Política

De perto

Petistas de MS acompanham posse de Lula em Brasília

Tiago Botelho, Camila Jara e Vander Loubet devem acompanhar evento que oficializa presidente eleito

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Alguns candidatos petistas de Mato Grosso do Sul acompanharão de perto a  cerimônia de posse presidencial.

O evento deste domingo (1º) será realizado no Palácio do Planalto e oficializa Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva pela terceira vez como Presidente do Brasil.

Dono de 178 mil em Mato Grosso do Sul, terceiro colocado na disputa pelo Senado em MS, Tiago Botelho foi  convidado formalmente pela Coordenação da Posse do Gabinete de Transição Governamental para participar dos eventos na capital federal e estará presente na solenidade.

O professor deve acompanhar a cerimônia ao lado do grupo de ministros, deputados, senadores, apoiadores do presidente Lula e demais autoridades nacionais e internacionais convidadas. 

“Esta posse é o resultado de nossas lutas. Comigo estarão os 178 mil sonhadores. Nós entraremos pela porta da frente do Palácio do Planalto para dar posse ao presidente do povo. Será um dia histórico para democracia e brasileira e vocês estarão comigo” afirmou o professor.

Na disputa pelo Senado, Botelho ultrapassou o Juiz Odilon e ficou 28 mil votos atrás de Mandetta, segundo colocado, disputa vencida por Tereza Cristina.

“Lá estarão comigo todos os sul-mato-grossenses que acreditaram nos nossos projetos e que sonharam com a democracia, o amor e a humanidade”, finalizou o professor que já está em Brasília.

Cercado por familiares e amigos,o deputado federal (reeleito), Vander Loubet publicou um vídeo em Brasília. Sorridente, o deputado federal ‘fez o L’ ao lado dos familiares.

Estreante no Câmara, Camila Jara também deve acompanhar o ato solene de perto. No último dia 27 a deputada federal escreveu em uma de suas redes sociais. “Quem vem? Tô pegando a estrada com a família para o maior evento do ano! A esperança é tanta que não cabe na mala, transborda pro sorriso! Gkay que me perdoe, o Lulapalooza vai ser gigante! ”. 

Camila Jara em viagem para Brasília / Divulgação

O Correio do Estado buscou contato com os deputados estaduais Zeca do PT, e Pedro Kemp mas não obteve retorno até a publicação desta matéria

Programação

A posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Festival do Futuro devem contar com milhares de pessoas. Confira abaixo a Programação completa da Posse e do Festival do Futuro.

Local: Esplanada dos Ministérios (Hora de MS)

  • 9h – Cortejo de Manifestações Populares
  • 10h – Show “Show Brasília de Todos os Ritmos” (Palco Elza Soares)

Direção Geral: Dorival Brandão

Direção Musical: Alê Capone e Adriano Rocha

  • 11h30 – Show Kleber Lucas Convida (Palco Gal Costa)

Clóvis Pinho, Leonardo Gonçalves, MN MC e Sarah Renata

  • 13h20 – Desfile do presidente Lula em carro pela Esplanada
  • 14h00 – Cerimônia de posse presidencial no Congresso Nacional
  • 14h50 – Show Juliano Maderada e Banda (Palco Gal Costa)
  • 15h30 – Subida da rampa do Palácio do Planalto e cerimônia posterior

A solenidade de posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, no dia 1º de janeiro de 2023, terá início às 15h30, com a chegada de carro à rampa. O presidente e o vice, Geraldo Alckmin, acompanhados das esposas, Janja Lula da Silva e Lu Alckmin, sobem a rampa do Palácio.

Em seguida, Lula, Janja, Alckmin e Lu devem se dirigir ao Parlatório para o discurso ao público na Praça dos Três Poderes. 

Ao final do discurso, o presidente e o vice se dirigem ao Salão Leste para cumprimentar os chefes de Estado e de Governo, além de demais autoridades estrangeiras de alto nível.

Após os cumprimentos, a partir das 18h, Lula segue ao Salão Nobre para dar a posse aos ministros e ministras de Estado. Em seguida, o presidente, o vice, as respectivas esposas, e os ministros e ministras seguem para o Salão Oeste para a foto oficial. A cerimônia encerra-se com a foto oficial.

Terminada a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente, o vice e as esposas seguem para a recepção aos chefes de Estado e de Governo no Palácio do Itamaraty, a partir das 19h30.

  • 17h30 – Show “Futuro Ancestral” (Palco Elza Soares)

Participações: Drik Barbosa, Marissol Mwab, Ellen Oléria, Fioti, Gog, Rael, Rappin Hood, Salgadinho e Gog.

