Política

eleições 2024

Pré-candidatos à prefeitura da Capital ainda não emplacaram nas redes sociais

Marcos Pollon (PL) lidera na plataforma Instagram, Camila Jara no TikTok (PT) e Beto Pereira (PSDB) no Facebook

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Que o “mundo virtual” virou um caminho sem volta para os políticos e eles precisam saber usá-lo para passar sua mensagem aos eleitores não é mais segredo para ninguém.

No entanto, em pleno 2023, os pré-candidatos ao cargo de prefeito(a) de Campo Grande nas eleições do próximo ano – os deputados federais Beto Pereira (PSDB), Camila Jara (PT) e Marcos Pollon (PL) e a atual prefeita Adriane Lopes (PP) – ainda não emplacaram nas plataformas preferidas dos internautas: Facebook, Instagram e TikTok.

Considerado o aplicativo de vídeos curtos disponível para celulares Android e iPhone (iOS) mais popular do mundo, o TikTok é mais utilizado por Camila Jara, que soma 122 mil seguidores, enquanto os demais estão bem longe dessa marca, com Marcos Pollon com 1.941 seguidores, Adriane Lopes com 1.001 seguidores e Beto Pereira com 98 seguidores.

Já quando a plataforma analisada é o Instagram, uma rede social gratuita para compartilhamento de fotos e vídeos capaz de gerar engajamento para marcas, os números são mais favoráveis ao deputado federal do PL, que tem 207 mil seguidores, seguido de longe pela deputada federal petista, com 128 mil seguidores, depois pela prefeita, com 31,8 mil seguidores, e pelo deputado federal tucano, com 22,4 mil seguidores.

No caso do Facebook, a rede social mais antiga do mundo virtual e que começou em 2003, quem assume a ponta é Beto Pereira, com 21 mil seguidores. Marcos Pollon tem 18 mil seguidores, Adriane Lopes 16 mil seguidores e Camila Jara 12 mil seguidores.

Apesar de até poderem ser considerados expressivos nos casos dos quatro pré-candidatos, os números deles revelam que ainda estão muito aquém do ideal para quem tem a pretensão de disputar a cadeira mais importante do Poder Executivo de Campo Grande, principalmente no caso do TikTok, que é um fenômeno entre os jovens e foi o aplicativo mais baixado no mundo em 2020.

Os especialistas em marketing eleitoral são unânimes ao afirmar que, atualmente, é preciso saber usar as plataformas para ampliar a atuação dos pleiteantes e manter o engajamento do eleitorado. Além disso, a mensagem que se deseja passar via plataformas digitais é tão importante ou até mais que o número de seguidores on-line.

Com raras exceções, os diversos candidatos eleitos com sucesso para o Legislativo e o Executivo nas últimas eleições municipais foram pessoas com boa performance nas redes. O mundo virtual é irreversível e, para 2024, será um ambiente essencial para os candidatos nos municípios.

Na visão dos especialistas, as plataformas são um espaço para que os discursos que serão importantes nas eleições do próximo ano sejam adornados pelos candidatos, especialmente para os eleitores mais jovens, que são “naturais” nas redes. 

Nesses espaços, será necessário focar a atuação nas pautas da cidade e direcionar os conteúdos para os eleitores do município. As redes sociais são, hoje, a forma como candidatos fazem a interface com o eleitorado. Nessas plataformas, o velho ditado “quem não é visto, não é lembrado” vale mais do que nunca. 

No Poder Executivo, por exemplo, as redes têm ainda mais peso, pois o número de eleitores precisa ser maior do que sua rede de relacionamentos pessoais. Portanto, elas são hoje ferramentas indispensáveis, pois são uma forma de entregar a mensagem a um alcance maior do que o de outros meios de comunicação. 

Estudo do Serpro, líder no mercado nacional de TI para o setor público, revelou que as eleições realizadas em 2014 reforçaram a importância do uso das mídias sociais como um espaço de comunicação e de debate político.

Até 2010, a estratégia dos candidatos era estar presente nas ferramentas mais populares e, normalmente, agir na rede como ação complementar de divulgação dos conteúdos das mídias tradicionais. Hoje, a sociedade digital exige mais interação, e o candidato que não entender isso está fadado a fracassar nas urnas em 2024.

susto

Veterinário Francisco recebe alta, mas permanecerá afastado da Câmara

Vereador vai se recuperar em casa, ao lado da família

08/09/2026 12h10

Chico, veterinário Francisco, vereador de Campo Grande

Chico, veterinário Francisco, vereador de Campo Grande DIVULGAÇÃO/Câmara Municipal de Campo Grande

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Vereador de Campo Grande, Francisco Gonçalves de Carvalho (União), de 72 anos, popularmente conhecido como “Chico”, recebeu alta, na manhã desta terça-feira (8), após ficar cinco dias internado em um hospital particular de Campo Grande.

