Política

DISCURSO

Obama diz que 'EUA' apoiam avanço do Brasil

Obama diz que 'EUA' apoiam avanço do Brasil

g1

19/03/2011 - 17h20
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, citou neste sábado (19) o crescimento da relevância internacional do Brasil e disse que os Estados Unidos apoiam o maior protagonismo do país na economia mundial.

As afirmações foram feitas em discurso a empresários brasileiros e norte-americanos, na Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, em Brasília.

Obama foi muito aplaudido ao chegar no local do evento. Depois de agradecer aos organizadores do evento e aos membros do seu gabinete, um longo discurso sobre as relações comerciais entre os dois países.

O presidente americano disse que nos últimos dois séculos nunca houve um momento com tantas promessas futuras para o Brasil. Ele mencionou o crescimento e a força da economia brasileira.


O presidente dos EUA, Barack Obama, durante discurso a empresários brasileiros e americanos em Brasília (Foto: AFP)"Muitos dizem que o Brasil é o país do futuro, então o futuro chegou", disse Obama, ressaltando que o avanço se deu por trabalho e por competência especialmente dos dois últimos governantes, mencionando os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Obama, o Brasil conseguiu mostrar que o capitalismo pode existir junto com uma preocupação com justiça social. Ele ressaltou o papel do Brasil na formação de uma nação de imigrantes que encontra força na diversidade e que consegue se consolidar como uma das maiores democracias do mundo.

Segundo ele, os Estados Unidos apoiam o crescimento do Brasil como uma potência global, e os EUA trabalham para que o Brasil tenha um protagonismo no G20 e em outras instituiçãos, como FMI e Banco Mundial, e isso fez com que o Brasil fosse o primeiro país visitado por ele em sua viagem à América Latina.

Ele admitiu que os Estados Unidos vêem no Brasil um mercado em crescimento, que pode ser explorado pela indústria dos Estados Unidos. Ressaltou que as exportações de bens e serviços para o Brasil cresceram nas últimas décadas. As exportações, entretanto, também significam mais avanço para o Brasil, e para o aumento do padrão de vida dos brasileiros.

Ele lembrou ainda que a relação comercial tem duas vias e que os Estados Unidos importam muito da produção brasileira, gerando emprego e renda no Brasil. "Não há dúvida de que os Estados Unidos e o Brasil se beneficiam dos laços econômicos" e o fortalecimento desses laços é positivo para as duas nações.

Barreiras
Obama reclamou que ainda há muitos obstáculos para que os Estados Unidos consigam fazer negócios com a maior economia da América Latina. Segundo ele, entretanto, esta visita pode ajudar a abrir maiores oportunidades e diminuir as barreiras que ainda existem.

Obama mencionou que, no encontro com Dilma Roussef, acertaram de reforçar a relação entre os dois países, assinando um diálogo que vai promover cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos.

Segundo Obama, algumas das principais áreas em que os dois países precisam aumentar a cooperação são a questão energética, a educação e a infraestrutura.

O presidente americano alegou que os dois países vão gerar um trabalho de "parceria verde", para desenvolver fontes de energia limpa e renovável, apesar de admitir que ainda há necessidade de petróleo para as duas nações.

Como todos amigos, disse Obama, os dois países nem sempre concordam em tudo, mas que os Estados Unidos não vão esquecer dos seus parceiros.

Obama disse que o Brasil está se tornando um modelo para o mundo, seguindo uma mentalidade semelhante à do sonho americano, que defende que tudo é possível.
 

votos em disputa

Cinco cidades de MS têm metade dos eleitores-chave no 2º turno

Campo Grande lidera número de eleitores que não escolheram Lula nem Flávio Bolsonaro no primeiro turno do pleito

23/10/2026 07h45

Foto: Divulgação/TRE-MS

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A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo, Mato Grosso do Sul tem 634.224 eleitores que não votaram no presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno, realizado no dia 4. 

O contingente representa 31,3% do eleitorado estadual, acima da média nacional de 30,5%, e inclui quem escolheu outros candidatos, votou em branco, anulou o voto ou deixou de comparecer às urnas.

Quase metade desses eleitores está concentrada em apenas cinco municípios, liderados por Campo Grande, com 191.657 eleitores, seguida por Dourados (46.909), Três Lagoas (30.469), Ponta Porã (22.715) e Corumbá (20.703).

Juntas, essas cidades reúnem 312.453 eleitores que não escolheram nenhum dos dois finalistas. Desse total, 94,3 mil votos foram destinados a candidatos que ficaram de fora do segundo turno.

Levantamento do Correio do Estado, elaborado a partir dos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos índices de transferência de votos da pesquisa da Quaest, registrada no TSE sob o número BR-08535/2026 e divulgada na quarta-feira, indica que Flávio Bolsonaro poderia conquistar aproximadamente 42,4 mil desses votos, enquanto Lula receberia cerca de 31,6 mil.

Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), terceiro colocado em Mato Grosso do Sul, o presidente leva vantagem: 48% declaram intenção de votar no petista, contra 33% no candidato do PL. Já os que escolheram Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) demonstram preferência majoritária pelo senador.

Se esse comportamento nacional se repetisse entre os eleitores sul-mato-grossenses, a vantagem de Flávio Bolsonaro no Estado, que foi de aproximadamente 356 mil votos no primeiro turno, subiria para cerca de 367 mil. 

A simulação aponta que a transferência dos votos dos três candidatos eliminados beneficiaria o senador no conjunto dos 79 municípios, sem alterar o vencedor em nenhuma cidade. Em Vicentina, por exemplo, onde Lula venceu por margem apertada, a diferença favorável ao petista cairia de 73 para apenas 46 votos.

O maior potencial de mudança, entretanto, está entre os eleitores que não compareceram às urnas. Em municípios como Vicentina, Taquarussu e Selvíria, onde a diferença entre Lula e Flávio foi pequena, o número de ausentes no primeiro turno é de 16 a 34 vezes superior à vantagem obtida pelo candidato vencedor. 

Os números mostram que, mais do que conquistar os votos deixados pelos adversários eliminados, a capacidade de mobilizar quem ficou em casa no dia 4 pode ter peso importante no resultado local da disputa presidencial.

MOBILIZAÇÃO 

De olho justamente nesse contingente, os presidentes estaduais do PL e do PT, senador eleito Reinaldo Azambuja e deputado federal Vander Loubet, respectivamente, intensificaram a mobilização de suas bases eleitorais na reta final do segundo turno. 

Apesar de atuarem em campos políticos opostos, ambos reconhecem a importância de convencer quem não votou no primeiro turno nem em Lula nem em Flávio a comparecer às urnas neste domingo e votar em um dos dois.

Azambuja informou que tem percorrido municípios do interior do Estado e ampliado a participação em programas de rádio e televisão para reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro.

“Mobilizando tudo”, resumiu o senador eleito, ao relatar que concedeu quatro entrevistas em Três Lagoas, sendo três para emissoras de rádio e uma para televisão. 

Em Dourados, participou de outras duas entrevistas radiofônicas, com o objetivo de convencer os eleitores que não compareceram no primeiro turno a votar no candidato do PL.

O presidente estadual do PL também informou que pretendia passar ontem por Nova Andradina e Naviraí para reforçar as ações de campanha. Ele demonstrou ainda preocupação com o aumento das abstenções nas eleições brasileiras e acredita que o fenômeno poderá provocar uma nova discussão sobre a obrigatoriedade do voto.

“As abstenções estão aumentando em todo o Brasil, e não duvido que nas próximas eleições o debate do voto facultativo retorne para acabar com essa obrigatoriedade”, afirmou.

Outro fator apontado por Azambuja é a influência das condições climáticas sobre o comparecimento dos eleitores. Na avaliação dele, as chuvas registradas durante o primeiro turno contribuíram para que parte da população deixasse de votar.

“Se bem que no primeiro turno choveu muito, e isso fez com que muitos eleitores não comparecessem às urnas”, declarou o senador eleito, que também manifestou preocupação com a possibilidade de novas precipitações neste domingo.

“A meteorologista está prevendo chuva novamente para o este domingo. Vamos torcer para que não impeça os eleitores de irem votar”, completou.

APOSTA PETISTA

Do outro lado da disputa, o deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT, afirmou que a campanha de Lula também está concentrando esforços para conquistar os eleitores que não votaram no presidente no primeiro turno. 

De acordo com ele, a mobilização conta com a participação de diferentes grupos, especialmente jovens e pessoas com mais de 60 anos.

“Nós trabalhamos nesta campanha de segundo turno exatamente para buscar convencer esses eleitores que não votaram no Lula no primeiro turno ou que nem compareceram às urnas. E estamos otimistas a respeito. Nossa juventude e nossos grupos com 60 anos ou mais estão nos ajudando muito nesta tarefa”, declarou.

O dirigente petista também demonstrou preocupação com as dificuldades de deslocamento enfrentadas por eleitores de comunidades indígenas e assentamentos rurais, especialmente em regiões atingidas pelas chuvas no dia 4.

Na avaliação do deputado, os problemas de transporte podem ter prejudicado o desempenho eleitoral de Lula nessas localidades, onde as condições das estradas e as distâncias até os locais de votação representam obstáculos adicionais ao comparecimento.

“Tem também a questão do transporte, que acredito que afetou nossos votos, principalmente nas aldeias e nos assentamentos, em função da chuva que prejudicou o deslocamento”, disse.

