Política

Eleição

Nelsinho Trad declara publicamente voto em Rogério Marinho para presidente do Senado

O senador sul-mato-grossense, que é do PSD, acompanhou a colega Tereza Cristina (PP-MS), que também declarou voto em Marinho

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O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) postou, há pouco, na sua conta na rede social Instagram, que votará no bolsonarista Rogério Marinho (PL-RN) para presidente do Senado Federal.

“Reafirmando o meu compromisso com os eleitores sul-mato-grossenses, por quem trabalho no Senado Federal, oficializo o meu voto à presidência do Senado: votarei em Rogério Marinho”, postou o parlamentar.

Com essa decisão, Nelsinho Trad deixa de votar no seu colega de partido, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente do Senado.

Porém, o senador sul-mato-grossense sempre foi muito próximo do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que, mesmo estando em Orlando, na Flórida (EUA), tem feito campanha explícita por Rogério Marinho.

Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem, desde a semana passada, fazendo campanha para Rogério Marinho e, nesta semana, participou do anúncio de apoio oficial do PP e Republicanos à candidatura do candidato bolsonarista.

“Tenho acompanhado essa campanha, que não é 3º turno não, é 1º turno pelo bem do Brasil, para o bem dos brasileiros, para uma pauta e uma agenda que o Brasil precisa e espera do Senado Federal”, discursou a senadora sul-mato-grossense.

Ela ainda completou que o Senado precisa voltar a ter protagonismo. “Precisa trazer de novo a harmonia entre os poderes, equilíbrio para que nós possamos desenvolver o nosso País”, afirmou.

A parlamentar ainda reforçou que a campanha de Rogério Marinho ganhou envergadura e que vai vencer a eleição. “A vitória será para o bem de todos os cidadãos que esperam essa mudança no Parlamento. Querem ver o Senado de novo tendo um protagonismo que deixou de ter”, alfinetou.

A senadora Soraya Thronicke (União-MS) reforçou que seu voto é secreto, mas que ainda não se definiu. Entretanto, o novo líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho, que é da Paraíba e substituirá o senador Davi Alcolumbre, do Amapá, encaminhou apoio à reeleição de Rodrigo Pacheco.

Porém, o próprio Efraim revelou que, com exceção de alguns, a maioria da bancada da legenda no Senado votará em Pacheco. Um dos que comunicou os colegas publicamente que não votará em Pacheco foi o senador Allan Rick (União-AC), que deve votar no bolsonarista Rogério Marinho.

A expectativa no União Brasil é de que Sergio Moro, senador eleito pelo Paraná, também vote em Marinho, embora o ex-juiz não tenha falado ainda publicamente sobre o tema.

tramitação

PEC da escala 6x1 e PEC da Segurança são oficialmente despachadas para CCJ do Senado

O andamento da tramitação foi confirmado pelo site do Senado nesta sexta-feira, 21

21/08/2026 19h00

Congresso Nacional

Congresso Nacional Arquivo - Senado Federal

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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), despachou oficialmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta que dá fim à escala 6x1 e a proposta que amplia poderes da União na segurança pública. O andamento da tramitação foi confirmado pelo site do Senado nesta sexta-feira, 21.

O relator da PEC da escala 6x1 na CCJ será o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a relatoria da PEC da Segurança Pública no colegiado ficou com o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Já aprovadas pela Câmara dos Deputados, as propostas estavam paradas no Senado, em meio ao rompimento de diálogo entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles haviam se afastado depois da votação histórica dos senadores que derrubou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 14 de agosto, Alcolumbre publicou uma nota em que relatou uma "importante conversa institucional" com Lula e comunicou a determinação de encaminhamento dessas propostas para a CCJ. Ele também afirmou que dará andamento ao projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

"DIFERENTÕES"

De Cria do Aero Rancho a "Bolivinha Borracha": nomes mais curiosos que estarão nas urnas de MS

Sem patrimônio exacerbado ou apadrinhamento político, alguns chamam atenção pelo nome que vai às urnas em outubro

21/08/2026 16h45

Fotos: Reprodução / Divulgacand

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Sem patrimônio exacerbado ou apadrinhamento político, alguns tentam atrair o eleitor justamente pelo nome que vai às urnas em outubro.

De “Cria do Aero Rancho” a “Bolivinha Borracha”, passando por “Tonhão do Forró”, “Preguiça”, “China”, “Café” e “Jéssica Mãe Atípica”, a lista reúne estreantes e nomes já conhecidos em algumas regiões do Estado.  

