Política

'MÃOS MOLHADAS'

Para ter o apoio de MDB, PSD e União Brasil, Lula oferece três ministérios para cada partido

Anúncio do presidente eleito deve ser feito nesta quinta-feira (29), e cerca de 16 nomes devem ser apresentados

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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu nove ministérios em troca do apoio de MDB, PSD e União Brasil no Congresso. O anúncio de que cada sigla comandará três pastas deve ser feito nesta quinta-feira, 29, em Brasília.

Com 143 deputados federais e 31 senadores, as legendas são cruciais para a formação da base de sustentação do futuro governo petista.

Além dos três partidos, o PDT também será contemplado no primeiro escalão. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, vai ser o ministro da Previdência.

Ao todo, já foram confirmados 21 nomes da Esplanada e hoje 16 devem ser apresentados. Com isso, Lula finaliza a formação do governo que tomará posse a partir de domingo, dia 1.º de janeiro.

Serão 37 pastas, 14 a mais do que os atuais 23 ministérios da gestão Jair Bolsonaro.

No MDB, já há um acordo para que Jader Filho (PA) assuma o Ministério das Cidades, Renan Filho (AL), o dos Transportes, e Simone Tebet, o do Planejamento.

O partido, assim, terá indicado filhos de dois caciques, Jader Barbalho e Renan Calheiros, que hoje estão no Senado, além da senadora e ex-presidenciável que atuou na campanha de Lula no segundo turno.

Procurado pelo Estadão, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse que o partido vai ter uma postura colaborativa com a futura gestão federal.

"O MDB inaugura uma relação com o governo de efetivamente cumprir um papel de ser parceiro importante, leal, que possa permitir governabilidade e colaborar com seus quadros para que o governo dê certo." Helder não quis comentar sobre a definição de pastas.

Já o PSD terá os senadores Alexandre Silveira (MG) à frente de Minas e Energia, Carlos Fávaro (MT), da Agricultura, e o deputado André de Paula (PE), do Ministério da Pesca.

Logo após a eleição, o partido pleiteava duas pastas. O deputado Fábio Trad (PSD-MS) também destacou a importância da participação ativa no governo Lula.

"Penso que o PSD, sempre bem conduzido pelo presidente (Gilberto) Kassab, deve participar ativamente deste processo de reconstrução das instituições brasileiras sob a liderança de Lula", disse.

Indefinição

No União Brasil, partido que elegeu Sérgio Moro como senador pelo Paraná, tem uma das maiores bancadas da Câmara e ajudou a aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, há ainda indefinição sobre quem serão os escolhidos.

A bancada do partido na Câmara tentou emplacar o deputado Elmar Nascimento (BA) na Integração Nacional, mas a pasta deve ficar com um apadrinhado do senador Davi Alcolumbre (AP).

Uma ala do PT, principalmente da Bahia, resistiu à escolha de Elmar por ele já ter feito críticas ao presidente eleito, inclusive comentários irônicos sobre sua prisão, em Curitiba, em razão de condenação na Lava Jato.

A aliados, o próprio deputado afirmou que vai continuar na Câmara para exercer a função de líder da legenda.

No Senado, Alcolumbre, que já presidiu a Casa, participou das articulações diretamente com Lula.

Ele avisou ao União Brasil que, além da Integração Nacional, a legenda vai indicar os nomes dos ministérios do Turismo e das Comunicações, para os quais são cotados, respectivamente, os deputados Juscelino Filho (MA) e Paulo Azi (BA).

Ainda não há definição sobre quem será o indicado para a Integração Nacional, mas a ideia é que seja um senador do partido.

Negociação

Alcolumbre descartou assumir ele próprio uma pasta, mas defende aliados. O ex-presidente do Senado se reuniu com Lula na noite desta quarta, 28, para definir as escolhas.

O desenho final da Esplanada terá ainda Marina Silva (SP), deputada eleita pela Rede, no Meio Ambiente e Sonia Guajajara (SP), do PSOL, nos Povos Indígenas.

 

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DEMOCRACIA

Cauteloso, presidente local do PT acredita em vitória de Lula

No primeiro turno o candidato petista conseguiu 34% votos válidos em Mato Grosso do Sul. A meta, segundo Vander Loubet, é superar os 40% agora

25/10/2026 10h37

Vander Lubet está concluindo seu sexto mandato consecutivo de deputado federal e na eleição deste ano perdeu a disputa ao Sebnado

Vander Lubet está concluindo seu sexto mandato consecutivo de deputado federal e na eleição deste ano perdeu a disputa ao Sebnado

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Prestes a concluir seu sexto mandato como deputado federal por Mato Grosso do Sul, o presidente estadual do PT, Vander Loubet, mantinha o otimismo mas mostrava-se cauteloso sobre o resultado da disputa pela presidência entre Lula e Flávio Bolsonaro ao votar na manhã deste domingo no Colégio Oswaldo Tognini, no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

No primeiro turno, o  candidato petista à presidência conseguiu pouco mais de 34% dos votos válidos (516.853) em Mato Grosso do Sul, ante 39% no primeiro turno da eleição de 2022, quando o presidente havia conseguido o apoio de pouco mais de 588 mil eleitores no Estado.

A meta dos petistas para o segundo turno de agora, segundo Vander, é superar os 40%. Na eleição passada, Lula obteve 599.547 votos no segundo turno no Estado,  o equivalente a 40,51%.

