Política

ESTÃO CHEGANDO

Agora, mulheres são maioria em 3 das 79 câmaras de MS

Das 849 vagas no Estado, 181 foram ocupadas por mulheres a partir desta quarta-feira (1), o que representa 21,3%, sendo que a média nacional é de 18,2%

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Em pelo menos seis das 79 câmaras de vereadores empossadas nesta quarta-feira (01) em Mato Grosso do Sul havia somente homens. Porém, em três municípios as mulheres são maioria, ocupando cinco das nove vagas em Caracol, Jateí e Porto Murtinho. 

Em todo o Estado, 181 das 849 vagas foram preenchidas por mulheres, o que representa 21,3% do total. O percentual está um pouco acima do nacional, que é de 18,2%. Há quatro anos, quando Mato Grosso do Sul tinha três vagas a menos (Dourados criou três novas vagas), haviam sido empossadas 161 mulheres, o que representava 19% do total. 

Levantamento divulgado em meados de 2024 pelo Tribunal Superior Eleitoral revelou que na eleição de 2020, somente 45 das 5.568 prefeitura do Brasil tinham mais mulheres que homens, o que representava menos de 1%. Em Mato Grosso do Sul, agora, este percentual é de 3,8%. a

O percentual de mulheres nas câmaras de Mato Grosso do Sul é superior inclusive ao de prefeitas que foram empossadas nesta quarta-feira. Das 79 prefeituras, 13 terão mulheres na chefia do Executivo pelos próximos quatro anos, o que significa 16,4%. Em 2020 haviam sido apenas cindo, ou 6,3% do total.

Levantamento feito pela reportagem do Correio do Estado mostra que o município campeão em número absoluto de mulheres  na Câmara é Sidrolândia, com seis vagas. Porém, como existem 13 vagas, os homens ainda são maioria. O eleitorado do município é fortemente marcado pelo grande número de famílias residentes em assentamento rurais, da agricultura família. 

Mas, os três municípios onde as mulheres são maioria nas novas câmaras não tem qualquer relação com antigos sem-terra. Duas delas, Caracol e Porto Murtinho, estão na região sudoeste do Estado, próximas da fronteira com o Paraguai e com a economia dominada pela pecuária. 

O outro município onde as mulheres conquistaram a maioria das cadeiras é Jateí, na região de Dourados.  A cidade está circulada por vizinhos como Fátima do Sul, Douradina e Deodápolis, que juntas elegeram somente três mulheres. 

Mas, ao mesmo tempo em que ocorreu significativo aumento na participação feminina, municípios como Bela Vista, Corguinho, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Pedro Gomes elegeram somente homens. O curioso é que em Douradina, apesar do desprezo pelas mulheres candidatas a vereadora, a população elegeu uma mulher para o comando do Executivo. Nair Branti foi eleita com quase 54% dos votos. 

Em Aral Moreira, apesar de a nova Câmara Estar composta por mais homens que mulheres (5 a 4), as três primeiras colocadas na votação foram mulheres. Em Dourados, também foi uma mulher (Isa Marcondes, a “dona da zona”) mais bem votada entre todos os candidatos a vereador. 

Das 21 vagas da segunda maior cidade do Estado, quatro são mulheres. Na maior, porém, o desempenho feminino foi decepcionante, com somente duas mulheres entre os 29 vereadores empossados nesta quarta-feira. Isso representa 6,9% do total, sendo que a média estadual é de 21,3%. 

Genial/Quaest

Lula lidera 2º turno contra todos concorrentes, diz pesquisa

Se o adversário fosse Bolsonaro, Lula teria 44% dos votos contra 40% atribuidos ao ex-presidente

03/04/2025 07h06

Pesquisa aponta que o presidente Lula teria seis pontos de vantagem se a concorrente fosse Michelle Bolsonaro

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Pesquisa do instituto Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de 2026 divulgada nesta quinta-feira, 3, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa contra todos os potenciais candidatos da direita em cenários de segundo turno.

Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030, o petista está em vantagem, mas empatado no limite da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais.

Em uma reedição do segundo turno da eleição da 2022, Lula tem 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro aparece com 40%. Outros 3% estão indecisos e 13% disseram que pretendem votar em branco ou nulo, ou se ausentar do pleito.

A Genial/Quaest fez entrevistas presenciais com 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março. O índice de confiabilidade é de 95%.

Se Lula enfrentar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), ele teria os mesmos 44% de intenção de voto, enquanto ela aparece com 38%. Os indecisos somam 3% e outros 15% dos entrevistados responderam que pretendem votar em branco, nulo ou não ir para as urnas.

