Política

Sob suspeita

PF apreende pen drive, três celulares e mais de R$ 250 mil em espécie com deputado

Marcio Fernandes foi alvo da Operação Jogo Limpo, deflagrada para apurar possível corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral

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A Polícia Federal (PF) apreendeu mais de R$ 250 mil em espécie, três aparelhos celulares, um pen drive, dois HDs externos, dois notebooks e material gráfico de campanha durante buscas realizadas na sexta-feira em dois endereços ligados ao deputado estadual Marcio Fernandes (PL), candidato à reeleição.

A ação faz parte da Operação Jogo Limpo, que investiga a possível prática de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral nas Eleições deste ano. 

Os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão, um no comitê eleitoral do parlamentar, no Bairro Chácara Cachoeira, e outro no apartamento dele, no Royal Park, ambos em Campo Grande.

Entre o material recolhido estavam dezenas de cédulas, principalmente notas de R$ 50 e R$ 100. A estimativa inicial da PF era de que o montante em dinheiro ultrapassasse os R$ 250 mil.

Em nota sobre a operação, a PF informou que os valores apreendidos seriam contabilizados e que a investigação vai apurar tanto a origem quanto a eventual destinação do dinheiro.

O inquérito apura movimentações financeiras que, segundo a PF, poderiam estar relacionadas a financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores. 

A corporação ressalta que as investigações ainda estão em andamento para esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades.

Na imagem o dinheiro que foi apreendido no comitê Na imagem o dinheiro que foi apreendido no comitê - Foto: Divulgação

VENDA DE GADO

Em entrevista ao Correio do Estado, Marcio Fernandes afirmou que foram apreendidos apenas R$ 100 mil que foram sacados por ele mesmo pouco antes da abordagem policial e teriam origem da venda de gado bovino.

“Eu estava no Banco do Brasil, em frente ao Shopping Campo Grande. Tinha um saque provisionado de R$ 100 mil, referente a gado que vendi em leilão. Saquei o dinheiro para usar na fazenda, principalmente para pagar peões, porque muitos deles não querem receber por Pix”, declarou.

Ainda de acordo com o parlamentar, a abordagem da Polícia Federal ocorreu logo depois que ele deixou a agência bancária. 

“Eles me informaram que receberam uma denúncia de crime eleitoral e pediram para me acompanhar até minha casa. Lá, não havia nada irregular. No comitê também não encontraram nada, apenas um saco com santinhos da campanha”, afirmou.

Marcio Fernandes disse ainda ter questionado os policiais sobre uma eventual suspeita de que o saque estivesse relacionado à compra de votos. 

“Vocês estão deduzindo que eu saquei esse dinheiro para comprar votos? Eu tenho despesas da fazenda e despesas pessoais que precisam ser pagas”, relatou.

De acordo com o deputado, os agentes apreenderam o seu aparelho celular e os R$ 100 mil retirados do banco.

Ele afirmou que pretende comprovar a origem dos recursos e solicitar a devolução do valor, bem como do seu aparelho celular. 

“Eles levaram os R$ 100 mil que saquei, mas me informaram que posso pedir a devolução se estiver tudo correto. Não é um dinheiro sem origem. Há como comprovar de onde ele veio”, completou.

Procurado pelo Correio do Estado, o advogado Assahd Milan, responsável pela defesa do parlamentar, informou que estava retornando de São Paulo (SP) e ainda não havia tido acesso aos autos da investigação. “Não tive acesso aos autos do processo, mas eu asseguro que o deputado não está detido”, afirmou.

Inicialmente, a assessoria do parlamentar informou que não havia ocorrido nenhuma intercorrência além das buscas realizadas pelos agentes e tratou a ação como uma diligência policial. A equipe também afirmou que a PF teria realizado ações em outros comitês na Capital, o que foi negado pela Polícia Federal.

A operação ocorreu a nove dias do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro. Desde o dia 19, candidatos não podem ser presos ou detidos, salvo em caso de flagrante delito. 

