todos de homens: Eduardo Riedel, Fábio Trad (PT), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (Psol), Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir).

No único caso em que há uma mulher na chapa majoritária, ela aparece como pré-candidata a vice-governadora: a ex-primeira-dama do Estado Dona Gilda Maria dos Santos (PT), esposa de Zeca do PT e que está na chapa encabeçada por Fábio Trad.

O cenário reflete um problema estrutural no Estado: baixa presença feminina nos cargos políticos e sub-representação em praticamente todas as esferas.

Na disputa ao Senado, o quadro não muda em MS, pois há apenas duas pré-candidatas: a senadora Soraya Thronicke (PSB) e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL).

De 1982 a 2022, seis mulheres concorreram ao Senado no Estado e quatro foram eleitas: Marisa Serrano (eleita em 2006), Simone Tebet (eleita em 2014), Soraya Thronicke (eleita em 2018) e Tereza Cristina (eleita em 2022).

Apenas Francisca Escobar (Prona) e Anita Borba (Psol) não foram eleitas, em 1994 e 2006, respectivamente. Isto é, em cerca de 40 anos, a presença feminina é extremamente baixa na disputa pelas três vagas de Mato Grosso do Sul no Senado.

*Saiba

A disputa pela Presidência da República também pode ocorrer sem nenhuma candidata mulher. Apesar do discurso recorrente dos partidos – da esquerda à direita — em defesa do eleitorado feminino, a prática mostra outra realidade.

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ELEIÇÕES 2026

Ex-secretários e vice-prefeita disputam suplência de Azambuja

Três nomes estariam no páreo para a vaga na chapa que será encabeçada pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul

13/04/2026 08h00

O ex-secretário Felipe Mattos, a vice-prefeita Gianni Nogueira e o ex-secretário Jaime Verruck

O ex-secretário Felipe Mattos, a vice-prefeita Gianni Nogueira e o ex-secretário Jaime Verruck Montagem

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A disputa pela primeira-suplência na chapa ao Senado encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PL em Mato Grosso do Sul, já movimenta os bastidores da política sul-mato-grossense a seis meses das eleições do dia 4 de outubro. 

De acordo com apurações do Correio do Estado, com a pré-candidatura de Azambuja ainda em articulação, mas praticamente com uma das duas vagas já assegurada pelas lideranças nacionais do PL, três nomes despontam como postulantes ao posto estratégico na composição eleitoral.

Trata-se do ex-secretário de Estado de Fazenda Felipe Mattos, apontado como favorito, da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), vista como a “azarona” do trio, e do ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação Jaime Verruck (Republicanos), tido como o preferido pelo governador Eduardo Riedel (PP).

Favorito para ficar com a vaga, Felipe Mattos tem como trunfos para garantir espaço na chapa a experiência administrativa e a proximidade com a gestão do ex-governador, afinal, ele esteve na administração Azambuja desde o primeiro mandato. 

Ele começou como consultor jurídico e, em janeiro de 2019, assumiu a Secretária de Estado de Fazenda (Sefaz), onde era o homem de confiança do então governador, sendo o responsável por azeitar a máquina econômica sul-mato-grossense. 

Quando Felipe Mattos chegou ao governo, o Estado arrecadava em torno de R$ 10 bilhões anuais e, quando deixou o cargo, em março de 2022, a arrecadação estava em R$ 18 bilhões ao ano, sendo investidos R$ 3 bilhões em obras só na parte viária.

Outro nome na disputa, Jaime Verruck também carrega bagagem técnica e trânsito político dentro da gestão do ex-governador e do atual governador, pois esteve à frente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) desde 2015.

Ou seja, ao longo dos últimos 11 anos, ele esteve no comando da secretaria, o que lhe deu o título de “supersecretário”, tanto na administração de Azambuja quanto na de Riedel. Verruck, que tem trajetória na indústria, assumiu o cargo de secretário em janeiro de 2015, no primeiro mandato de Azambuja, e se consolidou como o secretário mais longevo do Estado. 

Por ter perfil técnico, esteve no comando de negociações e reestruturações estaduais, como incentivos fiscais e atração de investimentos. Fechando a lista de interessados, aparece a vice-prefeita Gianni Nogueira, que fortalece sua candidatura com base política na segunda maior cidade do Estado e pelo vínculo com o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o Gordinho do Bolsonaro, de quem é esposa.