  • 18h40 – Show “Outra Vez Cantar” (Palco Gal Costa)

Direção Musical: Daniel Ganjaman

Participações: Alessandra Leão, Chico César e Geraldo Azevedo, Fernanda Takai, Francisco El Hombre e Luê, Johnny Hooker, Lirinha, Marcelo Jeneci, Odair José, Otto, Paulo Miklos, Tulipa Ruiz e Thalma de Freitas.

  • 19h55 – Show “Amanhã vai ser outro dia” (Palco Elza Soares)

Direção Musical: Itamar Assiere

Participações: Aline Calixto, Fernanda Abreu, Jards Macalé, Maria Rita, Martinho da Vila, Paula Lima, Leoni, Renegado, Rogéria Holtz, Teresa Cristina, Romero Ferro, Zélia Duncan e Delacruz”.

  • 21h50 – Show BaianaSystem convida: (Palco Gal Costa)

Margareth Menezes

  • 23h10 – Show Gaby Amarantos Convida: (Palco Elza Soares)

Aíla, Kâe Guajajara e Jaloo

  • 00h10 – Show Duda Beat convida (Palco Gal Costa)

Almerio, Doralyce, Luedji Luna e Zé Ibarra

  • 01h10 – Show Pabllo Vittar Convida (Palco Elza Soares)

Lukinhas e Urias

  • 02h10 – Valesca Popozuda convida (Palco Gal Costa)

MC Marks e Mc Rahell

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PGE

Márcio Arruda é nomeado procurador-geral do Estado de MS

Governador Eduardo Riedel (PP) nomeou Arruda para o cargo nesta terça-feira (14); ele vai substituir Ana Carolina Ali Garcia na função

14/04/2026 17h39

Novo Procurador-Geral do Estado, Márcio Arruda

Novo Procurador-Geral do Estado, Márcio Arruda Divulgação

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), nomeou nesta terça-feira (14) o procurador do Estado Márcio André Batista de Arruda como procurador-geral do Estado de Mato Grosso do Sul, de forma interina.

Márcio Arruda já atuava no gabinete da Procuradoria-Geral. Ele era o procurador-geral adjunto de Ana Carolina Ali Garcia, que deixou o posto na semana passada para concorrer a uma vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, pelo Quinto Constitucional, que será definido pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul.

O novo procurador-geral do Estado exercia a função de procurador-geral adjunto do contencioso, segmento da PGE-MS que atua nas demandas judiciais do Estado de Mato Grosso do Sul. A PGE-MS é o órgão responsável por representar o Estado — não apenas o Poder Executivo, mas todas as instituições estaduais — em processos judiciais.

Márcio André Batista de Arruda possui pós-graduação em Eficiência e Inovação na Gestão Estratégica (EscolaGov), em Liderança e Inovação pelo Programa de Educação Executiva da FGV-RJ (2021–2022), em Parcerias Público-Privadas e Concessões pela FESPSP (2017–2018) e em Direito Tributário pela UCDB-INPG (2000–2001).

Investigação

Relatório da CPI do Crime conecta facções com sistema financeiro

Texto cita Banco Master; controle de armas e papel das redes sociais

14/04/2026 13h34

Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Em cerca de 220 páginas, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI) no Senado, apresentado nesta terça-feira (14) pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), conecta o crime organizado em facções e milícias com operações do mercado financeiro realizadas para lavagem de dinheiro. 

“Os grupos criminosos, além de criptoativos e outros ativos – virtuais ou não –, têm igualmente se valido do sistema financeiro formal para ocultar ou dissimular a natureza ilícita dos bens originários”, escreveu o relator.

Vieira aponta o caso do Banco Master como exemplo do uso do sistema financeiro para lavagem de dinheiro do crime organizado no Brasil.

“O caso Master evidenciou de forma incontornável que o crime organizado brasileiro atingiu um patamar de sofisticação em que facções criminosas de base territorial, como o PCC, operam em simbiose com operadores do mercado financeiro formal, valendo-se de fundos de investimento, gestoras de ativos e instituições bancárias para lavar bilhões de reais, corromper agentes públicos e capturar parcelas do aparato estatal e regulatório”, explicou.

O relator acrescentou que a CPI constatou que a lavagem de dinheiro permanece como o mecanismo central de sustentação do crime organizado, que utiliza mercados lícitos para reciclar o dinheiro do tráfico de drogas e armas.

“A infiltração em setores como tabaco, ouro, combustíveis, mercado imobiliário e bebidas, aliada ao uso sofisticado de fintechs, criptomoedas e fundos de investimento, demonstra que a criminalidade organizada opera com grau de sofisticação empresarial que exige resposta igualmente qualificada do Estado”, pontuou Alessandro Vieira.

