Política

Eleições 2026

Nelsinho Trad fecha apoio com prefeitos e Capitão Contar perde espaço

Senador realizou evento em Campo Grande para prestar contas e assegurou anuência da maioria dos gestores municipais

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Durante evento de prestação de contas do mandato, realizado na noite do dia 2, no espaço Road House Old Sheep, em Campo Grande, com a presença de dezenas de prefeitos, o senador Nelsinho Trad (PSD) deu uma grande demonstração de força política para a disputa eleitoral deste ano, de olho na reeleição.

Conforme apuração do Correio do Estado, ao reunir inúmeros prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, bem como lideranças políticas de todas as regiões de Mato Grosso do Sul, o parlamentar acaba por tirar espaço político do principal adversário dele, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), na briga por uma das duas vagas ao Senado.

Segundo aliados, o encontro serviu ainda para reforçar o apoio de 64 dos 79 prefeitos sul-mato-grossenses, o equivalente a cerca de 80% dos gestores municipais do Estado. Durante o evento, Nelsinho destacou que o apoio recebido é consequência de um mandato voltado para atender às demandas dos municípios.

“Esse resultado é fruto do trabalho e de um mandato voltado às cidades de Mato Grosso do Sul. São entregas e realizações que estão na frente das brigas políticas”, afirmou o senador à reportagem.

A prefeita de Sonora, Maria Clarice Ewerling (MDB), ressaltou a relação próxima mantida pelo parlamentar com os gestores municipais. Conforme ela, Nelsinho se tornou uma referência para prefeitos que buscam apoio institucional em Brasília.

“Nelsinho sempre foi acolhedor, tanto em Brasília quanto aqui. Ele é um senador municipalista e onde está faz com que todos se sintam em casa. O que vimos ontem foi uma demonstração de gratidão pelo trabalho que ele já realizou pelos municípios”, declarou.

O prefeito de Vicentina, Cleber Dias da Silva (MDB), também elogiou a atuação do senador e destacou a assistência oferecida pelo gabinete parlamentar às administrações municipais.

“Desde que assumi a prefeitura, em 2025, tive no senador um parceiro. Sabemos das dificuldades que os prefeitos enfrentam para acessar Brasília e ele mantém um gabinete que presta toda a assistência necessária. Além disso, tem atendido os municípios com recursos fundamentais para a execução de obras e serviços”, afirmou.

Cleber acrescentou que o sentimento predominante entre os gestores presentes no encontro foi o reconhecimento da importância da continuidade do trabalho desenvolvido por Nelsinho Trad.

“Não acredito em onda política nem em quem aparece de última hora. A população reconhece quem presta serviço. O senador Nelsinho é presente e tem mostrado resultados para os municípios”, completou.
Já o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), classificou o senador como um parceiro permanente das cidades sul-mato-grossenses.

“Tenho no senador Nelsinho Trad um parceiro incansável. É um senador presente, que trabalha pelas cidades de Mato Grosso do Sul, abre portas em Brasília e luta para que os municípios tenham mais investimentos e oportunidades. Seu compromisso com o desenvolvimento do Estado merece reconhecimento”, afirmou.

Com o apoio da maioria dos prefeitos formalizado e o respaldo de vereadores e lideranças municipais de inúmeras legendas, Nelsinho Trad amplia sua base política para a disputa deste ano, transformando sua reeleição em uma pauta compartilhada por grande parte das administrações municipais de Mato Grosso do Sul.

articulação

Câmara sela acordo para abertura imediata da CPI do Tapa-Buraco

Pedido teve a adesão de 29 vereadores e passará por análise jurídica antes da definição dos integrantes da comissão

17/10/2026 08h00

Ao centro, o presidente da Casa, Papy, faz o anúncio da criação da CPI, que recebeu o apoio de todos os 29 vereadores campo-grandenses

Ao centro, o presidente da Casa, Papy, faz o anúncio da criação da CPI, que recebeu o apoio de todos os 29 vereadores campo-grandenses Foto: Izaias Medeiros/CMCG

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A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu, no fim da tarde desta sexta-feira, criar de imediato a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco para investigar falhas nos serviços de manutenção das ruas e avenidas da Capital. 

Ao centro, o presidente da Casa, Papy, faz o anúncio da criação da CPI, que recebeu o apoio de todos os 29 vereadores campo-grandensesFoto: Montagem

O anúncio foi feito pelo presidente da Casa de Leis, Epaminondas Vicente Silva Neto (PSDB), o Papy, após uma reunião com 24 dos 29 vereadores presentes. Os cinco parlamentares que estavam ausentes informaram remotamente o apoio irrestrito à decisão, totalizando 29 assinaturas.

A proposta foi apresentada em agosto pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) e vinha sendo discutida pelos integrantes do Legislativo. Conforme Papy, a decisão de apoiar a investigação foi tomada coletivamente, depois de um debate sobre a crise na conservação das vias públicas e a falta de soluções para o problema.

“Coletivamente, a gente tomou uma decisão. Praticamente todos que estão presentes assinaram a CPI”, declarou o presidente, acrescentando que os vereadores ausentes também estavam se manifestando favoravelmente à iniciativa.

O requerimento será encaminhado à Procuradoria da Câmara, que avaliará os aspectos regimentais, legais e constitucionais do documento. Depois dessa análise, estão previstas a formalização e a publicação dos atos necessários, seguidas da definição da presidência, da relatoria e dos demais integrantes da comissão, respeitando a proporcionalidade dos partidos.

