Política

Bancada Federal

PL elege três deputados e passar a ter a maior bancada de MS na Câmara

Camila Jara é reeleita como a candidata mais votada do Estado; bancada terá quatro mulheres pela 1ª vez

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Mato Grosso do Sul terá três deputados federais do Partido Liberal (PL) a partir de 2027. Com 100% das urnas apuradas às 20h de ontem, o partido elegeu Marcos Pollon, Mara Caseiro e Rodolfo Nogueira e passou a formar a maior bancada do Estado na Câmara dos Deputados.

Dos oito parlamentares eleitos, cinco foram reeleitos e três conquistaram o primeiro mandato federal. A disputa também ampliou a presença feminina na representação de Mato Grosso do Sul em Brasília.

Camila Jara (PT) foi reeleita e terminou a eleição como a candidata mais votada para a Câmara no Estado, com 154.157 votos. A petista terá mais quatro anos de mandato a partir de fevereiro de 2027.

Marcos Pollon (PL) ficou em segundo lugar na votação, seguido por Rose Modesto (União Brasil). Pollon também foi reeleito e permanecerá na Câmara. Rose, que já foi deputada federal entre 2019 e 2023, retorna ao Congresso Nacional.

A quarta maior votação ficou com Mara Caseiro (PL), atualmente deputada estadual. Com a eleição, ela deixa a Assembleia Legislativa e passa a integrar a bancada federal de Mato Grosso do Sul.
Rodolfo Nogueira (PL) também garantiu a reeleição. O parlamentar, que integra a atual bancada federal, permanecerá na Câmara no próximo mandato.

O Republicanos elegeu dois deputados. Beto Pereira foi reeleito, enquanto Isa Marcondes conquistou uma das cadeiras. A nova deputada federal tem atuação política como vereadora em Dourados e assumirá seu primeiro mandato em Brasília.

A última vaga ficou com Dagoberto Nogueira (PP), que também foi reeleito.

QUATRO MULHERES

A nova composição da bancada federal de Mato Grosso do Sul terá quatro mulheres, o maior número registrado na representação do Estado na Câmara. Além de Camila Jara, que foi reeleita, passam a integrar a bancada Mara Caseiro, Isa Marcondes e Rose Modesto.

Com isso, as mulheres ocuparão metade das oito cadeiras destinadas a MS na Câmara dos Deputados. A atual bancada conta com apenas uma mulher, Camila Jara. As outras três parlamentares eleitas ontem substituem deputados que não conseguiram a reeleição ou não disputaram novamente a vaga.

A renovação da bancada federal será de três cadeiras. Permanecem na Câmara, além de Camila Jara, Marcos Pollon, Rodolfo Nogueira, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira.

As mudanças serão provocadas pela eleição de Mara Caseiro, Isa Marcondes e pelo retorno de Rose Modesto.

Com três representantes, o PL será responsável pela maior bancada de Mato Grosso do Sul na Câmara. O Republicanos terá dois deputados, enquanto PT, União Brasil e PP terão um parlamentar cada.
Os eleitos assumem os novos mandatos em fevereiro de 2027.
 

Eleições 2026

Eduardo Riedel é reeleito governador

Ele recebeu 914.323 votos e apontou educação, inclusão social e infraestrutura como prioridades do segundo mandato

05/10/2026 07h45

O governador reeleito Eduardo Riedel ao lado dos senadores eleitos Capitão Contar e Azambuja

O governador reeleito Eduardo Riedel ao lado dos senadores eleitos Capitão Contar e Azambuja Foto: Paulo Ribas

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O governador Eduardo Riedel (PP) foi reeleito em primeiro turno na noite de ontem, com 67,07% dos votos válidos em Mato Garosso do Sul. 

Com a apuração concluída, ele recebeu 914.323 votos e afirmou que dará continuidade às políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à inclusão social, com investimentos em educação, infraestrutura e melhoria das condições de vida da população.

O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) terminou a disputa em segundo lugar, com 23,68%, o equivalente a 322.807 votos. O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) ficou em terceiro, com 7,24% e 98.677 votos. 

A vantagem de Riedel sobre o candidato petista foi de 43,39 pontos porcentuais e 591.516 votos.
Ao comentar a vitória, o governador agradeceu a confiança dos eleitores e o empenho da equipe. 

Questionado sobre a expectativa durante a apuração, diante das pesquisas que indicavam reeleição no primeiro turno, afirmou que a confiança no trabalho realizado não elimina a apreensão com o resultado.