Vander revelou ainda que o partido tem procurado a Justiça Eleitoral para acompanhar a situação e assegurar condições de acesso às seções eleitorais no segundo turno. “Temos solicitado à Justiça Eleitoral um acompanhamento desta questão para que esses eleitores tenham garantido o seu direito de acessar as urnas para poderem votar”, acrescentou.

As declarações dos dois dirigentes partidários mostram que a abstenção passou a ocupar posição central nas estratégias eleitorais do PL e do PT em Mato Grosso do Sul. 

Enquanto Azambuja aposta na intensificação das atividades de campanha e na comunicação com os eleitores do interior, Vander destaca a mobilização das bases petistas e a necessidade de garantir o acesso às urnas em comunidades onde o deslocamento pode ser prejudicado pelas condições climáticas.

Com 483.210 eleitores ausentes no primeiro turno, equivalente a 23,87% do eleitorado, Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de abstenção do País. A dimensão desse contingente ajuda a explicar por que os dois partidos passaram a dedicar atenção especial à participação dos eleitores na votação.

Disputa Acirrada

Se Lula e Flávio empatarem no domingo, quem será eleito presidente?

Com pesquisa apontando 50% dos votos válidos para cada candidato, legislação brasileira prevê desempate pela idade; entenda quem seria beneficiado e por que um único voto pode mudar o resultado

22/10/2026 20h56

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Foto: Agência Brasil. Montagem Correio do Estado.

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A disputa pela Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pode chegar ao segundo turno, neste domingo (25), com uma diferença mínima de votos. Diante do cenário de equilíbrio apontado pelas pesquisas eleitorais, uma dúvida ganha força entre os brasileiros: se os dois candidatos terminarem a apuração com exatamente a mesma quantidade de votos, quem assumirá a Presidência?

Embora a possibilidade de um empate absoluto em uma eleição nacional seja extremamente remota, a legislação brasileira estabelece um critério para resolver a situação.

Em vez de realizar uma terceira votação, o desempate considera a idade dos candidatos, favorecendo aquele que for mais velho.

Nesse cenário excepcional, Lula seria declarado vencedor, mesmo que Flávio Bolsonaro recebesse exatamente o mesmo número de votos. Isso porque o atual presidente tem 80 anos, enquanto o senador tem 45, uma diferença de aproximadamente 35 anos.

A hipótese voltou a chamar a atenção após a divulgação, nesta quinta-feira (22), de uma nova pesquisa Datafolha, que apresentou os dois presidenciáveis com 50% das intenções de voto válidas cada um, a apenas três dias da decisão.

O resultado, entretanto, não significa que a eleição terminará empatada. Existe uma diferença fundamental entre o empate técnico registrado em pesquisas e uma igualdade absoluta na contagem oficial dos votos.

O que diz a lei sobre um empate na eleição presidencial?

O critério de desempate pela idade está previsto no artigo 110 do Código Eleitoral, instituído pela Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965.

A legislação estabelece expressamente:

"Em caso de empate, haver-se-á por eleito o candidato mais idoso."

Embora o dispositivo esteja situado no capítulo relativo às eleições proporcionais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui precedente que reconhece a aplicação desse critério também às disputas majoritárias, sistema que abrange as eleições para presidente da República.

A Constituição Federal também utiliza a idade como critério de desempate em situação específica da eleição presidencial. O artigo 77, parágrafo 5º, determina que, se houver candidatos empatados na disputa pela segunda vaga do segundo turno, terá preferência o mais idoso.

Essa previsão constitucional se refere à definição dos participantes do segundo turno, enquanto o artigo 110 do Código Eleitoral e a jurisprudência da Justiça Eleitoral fundamentam a solução para um eventual empate na votação.

Portanto, na hipótese de Lula e Flávio receberem exatamente a mesma quantidade de votos válidos no próximo domingo, o critério etário favoreceria o candidato do PT.

Lula nasceu em 27 de outubro de 1945 e completará 81 anos na próxima terça-feira, dois dias depois da eleição. Flávio Bolsonaro nasceu em 30 de abril de 1981 e tem 45 anos.

A diferença de idade seria suficiente para resolver o empate, sem necessidade de realizar uma nova eleição apenas porque os dois candidatos obtiveram votações idênticas.

Um único voto pode definir o próximo presidente

Apesar de a regra de desempate favorecer Lula, isso não significa que Flávio Bolsonaro precise conquistar uma vantagem expressiva para vencer a eleição.

Na prática, basta que um dos candidatos receba um voto válido a mais do que o adversário para que o resultado seja definido pela votação, sem necessidade de recorrer ao critério de idade.

Para compreender a diferença, basta considerar uma situação hipotética.

