Política

BRASIL

Nelsinho alerta para risco na fronteira após ação dos EUA que prendeu Maduro

O senador sul-mato-grossense destacou que a rapidez da operação levanta questionamentos e pode trazer consequências imediatas e de longo prazo para a região

Continue lendo...

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE), senador por Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou neste sábado (3) que o colegiado acompanha com preocupação os impactos da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, especialmente na fronteira com o Brasil e na situação de brasileiros que estão em território venezuelano.

Na madrugada deste sábado, forças norte-americanas realizaram uma operação no país vizinho que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo informações oficiais, Maduro estaria sendo levado para os Estados Unidos.

Em nota, o senador sul-mato-grossense destacou que a rapidez da operação levanta questionamentos e pode trazer consequências imediatas e de longo prazo para a região, sobretudo nas áreas de fronteira brasileiras.

“O que mais nos preocupa neste momento é a condição dos brasileiros que estão na Venezuela e os reflexos que essa situação pode causar nas regiões fronteiriças do Brasil”, afirmou Nelsinho.

O parlamentar lembrou o histórico do regime venezuelano, marcado, segundo ele, por repressão a opositores, prisões políticas e acusações de vínculos com o crime organizado, mas ponderou que o enfrentamento ao narcotráfico e a defesa da democracia não autorizam a banalização do uso da força.

Para o senador, qualquer ação militar precisa respeitar o Direito Internacional e os princípios da Organização das Nações Unidas (ONU).

Enquanto aguarda manifestações oficiais do governo dos Estados Unidos e do governo brasileiro que convocou uma reunião de emergência sobre o caso, Nelsinho também demonstrou preocupação com possíveis reações de países considerados aliados de Maduro, como China, Irã e Rússia.

Diante do cenário, o senador defendeu a possibilidade de convocação imediata de reuniões extraordinárias da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e da Comissão Representativa do Congresso Nacional, que atuem durante o recesso parlamentar.

Veja:

Assine o Correio do Estado

 

Postura

Presidente da CPMI do INSS vai colocar informações sigilosas sobre Vorcaro em sala-cofre

Tratamento será diferente ao dispensado pela comissão a outros alvos, caso se concretize a medida

23/02/2026 19h00

Senador Carlos Viana

Senador Carlos Viana Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou nesta segunda-feira, 23, que pretende colocar informações sigilosas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, solicitadas pelo colegiado, em uma sala-cofre. O tratamento será diferente ao dispensado pela comissão a outros alvos, caso se concretize a medida.

Os dados oriundos das quebras de sigilos fiscal e telemático estavam sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ordem do ministro Dias Toffoli.

Com a mudança de relatoria do caso Master, o novo relator, ministro André Mendonça, determinou a entrega dos documentos à CPI. Há uma cadeia de custódia para o tratamento desses papéis. Cabe à Polícia Federal entregá-los à comissão, o que ainda não ocorreu.

A sala-cofre é um local onde os parlamentares que integram a CPMI do INSS podem acessar os documentos remetidos pela PF. Ao acessá-la, cada deputado e senador registra sua entrada, observa as versões físicas dos dados e não pode levá-los.

O método de tratamento das informações é diferente daquele conferido aos demais itens de investigação, que são entregues em formato digital a todos os membros da CPI.

Segundo Viana, os dados ficarão nesta sala-cofre "até a gente ter chance de analisar o que está lá". O presidente da comissão disse que a decisão cabe exclusivamente a ele. "Eu pretendo fazer isso", disse, antes da reunião da CPI realizada nesta segunda-feira, 23.

Assine o Correio do Estado

SERVIDOR PÚBLICO

Veto da Prefeitura ao pagamento da previdência em 12 parcelas será votado na Câmara

De acordo com o Executivo, a redução do prazo, de 36 para 12 meses, implica no planejamento orçamentário municipal

23/02/2026 18h25

Sessão ocorre nesta terça-feira, a partir das 9h

Sessão ocorre nesta terça-feira, a partir das 9h Divulgação: Câmara Municipal

Continue Lendo...

Nesta terça-feira (24), os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votarão se mantêm ou rejeitam o veto da prefeita Adriane Lopes (PP), que não aprovou a emenda dos parlamentares ao Projeto de Lei Complementar 1.012/25,  a qual assegurava a redução, de 36 para 12 meses, para pagamento das parcelas referentes ao ressarcimento de contribuições previdenciárias, além de atualização dos valores pelo IPCA-E (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

A Prefeitura justificou o veto alegando que a redução do prazo implica no planejamento orçamentário. Além disso, a administração municipal argumenta que a proposta foi discutida com sindicato dos beneficiários.

A medida beneficia aqueles servidores efetivos com exercício entre 13 de novembro de 2019 e 18 de outubro de 2022 (data que antecede a vigência da previdência complementar no município) e que fizeram a opção para o Regime de Previdência Complementar. 

Lei sancionada

A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou, no dia 19 de janeiro deste ano, a Lei Complementar referente ao ressarcimento do valor excedente da contribuição previdenciária dos servidores públicos do Município. O dinheiro será devolvido em folha de pagamento do trabalhador, dividido em 36 parcelas mensais e sucessivas. 

Aqueles que optaram por contribuir para o Regime de Previdência Complementar (RPC) ao Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), entre o período de 13 de novembro de 2019 e 18 de outubro de 2022, serão ressarcidos pela Prefeitura.

O texto proposto tinha como objetivos principais regulamentar a devolução dos valores que, segundo o projeto, foram descontados "indevidamente" e também diminuir as parcelas de 36 para apenas 12 vezes.

A prefeita vetou parcialmente trechos do Projeto de Lei Complementar. O IMPCG entende que o projeto de lei modificou, sem análise de viabilidade orçamentária, o texto original que foi deliberado e elaborado pelos membros presentes na Reunião Ordinária do Comitê de Acompanhamento de Previdência Complementar com a participação do sindicato dos servidores envolvido.

Além disso, entende que  o PL contraria a legislação previdenciária (LC n. 415/2021), por tratar de uma temática diferente do texto apresentado e trazer atualização que se refere a "valores como desconto indevido", o que, segundo a Prefeitura, não condiz com os fatos. O Executivo alega que, à época, estes descontos foram realizados em conformidade com a legislação previdenciária.

Outro trecho que foi vetado trata-se do prazo do ressarcimento. A Procuradoria-Geral do Município (PGM) aponta que também foi deliberado pelo Comitê de Acompanhamento de Previdência Complementar (CAPC), por unanimidade e de comum acordo com o Sindicato dos Auditores da Receita, o parcelamento em 36 vezes, com a concordância da Secretaria Municipal da Fazenda”.

O texto queria alterar o fluxo financeiro de ressarcimento de 36 para “até 12 parcelas”,  e segundo a PGM, isto "afronta diretamente o planejamento orçamentário, capacidade financeira do ente, com a execução das despesas obrigatórias e com a manutenção do equilíbrio fiscal ao longo do exercício".

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).