O relatório apresentado ainda precisa de aprovação da CPI do Crime Organizado, que ainda pode pedir vistas do texto, em sessão marcada para a tarde desta terça-feira (14).

Áreas dominadas pelas facções

Diante da relação do crime organizado com o sistema financeiro, o relator da CPI Alessandro Vieira defende que o enfrentamento à criminalidade não pode se limitar ao combate ostensivo de facções em territórios dominados.

“É igualmente necessário atuar sobre as cadeias econômicas que financiam essas estruturas, com especial atenção para mercados de consumo massivo, rotas logísticas já consolidadas e setores em que a aparência de legalidade”, disse.

O relator da CPI acrescenta que, sem esse olhar econômico e patrimonial, a repressão tende a incidir apenas “sobre manifestações visíveis da criminalidade, preservando-se, entretanto, os mecanismos que garantem sua reprodução financeira e institucional”.

A CPI do Crime no Senado foi instalada após operação policial no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 122 pessoas, a maior letalidade de uma operação na história do país.

Controle de armas

O relator Alessandro Vieira ainda destacou a importância de aumentar a fiscalização das armas e munições no Brasil. Segundo ele, alterações legislativas e falhas de fiscalização, “criam ambiente propício a desvios e usos indevidos de armas e munições. Esse ponto interessa diretamente ao crime organizado”.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, foram editados decretos e regulamentos que flexibilizaram a posse de armas de fogo, em consequência da plataforma do governo anterior que defendia a flexibilização das regras para venda e posse de armas no Brasil. 

Estudo do Instituto Sou da Paz aponta que medidas de flexibilização favoreceu que parte desse armamento fosse desviada para as mãos de criminosos

Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decretos para restringir o acesso a armas no país, revertendo a flexibilização no monitoramento e acesso a armas que havia sido promovida durante o governo anterior. 

Redes Sociais e crianças

Um dos focos da CPI do Crime Organizado no Senado foi investigar o papel das plataformas digitais para a criminalidade organizada e os ganhos econômicos das bigtechs por meio da prática de crimes pela internet. 

No relatório final, o senador Alessandro Vieira aponta que o ambiente digital é elemento estruturante no aliciamento e exploração de crianças e adolescente.  

“Evidências mostram que plataformas amplamente utilizadas, como Facebook e Instagram, são centrais no aliciamento, enquanto sistemas de recomendação podem conectar usuários a redes ilícitas, inclusive de abuso sexual infantil”, escreveu.

O relatório aponta que esse quadro é agravado pela atuação “predominantemente passiva das plataformas”, a partir de denúncias realizadas por usuários.

“Esse modelo, no entanto, revela limitações evidentes quando se considera que o ambiente é amplamente frequentado por crianças e adolescentes, que não dispõem de plena capacidade de identificar, compreender e reagir adequadamente a situações de violência e exploração”, completou Vieira.

A SaferNet Brasil registrou, entre janeiro e julho de 2025, 49.336 denúncias de abuso e exploração sexual infantil online, aumento de 18,9%, correspondendo a 64% das denúncias de crimes cibernéticos.

Déficit do sistema prisional e das forças de segurança

O “alarmante” déficit de vagas no sistema prisional brasileiro, que ultrapassa as 202 mil, é apontado no relatório como grave porque os presídios seriam a principal plataforma das facções no Brasil.  

“[Essa situação] permitiu que os presídios se tornassem o berço e o centro de comando das organizações criminosas no país”, escreveu o relator. O Brasil possui a terceira maior população prisional do mundo, com 701 mil pessoas presas.  

Para suprir esse déficit, o relator calculou que seriam necessários aportes de RS 14 bilhões para construção de novas vagas.

Vieira ainda destaca o efetivo “diminuto” das forças de segurança em função das dimensões continentes do país, com a Polícia Federal operando com 40% de déficit no quadro funcional.

“A descapitalização dos órgãos de controle e inteligência representa, paradoxalmente, um dos maiores estímulos à expansão do crime organizado, pois reduz a capacidade do Estado de detectar, investigar e reprimir atividades ilícitas”, completou.

Indiciamentos e Intervenção do RJ

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado Alessandro Vieira ainda pediu, no mesmo relatório, os indiciamentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master. Vieira aponta que há indícios do cometimento de crimes de responsabilidades de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.

Além disso, o relatório recomenda que o presidente da República decrete uma intervenção federal no estado do Rio de Janeiro (RJ) como medida “indispensável” diante da infiltração do crime no Poder Público local, o que comprometeria a capacidade do estado “de conduzir, com autonomia e idoneidade, as ações de enfrentamento necessárias”. 

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