Política

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Padilha diz que vai conversar com base de Bolsonaro e que centrão é conceito que não existe

Padilha falou ao chegar no Congresso para a cerimônia de posse de Lula

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O futuro ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou neste domingo (1º) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai procurar partidos que integraram a base de Jair Bolsonaro (PL) no Congresso e disse que centrão é um conceito que "não existe".

Padilha falou ao chegar no Congresso para a cerimônia de posse de Lula. Ao ser questionado sobre como o governo do petista lidaria com o centrão e com as emendas de relator, usadas durante o governo de Jair Bolsonaro como moeda de negociação política, o ministro rejeitou a expressão.

"Esse conceito [de centrão] para mim não existe. O centrão é um apelido, um conceito que, para mim, não existe", afirmou. "O que existe são partidos políticos que têm posições políticas e que nós temos a melhor relação possível. Vários desses partidos políticos são chamados de centrão, que é um conceito para mim que não existe."

O futuro ministro disse que alguns partidos do campo de centro já estão conversando com o governo e indicaram quadros para ministérios, "nesse primeiro passo de composição."

"E vamos continuar dialogando com esses partidos. Vamos conversar com os partidos que eram da base do Bolsonaro e que, em um primeiro momento, podem sinalizar que são da oposição. Vamos conversar com esses partidos e com esses parlamentares", complementou.

"O Congresso Nacional deu uma demonstração no final do ano que não existe nem o direitão, nem o esquerdão nem o centrão. O que existiu foi o compromisso do Congresso Nacional para desmontar uma bomba orçamentária e social que o Bolsonaro tinha feito."

Padilha disse que Lula quer recriar um conselho político de coalizão que reúne presidentes de partidos e lideranças no Congresso para debater sobre o país. "E vamos conversar também com a oposição. Vamos conversar com os partidos que eventualmente possam se declarar oposição neste momento. Vamos ter uma relação institucional republicana com governadores e prefeitos, independentemente dos partidos políticos."

O futuro ministro também foi perguntado sobre qual espaço de partidos como PV, Avante e Solidariedade, que apoiaram o petista nas eleições, terão no governo. Ele disse estar conversando com os presidentes das legendas e defendeu que eles tenham participação no Executivo de Lula.

Esses partidos têm demonstrado insatisfação com a falta de espaço em Lula 3. O deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) afirmou que houve uma reunião com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e disse que há uma expectativa de participar para influenciar no governo. "Até porque vai ser um governo difícil de base no Congresso.

É preciso formar essa base. E também pelos desafios que o Brasil vai enfrentar agora, especialmente com um Parlamento diferente, que é o Parlamento eleito, o Parlamento de mercado."

Padilha também comentou a relação que Lula terá com outros Poderes, como o Judiciário, e sobre quais critérios serão usados para indicação de futuros ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

"Ele já falou claramente que ele não quer indicar para as instituições o critério de ser o melhor amigo, da religião. Não é o critério do presidente Lula. O critério do presidente Lula sempre será de competência, de capacidade e responsabilidade", ressaltou. "O STF será respeitado por este governo. Acabou a era de ataques ao STF e a todas as instituições feitas por Bolsonaro."

CENÁRIO ELEITORAL

Riedel defende a continuidade da gestão e Fábio Trad pede novo modelo para MS

Os planos de governo diferem sobre o papel do Estado, a política de incentivos fiscais e as prioridades para o desenvolvimento

08/08/2026 07h35

Montagem Correio do Estado

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O confronto entre os planos de governo dos candidatos Eduardo Riedel, atual governador e que tenta a reeleição, pelo PP, e Fábio Trad, ex-deputado federal e que tenta ocupar o cargo, pelo PT, evidencia duas visões distintas para o futuro de Mato Grosso do Sul.

Enquanto Riedel sustenta sua candidatura nos resultados obtidos ao longo do atual mandato e propõe aprofundar as políticas em andamento, Fábio apresenta programa centrado no fortalecimento do Estado, na ampliação das políticas sociais e na revisão de estratégias adotadas pelas últimas gestões.

A análise foi feita pelo Correio do Estado com base nos programas divulgados pelos dois candidatos no DivulgaCandContas, portal administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que reúne informações sobre todos os candidatos registrados nas eleições brasileiras, além das prestações de contas de campanha.

A principal diferença está no diagnóstico da realidade estadual, pois, no plano de Riedel, MS é descrito como um estado que alcançou equilíbrio fiscal, atraiu investimentos, ampliou a industrialização, reduziu a pobreza e criou bases sólidas para um novo ciclo de desenvolvimento. 

A proposta para um eventual segundo mandato é consolidar esses avanços por meio de quatro eixos estratégicos: desenvolvimento econômico, proteção social, infraestrutura sustentável e modernização da gestão pública. 

Já Fábio Trad afirma que, apesar do crescimento econômico recente, o desenvolvimento ocorreu de forma concentrada e não reduziu suficientemente as desigualdades regionais e sociais.