Papy afirmou que o pedido reúne 10 fatos que deverão ser investigados. O detalhamento, segundo ele, será divulgado após a conclusão da coleta de assinaturas. Já o requerimento original, datado do dia 13 de agosto, propõe um prazo inicial de 120 dias para os trabalhos.

Ao justificar a iniciativa, o presidente da Câmara criticou a condução do serviço pela prefeitura e apontou descaso e negligência na manutenção das vias. Para ele, embora a execução dos reparos seja responsabilidade do Executivo, os vereadores também precisam responder à população pelas condições da cidade.

“O parlamento não é culpado disso, mas ele é responsável também pelo resultado da cidade”, afirmou, reconhecendo que as chuvas dificultaram os serviços e atingiram outros municípios, mas disse que a população cobra alternativas para enfrentar a deterioração do asfalto. 

Na avaliação dele, a gestão deixou de utilizar mecanismos de planejamento, como a priorização de avenidas e pontos críticos, além de enfrentar problemas relacionados a recursos e equipes.

A CPI, conforme Papy, também deverá pressionar o Executivo a organizar uma atuação mais eficiente, com procedimentos capazes de melhorar a qualidade e a durabilidade dos reparos.

Entre os pontos apresentados no requerimento original está a redução da previsão orçamentária para o projeto de modernização e requalificação das vias urbanas. Segundo o documento, a dotação passou de mais de R$ 132 milhões, em 2025, para pouco mais de R$ 40 milhões, neste ano, uma queda de quase 70%.

O texto também questiona a ausência de resposta ao Requerimento nº 34/2026, aprovado pela Câmara para solicitar informações sobre a execução do tapa-buraco. Conforme a justificativa apresentada, o prazo terminou sem que o Executivo encaminhasse os esclarecimentos.

Outro dado utilizado para fundamentar a investigação é o volume de demandas recebidas pelos vereadores. Das 24.673 indicações encaminhadas à prefeitura no primeiro semestre deste ano, quase 9 mil tratavam de serviços de tapa-buraco, segundo o requerimento.

A proposta ainda cobra explicações sobre a permanência dos problemas nas ruas mesmo com a disponibilidade da usina de asfalto do Consórcio Central-MS, presidido pela prefeita Adriane Lopes. O documento informa que a estrutura tem capacidade de produzir 120 toneladas por hora de concreto betuminoso usinado a quente.

Também são citadas investigações sobre suspeitas de fraudes em contratos, incluindo manipulação de medições e pagamentos por serviços executados parcialmente ou não realizados.

Esses episódios aparecem no requerimento como justificativas para aprofundar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos.

Além da apuração, Papy anunciou que está encaminhando um projeto de lei para modificar a forma de contratação dos serviços. Segundo ele, a proposta terá como referência orientações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e buscará ampliar o foco dos contratos para a recuperação asfáltica.

O presidente ressaltou que a abertura da investigação deverá ser acompanhada de medidas para melhorar a manutenção das vias e recuperar a confiança dos moradores no poder público. “A população pode confiar na

Câmara que nós estamos trabalhando em favor da população, que não aguenta mais cair nos buracos, estragar o carro, ter acidentes”, declarou.

Para Luiza Ribeiro, os números demonstram a necessidade de aprofundar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos e a execução dos contratos de manutenção das ruas da Capital.

“A CPI do Tapa-Buraco é um instrumento legislativo necessário para esclarecer questões que ainda não estão transparentes na administração pública e permitir que a Câmara e a população compreendam o que está acontecendo com a execução desse serviço em Campo Grande”, afirmou.
 

Declaração

Camilo Santana defende redução da maioridade: Se pode votar, pode assumir responsabilidades

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição

16/10/2026 22h00

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Camilo Santana, ex-ministro da Educação Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, senador Camilo Santana (PT-CE), defendeu a redução da maioridade penal em conversa com jornalistas nesta sexta-feira, 16. Nunca antes defendida pelo PT, agora o governo é favorável à criminalização de crimes hediondos cometidos por quem possui 16 e 17 anos.

"Nós defendemos que pode diminuir para 16 anos apenas para crimes que são crimes extremamente graves, como quem tira a vida de um cidadão e de uma cidadã brasileira. Se uma pessoa que tem 16 anos tem o direito de votar e escolher os seus representantes, ela também precisa assumir determinadas responsabilidades", declarou Camilo no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição ao governo porque eles buscavam atrapalhar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto do PL era bem mais radical, propondo redução para 16 anos em todos os crimes e para 14 em caso de crimes hediondos.

A cartada do PL ocorreu um dia depois do governo Lula conseguir uma importante vitória com a aprovação da PEC que acabou com a escala de trabalho 6x1. O objetivo era desidratar o capital político do PT em um tema sensível para a esquerda.

Para se defender, o governo Lula decidiu abraçar a bandeira da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, que nunca foi pauta do PT. O próprio Camilo, que é senador, apresentou uma outra emenda proposto a atual ideia do Executivo

Em sabatina para a TV Globo na noite desta quinta-feira, 15, Lula disse defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que no caso de todo e qualquer crime hediondo, sou favorável a diminuir a penalidade. Para crimes hediondos", disse o presidente na sabatina para o Jornal Nacional.

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