Política

Dança das Cadeiras

Prefeita Adriane Lopes inicia uma nova reforma do seu secretariado municipal

Por enquanto, Paulo Soares fica na Sisep interinamente, Paulo da Silva assume a Agereg e Ciro Vieira comanda a Agetran

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Em razão das eleições gerais de outubro e também para dar uma reformulada na equipe, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), iniciou ontem uma nova reforma do seu secretariado municipal, decidindo manter no comando da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), de forma interina, o atual secretário-adjunto Paulo Eduardo Cançado Soares.

Além disso, oficializou mudanças no alto escalão da administração municipal, trocando os comandos da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) e da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), duas áreas estratégicas para o funcionamento do Município. 

No caso da Sisep, a troca de comando foi motivada pelo pedido de exoneração do antigo titular, Marcelo Miglioli, que decidiu ficar à disposição do PP para ajudar o partido nas eleições gerais deste ano, seja como possível candidato a deputado estadual ou a deputado federal, seja na coordenação. 

O Correio do Estado apurou que, até a definição do novo titular, a atual equipe vai continuar tocando os projetos deixados por Miglioli, entretanto, como se trata de uma pasta responsável pela execução de ações estratégicas para o Município, a prefeita sabe que não pode errar na escolha do nome. 

A reportagem também levantou que a escolha do novo titular da Sisep passa ainda por questões políticas e, por isso, a definição tem de ser segura. Em razão disso, pode demorar mais alguns dias.

AUTARQUIAS

Com atuação no serviço público desde 2009 e passagens pelos poderes Legislativo e Executivo, Paulo da Silva deixou a presidência da Agetran para assumir a direção da Agereg.

Ele é graduado em Contabilidade e tem experiência como professor da Fundação Bradesco e gestor na concessionária Águas Guariroba. Antes de assumir cargos na atual gestão também atuou na Fundação Social do Trabalho (Funsat). 

“É uma mudança para o bem da população de Campo Grande, afinal, o Paulo já foi diretor da Águas Guariroba e também deu muito certo na Agetran”, destacou a prefeita Adriane Lopes ao Correio do Estado.

Para o comando da Agetran, foi nomeado Ciro Vieira Ferreira, que tem mais de 30 anos de experiência na área de segurança pública, com atuação na Polícia Rodoviária Federal (PRF) e participação em operações de grande porte, como os Jogos Olímpicos Rio 2016.

A nomeação dele busca fortalecer a gestão da mobilidade urbana da Capital com um perfil técnico e experiência consolidada em segurança pública.

Além disso, atuou como diretor de operações da PRF, responsável pelo planejamento e execução de ações em todo o território nacional.

EX-PRF

O novo diretor também exerceu o cargo de diretor de administração da PRF, com responsabilidade sobre áreas como orçamento, tecnologia da informação e recursos humanos.

Na área de inteligência, foi coordenador-geral, momento em que estruturou e coordenou atividades em nível nacional. Ainda na PRF, liderou a Universidade Corporativa da instituição, atuando na formação e capacitação de servidores.

Na formação acadêmica, Ciro tem MBA Executivo em Gestão por Processos e pós-graduações em Gestão de Qualidade e Auditoria, Gestão de Mobilidade e Segurança no Trânsito, além de Gestão de Projetos Ágeis.

Ao longo da carreira, atuou como instrutor em diversas áreas da PRF, incluindo armamento e tiro, policiamento, fiscalização, planejamento de ensino e inteligência. 

APRIMORAMENTO

A nomeação ocorre em um momento em que a administração municipal busca aprimorar a gestão do trânsito em Campo Grande, apostando em experiência técnica e planejamento estratégico para enfrentar os desafios da mobilidade urbana.

Já José Mário Antunes da Silva, que estava à frente da Agereg e também tem trajetória na administração municipal, foi nomeado assessor especial na Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), completando a reestruturação em funções estratégicas da gestão municipal. 

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pesquisa

Flávio tem 48% e Lula 45%, em empate técnico, aponta BTG/Nexus

Considerados apenas os votos válidos, com exclusão dessas respostas, Flávio registra 52% e Lula, 48%

13/10/2026 06h56

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%,

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%,

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O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem 48% das intenções de voto e o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, tem 45%, segundo a primeira pesquisa BTG/Nexus deste segundo turno, divulgada nesta terça-feira, 13. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

No resultado oficial do primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na BTG/Nexus divulgada nesta terça, os que dizem que não irão votar em nenhum dos dois candidatos, ou votarão branco/nulo somam 5%. Os que não sabem ou não responderam são 2%.

Considerados apenas os votos válidos, com exclusão dessas respostas, Flávio registra 52% e Lula, 48%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%, também em empate técnico. Nenhum, branco e nulo somam 5%, e 4% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone, entre 10 e 12 de outubro, a pedido do banco BTG Pactual. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07997/2026.

senadora por ms

Tereza Cristina: Se eleito, Flávio Bolsonaro terá de equilibrar relação com China e EUA

Senadora de MS disse que as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais

12/10/2026 20h00

Foto: Senado

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou à GloboNews que, caso Flávio Bolsonaro (PL) assuma a Presidência da República, terá de equilibrar as relações comerciais do Brasil com a China e os Estados Unidos, diante dos interesses concorrentes das duas potências no agronegócio. Segundo ela, as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais.

"Quando a pessoa senta naquela cadeira, as responsabilidades mudam", afirmou a senadora, em entrevista ao comentar como poderá ser a política de comércio exterior em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. "Ele vai ter que ver as questões do Brasil, o que é importante para o Brasil", acrescentou.

Tereza Cristina disse que não conversou com Flávio sobre como ele pretende conduzir a política externa e comercial. Ressaltou, porém, que o agronegócio brasileiro mantém uma relação comercial importante com a China, principal compradora dos produtos do setor, enquanto os Estados Unidos são um concorrente do Brasil no abastecimento desse mercado em várias commodities.

"O agro que exporta tem uma relação com a China muito forte, porque ela é a nossa maior compradora, e competimos com os Estados Unidos com essa relação", disse.

Na avaliação da senadora, a relação com Washington também exigirá equilíbrio, considerando a importância dos investimentos norte-americanos no Brasil. Ela afirmou que os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no País e um parceiro importante para a economia brasileira.

Tereza Cristina afirmou que espera uma condução equilibrada das relações comerciais com os dois países. Segundo ela, o Brasil conseguiu manter parcerias tanto com os chineses quanto com os norte-americanos mesmo diante de divergências. "Eu tenho certeza que o equilíbrio vai ser colocado à mesa nessas discussões", disse.

A senadora também atribuiu as tensões comerciais recentes à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ela, não se restringe ao Brasil. "O presidente Donald Trump resolveu rever tarifas e discutir no seu governo com todos os países, não só com o Brasil", afirmou.

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