Se Lula e Flávio Bolsonaro terminassem o segundo turno com exatamente 60 milhões de votos válidos cada, haveria um empate absoluto. Nesse caso, o critério da idade seria utilizado e beneficiaria Lula.

Entretanto, se Flávio conquistasse 60.000.001 votos, contra 60 milhões de Lula, o senador seria eleito presidente da República, apesar de ser mais jovem.

O mesmo raciocínio vale para o atual presidente: qualquer vantagem na quantidade de votos válidos, ainda que de apenas um voto, seria suficiente para garantir sua vitória.

O critério etário somente teria importância diante de uma igualdade rigorosamente exata, confirmada pela totalização oficial da Justiça Eleitoral.

Isso significa que a idade não representa qualquer vantagem durante a votação ou a apuração. Trata-se exclusivamente de um mecanismo jurídico para solucionar um cenário excepcional.

Datafolha aponta empate de 50% a 50% a três dias da eleição

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) aponta empate numérico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com 50% dos votos válidos para cada candidato. Considerando os votos totais, Flávio aparece com 47%, contra 46% de Lula. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% estão indecisos.

O levantamento ouviu 2.520 eleitores em 154 municípios, entre 20 e 22 de outubro, e possui margem de erro de dois pontos percentuais. Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09709/2026.

Na pesquisa anterior, Flávio tinha 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. Já no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o senador obteve 47,03%, enquanto o presidente recebeu 45,16%. A decisão ocorre neste domingo (25).

Empate técnico não significa empate nas urnas

Uma das principais dúvidas sobre as pesquisas eleitorais está relacionada ao significado da expressão "empate técnico".

O termo é utilizado quando os resultados apresentados por dois ou mais candidatos não permitem identificar uma liderança estatisticamente segura, considerando a margem de erro da pesquisa.

Isso significa que dois concorrentes podem aparecer com percentuais diferentes e, ainda assim, estar tecnicamente empatados.

Além disso, os percentuais divulgados pelos institutos costumam ser arredondados. Portanto, mesmo quando uma pesquisa apresenta dois candidatos com 50% das intenções de voto válidas, isso não significa necessariamente que a estimativa seja de igualdade absoluta.

A apuração eleitoral funciona de maneira diferente.

No dia da votação, não existe margem de erro na contagem oficial dos votos. A Justiça Eleitoral totaliza a quantidade de votos recebidos por cada candidato e utiliza esses números para definir o resultado.

Assim, se um candidato receber 50.000.001 votos e outro conquistar 50 milhões, não haverá empate, mesmo que os percentuais apresentados ao público sejam arredondados para 50% cada.

A diferença de apenas um voto será suficiente para determinar o vencedor.

Por isso, o empate observado nas pesquisas não deve ser confundido com a situação extraordinária que poderia levar à aplicação do critério de idade.

Votos brancos e nulos podem interferir no desempate?

Na eleição presidencial, somente os votos válidos são considerados para definir o vencedor. Votos brancos e nulos ficam fora da contagem e não são transferidos a nenhum candidato.

Assim, se Lula e Flávio Bolsonaro receberem exatamente 50 milhões de votos válidos cada um, haverá empate, independentemente da quantidade de votos brancos ou nulos.

A legislação também não prevê o cancelamento automático da eleição por excesso de votos nulos. Da mesma forma, as abstenções, registradas quando o eleitor não comparece às urnas, não entram no cálculo. Portanto, apenas os votos válidos destinados aos candidatos determinam o resultado.

Haveria um terceiro turno se Lula e Flávio empatassem?

A legislação eleitoral brasileira não estabelece a realização automática de um terceiro turno para resolver um empate exato entre os candidatos à Presidência.

O mecanismo de desempate pela idade existe justamente para oferecer uma solução jurídica à hipótese de igualdade na votação.

Isso não impede a existência de questionamentos judiciais sobre a apuração ou a validade de votos, caso haja fundamento para isso. Entretanto, um empate numérico, isoladamente, não exige a convocação de milhões de brasileiros para uma terceira votação.

A eleição presidencial é regida pelo sistema majoritário, e a definição oficial do resultado cabe à Justiça Eleitoral, observadas as normas constitucionais, legais e os procedimentos de totalização.

A situação de empate absoluto permanece altamente improvável, sobretudo em um país onde dezenas de milhões de eleitores participam da escolha do presidente.

Ainda assim, com as pesquisas apontando uma disputa equilibrada, a possibilidade desperta curiosidade e reforça a importância de compreender os mecanismos que determinam o vencedor.

No fim das contas, a regra é simples: quem receber mais votos válidos no domingo será eleito presidente. Somente se Lula e Flávio Bolsonaro terminarem a apuração com exatamente a mesma votação é que a idade se tornará decisiva. Nesse cenário excepcional, a vantagem seria de Lula.

 

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