Política

SEGUNDO TURNO

PMDB de MS está dividido entre apoio a Serra e Dilma

PMDB de MS está dividido entre apoio a Serra e Dilma

Rose Rodrigues, Três Lagoas

06/10/2010 - 00h13
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O PMDB de Mato Grosso do Sul está dividido no apoio à candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República. O governador reeleito André Puccinelli (PMDB) declarou a sua decisão de manter apoio ao tucano, mas já prevê a vitória da petista Dilma Rousseff. No entato, não prometeu o seu envolvimento de “corpo e alma” para ajudar Serra a vencer a petista. A vice-governadora eleita Simone Tebet (PMDB), por questão de coerência, defende continuar com Serra, mas admitiu não haver nenhuma definição sobre o rumo do PMDB no segundo turno da sucessão presidencial.
No primeiro turno, o PMDB declarou apoio a Serra porque tinha o PT como adversário na sucessão estadual. Hoje, o quadro é diferente. O presidente nacional do partido e candidato a vice de Dilma, deputado Michel Temer (SP), deverá convencer  André a apoiar a petista em favor de um projeto nacional do partido.
O PMDB de Mato Grosso do Sul não deverá demorar muito para apontar quem irá apoiar na sucessão presidencial. “Dentro de 48 horas essa resposta vai ser definitiva”, disse Simone. Segundo ela, a definição sairá de reunião do partido.
Como defende apoio a Serra, Simone sinalizou mudança de posição se o PMDB decidir por apoio a Dilma. “Sou apenas um soldado do PMDB e vou acatar o que a maioria decidir”, afirmou.

Governo de MS
Simone disse ainda, em entrevista ao Correio do Estado, que não teve tempo para conversar com o governador André Puccinelli a respeito de sua atuação no governo, a partir de janeiro de 2011.
“Temos tempo. Ele sabe que não vou exigir nada e que estarei ao lado dele, independente de qualquer cargo ou pasta que ocupar em seu governo”, declarou.
Ela destacou ainda que pretende ter participação ativa no Executivo, principalmente nas áreas que envolvam os municípios, especialmente nos setores da educação, social e no processo da industrialização. “Tive experiências muito positivas durante minha gestão como prefeita em Três Lagoas nas áreas sociais e de educação, além do desenvolvimento industrial”, afirmou.
Com relação ao futuro, Simone Tebet disse que pretende, sim, disputar o Senado em 2014, desde que o governador André Puccinelli não seja candidato. “Se ele decidir continuar sua carreira política, vou apoiá-lo como candidato a senador. “Ainda é cedo para falar sobre o assunto. Temos um belo governo pela frente”.
Sobre a eleição do seu marido, Eduardo Rocha (PMDB), para deputado estadual, ela disse que “foi uma vitória para Três Lagoas, que agora, além dela, vai ter alguém com os olhos voltados para os problemas da cidade”.

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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