Política

POLÊMICA

Perdão a vereador que não votou contra a taxa do lixo abre crise no PT do Estado

As lideranças do partido queriam que Landmark Rios fosse punido por ter contrariado orientação da legenda em Campo Grande

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A polêmica envolvendo o fato de o vereador Landmark Rios (PT) não ter votado, por duas vezes, contra a manutenção da taxa do lixo pela Prefeitura de Campo Grande, que resultou em um reajuste acima do esperado no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ainda está longe de acabar dentro o partido.

Após representação feita por Ido Luiz Michels, chefe de gabinete do deputado federal Vander Loubet (PT), presidente estadual da legenda e padrinho político de Landmark, ressaltando que o vereador foi um dos sete parlamentares que se ausentaram da sessão na votação do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao fim da taxa do lixo, que acabou enterrando a possibilidade de redução do IPTU, o diretório municipal petista acabou por “perdoar” o parlamentar.

O Correio do Estado apurou que a decisão do presidente municipal do PT, deputado estadual Pedro Kemp, não foi bem aceita pelas demais lideranças da legenda, que defendiam uma punição exemplar a Landmark Rios, afinal, a ausência dele na votação beneficiou a prefeita, alvo de inúmeras críticas feitas rotineiramente pelo partido durante as sessões ordinárias da Câmara Municipal de Campo Grande.

Em nota oficial, a comissão executiva do PT de Campo Grande informou que, após reunião na sexta-feira, deliberou, de forma unânime, que a posição política da sigla era de que “a ausência de um dos seus vereadores [Landmark Rios] na sessão da Câmara Municipal, que acabou mantendo os valores ilegais e abusivos, se constituiu em erro político grave por parte deste parlamentar, com repercussão negativa ao contribuinte municipal, todo o PT e sua militância/simpatizantes”.

Ainda conforme o texto publicado pelo partido, “a relevância e importância da agenda que o vereador Landmark tinha em Brasília (DF), na mesma data e horário da sessão da Câmara, jamais poderia tê-lo impedido de participar da sessão que apreciava a manutenção do veto da prefeita”.

“O próprio vereador Landmark, em carta endereçada ao diretório municipal de Campo Grande, reconheceu ter sido um erro político a opção de manter sua agenda em Brasília em detrimento de sua participação na sessão da Câmara que apreciou o veto da prefeita. O PT municipal, a par de entender e classificar a referida ausência do vereador Landmark como erro político, não imputa a ele nenhum ato de infração ou violação ético-disciplinar que justifique a abertura de procedimento disciplinar, sendo certo que nesta data não há mais sequer pedido formalizado neste sentido”, trouxe a nota.

A reportagem procurou o presidente municipal do PT para saber o que levou a comissão executiva do partido em Campo Grande a “perdoar” o “erro político” do vereador Landmark, que faltou por duas vezes à votação contra a taxa do lixo, e ele refutou que a legenda tenha “perdoado” o parlamentar.

“Não existe perdão algum. Leia a nota do partido e você vai ver que consideramos o comportamento do vereador de se ausentar das votações sobre IPTU e taxa do lixo como um erro político da parte dele, por se tratar de uma matéria de interesse da população”, declarou.

Pedro Kemp ainda completou que “o filiado Ido Michels entrou com um pedido formal junto à comissão de ética da executiva municipal do PT contra o vereador, o que não foi apreciado porque o pedido foi retirado pelo autor”. “Portanto, não houve punição, mas uma advertência pública”, limitou-se a declarar.

No entanto, o Correio do Estado apurou que, para retirar o pedido de punição contra Landmark, o filiado Ido Michels exigiu a realização de uma videoconferência entre ele, o vereador e o deputado estadual para que, juntos, eles pudessem “lavar a roupa suja”.

Depois da referida videoconferência petista e de receber forte pressão para repassar o pedido, Ido Michels optou por ceder, contribuindo para que a situação fosse resolvida sem mais estardalhaço público.

