Política

RISCO À VIDA

Alexandre de Moraes restringe porte de arma apenas às forças de segurança durante posse de Lula

Decisão do ministro do STF entra em vigor nesta quarta-feira (28) e inclui também o transporte de armas e munições por CACs, válido até 2 de janeiro

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Decisão do ministro do STF entra em vigor nesta quarta-feira (28) e inclui também o transporte de armas e munições por CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores). Ela vale apenas para o Distrito Federal até o dia 2 de janeiro.

Quem desrespeitar a medida responderá pelo crime de porte ilegal de armas.

O ministro abre exceções ao porte aos seguintes grupos:

  •  Membros das Forças Armadas.
  •  Integrantes do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública).
  •  Membros da Polícia Legislativa e Judicial.
  •  Empresas de segurança privada e de transporte de valores.

A decisão também ordena que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o diretor-geral da PF, o comandante da Polícia Militar e o delegado-geral da Polícia Civil, ambos do DF, sejam notificados e adotem "todas as medidas cabíveis para o integral cumprimento da decisão".

O ministro aponta que medida semelhante foi adotada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições e que, somado ao contexto atual de "graves fatos criminosos e atentatórios ao Estado Democrático de Direito", é preciso adotar medidas restritivas para garantir a segurança não só do presidente e vice-presidente que serão empossados como dos participantes da posse, em 1º de janeiro.

"Lamentavelmente, grupos extremistas - financiados por empresários inescrupulosos, explorando criminosa e fraudulentamente a boa-fé de diversos eleitores, principalmente com a utilização de covardes milícias digitais e sob a conivência de determinadas autoridades públicas, cuja responsabilidade por omissão ou conivência serão apuradas", disse Moraes.

A decisão atendeu a um requerimento feito pelo delegado Andrei Passos Rodrigues, que assumirá a direção da Polícia Federal no governo Lula, após o episódio em que o empresário bolsonarista George Washington de Oliveira Souza plantar, na véspera de Natal, um artefato explosivo em veículo de transporte de querosene aeronáutico que estava estacionado nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília.

À polícia, ele confessou ter montado um artefato explosivo numa área de acesso Aeroporto Internacional de Brasília.

Em depoimento, George Sousa confessou que havia planejado a ação para chamar a atenção de outros apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). George Sousa será autuado por crime contra o Estado e porte e posse de arma de fogo.

 

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Irregularidade

Câmara ignora lei e aprova doação de área da União para residencial de luxo

A Corpal Incorporadora já está comercializando lotes do empreendimento na região do Maria Aparecida Pedrossian, na Capital

30/04/2026 08h00

Sessão da Câmara Municipal em que o projeto de lei foi aprovado por 24 votos a favor e apenas 2 contrários em 2024

Sessão da Câmara Municipal em que o projeto de lei foi aprovado por 24 votos a favor e apenas 2 contrários em 2024 Arquivo

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Em uma clara afronta à legislação federal, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, em regime de urgência especial e em única discussão e votação, no dia 17 de dezembro de 2024, a doação de espaço pertencente ao patrimônio público da União e que fica na Área de Proteção Ambiental (APA) dos mananciais do Córrego Lajeado para a Corpal Incorporadora construir um acesso ao residencial de luxo denominado Soul, cujos lotes já estão sendo comercializados.

De acordo com apuração do Correio do Estado, a medida levanta questionamentos jurídicos, já que bens federais não podem ser transferidos pelo município sem autorização prévia da União.

Assim, a Câmara Municipal não pode doar área do governo federal, que é quem detém a propriedade, pois a Casa de Leis municipal é Poder Legislativo local, ou seja, faz leis e fiscaliza o Executivo municipal, não tendo prerrogativa para administrar e nem dispõe de bens federais.

Pela Constituição Federal, só quem pode autorizar a doação de um imóvel da União é o próprio governo federal, normalmente por meio da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Áreas da União podem até ser doadas ou cedidas, mas precisam de um processo administrativo federal, lei autorizativa federal ou ato formal da União e deve atender a interesse público comprovado.

ENTENDA O CASO

Conforme a reportagem, na penúltima sessão do ano, em 17 de dezembro de 2024, os então vereadores campo-grandenses aprovaram o Projeto de Lei nº 11.500, de 4 de dezembro de 2024, de autoria do Poder Executivo, que dispunha sobre a aplicação da Outorga Onerosa de Alteração do Uso do Solo (Ooaus) referente ao Processo Administrativo nº 42.659/2023-01, que tramitou em regime de urgência especial e em única discussão e votação.

Na prática, o referido projeto de lei foi aprovado, em votação nominal, por 24 votos favoráveis e dois votos contrários, autorizando a ampliação do perímetro urbano – o que não teria nenhum problema, pois a Corpal Incorporadora já tinha adquirido a área rural para a construção do residencial de luxo.