Em um universo de 421 candidaturas, são os postulantes a uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) que mais atraem o eleitor. 

Um dos nomes que mais remetem a uma identidade regional é Ismael da Silva Gomes, de 45 anos, que disputa a eleição pelo Republicanos com o nome “Cria do Aero Rancho”.

Campo-grandense, ele chega à terceira eleição e não declarou bens à Justiça Eleitoral. Nas redes sociais, o candidato reúne cerca de 66,7 mil seguidores no Instagram, onde publica notícias e vídeos de humor.

A escolha do nome de urna faz referência direta ao Aero Rancho, terceiro maior bairro de Campo Grande, com cerca de 36 mil habitantes.

Outro nome que chama atenção é “Bolivinha Borracha”, usado por Bolivar Medeiros Fernandes, de 60 anos. Campo-grandense e empresário, ele concorre pelo PDT e já havia disputado uma vaga de vereador em Campo Grande em 2024. Na declaração de bens, informou possuir um Fiat Uno Mobi, ano 2018, avaliado em R$ 40 mil.

Também pelo PDT,  Jéssica da Silva Rodrigues, de 34 anos, que adotou o nome “Jéssica Mãe Atípica”. Campo-grandense, ela disputa sua primeira eleição e não declarou bens.

Do forró à política

Natural de Fortaleza, Antonio Carlos Rodrigues de Farias, de 73 anos, chega à sexta disputa eleitoral com o nome “Tonhão do Forró”. Em 2026, concorre novamente pelo Democracia Cristã, partido pelo qual também disputou uma vaga de deputado federal em 2022.

Sua trajetória eleitoral teve início em 2008, quando tentou conquistar um cargo eletivo em Campo Grande. Desde então, disputou eleições para vereador, deputado federal e deputado estadual. Nesta eleição, busca novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ele também não declarou bens.

Entre os candidatos, há ainda Pércio Fabiano Preguiça, de 49 anos. Natural de Angélica e filiado ao PRD, ele disputa sua segunda eleição. Apesar de “Preguiça” poder parecer um apelido, trata-se apenas do sobrenome do candidato.

Em 2008, tentou ser vereador em Deodápolis, mas teve a candidatura indeferida. Para 2026, declarou possuir apenas uma Volkswagen Saveiro, ano 2003, avaliada em R$ 28 mil.

“China” vai para a oitava eleição

Empresário, Gilberto José Silva, de 47 anos, conhecido como “China”, é natural de Aquidauana e concorre pelo Avante. A disputa de 2026 representa sua oitava participação em eleições.

China construiu sua trajetória política em Anastácio, onde foi eleito vereador por dois mandatos, em 2012 e 2016. Ao longo da carreira, disputou seis eleições no município e agora tenta pela segunda vez uma vaga na Assembleia Legislativa.

Na declaração patrimonial, informou possuir uma casa avaliada em R$ 300 mil e R$ 18 mil em espécie.

De Três Lagoas vem Julia Monteiro Campos, de 34 anos, que utiliza o nome “Julia News”. Jornalista e redatora, ela mantém um site de notícias no município e tenta novamente uma vaga eletiva após disputar uma cadeira de vereadora em 2024.

Filiada ao PSDB, Julia é conhecida no município pelo trabalho na área de comunicação e agora leva a identificação “News” para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“Café”, o bilionário por engano

Entre os nomes de urna, “Café” ganhou atenção por um motivo diferente. Valdeci Gonçalves da Cruz, candidato do PDT à Assembleia Legislativa, apareceu no sistema eleitoral com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, patrimônio que o colocou entre os mais ricos do país neste pleito.

A declaração, porém, não correspondem ao patrimônio real informado pelo candidato. Segundo o PDT, houve um erro de digitação durante o preenchimento da declaração de bens e a legenda solicitou a correção à Justiça Eleitoral.

A inconsistência chamou atenção porque veículos e outros bens foram registrados com valores muito acima dos preços de mercado. Um Volkswagen Polo, modelo 2023/2024, por exemplo, apareceu na declaração com valor de R$ 80 milhões.

Enquanto a correção não aparece no sistema, o registro acabou colocando o candidato entre os nomes com maior patrimônio declarado nas eleições deste ano, embora o valor seja atribuído pelo partido e pelo próprio candidato a um erro material no preenchimento.

Além dos citados, Biro Biro; Fião; Roberto e Zé Trovão e Tony Gol são outros nomes que devem chamar atenção do eleitorado neste ano.  A lista completa de candidaturas pode ser conferida aqui!
 

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