“A gente nunca fica tranquilo em eleição, mas a gente fica tranquilo pelo trabalho realizado”, declarou.
Em pronunciamento após a votação, Riedel afirmou que o resultado representa o reconhecimento de um projeto para o Estado.

Ele agradeceu aos secretários, às secretárias e às equipes das autarquias pela execução das ações de governo e pela construção de resultados para a população.

O governador também destacou a articulação política que reuniu diferentes partidos em torno da candidatura.
Riedel citou a participação da senadora Tereza Cristina e de Reinaldo Azambuja na formação da aliança e parabenizou Capitão Contar pela vitória.

Ao mencionar a futura bancada formada pela senadora Tereza Cristina (PP) e os senadores eleitos Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL), Riedel afirmou que a representação sul-mato-grossense terá força para atuar nas discussões nacionais.

“Isso é muito simbólico, isso é muito forte”, disse. Segundo o governador, a bancada terá trabalho diante das questões em debate no País e deverá defender os valores compartilhados pelo grupo político.

Para o segundo mandato, Riedel apontou como prioridade a manutenção de políticas que associem crescimento econômico, educação e oportunidades para as famílias de menor renda.

“É dar sequência nas políticas públicas transformadoras”, afirmou. “A gente sempre fala que a fórmula para a inclusão das pessoas, principalmente aquelas em uma faixa de renda menor, ela é o crescimento e o desenvolvimento com educação”.

Segundo o governador, o acesso à educação de qualidade, à formação profissional e à universidade deve acompanhar o desenvolvimento do Estado.

Na avaliação dele, a ampliação das oportunidades depende da entrega de serviços públicos e de um ambiente favorável ao crescimento.

“Essa capacidade de entregar a política pública com um ambiente de prosperidade, de crescimento e de desenvolvimento ajuda nessa transformação. E esse é o nosso foco”, disse.

Riedel também destacou investimentos em infraestrutura, saneamento e pavimentação asfáltica, em parceria com os 79 municípios. No pronunciamento, acrescentou que as ações nas áreas de saúde, educação e segurança pública devem contribuir para melhorar a vida dos moradores.

“Esse é o objetivo da política pública, que a gente consiga dar dignidade, dar condição para as pessoas terem uma vida melhor”, afirmou.

O governador parabenizou a Justiça Eleitoral e as instituições envolvidas na organização do pleito. Segundo ele, a eleição ocorreu de forma organizada apesar dos desafios provocados pela chuva registrada ao longo do dia, com poucos problemas diante das dificuldades enfrentadas.

Riedel reservou parte do discurso para agradecer à esposa, Mônica, e aos demais familiares. Disse que a união da família o ajudou a enfrentar a intensidade da campanha e as declarações feitas durante a disputa.

“Vocês podem esperar de mim nesses próximos quatro anos absoluto comprometimento com o Estado”, declarou. O governador afirmou que buscará entregar o melhor da equipe à população e manter o Estado como motivo de orgulho para seus habitantes.

Também ressaltou a importância do diálogo com a bancada federal e com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para dar sequência às ações da gestão. 

voto útil

Juntos, candidatos da 'terceira via' não chegam a 8% dos votos

Augusto Cury chegou a pontuar com 11% das intenções de voto em agosto, mas nas urnas ficou com apenas 2,9%

05/10/2026 06h59

Ex-governador de MG, Romeu Zema, que utilizou celular na urna, obteve apenas 0,27 dos votos válidos neste domingo

Ex-governador de MG, Romeu Zema, que utilizou celular na urna, obteve apenas 0,27 dos votos válidos neste domingo

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Nenhum dos candidatos à Presidência da República que não avançaram para o segundo turno da eleição ultrapassou 3% dos votos válidos neste domingo. Com os resultados somados, Augusto Cury, (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) obtiveram 7,58% da preferência do eleitorado.

O candidato do Avante, que chegou a registrar 11% das intenções de voto em agosto e seguiu alcançando dois dígitos em levantamentos até o início de setembro, recebeu 2,9% dos votos válidos ontem.

Cury votou por volta das 11 horas, em Colina, no interior de São Paulo, afirmando esperar uma "surpresa positiva" na eleição. Com 99,88% das urnas apuradas, o escritor concentrava 3,4 milhões de votos.

Depois de votar, Cury afirmou a jornalistas que o cenário político atual gera preocupação entre os brasileiros em relação ao futuro do País.

