Política

PETROBRAS

Novos escândalos atingem senador Delcídio do Amaral

Novos escândalos atingem senador Delcídio do Amaral

DA REDAÇÃO

24/03/2014 - 00h00
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Novas denúncias do estouro do escândalo bilionário da compra de refinaria americada pela Petrobras estão desabando no senador Delcídio do Amaral (PT), pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul, segundo reportagem de hoje (24) no jornal Correio do Estado. O seu protegido na Petrobras, Nestor Cerveró, caiu por ser o responsável pelo parecer avalizando a aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A principal polêmica é o preço: o valor que a estatal brasileira pagou em 2006 à Astra Oil para a compra de 50% da refinaria – US$ 360 milhões – é oito vezes maior do que a empresa belga havia pago, no ano anterior, pela unidade inteira. A Petrobras ainda teve de gastar mais US$ 820,5 milhões no negócio, pois foi obrigada a comprar os outros 50% da refinaria. Isso porque a estatal e a Astra Oil se desentenderam e entraram em litígio. Havia uma cláusula no contrato, chamada de “put option”, estabelecendo que, em caso de desacordo entre sócios, um deveria comprar a parte do outro.

Diante desse escândalo, o senador Delcídio do Amaral atribuiu ao PMDB do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), a indicação de Cerveró para a área internacional da Petrobras. Renan reagiu de pronto declarando que Delcídio não precisava ficar preocupado com a escolha de Cerveró. Ele acredita que o senador não teria recomendado a nomeação do engenheiro para roubar da empresa. Delcídio negou a responsabilidade pela indicação de Cerveró e abriu guerra com o PMDB.

No entanto, de acordo com a reportagem de Adilson Trindade, a coluna de sábado de Cláudio Humberto, publicada diariamente nos grandes jornais dos Estados, incluindo o Correio do Estado, mostrou a relação de Delcídio com Cerveró. Segundo Cláudio Humberto, “o operador da compra superfaturada da refinaria americana, Nestor Cerveró, é mesmo ligado ao senador Delcídio do Amaral (PT-MS). São amigos e trabalharam juntos. Cerveró era diretor internacional quando a Petrobras pagou US$ 1,180 bilhão pela refinaria, avaliada em US$ 42,5 milhões (28 vezes menos)”. O diretor foi substituído depois, em março de 2008, por Jorge Zelada, indicação coletiva de deputados federais do PMDB mineiro. 
 

ELEIÇÕES 2026

Eleições de 2026: Veja as principais datas para eleitores, partidos e candidatos

Cerca de 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais

02/01/2026 19h00

Cerca de 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais

Cerca de 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais Reprodução / TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima que ao menos 150 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro. Nesse dia, o eleitor vai às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O segundo turno está previsto para 25 de outubro e pode ocorrer para a escolha dos chefes dos Executivos federal e estaduais.

Regularização do título

Quem ainda não tirou o primeiro título ou precisa resolver pendências com a Justiça Eleitoral tem prazo até 6 de maio de 2026. O procedimento pode ser feito pela internet, nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais, sem necessidade de comparecimento presencial na maioria dos casos.

Desincompatibilização

Antes de a campanha ganhar as ruas, a regra obriga ocupantes de cargos no Executivo que desejam concorrer a outra função a deixar o posto até seis meses antes da eleição. Na prática, isso antecipa o início da corrida eleitoral para abril de 2026, quando pré-candidaturas deixam o campo da especulação e passam a se materializar.

A partir desse prazo, governadores, ministros e secretários interessados em disputar novos cargos precisam formalizar o afastamento, tornando pública uma decisão que, até então, costuma ser tratada nos bastidores. É o momento em que o xadrez político começa a se organizar com mais clareza.

Janela partidária

Deputados federais, estaduais e distritais terão um período específico para trocar de legenda sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A chamada janela partidária ocorre entre março e abril, funcionando como um termômetro das forças políticas e das estratégias para a eleição seguinte.

Convenções partidárias

Para concorrer, é obrigatório estar filiado a um partido e ter o nome aprovado em convenção. As convenções partidárias estão previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026, etapa em que as siglas oficializam candidaturas e fecham alianças.

Registro de candidaturas

Concluídas as convenções, os partidos e federações têm até 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral o registro dos candidatos que vão disputar o pleito.

Início da campanha

A propaganda eleitoral estará liberada a partir de 16 de agosto de 2026, tanto nas ruas quanto no ambiente digital. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa 35 dias antes da antevéspera da eleição, conforme o calendário oficial da Justiça Eleitoral.

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Política

PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro a cargo de escrivão

Filho do ex-presidente teve mandato parlamentar cassado

02/01/2026 13h30

Foto: Agência Brasil

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A Polícia Federal determinou o “retorno imediato” de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão, carreira da qual estava afastado para exercer o cargo de deputado federal. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está foragido em território norte-americano.

Eleito deputado federal pelo estado de São Paulo pela primeira vez em 2015, Eduardo Bolsonaro teve seu último mandato cassado no dia 18 de dezembro por não ter comparecido às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.

Como não ocupa mais o cargo de deputado, ele deverá retornar à Polícia Federal.

O ato declaratório da corporação foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2) e determina “a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025”. 

Fuga para os EUA

Em março do ano passado, Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar.

A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas em sessões plenárias.

Em setembro, Motta rejeitou a indicação do deputado para exercer a liderança da minoria na Casa, argumentando que não há possibilidade de exercer o mandato parlamentar estando ausente do território nacional.

Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil para evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, pela trama golpista.

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