Entretanto, é bom lembrar que no pedido ele fez declarações duras contra Landmark, como essa: “a ausência do representado Landmark na sessão trouxe o gosto amargo que denota que os seus interesses políticos junto ao Poder Executivo são mais fortes e maiores do que a defesa da população que ele se comprometeu a defender enquanto pediu votos sob as marcas e o número de legenda de nosso partido”.

Ido Michels também escreveu que “no mesmo histórico dia em que o PT comemorou os seus 46 anos, fomos obrigados a acompanhar, atônitos e envergonhados, a falta de responsabilidade do representado Landmark em não comparecer a importante votação de interesse do município e, simultaneamente, a falta de compromisso do representado Landmark com a população, especialmente os mais carentes, prejudicando-os com o valor abusivo do IPTU 2026”.

O filiado completou que “o representado Landmark, ao se omitir de maneira tão cruel e vexatória – como foram nas duas votações do Projeto de Lei Complementar nº 1.016/2026 –, está condenado a ficar à margem da história do partido, especialmente por envergonhar a população, notadamente a campo-grandense. O representado Landmark se ausentou – fugiu – das duas votações em evidente conluio com a péssima gestão do Poder Executivo Municipal e ao custo da traição dos princípios partidários, de seus filiados e da população campo-grandense”.

PADRINHO

O presidente estadual do PT, deputado federal Vander Loubet, também publicou nota oficial, defendendo que o “afilhado” político não sofresse qualquer tipo de sanção por parte do diretório municipal.

“Espero que a direção do PT de Campo Grande, guiada pelo bom senso jurídico e político, não reconheça tal representação, por não existir um ato concreto de indisciplina partidária, programática ou de resoluções oficiais que justifique o enquadramento do parlamentar”, afirmou, em nota.

“Conclama todos os filiados e filiadas a não desviar do foco do PT-MS neste ano de 2026: consolidar nosso compromisso com a democracia, a soberania nacional e os interesses legítimos do povo brasileiro e trabalhar para buscar a reeleição do presidente Lula, a ampliação da bancada federal e estadual e a eleição de Fábio Trad como o próximo governador”, finalizou.

A reportagem procurou os outros vereadores que fazem parte da bancada do PT na Câmara Municipal de Campo Grande, Luiza Ribeiro e Jean Ferreira, e ambos preferiram não comentar a decisão da comissão executiva do partido em Campo Grande, enquanto o filiado Ido Michels disse que a nota oficial representava a posição da legenda.

Porém, de acordo com fontes ouvidas pelo Correio do Estado, essa polêmica pode ter acendido mais uma crise interna no PT às vésperas das eleições gerais deste ano, quando o partido terá candidatos a governador, senador, deputado estadual e deputado federal, cujos nomes dos envolvidos na polêmica também enfrentarão o crivo das urnas e da militância, que não gostou nada da decisão de “perdoar” Landmark Rios.

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Prática proibida

MP apura suspeita de nepotismo no gabinete de vereadora do PL em Campo Grande

Três servidores comissionados da Câmara Municipal são apontados como parentes da parlamentar; Promotoria de Patrimônio Público determinou investigação

11/05/2026 19h44

Vereadora do PL, Ana Portela

Vereadora do PL, Ana Portela Divulgação

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A 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande instaurou uma Notícia de Fato para apurar se a vereadora Ana Portela, do Partido Liberal (PL), praticou nepotismo ao nomear pessoas com as quais, segundo os denunciantes, mantém laços de parentesco para cargos comissionados em seu gabinete na Câmara Municipal. 

A investigação preliminar foi desencadeada por representação protocolada em 27 de março de 2026 na Ouvidoria do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

A representação foi formalizada pelo ex-superintendente do Patrimônio da União, o advogado e professor universitário Tiago Botelho (PT).

O documento aponta que a vereadora teria nomeado, para cargos de assessoria em seu gabinete, três pessoas com as quais supostamente possui graus distintos de parentesco: Tiago Angelino da Silva Souto, descrito como cunhado; Márcia Cruz da Silva, apontada como concunhada; e Pedro Fernandes Pereira Mendes, indicado como primo.