Na noite de ontem, o candidato do Avante publicou uma nota em que declarou torcer para que o vencedor da eleição presidencial "governe pensando em um Brasil de esperança", mas não declarou se apoiará o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, ou do PL, Flávio Bolsonaro, no segundo turno da eleição.

"Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança. Que considere as ideias e os projetos que apresentamos para construir um país mais justo, e que governe com inteligência e senso de justiça, tendo como prioridade as dores de mais de 210 milhões de brasileiros", escreveu. "Quero pacificar este País. Quero que um conservador consiga ouvir um progressista sem odiá-lo; que um progressista consiga conversar com um conservador sem desumanizá-lo; que possamos criticar ideias sem destruir pessoas", declarou.

Na nota, Cury cumprimentou "os dois candidatos que conquistaram, nas urnas, o direito de disputar o segundo turno".

RENAN

O candidato do Missão à Presidência obteve 2,25% da preferência do eleitorado, alcançando mais de 2,6 milhões de votos. Renan votou na manhã de ontem, na zona sul de São Paulo. Ele chegou à seção eleitoral, no bairro de Vila Friburgo, por volta das 10h30, acompanhado de apoiadores.

Ao chegar para votar, o candidato do Missão afirmou que a eleição de 2026 foi a mais "bizarra de todas". "Vocês estão presenciando a eleição mais estranha desde a redemocratização", disse o candidato. "É a pior eleição desde a redemocratização".

O candidato do Missão criticou a ausência de debates ao longo da campanha. "Foi uma eleição vazia, e ela foi construída para ser uma eleição vazia, porque as forças políticas que são majoritárias estão envolvidas em escândalos de corrupção gigantescos e não querem a discussão", afirmou. "Foi uma eleição em que os candidatos fingiram demência o tempo todo."

Após a definição dos resultados do primeiro turno, Renan elogiou o PL nas redes sociais. "Temos que reconhecer, foi um arraso o que o PL fez", afirmou. "Parabéns ao PL, mesmo com um péssimo candidato", disse Renan. O postulante do Missão à Presidência também afirmou que, em sua avaliação, "não há direita no Brasil sem Bolsonaro".

CAIADO

Após a consolidação do resultado da eleição, o ex-governador de Goiás e candidato do PSD afirmou que se manifestará sobre seu posicionamento no segundo turno apenas após se reunir com o presidente do seu partido, Gilberto Kassab (PSD). "Vou guardar a minha coerência. Não vou me pronunciar sem me reunir com Kassab", afirmou Caiado numa entrevista coletiva.

Caiado ficou em quinto lugar na disputa presidencial com mais de 2,6 milhões de votos (2,19%).

ZEMA

O presidenciável do Novo terminou a disputa ao Palácio do Planalto em sexto lugar, com pouco mais de 326 mil votos no primeiro turno (0,27%). O resultado, o pior de seu partido em uma corrida presidencial desde sua estreia, em 2018, significou uma derrota pessoal para o ex-governador de Minas.

Zema entrou na cabine de votação, em Araxá (MG), segurando um celular, o que é proibido. O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou com uma ação contra o candidato após ele ser flagrado com o aparelho em mãos diante da urna.

O postulante do Novo ironizou a ação nas redes sociais. "Mas se eu tivesse roubado um celular e falasse que era pra comprar uma cervejinha estaria tudo bem. Mais um dia de Brasil", postou Zema no X.

Anteriormente, ele disse que não havia sido alertado pelos mesários sobre a proibição e negou ter feito fotografias ou registros durante o voto. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que o episódio será apurado. Na publicação online, Zema também questionou o fato de a Justiça Eleitoral disponibilizar ferramentas virtuais para auxiliar o eleitor antes da votação. "O TSE cria uma ferramenta chamada 'Colinha Virtual', a gente usa e o MPE ajuíza uma ação CRIMINAL contra mim porque usei o celular. (???)", afirmou.

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral afirmou que intercorrências com celular são comuns e afirmou que a Justiça Eleitoral tomará providências.

Zema afirmou que não foi alertado sobre o veto ao uso do aparelho e disse que havia temas mais importantes para serem debatidos na eleição.

As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbem que eleitores portem celulares, câmeras ou outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto dentro da cabine, mesmo desligados. Os aparelhos devem ser deixados em local indicado pela mesa receptora antes da votação. A Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma "colinha", mas orienta que os números dos candidatos sejam anotados em papel.

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