Política

ELEIÇÕES 2024

Pedrossian Neto recebe aval de Kassab para disputar prefeitura de Campo Grande

O deputado estadual reforçou que o PSD é um partido relevante nacionalmente, com boa bancada de senadores e de deputados federais

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Após ter confirmado ao Correio do Estado que é pré-candidato a prefeito de Campo Grande nas eleições municipais de 2024, o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto, presidente municipal do PSD, esteve, na última segunda-feira, em São Paulo (SP), com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para tratar sobre a questão e acabou recebendo o aval para prosseguir com o projeto político.

“Nós fizemos uma reunião com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que é o atual secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, e, na oportunidade, tratamos, naturalmente, além de políticas públicas, do caso de reestruturação do PSD em Mato Grosso do Sul”, disse Pedrossian Neto à reportagem.

Ele acrescentou que, ainda durante a reunião, falou para Gilberto Kassab sobre as “andanças’ pelo interior na montagem de chapas, seja para vereador, seja para prefeito nas 79 cidades de Mato Grosso do Sul, juntamente com o presidente estadual do PSD, senador Nelsinho Trad.

“Logicamente nós também tratamos do caso da Capital. Porque, na visão do nosso presidente, precisamos lançar candidato nas principais cidades do Estado e queremos fazer um esforço para identificar nomes competitivos nessas localidades para atender o anseio dele”, revelou o parlamentar sul-mato-grossense.

Pedrossian Neto reforçou que o PSD é um partido relevante nacionalmente, com boa bancada de senadores e de deputados federais. “Graças a isso nós temos tempo de rádio e televisão, além de fundo partidário. Portanto, não teria porque nós não termos projetos próprios em Campo Grande, então, essa é a diretriz da direção nacional e, por isso, nós falamos sobre a minha pré-candidatura. Pedimos a autorização dele e, na verdade, as bênçãos da direção nacional do partido”, ressaltou.

O parlamentar argumentou que, agora, sua pré-candidatura está confirmada. “Temos a certeza de que podemos trabalhar nessa articulação, tendo como desafio fortalecer o partido dentro de Campo Grande e ajudar na formação de uma chapa de vereadores competitiva. Quero trazer bons nomes para o PSD e investir na formação de equipes para fazer um bom programa de governo e ter uma boa estratégia de comunicação”, adiantou.

Conforme o deputado estadual, o foco será popularizar as ideias e projetos, fazendo com que a sua pré-candidatura ganhe densidade eleitoral e maior viabilidade eleitoral. “Muita gente tem procurado o partido com a intenção de se filiar e disputar a eleição para vereador. Isso vai fortalecer a nossa chapa”, projetou.
 

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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