Política

ELEIÇÕES 2024

Pré-candidatos à prefeitura da Capital fazem 'esquenta' para pleito de outubro

A 2 mês do início das convenções partidárias, Adriane, André, Beto, Camila e Rose alavancam exposições nas redes sociais

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A exatamente dois meses para partidos e federações darem início às convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, os pré-candidatos à prefeitura de Campo Grande já estão fazendo um verdadeiro “esquenta” para as eleições de 6 de outubro via redes sociais.

Pré-candidata do União Brasil, a ex-deputada federal Rose Modesto já postou nas suas redes sociais o convite para ato político na próxima sexta-feira com os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Mauro Mendes (Mato Grosso), a senadora Dorinha (Tocantins), o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, e o vice-presidente ACM Neto.

Além, é claro, de registrar as visitas que faz à periferia da cidade, incluindo de reuniões políticas a festas de aniversário a churrascos.

Enquanto a pré-candidata do PT, a deputada federal Camila Jara, publicou nas suas mídias sociais o convite para o seu evento político no próximo sábado, que terá a presença do presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo.

Obviamente, Camila Jara não esquece, obviamente, de registrar também suas andanças pela cidade, incluindo até eventos das religiões afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé.

Por outro lado, a atual prefeita Adriane Lopes, que é pré-candidata à reeleição pelo PP, está usando suas redes sociais para mostrar as assinaturas de ordens de serviço em várias regiões na cidade, bem como percorrer os bairros com ações voltadas para a população da periferia.

Adriane Lopes também não perde a oportunidade de frequentar festas comunitárias, desde de encontros de amigos até as mais variadas celebrações.

O deputado federal Beto Pereira, pré-candidato pelo PSDB, virou literalmente “arroz de festa”, estando presente em todos os eventos possíveis nas sete regiões urbanas de Campo Grande, todas devidamente registradas nas suas mídias sociais, incluindo churrascos, feijoadas, feiras livres, reuniões políticas, partidas de futebol e aniversários.

Beto Pereira esteve até em eventos de acadêmicos, as conhecidas festas das atléticas, realizadas pelas associações atléticas de cada curso superior das faculdades da Capital.

No caso do ex-governador André Puccinelli, pré-candidato pelo MDB, as suas postagens nas redes sociais são visitas às obras que entregou quando foi prefeito por dois mandatos e até como governador, também por dois mandatos,

André Puccinelli ainda tem gravado vídeos sobre com as ferramentas tecnológicas poderão ajudá-lo na administração de Campo Grande, tentando, dessa forma, passar a imagem de que é uma figura de descolado para os mais jovens, já que muitos estão dizendo que ele ficou parado no tempo.

Enfim, a menos de cinco meses das eleições municipais de outubro, o vale tudo da campanha eleitoral já começou, mesmo ainda não estando oficialmente liberado pela Justiça Eleitoral, o que está programado  a partir de 16 de agosto.

Essa data marca o início da propaganda eleitoral, após o prazo de registro de candidaturas, sendo que, até lá, qualquer publicidade ou manifestação com pedido explícito de voto pode ser considerada irregular e é passível de multa. Entretanto, os pré-candidatos fazem ouvidos moucos para tais recomendações.

643.453 eleitores em Campo Grande

Esse é o total de pessoas aptas a votarem no próximo dia 6 de outubro para escolher o novo prefeito (a) e os novos 29 vereadores no município a partir de 2025.

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Alternativa

Ministro da Saúde defende tratar bets como problema de saúde pública, como tabaco

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens

03/09/2026 22h00

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo deve tratar as apostas online, as chamadas bets, como um grave problema de saúde pública e defendeu medidas de regulação semelhantes às adotadas contra o tabagismo no passado. Segundo ele, o Ministério da Saúde levou essa posição à reunião realizada nos últimos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens, além de restrições à associação entre apostas e esporte. Para o ministro, a experiência brasileira com a publicidade de cigarros mostra que esse tipo de medida pode contribuir para reduzir os impactos da dependência.

Padilha destacou ainda que mais de 1,2 milhão de brasileiros já utilizaram a plataforma de autoexclusão criada pelos Ministérios da Saúde e da Fazenda para deixar as plataformas de apostas. Mais da metade dessas pessoas apontou problemas de saúde mental relacionados ao descontrole com os jogos.

Segundo Padilha, o Ministério também passou a oferecer, por meio da plataforma Meu SUS Digital, um autoteste padronizado para identificar problemas relacionados às apostas e a possibilidade de teleatendimento com psicólogos. O atendimento pode ser buscado tanto por pessoas que identificaram compulsão quanto por familiares afetados pelo problema.

Padilha afirmou que, embora os estudos indiquem maior incidência de compulsão por bets entre homens, a maioria dos pedidos de atendimento psicológico é feita por mulheres. Na avaliação do ministro, isso mostra que os impactos das apostas extrapolam o apostador e atingem a família, inclusive financeiramente e nas relações de cuidado.

"Eu defendo que a gente tenha que tratar esse tema como a gente tratou com o tabaco", afirmou Padilha, ao defender que os dados de saúde sejam utilizados para aprimorar as políticas públicas e a regulação das apostas.

Defensiva

Alcolumbre sobre pressão nas redes por impeachment: desejo do 'cidadão Davi' era falar verdades

Declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment de Moraes

03/09/2026 21h00

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre Divulgação/ Agência Brasil

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a criticar as pressões que tem sofrido nas redes sociais e disse ter a vontade de "falar verdades".

A declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

"Escuto agressões e ofensas todos os dias. O desejo do cidadão Davi era ir à tribuna e falar as verdades que essas pessoas que agridem gente mereceriam ouvir", declarou, durante sessão do Senado.

Alcolumbre afirmou que a situação está "impossível". "Vivemos em uma democracia com característica de ditadura de rede social. É muita ofensa", disse.

Sem citar nomes, Alcolumbre disse que não há proposta para educação, numa possível indireta para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Alguém quer ganhar eleição no 4 de outubro ofendendo os outros; gostaria de ouvir uma proposta do que ele pensa para educação", falou. Na quarta-feira, Flávio usou o microfone do Senado para cobrar o impeachment de Moraes.

O senador atribuiu as dificuldades a pessoas que, "à tarde, dizem que vão destruir o mundo, e, à noite, dizem que não vão destruir mais", numa provável referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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