Ele está em casa e passa bem. De acordo com a assessoria de imprensa do vereador, ele seguirá sua recuperação ao lado da família.

Por recomendação médica, permanecerá afastado temporariamente das atividades legislativas, priorizando o repouso e os cuidados necessários para sua recuperação.

Ele passou mal na quinta-feira (3) durante a 50° Sessão Ordinária realizada na Câmara Municipal de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o parlamentar estava conversando normalmente no fundo do plenário, quando sentiu dores no peito.

Ele recebeu os primeiros socorros de um colega da Casa de Leis, que é médico. Em seguida, foi levado ao hospital, onde foi submetido a um procedimento de angioplastia, para desobstrução de uma artéria coronária. Desde então, permaneceu internado até a manhã desta terça-feira (8).

ELEIÇÕES 2026

Chico era pré-candidato a deputado estadual de Mato Grosso do Sul, mas, em 12 de agosto de 2026, divulgou que desistiu de concorrer as eleições.

A decisão foi comunicada pelo parlamentar em suas redes sociais, onde agradeceu o apoio recebido e afirmou que continuará atuando na defesa da causa animal.

“Não vou disputar as eleições para deputado estadual, mas isso não significa que vou deixar de lutar”, afirmou.

Na publicação, Francisco mencionou os 6.371 votos recebidos anteriormente e disse que pretende continuar honrando a confiança dos eleitores que apoiaram seu trabalho. 

O vereador também agradeceu às pessoas que o acompanharam durante o período em que esteve se preparando para a disputa.

* Colaborou Alicia Miyashiro

PODER EM DISPUTA

Crise no STF aumenta o peso das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado

Eles terão mandatos de oito anos e participarão de decisões sobre investigações, processos e até futuras indicações de ministros

08/09/2026 08h00

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB)

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB) Foto: Montagem

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A crise provocada pelas suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master aumentou o peso da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado, pois os eleitos no dia 4 de outubro terão mandatos de oito anos e participarão de decisões capazes de redefinir a relação entre o Congresso Nacional e a Corte.

Afinal, cabe à Casa de Leis sabatinar e aprovar ou rejeitar os nomes indicados pelo presidente da República para o STF, além de processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. 

Essas prerrogativas ganharam importância diante das revelações envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e do embate entre Moraes e o ministro André Mendonça.

O Correio do Estado ouviu os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenções de votos ao Senado no Estado. O ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL, fizeram críticas à atuação do Supremo, enquanto o deputado federal Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB) defenderam a apuração das denúncias com base em provas e sem julgamentos antecipados.

Azambuja afirmou que o Supremo avançou sobre atribuições dos demais Poderes e assumiu um papel político incompatível com a função constitucional da Corte. “Hoje, o STF manda demais. Usurpou espaços dos outros Poderes e assumiu um protagonismo político que precisa acabar”, declarou, completando que Moraes perdeu as condições de permanecer no cargo diante das suspeitas que passaram a ser discutidas publicamente.

“Alexandre de Moraes está, na minha avaliação, numa posição insustentável. A própria imprensa já debate abertamente sua saída”, afirmou Azambuja, completando que: “Se eu chegar ao Senado e tiver que julgar ministros do STF, vamos julgar com rigor, independência e isenção. Ninguém estará acima da Constituição”.

Já Capitão Contar defendeu que o Senado exerça suas atribuições constitucionais diante das suspeitas envolvendo integrantes do STF. “O Senado tem que cumprir o seu papel. Impeachment é uma ferramenta prevista na Constituição e, quando existem suspeitas de que um ministro extrapolou os limites de suas funções, os fatos precisam ser apurados”, afirmou.

SITUAÇÃO

Vander Loubet classificou as denúncias como graves, mas defendeu que os fatos sejam investigados antes de qualquer conclusão ou responsabilização. “As denúncias são graves e exigem a devida investigação e apuração dos fatos. Da nossa parte, da parte do PT, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Se forem comprovados atos ilícitos por parte do ministro Alexandre, ele terá que responder por isso”, afirmou.

A senadora Soraya Thronicke também classificou as informações como graves, mas pediu cautela antes de qualquer julgamento. “As informações que vieram a público são graves e exigem cautela e rigor técnico na apuração dos fatos, com transparência e sem interferências”, afirmou, dizendo que preservar as instituições “não significa blindar as pessoas, assim como cobrar respostas não autoriza julgamentos antecipados”.

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