A regra prevista no Código Eleitoral começa 15 dias antes da eleição e permanece válida por até 48 horas após o encerramento da votação.

Caso haja prisão em flagrante nesse período, o detido deve ser imediatamente levado à presença de um juiz, que avaliará a legalidade da medida. 

A PF informou que as investigações da Operação Jogo Limpo prosseguem para esclarecer a origem e a possível destinação dos recursos apreendidos, além de apurar eventuais responsabilidades.

* Saiba 

NOTA OFICIAL

O deputado estadual e candidato à reeleição pelo Partido Liberal (PL), Marcio Fernandes, esclarece os fatos relacionados à ação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25). Por volta das 11h, o deputado realizou, em uma agência do Banco do Brasil, o saque de R$ 100 mil de sua conta pessoal.

O valor havia sido previamente provisionado junto ao banco e seria usado em despesas relacionadas às suas propriedades rurais. Ao deixar a agência, ele foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha.

Além do valor sacado e do aparelho celular do deputado, foram recolhidos em sua residência um pen drive com arquivos da campanha eleitoral de 2020.

No comitê, as equipes levaram dois HDs externos com imagens, dois notebooks e material gráfico de campanha. Itens de uso regular de qualquer campanha eleitoral, e nada de irregular foi encontrado nos locais.

O deputado Marcio Fernandes reitera seu compromisso com a verdade e se coloca à inteira disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento. Reafirma também a lisura de sua conduta, que sempre pautou sua vida pessoal e sua trajetória profissional e pública.

Campo Grande (MS), 25 de setembro de 2026.
Assessoria de Comunicação do deputado estadual Marcio Fernandes.

Operação Jogo Limpo

Marcio Fernandes diz que dinheiro apreendido seria utilizado para pagar funcionários de fazenda

Deputado teve o celular apreendido enquanto saia de uma agência bancária em frente ao Shopping Campo Campo Grande

25/09/2026 16h00

Parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo Grande

Parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo Grande Fotos: Alems e Policia Federal

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Alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25), o deputado Marcio Fernandes (PL) disse ao Correio do Estado que foi surpreendido pelos agentes federais enquanto sacava R$ 100 mil para pagar funcionários de fazenda. A ação apura possível prática dos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral. 

O parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo Grande quando foi abordado pelos oficiais. 

Ao ser questionado sobre o saque, Fernandes disse ter ido ao banco buscar o dinheiro justamente para pagar trabalhadores que não recebem via PIX, verba segundo ele, provisionada há uma semana. 

"Valor estava provisionado para o pagamento de despesas relacionadas às suas propriedades rurais. Ao deixar a agência, ele foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha", destacou a assessoria do deputa em nota. 

Em meio ao imbróglio, a Polícia Federal realizou buscas na casa do deputado, situada no Royal Park, contudo, segundo ele, não encontrou nada.

Foram apreendidos diversos maços de dinheiro no comitê de campanha do deputado estadual, escritório localizado no bairro Chácara Cachoeira. Dezenas de cédulas com notas de R$ 50 e R$ 100.

Neste momento, a polícia ainda contabiliza o montante apreendido, contudo, a estimativa é de que mais de R$ 250 mil tenham sido confiscados. Segundo a polícia, foram apreendido ao todo três celulares e um pen drive, além de material de campanha. 

Em contato com o Correio do Estado, o advogado de defesa de Márcio Fernandes, Assahd Milan disse estar retornando de São Paulo e desconhece o mote das investigações.

"Não tive acesso às investigações", declarou. Marcio Fernandes prestou esclarecimentos à Policia Federal e foi liberado na sequência. 

Parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo GrandeAção ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25) / Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

De início, a assessoria de imprensa do parlamentar alegou  que apesar do ocorrido, não havia qualquer interconrrência para além da "batida" policial, considerada como "rotina". A assessoria mantém a versão de que nenhum dinheiro foi encontrado no comitê de campanha. 

A equipe frisou que a polícia federal também agiu em outros comitês parlamentares espalhados pela Capital.

