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Paulo Corrêa teria desistido de PEC que amplia a idade limite para o TCE

Para ser escolhido conselheiro da Corte de Contas hoje é preciso ter idade acima de 35 anos e abaixo de 65 anos

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O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), teria desistido da ideia de apresentar na Casa de Leis uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para ampliar, dos atuais 65 anos para 70 anos, a idade-limite para concorrer à vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

Como o Correio do Estado já havia adiantado em matéria publicada no dia 7 de junho, acontece que a Constituição de Mato Grosso do Sul, na seção VI da fiscalização contábil, financeira e orçamentária, artigo 80, § 2º, estabelece que “os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado serão escolhidos entre brasileiros com mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade”.

Portanto, como o deputado estadual Paulo Corrêa vai completar 66 anos de idade no dia 24 de julho, ficaria impedido de pleitear uma vaga na Corte de Contas em função da idade e, por isso, teria de recorrer a uma PEC para alterar a Constituição do Estado de MS para não ser eliminado da disputa pelas possíveis vagas que devem surgir no TCE-MS.

Além dele, ainda aparecem como interessados nessas eventuais cadeiras na Corte de Contas o secretário-executivo do Escritório de Relações Institucionais e Políticas no Distrito Federal, Sérgio de Paula, e os deputados estaduais Marcio Fernandes (MDB) e Lidio Lopes (Patriota), este último que está de olho em uma vaga técnica, já que é servidor de carreira do Tribunal.

Segundo informações obtidas pela reportagem, em consulta aos colegas de Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa constatou que a aprovação de uma PEC na Casa de Leis não teria clima para prosperar, pois a maioria dos deputados estaduais são contrários à ideia. Nesse sentido, ele considerou melhor não levar adiante o plano.

A intenção do parlamentar, de acordo com fontes ouvidas pelo Correio do Estado, seria propor uma alteração na Constituição de Mato Grosso do Sul, que, na prática, seria uma PEC da Bengala ao avesso, pois, pela original, quando completam 75 anos de idade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), bem como toda a magistratura do Brasil, são aposentados compulsoriamente.

A idade máxima para a aposentadoria de ministros era 70 anos até oito anos atrás, quando foi aprovada no Congresso, em 2015, a Emenda Constitucional nº 88, que esticou o prazo limite para o aniversário de 75 anos, mudança batizada de PEC da Bengala.

Porém, para que essa PEC prospere dentro da Casa de Leis de MS, Paulo Corrêa precisaria convencer pelo menos oito parlamentares a assinarem o pedido de apresentação da proposta, para que ela começasse a tramitar na Assembleia Legislativa.

Ainda, para aprová-la, o parlamentar precisaria de pelo menos 16 votos favoráveis, porém, o temor de que essa proposta fosse mal recebida pela imprensa e pela opinião pública fez com que os deputados estaduais rechaçassem a possibilidade.

Outro fator impeditivo é a falta de empatia de Paulo Corrêa com os demais colegas parlamentares, em razão de desavenças ocorridas na campanha eleitoral de 2022, tanto que, para ser conduzido ao atual cargo de primeiro-secretário da Casa de Leis, teve de recorrer à ajuda do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para evitar uma disputa por voto.

Fontes ouvidas pela reportagem revelaram que o pedido de intervenção teria sido o último cartucho de Paulo Corrêa. Portanto, ele não poderia mais contar com tal ajuda, ficando praticamente impossível que a PEC seja apresentada e que consiga prosperar dentro da Casa de Leis, tornando o parlamentar uma carta fora do baralho na disputa por uma cadeira na Corte de Contas.

Procurado pelo Correio do Estado, Paulo Corrêa não retornou às ligações até o fechamento da reportagem. O espaço permanece aberto para que ele se pronuncie.

Eleições 2026

Pardal já soma 19 denúncias de irregularidades eleitorais em MS

Consulta feita pelo Correio do Estado mostra que Campo Grande concentra 12 registros

24/08/2026 16h30

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 19 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (24), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. O número representa três denúncias a mais em relação ao balanço do encerramento da primeira semana, que apontava 16 ocorrências.

Campo Grande concentra 12 registros, o equivalente a mais de 60% das denúncias feitas no Estado. Dourados aparece em seguida, com duas. Ivinhema, Jardim, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas possuem uma ocorrência cada.

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual e a deputado federal aparecem empatados, com oito denúncias cada. As duas ocorrências restantes têm como alvo candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul.

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com quatro registros. Bens públicos, comícios e showmícios, distribuição de material gráfico e outdoors aparecem com três denúncias cada. Também há uma ocorrência por omissão de informações obrigatórias e outra sem classificação.

Das 19 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 15 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. Outras duas permanecem em andamento e duas foram baixadas do sistema. A maior parte dos registros, 13, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto seis partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso.
 

eleições 2026

Eduardo Bolsonaro endossa crítica a Michelle e reacende tensão na família durante campanha

Ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida

24/08/2026 15h00

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Um movimento de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais voltou a expor divergências dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de fortalecer sua campanha presidencial e reconstruir a aproximação política com Michelle Bolsonaro. Neste domingo, o ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida.

Ao publicar o conteúdo, Eduardo resumiu sua avaliação em uma frase: "Triste, mas verdadeiro…". No vídeo, Allan afirma preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) à de Michelle. O influenciador também questiona qual será a orientação política da ex-primeira-dama caso ela conquiste uma das duas cadeiras destinadas ao Distrito Federal no Senado.

"Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita", afirmou Allan.

Michelle, que aparece bem posicionada nas pesquisas para o Senado, disputa espaço justamente com nomes ligados ao mesmo campo da direita.

O episódio ocorre em um momento delicado para Flávio. Nas últimas semanas, o senador e Michelle protagonizaram movimentos de reaproximação após divergências que chegaram a colocar em dúvida o grau de participação da ex-primeira-dama na campanha presidencial. A tentativa agora é ampliar sua presença ao lado do candidato e explorar sua força especialmente entre o eleitorado feminino e os evangélicos.

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