Política

PREFEITO E VEREADOR

MS obtém registro de 8.582 candidatos nas eleições 2020; prazo encerrou neste sábado

Brasil bateu recorde de candidatos e registrou 517.786 solicitações, o que já era esperado pelos analistas políticos

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O Mato Grosso do Sul obteve 8.582 registro de candidaturas a prefeito, vice e vereadores para às eleições deste ano, confirmadas após o encerramento das solicitações estipulado pela Justiça Eleitoral, que aconteceu neste sábado (26), às 18h. 

No entanto, todos os pedidos ainda passarão por análise do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MS) e, caso tenham alguma irregularidade, podem ser indeferidas pelos órgãos.  

Contudo, foram registrados solicitações de 288, a prefeito; 290, a vice e 7824, a vereador. Em todo o país, foram registradas 517.786, um recorde. Em 2016, os tribunais recusaram 5,62% dos pedidos.

Há quatro anos, o motivo mais frequente da cassação ou de indeferimento dos pedidos era justamente a falta de um dos requisitos de registro (77,21% das recusas).

Esse aumento já era esperado, pois após a minirreforma política, aprovada em 2015, as candidaturas proporcionais (por coligação), passou a não valer.  

Agora os partidos só elegem seus candidatos pela legenda, ou seja, muitos deles lançaram o maior número de candidatos possível para obter votos e, consequentemente, ocupar o maior número de cadeiras possíveis nos Legislativos Municipais.  

CAMPANHA

A campanha eleitoral para as eleições municipais de 2020 terá início neste domingo. Por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19), o corpo a corpo – algo natural em eleições passadas – deixará de existir.  

O contato será, em sua maioria, virtual e as reuniões deverão respeitar as regras de biossegurança, que variam de município para município.  O prazo para enviar a documentação necessária das candidaturas para prefeito e vereadores nas eleições 2020 termina neste sábado, às 18h (MS). O início será somente cinco horas depois: meia-noite de domingo.  

RÁDIO E TV

Já a propaganda eleitoral obrigatória em cadeias de rádio e TV começará a partir do dia 9 de outubro.  

IDA ÀS URNAS

Por causa da pandemia do coronavírus, o pleito deste ano teve de ser alterado de setembro para novembro. Com a mudança, o primeiro turno das eleições será realizado dia 15 de novembro e o segundo turno, que é realizado apenas em cidades com mais de 300 mil eleitores, dia 28.

 

Mundo

Colômbia vai às urnas neste domingo eleger presidente para 2026-2030

Segundo turno é entre esquerda governista e direita pró Trump

21/06/2026 11h00

David Restrepo/Unsplash

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Os 41 milhões de eleitores colombianos aptos a votar poderão ir às urnas, neste domingo (21), para escolher o presidente que governará o país de agosto de 2026 a agosto de 2030, sem direito a reeleição.

A vaga é disputada entre os candidatos Iván Cepeda, de esquerda e aliado do atual presidente, Gustavo Petro, e Abelardo De La Espriella, de extrema-direita e apoiado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

No primeiro turno, em 31 de maio, Espriella saiu na frente, com 43,7% do eleitorado, enquanto Cepeda recebeu 40,9%  uma diferença de 673 mil votos.  O comparecimento às urnas no 1º turno na Colômbia, onde o voto não é obrigatório, foi de 57% do total de pessoas aptas a votar. 

Senador no terceiro mandado, Ivan Cepeda é filósofo, defensor dos direitos humanos e filho do também ex-senador colombiano de esquerda Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 em um dos sucessivos ciclos de violência política do país.  

Candidato governista, Cepeda daria continuidade ao projeto do Pacto Histórico, coalizão de legendas que formaram o primeiro governo de esquerda da história da Colômbia, liderado pelo presidente Gustavo Petro.

Já Abelardo de La Espriella, que recebeu apoio aberto de Trump nesta disputa, promete uma aproximação maior com a Casa Branca e com Israel. Admirador de Javier Milei na Argentina, Espriella é um advogado multimilionário que se apresenta como outsider da política por nunca ter disputado um cargo.

Antes de se candidatar, vivia na Itália, já tendo advogado para figuras controversas, como Jorge Visbal, ligado aos paramilitares na Colômbia, e também para o empresário Alex Saab, que trabalhou para o governo de Nicolas Maduro, na Venezuela. 

Afetada por conflitos armados ativos há mais de cinco décadas, a Colômbia chega nessa votação em meio aos sucessivos casos de violência política e confrontos com grupos armados que o projeto de “Paz Total” do atual governo não conseguiu resolver.

Por outro lado, o país de 53 milhões de habitantes, segundo mais populoso da América do Sul, mantém índices econômicos positivos, como crescimento salarial. Nos últimos anos, o governo aprovou reformas, como a trabalhista e a da previdência, que ampliaram direitos para empregados e aposentados.

Geopolítica da Colômbia

O resultado deste domingo influencia a correlação de forças políticas na América do Sul, em meio à pressão do governo de Donald Trump por um alinhamento dos países da região à política da Casa Branca

O colombiano Sebástian Granda Henao, professor de Fronteiras e Direitos Humanos na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), explicou à Agência Brasil que a vitória de Espriella aumenta a influência de Trump na América do Sul.

“Vai ser mais uma ficha no tabuleiro desse modo imperial de Trump governar, se colocando para o mundo cobrando obediência. Diria que alguns processos em curso devem parar, como alianças contra a desigualdade ou por transição energética e preservação ambiental”, comentou.

Por outro lado, Sebástian pondera que a vitória de Cepeda representaria a manutenção de certa aliança na América Latina entre Colômbia, Brasil e México, que têm expressado posicionamentos comuns nas relações internacionais nos últimos anos.

INTERNACIONAL

Trump diz que não haverá cobrança de pedágio em Ormuz a menos que seja imposto pelos EUA

O líder norte-americano descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio

20/06/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde deste sábado, 20, que não haverá cobrança de "pedágios" no Estreito de Ormuz, a menos que a cobrança "seja imposta pelos Estados Unidos". Em postagem na Truth Social, Trump disse que, caso o acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo pode cobrar taxas "como forma de reembolso de custos".

O líder norte-americano também descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio e disse que uma eventual cobrança teria como objetivo "reembolsar custos passados, presentes e futuros", justificando a medida como pagamento por "serviços prestados" pelos EUA na região.

Na sexta, o Irã afirmou que não cobrará taxa de navios no Estreito de Ormuz pelos próximos 60 dias. Há cinco dias, porém, Teerã anunciou que, após esse prazo - período em que vigora o acordo com os EUA -, pretende instituir uma "taxa por serviço" para embarcações que cruzarem a rota marítima.

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