A definição do nome que ocupará a primeira-suplência é considerada peça-chave na estratégia eleitoral, já que o posto pode ampliar alianças regionais, fortalecer a capilaridade da campanha e garantir sustentação política ao projeto do PL em Mato Grosso do Sul. 

Nos bastidores, lideranças partidárias avaliam não apenas o peso político de cada pré-candidato, mas também critérios como densidade eleitoral, capacidade de articulação e equilíbrio regional. A expectativa é de que a escolha seja feita nas próximas semanas, à medida que avançam as negociações para a formação completa da chapa.

Questionado pelo Correio do Estado sobre qual dos três nomes deve ser escolhido, Reinaldo Azambuja desconversou, dizendo que ainda está muito cedo para isso, porém, não negou que Felipe Mattos, Jaime Verruck e Gianni Nogueira estejam no páreo.

“Para ser bem sincero, ainda não me decidi. Vou analisar as alternativas para tomar essa decisão mais adiante, pois o primeiro-suplente terá um papel estratégico dentro da minha campanha eleitoral”, declarou.

Embora não seja eleito diretamente pelo voto, o primeiro-suplente pode acabar exercendo mandato por longos períodos, afinal, ele tem de assumir o cargo sempre que o senador se afasta, seja por licença, doença, viagem ou para ocupar outro cargo (como ministro, secretário ou governador).

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MUNDO

Orbán reconhece oficialmente derrota 'dolorosa' nas eleições na Hungria

A derrota do premiê Viktor Orbán marca o fim de 16 anos de governo e abre espaço para a oposição liderada por Peter Magyar, que já recebe apoio de líderes europeus e sinaliza uma reaproximação do país com a União Europeia

12/04/2026 17h30

A derrota do premiê Viktor Orbán marca o fim de 16 anos de governo

A derrota do premiê Viktor Orbán marca o fim de 16 anos de governo Divulgação

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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu neste domingo, 12, que o seu partido, o Fidesz, foi derrotado nas eleições parlamentares. Ele disse que o resultado é "doloroso".

Encerra-se assim o período de 16 anos no poder de uma figura poderosa no movimento de extrema-direita global.

Aliado dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, Orbán foi oposição a uma série de políticas da União Europeia.

"Parabenizei o partido vitorioso", disse Orbán aos apoiadores em Budapeste. "Vamos servir a nação húngara e nossa pátria também a partir da oposição".

Os resultados oficiais iniciais mostram o partido Tisza, do líder da oposição Peter Magyar, dominando a eleição. 

Líderes europeus falam em união e parabenizam Magyar

Diante do resultado parcial da eleição parlamentar na Hungria, autoridades europeias se manifestaram sobre a vitória de Peter Magyar, do partido de oposição. A eleição, ainda em apuração neste domingo, 12, é considerada a mais importante da Europa neste ano. Líder de extrema-direita, o primeiro-ministro Viktor Orbán, que ficou no poder por 16 anos, reconheceu a derrota.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que conversou com Magyar para parabenizá-lo pela vitória na Hungria. "A França saúda a vitória da participação democrática, a adesão do povo húngaro aos valores da União Europeia, bem como o compromisso europeu da Hungria. Avancemos juntos em direção a uma Europa mais soberana, pela segurança do nosso continente, pela nossa competitividade e pela nossa democracia", disse na rede social X.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também postou no X que "o coração da Europa está batendo mais forte na Hungria esta noite", ao se deparar com o resultado da derrota de Órban nos resultados parciais. Ela afirmou que a Hungria escolheu a Europa e que o país reivindica seu caminho no continente, com a união se fortalecendo.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, parabenizou Magyar pela vitória que ele chama de "histórica". "Estou ansioso para trabalhar de perto com você - como Aliados e Membros da UE. Isso marca um novo capítulo na história da Hungria", disse em postagem no X.

A vitória da oposição à Orban também foi motivo de parabenização pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. Em sua rede social, ele afirmou estar ansioso pela "colaboração por uma Europa forte segura e, acima de tudo, unida".

O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr, também parabenizou Magyar e seu partido pela vitória. "Aguardo com expectativa uma cooperação próxima e construtiva na busca pela paz e estabilidade, democracia e o Estado de direito em nosso continente", disse.

As urnas ainda não foram 100% apuradas, mas o resultado parcial indica a derrota de Órban, que já se pronunciou em Budapeste admitindo a vitória da oposição.

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