Política

FIM DO GOVERNO

Paulo Guedes segue Bolsonaro e não 'passará a faixa' a Haddad

Guedes deixou o dia a dia do governo e a missão de participar da transição para o secretário-executivo Marcelo Pacheco dos Guaranys

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O ministro da Economia Paulo Guedes não vai participar da transmissão do cargo na pasta para Fernando Haddad (PT).

O petista deve assumir a pasta reformulada, que votará a se chamar Ministério da Fazenda. De férias há cerca de duas semanas, Guedes deixou o dia a dia do governo e a missão de participar da transição para o secretário-executivo Marcelo Pacheco dos Guaranys.

A ausência de Guedes levou a equipe de Haddad a fazer uma pesquisa técnica para saber se isso teria alguma consequência jurídica na hora de ele assumir o cargo.

Ela inexiste, já que a nomeação de Haddad estará garantida pela assinatura de Lula (PT). Logo depois que tomar posse, como reza a tradição, Lula deve assinar a nomeação de todo o seu ministério no Palácio do Planalto, posando para a foto com a equipe que marcará o início de seu governo.

A transmissão de posse no ministério, assim, é apenas um ritual em que o ministro que sai faz um balanço e deseja sorte ao sucessor.

A ausência de Guedes não será a única. A expectativa é que vários ministros do governo de Jair Bolsonaro (PL), alguns orientados pelo próprio presidente, não participem da posse de seus sucessores.
Ciro Nogueira, que comandava a Casa Civil, por exemplo, até já pediu exoneração.

Já Bolsonaro deixou o Brasil e não passará a faixa a Lula.
A posse de Haddad será no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), já que o número mais de 700 convidados confirmaram presença na cerimônia e o auditório do Ministério da Fazenda não seria apropriado para acomodar a todos com conforto.

No CCBB, os presentes serão acomodados em três ambientes.
A equipe do Ministério da Fazenda busca agora um livro que contém a assinatura de praticamente todos os brasileiros que comandaram a pasta -que já foi ocupada por personagens históricos como o jurista Ruy Barbosa.

Eleições 2026

Prefeito de Paranaíba, 'Maycol Doido' declara apoio a Vander no Senado

Prefeito é quarto líder municipal a apoiar Loubet na corrida eleitoral deste ano

04/09/2026 14h45

Vander e Maycol Doido

Vander e Maycol Doido Foto: Divulgação

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O prefeito de Paranaíba, Maycol Henrique Queiroz Andrade (PP), conhecido como 'Maycol Doido', declarou apoio ao deputado federal Vander Loubet (PT) na disputa por uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul ao Senado nas eleições deste ano.

Na esteira da campanha, a movimentação do deputado federal tem como objetivo reunir apoio ou simpatia de cerca de 65 prefeitos de Mato Grosso do Sul. 

A manifestação chama atenção pelo histórico de confronto entre os dois políticos e pelo fato de Maycol integrar a ampla aliança de partidos que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

O prefeito chegou a protagonizar um episódio de forte tensão com Vander em agosto de 2023, em um restaurante de Campo Grande. Na ocasião, os dois discutiram e Maycol teria xingado o deputado, com a situação quase terminando em uma briga física.

O posicionamento do prefeito representa uma aproximação política que pode favorecer a estratégia de Vander de ampliar sua presença entre lideranças municipais e conquistar o chamado segundo voto dos eleitores que já possuem preferência por outro candidato ao Senado.

A estratégia busca atingir um eleitorado que, em parte, também está no radar do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado e integrante da aliança que apoia Riedel.

A declaração de Maycol ocorre em um cenário no qual Vander tenta avançar sobre setores políticos que não integram o campo tradicional do PT.

O parlamentar evita divulgar nominalmente toda a relação de prefeitos que estariam dispostos a trabalhar por sua candidatura, justamente para não criar constrangimentos entre gestores que mantêm compromissos com diferentes candidatos da aliança governista.

A estratégia é permitir que o apoio seja manifestado principalmente nas bases eleitorais, por meio de vereadores, lideranças municipais e apoiadores.

Além de Maycol Doido, outros prefeitos de partidos que integram a aliança de Riedel já declararam apoio a Vander. Entre eles estão Nelson Cintra (PSDB), de Porto Murtinho; Juliano Ferro (PL), de Ivinhema; e Julio Buguelo (PSD), de Glória de Dourados.

Os três também apoiam o ex-governador Reinaldo Azambuja para uma das vagas ao Senado, mas optaram por Vander para a segunda cadeira, deixando Capitão Contar fora da composição de votos.

Em Porto Murtinho, a adesão de Nelson Cintra ganhou destaque por ocorrer mesmo diante de antigas divergências políticas. A participação do PSDB na aliança governista e a histórica rivalidade com o grupo ligado ao ex-governador Zeca do PT não impediram a aproximação entre o prefeito e Vander.

A ofensiva de Vander junto aos prefeitos teve novo capítulo no último sábado (29), durante uma reunião realizada em Tacuru, que contou com a participação do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, e prefeitos de 12 municípios.

