Política

INVESTIGAÇÃO

Nelsinho celebra saída de Toffoli do caso do Banco Master no STF

Para o parlamentar sul-mato-grossense, a mudança traz um alívio temporário, mas acha que os próximos passos da investigação serão determinantes

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A saída do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria do caso que investiga fraudes no Banco Master foi a mais acertada e representa uma vitória para a Polícia Federal, após uma série de embates entre as instituições, conforme análise do senador Nelsinho Trad (PSD).

Para o parlamentar sul-mato-grossense, a mudança traz um alívio temporário, mas acha que os próximos passos da investigação serão determinantes.

“O STF precisa ter uma irrestrita transparência, portanto, para mim foi a melhor decisão em função das dúvidas levantadas envolvendo o nome do ministro”, ressaltou.

A investigação, que apura fraudes em torno de R$ 12 bilhões do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, ganhou novos contornos nas últimas 24 horas, após a revelação de que havia menções ao ministro nas conversas encontradas no celular do banqueiro investigado.

O caso gerou uma nota do STF unido em torno do respeito ao ministro, mas, ao mesmo tempo, resultou no afastamento dele do caso com a decisão de redistribuir a relatoria do processo.

A pressão aumentou quando o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente um ofício ao presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, sobre o caso”, concluiu o analista.

CONFLITOS

Os conflitos entre Toffoli e a Polícia Federal foram frequentes durante a condução do caso. Entre os episódios de tensão está o fato de o ministro ter determinado a cariação (medida cautelar) sem que houvesse depoimento, decisão da qual recuou diante da insatisfação da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Outros momentos de atrito incluíram a determinação para que materiais apreendidos ficassem selados no STF, tirando a PF da análise, e a escolha de quatro peritos específicos para acompanhar o caso, ignorando os protocolos da corporação.

Houve ainda uma cobrança pública do ministro acusando a PF de atuar com “falta de empenho e inércia”, o que teria indignado o diretor-geral da Polícia Federal.

A definição do novo relator será fundamental para determinar se o alívio será duradouro e qual será o futuro rumo das investigações.

No entanto, como serão conduzidas as investigações é o que deve apontar se haverá ou não um alívio para o Supremo nesse caso.

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Postura

Após 1º turno, Motta diz que Câmara seguirá comprometida em garantir respeito à Constituição

Motta afirmou ainda que a Câmara é um "pilar da estabilidade institucional, da legalidade e do equilíbrio entre os Poderes

13/10/2026 21h00

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Foto: Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou nesta terça-feira, 13, parabenizou os parlamentares que disputaram as eleições de 2026 e disse que, independente dos resultados, a Casa seguirá comprometida em garantir o respeito à Constituição.

"Com a responsabilidade de quem preside a Câmara dos Deputados, reafirmo o compromisso desta Casa, em toda sua pluralidade, de assegurar que o diálogo permaneça aberto, que a Constituição seja respeitada e que o Brasil avance com estabilidade institucional", disse o deputado em discurso no plenário.

Motta afirmou ainda que a Câmara é um "pilar da estabilidade institucional, da legalidade e do equilíbrio entre os Poderes". Ele destacou ainda que, no segundo turno, "os brasileiros irão às urnas para exercer, com liberdade e soberania, o direito de decidir o futuro do País".

"Afinal, a democracia se traduz nas urnas, mas se fortalece diariamente, no equilíbrio entre os Poderes e na capacidade de transformar o debate político em resultados concretos. Acima de tudo, não podemos nunca perder de vista que, no fim do dia, o que deve prevalecer é o interesse do Brasil e da nossa sociedade Esse é o nosso norte. É o compromisso que deve orientar nossa trajetória na vida pública", finalizou.

ELEIÇÕES 2026

MDB de Mato Grosso do Sul confirma apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Presidente estadual do partido, Waldemir Moka afirma que a sigla integra o grupo de 17 diretórios favoráveis ao candidato do PL

13/10/2026 14h38

Presidente estadual do MDB, Waldemir Moka confirma apoio do diretório de Mato Grosso do Sul a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial

Presidente estadual do MDB, Waldemir Moka confirma apoio do diretório de Mato Grosso do Sul a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial Arquivo

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O MDB de Mato Grosso do Sul confirmou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. 

O posicionamento foi informado pelo presidente estadual da legenda, ex-senador Waldemir Moka, que incluiu o diretório sul-mato-grossense no grupo de 17 representações regionais alinhadas ao candidato que enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Está entre esses 17 que manifestaram apoio ao próprio Bolsonaro”, declarou Moka, ao confirmar a participação do MDB de Mato Grosso do Sul no movimento.

A adesão reúne diretórios de 16 estados e do Distrito Federal, formando a maioria das 27 representações regionais do partido. A articulação envolve o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o presidente nacional da legenda, deputado federal Baleia Rossi.

Em Mato Grosso do Sul, o MDB chega à definição para o segundo turno com nove prefeituras. A sigla está à frente das administrações de Amambai, Aral Moreira, Bodoquena, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Laguna Carapã, Paranhos, Sonora e Vicentina.

Essa presença municipal dá ao partido uma estrutura distribuída pelo interior do Estado. Com a definição anunciada por Moka, o comando estadual da legenda passa a integrar o grupo de diretórios que defende a eleição do candidato do PL.

Nas eleições municipais de 2024, o MDB elegeu dez prefeitos em Mato Grosso do Sul. Posteriormente, Lucas Foroni, de Rio Brilhante, deixou a legenda e ingressou no PP, reduzindo a representação emedebista.

A contagem atual também considera Paranhos, onde Heliomar Klabunde assumiu a prefeitura em 4 de novembro de 2025, depois de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ele havia vencido a eleição de 2024, mas foi impedido de tomar posse no início do mandato por uma decisão judicial posteriormente revertida. No cenário nacional, Ricardo Nunes atuou nas conversas para ampliar o apoio dos diretórios à candidatura de Flávio. 

Tarcísio e Baleia Rossi também participaram das negociações, cujo anúncio conjunto foi previsto para esta terça-feira (13), em São Paulo. Mesmo com a adesão majoritária, a direção nacional preserva a autonomia dos diretórios para definir seus posicionamentos. 

A liberdade de escolha segue a orientação adotada no primeiro turno e permite que outras representações regionais mantenham o apoio a Lula. Entre os grupos alinhados ao presidente estão o MDB de Alagoas, ligado à família Calheiros, e o do Pará, sob influência da família Barbalho. 

A divisão reflete as diferentes alianças regionais da legenda na eleição presidencial. Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.
 

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