Entretanto, a Casa de Leis também aprovou a autorização para a realização de intervenções em área ferroviária, como remoção de trilhos e abertura de vias – sendo esta a afronta à legislação federal, pois o Poder Executivo municipal não tem autorização formal da SPU e, portanto, a imobiliária não poderia construir a via de acesso até o loteamento de alto padrão.

Procurado pelo Correio do Estado, o então presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, afirmou não se recordar dos detalhes do projeto votado no fim de 2024 e indicou que as informações deveriam ser buscadas com a assessoria jurídica da Casa de Leis.

Ele disse que não tem “de cabeça” explicações sobre a matéria, mencionando que o período de dezembro é sempre marcado por alto volume de votações.

“A gente vota muito. Em dezembro a gente vota 40, 50 projetos de lei de uma só vez”, afirmou, ao justificar a falta de precisão sobre o conteúdo específico.

Carlão também sugeriu que a proposta pode ter tramitado em regime de urgência e que, possivelmente, teve origem no Executivo municipal, como ocorre com parte significativa das matérias analisadas no período.

Segundo o parlamentar, caso o projeto tenha sido aprovado, é provável que tenha incluído algum tipo de contrapartida ao município.

“Se foi votado, deve ter tido alguma contrapartida para a cidade”, disse, citando ainda a possibilidade de relação com programas de desenvolvimento, como os que envolvem geração de empregos.

O vereador destacou que, no momento da conversa, não tinha acesso aos documentos e que não estava na Câmara, o que dificultava a verificação imediata das informações. Ele se comprometeu a acionar a assessoria jurídica do gabinete para levantar os dados completos e repassar posteriormente.

Já o atual presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Vicente Silva Neto (PSDB), o Papy, revelou à reportagem que, na época da votação pelos parlamentares municipais, o Poder Executivo teria informado que a área que seria doada para a Corpal construir a via de acesso ao residencial de luxo já tinha sido doada pelo Ministério dos Transportes para a Prefeitura de Campo Grande para obra de uma rua.

Ou seja, a Câmara Municipal de Campo Grande só teria votado e aprovado o Projeto de Lei nº 11.500, de 4 de dezembro de 2024, autorizando a realização de intervenções em área ferroviária, como remoção de trilhos e abertura de vias, porque foi comunicada pelo Executivo municipal que o espaço de concessão a Rumo Logística tinha sido repassado ao município, portanto, a Corpal poderia executar a desativação e descaracterização do espaço ferroviário.

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Desempenho

Brasil brilha no Mundial de Tênis de Mesa por equipes e avança ao mata-mata por antecedência

Seleção feminina foi a primeira a jogar no dia e não decepcionou, ganhando da República Checa por 3 a 1

29/04/2026 23h00

Bruna

Bruna divulgação

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O Brasil precisou de apenas duas rodadas para se garantir no mata-mata do Mundial de Tênis de Mesa por equipes disputado em Londres, na Inglaterra. Nesta quarta-feira, um dia após largar com triunfos no masculino e no feminino, o País repetiu a dose e carimbou a vaga com uma jornada de antecedência.

A seleção feminina foi a primeira a jogar no dia e não decepcionou, ganhando da República Checa por 3 a 1 e já confirmando a primeira colocação do Grupo 5 - fizeram 3 a 0 na largada contra o Casaquistão, na véspera.

Bruna Takahashi atuou duas vezes, anotando 3 a 0 diante de Karin Grofova e de Veronika Polakova, que também foi superada por sua irmã, Giulia, por 3 a 1. A única derrota foi de Laura Watanake, que caiu por 3 a 1 diante de Hanka Kodet.

Logo após, foi a vez de o time masculino comandando por Hugo Calderano ir para a disputa diante da Hungria. Desta vez, com doses de sofrimento e a necessidade de cinco jogos para celebrar um triunfo apertado por 3 a 2.

Vindo de 3 a 1 diante de Porto Rico, o Brasil esperava uma disputa mais tranquila, mas os húngaros exigiram demais da equipe verde e amarela. Calderano ganhou seus dois jogos, contra David Szantos (3 a 0) e Csaba Andras (3 a 1), mas

Guilherme Teodoro e Leonardo Lizuka foram superados por Adam Szudi (3 a 2) e Csaba Andras (3 a 0), respectivamente, e veio a necessidade do confronto de desempate.

Lizuka foi o escolhido para decidir diante de David Szantos e buscou um triunfo maiúsculo, por 3 a 2, após perder os dois primeiros games. Fechou com 11 a 8, garantindo a vaga brasileira, que nesta quinta encara o frágil Casaquistão para confirmar a liderança do Grupo 4.

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