O petista critica a centralização administrativa, a perda de capacidade de planejamento de longo prazo e a redução dos espaços de participação popular, defendendo um novo modelo de gestão com maior presença do Estado no interior e fortalecimento dos conselhos e conferências públicas. 

ECONOMIA

Na área econômica, ambos defendem industrialização, inovação tecnológica e aproveitamento da Rota Bioceânica, mas divergem sobre como alcançar esses objetivos.

Riedel aposta na continuidade da política de atração de investimentos privados e no fortalecimento do agronegócio, da bioeconomia, da agroindustrialização, da transformação digital e da economia verde. O plano também prevê expansão da infraestrutura logística, segurança jurídica e estímulo ao empreendedorismo. 

Fábio Trad, por sua vez, propõe uma política de desenvolvimento regional voltada para reduzir desigualdades entre os municípios, criar polos industriais, fortalecer pequenas empresas e agricultura familiar, ampliar o papel do Banco do Povo e revisar os incentivos fiscais, condicionando-os à geração de empregos qualificados, à sustentabilidade e a mais transparência. 

SAÚDE

Na saúde, as diferenças também são marcantes, já que Riedel defende a continuidade da regionalização do atendimento, da telemedicina, da ampliação do Hospital Regional por meio de parceria público-privada e da reorganização da rede estadual de saúde. 

O plano de Fábio Trad critica justamente o modelo de terceirização e gestão por organizações privadas adotado nos hospitais estaduais, propondo maior protagonismo do poder público, fortalecimento da gestão direta, ampliação da estrutura hospitalar regional e redução das filas de consultas, exames e cirurgias.

GESTÃO

Na administração estadual, ambos defendem modernização e uso de tecnologia, mas com enfoques diferentes. O programa de Riedel enfatiza gestão por resultados, digitalização dos serviços públicos, transparência, eficiência administrativa e continuidade da transformação digital já iniciada. 

Fábio Trad propõe ampliar a participação popular nas decisões do governo, criar novos mecanismos de avaliação das políticas públicas, fortalecer a Controladoria-Geral do Estado, valorizar os servidores por meio de concursos e reajustes e implantar um portal de transparência com acompanhamento em tempo real de obras, contratos e filas da saúde.

SOCIAL

Nos programas sociais, Riedel afirma que pretende ampliar políticas já implantadas, mantendo programas como Mais Social, Energia Zero e ações voltadas à qualificação profissional e emancipação das famílias em situação de vulnerabilidade. 

Fábio Trad prioriza o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), da educação pública, da assistência social, da agricultura familiar, além de políticas específicas para povos indígenas, quilombolas, juventude, mulheres e população negra, defendendo maior atuação direta do Estado na redução das desigualdades. 

MEIO AMBIENTE

Na pauta ambiental, ambos defendem sustentabilidade, porém, por caminhos distintos. Riedel destaca a continuidade da Lei do Pantanal, do mercado de carbono, dos programas de pagamento por serviços ambientais e da meta de neutralidade de carbono até 2030. 

O plano petista enfatiza a proteção do Pantanal, da Serra da Bodoquena e o enfrentamento das mudanças climáticas, associando preservação ambiental ao fortalecimento da agroecologia, da agricultura familiar e da economia de baixo carbono. 

Embora existam convergências em temas como inovação, infraestrutura, industrialização e sustentabilidade, os documentos revelam diferenças profundas quanto ao papel do Estado na economia, à condução das políticas públicas e ao modelo de desenvolvimento que cada candidato pretende adotar entre 2027 e 2030.

Política

Hertz Dias registra candidatura à Presidência sem declarar nenhum bem

Esta é a quinta eleição em que Dias participa

07/08/2026 23h00

Reprodução / TSE

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O professor Hertz Dias (PSTU) registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua candidatura à Presidência nesta sexta-feira, 7. Vanessa Portugal (PSTU) foi registrada como sua vice.

O candidato socialista não declarou nenhum bem, tornando-se o primeiro do pleito a não possuir nada. Portugal, em contrapartida, possui uma casa na cidade de Boa Esperança (MG) avaliada em R$ 200 mil, e um terreno no valor de R$ 80 mil no mesmo município.

Esta é a quinta eleição em que Dias participa. Ele concorreu à posição de vice-governador do Maranhão em 2010, à vice-presidência em 2018, à prefeitura de São Luís (MA) em 2020 e à presidência em 2022. O político não ganhou nenhum pleito.

A candidatura também é a quarta chapa puro-sangue a ser registrada na corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto em 2026 Essa eleição irá possuir apenas uma candidatura formada por dois partidos, se tornando a com menor quantidade de alianças desde a redemocratização.

O programa político de Dias é focado no trabalhador, propondo o fim da escala 6x1, o aumento geral dos salários, a isenção de Imposto de Renda para assalariados e a revogação das reformas Trabalhista e Previdenciária.

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