A ação ocorrida no Bairro Chácara Cachoeira acontece menos de 10 dias do primeiro turno, marcado para o próximo dia 4 de outubro. 

Íntegra da nota divulgada pelo deputado 

O deputado estadual e candidato a reeleição pelo Partido Liberal (PL), Marcio Fernandes, esclarece os fatos relacionados à ação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25).

Por volta das 11h, o deputado realizou, em uma agência do Banco do Brasil, o saque de R$ 100 mil de sua conta pessoal. O valor havia sido previamente provisionado junto ao banco e seria usado em despesas relacionadas às suas propriedades rurais. Ao deixar a agência, ele foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha.

Além do valor sacado e do aparelho celular do deputado, foram recolhidos em sua residência um pendrive com arquivos da campanha eleitoral de 2020. No comitê, as equipes levaram dois HDs externos com imagens, dois notebooks e material gráfico de campanha. Itens de uso regular de qualquer campanha eleitoral, e nada de irregular foi encontrado nos locais.

O deputado Marcio Fernandes reitera seu compromisso com a verdade e se coloca à inteira disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento. Reafirma também a lisura de sua conduta, que sempre pautou sua vida pessoal e sua trajetória profissional e pública.
 

Período eleitoral

Cabe destacar que os candidatos não podem ser detidos ou presos até 6 de outubro. A prisão nesse período só pode acontecer em caso de flagrante delito.

A proteção está prevista no Código Eleitoral, uma vez que os candidatos não podem ser presos a partir de 15 dias antes da eleição até 48h depois da votação.

Se ocorrer a prisão de um candidato, ele deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata, além de poder responsabilizar o autor da prisão.

Mesmo que a detenção em flagrante delito seja confirmada, o candidato poderá concorrer às eleições, pois a legislação exige condenação por órgão colegiado ou trânsito em julgado (condenação definitiva) para impedir o direito de disputa.

Colaborou Daniel Pedra 

*Atualizado às 16h40 para acréscimo de informações

Eleições 2026

Comitê de deputado Marcio Fernandes é alvo da Polícia Federal às vésperas da eleição

Até o momento, Polícia Federal não deu esclarecimentos sobre o ocorrido

25/09/2026 13h30

Ação ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25)

Ação ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25) Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O Comitê de Campanha do deputado estadual Marcio Fernandes (PL) foi alvo de busca pela Polícia Federal no início da tarde desta sexta-feira (25). Ele disputa a reeleição em 2026. 

Ao Correio do Estado, a assessoria de imprensa do parlamentar disse que apesar do ocorrido, não houve qualquer interconrrência para além da "batida" policial, considerada como "rotina". Além disso, frisou que a polícia federal também agiu em outros comitês parlamentares espalhados pela Capital.

"Está tudo certo, foi uma ação de rotina, sei que foi em vários comitês, vendo se está tudo certo, passaram por aqui e já foram embora. Está tudo legal aqui, sem maiores problemas", destacou a assessoria do parlamentar. 

A ação ocorrida no Bairro Chácara Cachoeira acontece menos de 10 dias do primeiro turno, marcado para o próximo dia 4 de outubro. 

Cabe destacar que os candidatos não podem ser detidos ou presos até 6 de outubro. A prisão nesse período só pode acontecer em caso de flagrante delito.

A proteção está prevista no Código Eleitoral, uma vez que os candidatos não podem ser presos a partir de 15 dias antes da eleição até 48h depois da votação.

Até o momento da publicação desta matéria, a Polícia Federal não deu maiores esclarecimentos sobre o ocorrido. 

Se ocorrer a prisão de um candidato, ele deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata, além de poder responsabilizar o autor da prisão.

Mesmo que a detenção em flagrante delito seja confirmada, o candidato poderá concorrer às eleições, pois a legislação exige condenação por órgão colegiado ou trânsito em julgado (condenação definitiva) para impedir o direito de disputa.

*Atualizado às 13h50

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