Embora diga ter pesquisas internas mostrando que o candidato petista está à frente na disputa, Vander diz que esta vantagem está dentro da margem de erro e que somente a apuração das urnas dirá quais as pesquisas estão corretas.

Conforme Vander, o pleito será definido por aqueles que não participaram da disputa no primeiro turno. Se a abstenção tiver queda significativa nos estados nordestinos, o presidente tende a ganhar a disputa, acredita ele. Mas, se este fenômeno ocorrer nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a tendência é de que Flávio Bolsonaro saia vitorioso.

Mesmo cauteloso, Vander ainda fez questão de destacar a mobilização dos apoiadores de Lula nas últimas semanas tanto nas grandes quanto nas pequenas cidades brasileiras. Esse fenômeno, acredita ele, pode não estar sendo dimensionado pelos institutos de pesquisa.

A mobilização foi tamanha que “nos perdemos o controle da campanha. A coisa mais importante de uma campanha quando a gente perde o controle, quando a campanha não fica só entre os militantes. A gente viu uma moçada nova que impressionou todo mundo. Eu fui em Terenos participar de uma manifestação organizada pela juventude. Tinha mais de 200 carros. E, ontem a manifestação na 14, em Campo Grande, foi algo impressionante. Fazia muito, mas muito tempo que eu não via isso”.

Derrotado na disputa ao senado após 24 anos de mandato de deputado Federal, Vander diz que irá a Brasília nesta segunda-feira para participar de uma avaliação no comando nacional da campanha para ver os erros e acertos da mobilização, independentemente do resultado das urnas.

governadora

Pesquisa aponta sul-mato-grossense com larga vantagem no Acre

Mailza Assis (PP), que nasceu em Mundo Novo e construiu sua carreia política no norte do País, aparece com 62% dos votos válidos

25/10/2026 06h35

Mailza nasceu em 1979 em Mundo Novo e mudou-se para o Acre quando era adolescente, em 1996

Mailza nasceu em 1979 em Mundo Novo e mudou-se para o Acre quando era adolescente, em 1996

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Pesquisa Quaest divulgada neste sábado, 24, sobre o segundo turno da disputa pelo governo do Acre aponta vitória da sul-mato-grossense Mailza Assis (PP), com 62% das intenções de votos válidos, que excluem brancos e nulos, contra 38% de Alan Rick (Republicanos). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais.

O resultado confirmaria a vantagem de Mailza no primeiro turno, quando obteve 49,76% dos votos válidos. Na ocasião, sua adversária ficou com 32,27%.

Considerando os votos totais, a pesquisa Quaest dá 51% das intenções de voto ao candidato do Republicanos e 30% à candidata do PP. Há ainda 8% de brancos e nulos e 11% de indecisos.

A Quaest realizou 2.154 entrevistas a domicílio com pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo AC-02344/2026.

HISTÓRICO

A sul-mato-grossense tende a conquistar seu primeiro mandato como governadora do Acre pelo voto direto. Nascida em Mundo Novo, município localizado no extremo sul de Mato Grosso do Sul, Mailza tem 49 anos, e construiu sua carreira política no Acre. 

Apesar de já ocupar o cargo de governadora, Mailza assumiu o comando do Executivo acreano somente em 2 de abril de 2026, após a renúncia de Gladson Cameli (PP), que deixou o governo para disputar uma vaga no Senado Federal.

Até então vice-governadora, ela passou a administrar o estado por força da sucessão constitucional e agora busca conquistar, pela primeira vez, um mandato próprio à frente do Palácio Rio Branco.

A disputa coloca a política nascida em Mato Grosso do Sul diante da possibilidade de consolidar uma trajetória construída longe de sua terra natal.

Depois de encerrar o primeiro turno com 49,76% dos votos válidos, ficando a uma pequena diferença da vitória, Mailza enfrenta a decisão de mais de 614 mil eleitores acreanos.

Nascida em 10 de dezembro de 1976, a governadora passou parte da juventude em território sul-mato-grossense antes de se mudar para o Acre, em 1996, onde estabeleceu residência e iniciou uma trajetória que a levaria ao Congresso Nacional e, posteriormente, ao comando do Executivo estadual.

Pedagoga e pós-graduada em políticas públicas, Mailza começou sua atuação na administração pública no município de Senador Guiomard, situado nas proximidades de Rio Branco.

Na prefeitura, exerceu funções ligadas à administração municipal e à assistência social, áreas que contribuíram para sua projeção na política local.

A entrada na política nacional ocorreu nas eleições de 2014, quando integrou, como primeira suplente, a chapa de Gladson Cameli ao Senado Federal.

Com a eleição de Cameli para o Governo do Acre em 2018, Mailza assumiu uma cadeira no Senado em 2019, passando a representar o estado no Congresso Nacional.

Em 2022, voltou a integrar uma chapa com Gladson Cameli, desta vez como candidata a vice-governadora. A dupla venceu a eleição ainda no primeiro turno, garantindo a continuidade do grupo político no comando do estado.

A mudança mais significativa ocorreu em abril deste ano, quando Cameli renunciou ao governo para concorrer ao Senado. Como vice, Mailza assumiu definitivamente o Executivo em 2 de abril, tornando-se a segunda mulher a ocupar o governo acreano, depois de Iolanda Fleming, que assumiu o cargo em 1986.

Agora, pouco mais de seis meses depois de chegar ao Palácio Rio Branco, ela enfrenta sua primeira eleição como candidata titular ao governo.

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