Política

Eleições 2026

Paraná Pesquisas: Azambuja e Simone Tebet lideram corrida ao Senado em MS

A pesquisa realizada entre os dias 13 e 16 de maio mostram o ex-governador a frente da disputa com 38,3% das intenções de voto

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e a ministra do Planejamento e ex-senadora Simone Tebet (MDB) lideram levantamento do Instituto Paraná Pesquisas visando às eleições de 2026.

A pesquisa, realizada entre os dias 13 e 16 de maio, mostra o ex-governador à frente da disputa, com 38,3% das intenções de voto. Ele é seguido por Simone Tebet, que tem 29,2% das intenções de voto dos eleitores sul-mato-grossenses.

Em terceiro lugar aparece a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), com 26,8% das intenções de voto.

Nelsinho Trad (PSD), que deve tentar a reeleição ao Senado, aparece em quarto no levantamento da Paraná Pesquisas, com 23,8% das intenções de voto.

A quinta colocada é a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), que tem 12,1%. No disco de perguntas do instituto, ela foi apresentada como “Gianni do Bolsonaro”. Ela é esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira, o “Gordinho do Bolsonaro”.

Soraya Thronicke (Podemos), que também deve tentar a reeleição, aparece em sexto, com 7,7% dos votos, seguida pelo deputado federal Vander Loubet (PT), com 7,4%.

Em último está Gerson Claro (PP), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, com 3,6% das intenções de voto.

Quanto aos líderes do levantamento, Reinaldo Azambuja é impulsionado, sobretudo, pelo público masculino e adulto. Já Simone Tebet tem bom desempenho entre o público feminino e jovem.

Veja a lista:

  • Não sabe/Não respondeu – 4,5%
  • Nenhum/Branco/Nulo – 11,9%
  • Reinaldo Azambuja – 38,3%
  • Simone Tebet – 29,2%
  • Rose Modesto – 26,8%
  • Nelsinho Trad – 23,8%
  • Gianni do Bolsonaro – 12,1%
  • Soraya Thronicke – 7,7%
  • Vander Loubet – 7,4%
  • Gerson Claro – 3,6%

A pesquisa foi realizada no Estado de Mato Grosso do Sul entre os dias 13 e 16 de maio, em 44 municípios.

Foram feitas 1.540 entrevistas. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Mundo

Colômbia vai às urnas neste domingo eleger presidente para 2026-2030

Segundo turno é entre esquerda governista e direita pró Trump

21/06/2026 11h00

David Restrepo/Unsplash

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Os 41 milhões de eleitores colombianos aptos a votar poderão ir às urnas, neste domingo (21), para escolher o presidente que governará o país de agosto de 2026 a agosto de 2030, sem direito a reeleição.

A vaga é disputada entre os candidatos Iván Cepeda, de esquerda e aliado do atual presidente, Gustavo Petro, e Abelardo De La Espriella, de extrema-direita e apoiado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

No primeiro turno, em 31 de maio, Espriella saiu na frente, com 43,7% do eleitorado, enquanto Cepeda recebeu 40,9%  uma diferença de 673 mil votos.  O comparecimento às urnas no 1º turno na Colômbia, onde o voto não é obrigatório, foi de 57% do total de pessoas aptas a votar. 

Senador no terceiro mandado, Ivan Cepeda é filósofo, defensor dos direitos humanos e filho do também ex-senador colombiano de esquerda Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 em um dos sucessivos ciclos de violência política do país.  

Candidato governista, Cepeda daria continuidade ao projeto do Pacto Histórico, coalizão de legendas que formaram o primeiro governo de esquerda da história da Colômbia, liderado pelo presidente Gustavo Petro.

Já Abelardo de La Espriella, que recebeu apoio aberto de Trump nesta disputa, promete uma aproximação maior com a Casa Branca e com Israel. Admirador de Javier Milei na Argentina, Espriella é um advogado multimilionário que se apresenta como outsider da política por nunca ter disputado um cargo.

Antes de se candidatar, vivia na Itália, já tendo advogado para figuras controversas, como Jorge Visbal, ligado aos paramilitares na Colômbia, e também para o empresário Alex Saab, que trabalhou para o governo de Nicolas Maduro, na Venezuela. 

Afetada por conflitos armados ativos há mais de cinco décadas, a Colômbia chega nessa votação em meio aos sucessivos casos de violência política e confrontos com grupos armados que o projeto de “Paz Total” do atual governo não conseguiu resolver.

Por outro lado, o país de 53 milhões de habitantes, segundo mais populoso da América do Sul, mantém índices econômicos positivos, como crescimento salarial. Nos últimos anos, o governo aprovou reformas, como a trabalhista e a da previdência, que ampliaram direitos para empregados e aposentados.

Geopolítica da Colômbia

O resultado deste domingo influencia a correlação de forças políticas na América do Sul, em meio à pressão do governo de Donald Trump por um alinhamento dos países da região à política da Casa Branca

O colombiano Sebástian Granda Henao, professor de Fronteiras e Direitos Humanos na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), explicou à Agência Brasil que a vitória de Espriella aumenta a influência de Trump na América do Sul.

“Vai ser mais uma ficha no tabuleiro desse modo imperial de Trump governar, se colocando para o mundo cobrando obediência. Diria que alguns processos em curso devem parar, como alianças contra a desigualdade ou por transição energética e preservação ambiental”, comentou.

Por outro lado, Sebástian pondera que a vitória de Cepeda representaria a manutenção de certa aliança na América Latina entre Colômbia, Brasil e México, que têm expressado posicionamentos comuns nas relações internacionais nos últimos anos.

INTERNACIONAL

Trump diz que não haverá cobrança de pedágio em Ormuz a menos que seja imposto pelos EUA

O líder norte-americano descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio

20/06/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde deste sábado, 20, que não haverá cobrança de "pedágios" no Estreito de Ormuz, a menos que a cobrança "seja imposta pelos Estados Unidos". Em postagem na Truth Social, Trump disse que, caso o acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo pode cobrar taxas "como forma de reembolso de custos".

O líder norte-americano também descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio e disse que uma eventual cobrança teria como objetivo "reembolsar custos passados, presentes e futuros", justificando a medida como pagamento por "serviços prestados" pelos EUA na região.

Na sexta, o Irã afirmou que não cobrará taxa de navios no Estreito de Ormuz pelos próximos 60 dias. Há cinco dias, porém, Teerã anunciou que, após esse prazo - período em que vigora o acordo com os EUA -, pretende instituir uma "taxa por serviço" para embarcações que cruzarem a rota marítima.

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