A agenda reforça a estratégia do deputado de ampliar a interlocução com gestores municipais e consolidar apoios fora de seu reduto político tradicional.

Participaram da agenda gestores Elaine Aparecida Soligo (MDB), de Aral Moreira, Maria Lurdes Portugal (PL), de Caarapó, Niágara Kraievski (PP), de Coronel Sapucaia, Fabiana Maria Lorenci (PP), de Eldorado, Lídio Ledesma (PSDB), de Iguatemi, Thalles Henrique Tomazelli (PL), de Itaquiraí, Vitor da Cunha Rosa (PSDB), de Japorã, Gilson Marcos da Cruz (PSD), de Juti, Rosária de Fátima Ivantes Lucca Andrade (PSDB), de Mundo Novo, Heliomar Klabunde (MDB), de Paranhos, Erlon Fernando Possa Daneluz (PSDB), de Sete Quedas, Rogério de Souza Torquetti (PSDB), de Tacuru, Sérgio Diozebio Barbosa (MDB), de Amambai, e Rodrigo Massuo Sacuno (PL), de Naviraí.

Por meio de nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Naviraí contestou a inclusão do prefeito Rodrigo Sacuno entre os gestores que teriam participado da agenda realizada em Tacuru. Segundo a assessoria, o prefeito não foi ao evento, contudo mandou representantes ao encontro. 

Colaborou Daniel Pedra 

ELEIÇÕES 2026

Prefeito de Chapadão do Sul doa R$ 300 mil à campanha de Flávio Bolsonaro

Produtor rural, Walter Schlatter, do PP, declarou patrimônio de R$ 125 milhões nas eleições de 2024

04/09/2026 14h10

O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), é milionário

O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), é milionário Divulgação

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O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), entrou na lista de financiadores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026. O chefe do Executivo municipal fez uma doação de R$ 300 mil para a candidatura do senador ao Palácio do Planalto.

A contribuição aparece na prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 1º de setembro.

Schlatter está no primeiro mandato como prefeito de Chapadão do Sul, município localizado na região nordeste de Mato Grosso do Sul. Ele venceu a eleição municipal de 2024 e, durante o registro de sua candidatura naquele pleito, declarou possuir patrimônio de aproximadamente R$ 125 milhões.

Considerando o patrimônio informado pelo próprio prefeito à Justiça Eleitoral em 2024, os R$ 300 mil destinados à campanha presidencial equivalem a cerca de 0,24% do total de bens declarados por Schlatter.

A contribuição feita pelo prefeito sul-mato-grossense se destaca entre as doações de pessoas físicas recebidas até agora pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

Além dos R$ 300 mil transferidos por Walter Schlatter, a campanha presidencial havia contabilizado R$ 477,58 mil provenientes de outras 20 pessoas físicas. Com a participação do prefeito de Chapadão do Sul, o montante dessas contribuições individuais ultrapassa R$ 777 mil.

Apesar das doações feitas diretamente por apoiadores, a maior fonte de financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro continua sendo o próprio Partido Liberal. Até o momento, o PL já destinou R$ 42,9 milhões para a campanha presidencial.

Com isso, o valor repassado pelo prefeito de Chapadão do Sul representa uma pequena parcela do total disponível para a candidatura, mas coloca Schlatter entre os apoiadores que decidiram financiar a campanha com recursos próprios.

Milionário

Walter Schlatter chegou à disputa pela Prefeitura de Chapadão do Sul em 2024 apresentando uma das maiores declarações patrimoniais entre candidatos a prefeito em Mato Grosso do Sul naquele pleito.

Na ocasião, informou à Justiça Eleitoral possuir aproximadamente R$ 125 milhões em bens. Dois anos depois, já ocupando o comando da prefeitura, o empresário e político decidiu destinar R$ 300 mil à disputa presidencial.

A doação também chama atenção pelo fato de Schlatter ser filiado ao PP, enquanto Flávio Bolsonaro disputa a Presidência pelo PL. O repasse, portanto, foi realizado como contribuição de pessoa física à campanha do candidato.

O financiamento partidário tem peso muito maior nas contas da candidatura presidencial. Conforme os números registrados na prestação de contas eleitoral, Flávio Bolsonaro já recebeu R$ 42,9 milhões repassados pelo PL.

Em comparação, as doações de pessoas físicas, mesmo após a contribuição de R$ 300 mil feita por Schlatter, permanecem abaixo de R$ 1 milhão.

O registro das receitas permite acompanhar a origem dos recursos utilizados pelos candidatos durante a campanha eleitoral, incluindo transferências partidárias e contribuições feitas por pessoas físicas.

A participação do prefeito de Chapadão do Sul no financiamento da candidatura também evidencia a aproximação de lideranças políticas de Mato Grosso do Sul com a campanha nacional de Flávio Bolsonaro. A eleição presidencial será realizada em 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais de 2026.
 

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