Mas se o adversário do petista for o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula tem 43%, enquanto o republicano registra 37% das intenções de voto. Indecisos somam 4% e brancos e nulos são 16%. Em comparação à pesquisa anterior da Genial/Quaest, divulgada em janeiro, a distância entre os dois que era de nove pontos porcentuais caiu para seis.

Se o candidato da direita for o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), o petista tem sete pontos de vantagem. Neste cenário, Lula registra 43% ante 35% do oponente. Os que não sabem em quem votariam são 4%, e o índice de brancos e nulos alcança 19%.

Em um embate contra o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), Lula tem 44% das intenções de voto contra 35% do influencer. Brancos e nulos somam 17% e outros 4% estão indecisos.

Caso seja o candidato da direita em 2026, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, tem 34% das intenções de voto em um cenário de segundo turno contra Lula, que aparece com 45%. Indecisos somam 4% e 17% disseram que preferem votar em branco ou nulo, ou não ir às urnas. No levantamento feito em janeiro, Lula tinha 44% enquanto Eduardo mantinha os mesmos 34%.

Já em um cenário de segundo turno entre Lula e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista tem 12 pontos porcentuais de vantagem. O petista tem 43%, enquanto o mineiro aparece com 31%.

Indecisos somam 5% e outros 21% responderam que preferem votar em branco ou nulo, ou não ir ao pleito. Zema, porém, cresceu três pontos em comparação à pesquisa de janeiro. Lula, por sua vez, oscilou negativamente dois pontos.

Em um eventual segundo turno entre Lula e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), Lula tem 44%, enquanto Caiado registra 30%. Entre os cenários apresentados pelo levantamento, este é o com maior índice de votos em branco, nulos ou de eleitores que pretendem se ausentar (22%). Indecisos, por sua vez, somam 4%.

Apesar da distância de 14 pontos porcentuais, Lula aparece em constante queda em um cenário contra Caiado. Em dezembro, a intenção de voto era de 54% e, em janeiro, passou a ser 45%. O governador de Goiás, por sua vez, tinha 20% e, no último levantamento, chegou a 26%.

A Genial/Quaest também fez um levantamento espontâneo de intenção de votos, onde os eleitores falam o nome de preferência sem ter acesso a uma lista de pré-candidatos apresentada pelos pesquisadores. Neste recorte, Lula foi citado por 9%, Bolsonaro por 7% e Tarcísio por 1%.

Outros nove nomes foram citados, mas não alcançaram 1% das menções. Os indecisos somam 80% e 2% disseram que pretendem votar em branco ou nulo.

Política

Bolsonaro diz que evita passar perto de embaixadas para não ser acusado de tentar fugir

Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele diz que o País vive uma "completa insegurança jurídica".

02/04/2025 21h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília.

Ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Tânia Rêgo, Agência Brasil

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na manhã desta quarta-feira, 2, que considera a possibilidade de ser preso preventivamente. Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele diz que o País vive uma "completa insegurança jurídica".

Bolsonaro falou sobre um pedido de prisão preventiva feita por vereadora do PT e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes solicitou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisasse o caso. O Ministério Público emitiu parecer contrário à prisão nesta quarta-feira, 2.

Os autores do pedido de prisão enviado ao STF são a vereadora do Recife Liana Cristina (PT) e Victor Fialho Pedrosa, servidor do gabinete dela. Os dois argumentam que Bolsonaro cometeu os crimes de obstrução de justiça, organização criminosa e incitação ao crime ao convocar apoiadores para a manifestação realizada na Praia de Copacabana no último dia 16. O pedido de análise da PGR é uma praxe da Corte.

Durante a entrevista, Bolsonaro, se defendeu e afirmou que não está provocando nada contra si mesmo: "Até já avisei quem trabalha comigo, dirigindo meu carro, para nem passar perto de embaixadas. Alguns me criticaram lá atrás, achando que eu ia fugir para a Embaixada da Hungria".

Perguntado sobre se acredita que existe a possibilidade de que ele seja preso em decorrência do pedido enviado à Suprema Corte, o ex-presidente confirmou. "Existe. Nós vivemos uma completa insegurança jurídica", afirmou, mencionando ter recebido cartas de pessoas presas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que chama de "presos políticos", para ilustrar o suposto risco jurídico. Ele reforçou não ter incentivado os ataques à Praça dos Três Poderes.

Em decisão do STF da semana passada, o ex-presidente e sete de seus aliados próximos se tornaram réus no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Eles vão responder por cinco crimes, que incluem organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

 

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