Os próprios signatários da representação fazem questão de ressalvar que o documento “se limita a reportar uma notícia de fato, sem qualquer intenção de afirmar a ocorrência de irregularidade ou de imputar responsabilidade”, pedindo apenas que as autoridades verifiquem a situação.

De acordo com o Portal da Transparência da Câmara Municipal de Campo Grande, os três nomes indicados na representação constam, de fato, como servidores comissionados do Legislativo municipal. 

Segundo os dados públicos, Márcia Cruz da Silva ocupa o cargo de Assessor Parlamentar I, com salário líquido de R$ 10.036,50, admitida em 1º de janeiro de 2025; Pedro Fernandes Pereira Mendes exerce a função de Assistente Parlamentar VI, com remuneração líquida de R$ 7.985,97, admitido em 1º de janeiro de 2025; e Tiago Angelino da Silva Souto atua como Chefe de Gabinete Parlamentar, com salário líquido de R$ 9.778,82, admitido em 1º de maio de 2025.

O Promotor de Justiça Jorge Ferreira Neto Júnior determinou ofício ao presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Papy Vicente Silva Neto, solicitando fichas funcionais dos três servidores, cópias dos atos de nomeação, informações sobre a natureza jurídica dos cargos e eventuais mecanismos internos de controle contra nepotismo. 

Determinou também ofício à própria vereadora Ana Portela, pedindo que ela informe se existe ou não vínculo de parentesco, por consanguinidade ou afinidade, com os nomeados, e se foram solicitadas declarações formais de inexistência de parentesco no ato das nomeações. 

Solicitou ainda apoio do GECOC (Grupo de Combate ao Crime Organizado e Corrupção) para a verificação dos vínculos familiares. Os ofícios à Câmara e à vereadora foram encaminhados eletronicamente em 27 de abril de 2026. Até o momento desta consulta, não há registro de resposta nos autos.

Hospital São Julião

Pré-candidato a presidente, Augusto Cury participa de palestra solidária em Campo Grande

Com renda destinada ao Hospital São Julião, palestra propõe reflexão sobre os impactos da hiperconectividade e do excesso de informação na saúde mental

11/05/2026 16h00

Foto: Reprodução

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O médico psiquiatra, escritor e agora pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury, estará em Campo Grande no próximo dia 15  para ministrar a palestra “Gestão da Emoção na Era da Intoxicação Digital”. Com ingressos entre R$ 150 e R$ 300, o evento será realizado às 19h, no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, com renda integral destinada ao Hospital São Julião.

A participação de Augusto Cury ocorre poucos dias após o Avante lançar oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República, evento realizado em Belo Horizonte, na última quinta-feira (7). Aos 67 anos, esta é a primeira vez que o autor entra na política partidária.

Reconhecido como um dos autores mais lidos do Brasil nas últimas décadas, Cury acumula mais de 40 milhões de livros vendidos, referência internacional em saúde emocional e inteligência emocional. Na palestra inédita em Campo Grande, o psiquiatra propõe uma reflexão sobre os impactos da hiperconectividade e do excesso de informação na saúde mental.

Com mais de 50 obras publicadas em 70 países, ele se tornou uma referência mundial em educação emocional e qualidade de vida.

Cury abordará temas como ansiedade, autocontrole emocional, construção da autoestima e os efeitos da chamada “intoxicação digital”. Segundo a organização, o encontro pretende oferecer ao público técnicas práticas para lidar com emoções de forma consciente em meio às pressões da vida contemporânea.

Conforme os organizadores, toda a arrecadação será revertida para fortalecer os atendimentos oferecidos pela entidade a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Política 

Ao anunciar a pré-candidatura presidencial, Augusto Cury afirmou que pretende defender propostas voltadas à geração de empregos e ao empreendedorismo.

Além dele, também já aparecem como pré-candidatos à presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (Unidade Popular).

Serviço

Os ingressos podem ser comprados aqui!

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