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Prefeito de Ivinhema pode escalar ex-mulher para assumir secretaria e entregar 300 casas populares

Juliano Ferro planeja nomear a ex-esposa, Samara da Silva Donato, para a secretaria de habitação do município

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O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), conhecido pela sua forte presença nas redes sociais, enfrenta uma semana de contrastes que misturam a gestão pública com a sua vida privada. 

Lidando com a repercussão negativa com o término recente com uma ex-namorada que o acusou de quebrar iPhone 17 e ter pedido medida protetiva, além de exigir ficar com um Jeep Compass para ir embora, Ferro, conhecido como o “prefeito mais louco do Brasil” planeja nomear a ex-esposa, Samara da Silva Donato, para a secretaria de habitação do município. 

A nomeação, que deve ser oficializada nos próximos dias, coloca sob responsabilidade da nova secretária um dos projetos mais ambiciosos do atual mandato: a entrega de quase 300 casas populares em Ivinhema, investimento de quase R$ 30 milhões, com dinheiro do governo federal e municipal. 

Ciente das possíveis interpretações políticas sobre a escolha, Juliano Ferro ressaltou que “sabe separar a vida pessoal da gestão pública”. Samara é mãe de duas filhas dele.

O prefeito destacou que a aproximação é estritamente profissional, classificando Samara como uma "mulher competente e com sólida experiência na administração".

Entre as credenciais citadas pelo chefe do Executivo para justificar a escolha, estão a presença dela em projetos sociais do município, enquanto foi primeira-dama; atuação como assessora parlamentar do deputado estadual Zé Teixeira e experiência na articulação entre esfera municipal e estadual.

“Um retorno pessoal é inviável. A nomeação baseia-se em critérios técnicos e no trabalho relevante que ela já desenvolveu por Ivinhema", pontuou o prefeito, buscando afastar rumores de reconciliação matrimonial.

Casas populares

Os principais projetos de habitação em Ivinhema:

Residencial Água Azul (134 casas): Este é o maior projeto em andamento, com um investimento de cerca de R$ 22 milhões. O recurso é proveniente do Governo Federal (via Fundo de Arrendamento Residencial - FAR), com aporte de R$ 3 milhões do Governo do Estado e a doação do terreno pela Prefeitura (avaliado em R$ 1,4 milhão).

Loteamento Jardim Aeroporto (25 casas): Projeto recentemente conquistado pelo programa Minha Casa, Minha Vida (FNHIS), com orçamento de R$ 3,25 milhões.

Distrito de Amandina: Unidades distribuídas para atender a zona rural e distritos, como as entregas recentes realizadas em parceria com a Agehab.

Projetos de Lotes Urbanizados e Vila do Idoso: Iniciativas que completam o quadro para atingir a marca das 300 moradias previstas para entrega.

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Lindbergh: governo estuda mandar proposta 6x1 com urgência constitucional para a Câmara

A urgência constitucional é um instrumento previsto na Constituição Federal utilizado pelo presidente da República para solicitar tramitação acelerada, no prazo de 45 dias, para uma proposta do Poder Executivo

28/01/2026 21h00

Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias

Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias Jefferson Rudy / Agência Senado

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o governo federal estuda enviar ao Congresso Nacional uma proposta de redução da jornada de trabalho de seis dias semanais, sob urgência constitucional. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 28, a jornalistas, após uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o colégio de líderes.

A urgência constitucional é um instrumento previsto na Constituição Federal utilizado pelo presidente da República para solicitar tramitação acelerada, no prazo de 45 dias, para uma proposta do Poder Executivo.

O petista disse que, devido à importância, o tema deve marcar o primeiro semestre no Legislativo. "Para nós, a votação do fim da escala 6x1 é algo central. Central para nós do PT e central para o governo. A gente já tem um projeto que vai ser votado na Comissão de Trabalho e a gente quer levar com urgência para o plenário", comentou.

Lindbergh acrescentou: "Vocês sabem que o governo também está estudando a possibilidade de o próprio governo mandar um projeto com urgência constitucional."

 

 

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Prefeito de Ponta Porã tem 48h para explicar falha em licitação milionária

Certame trata da contratação de uma empresa de tecnologia da informação para fornecimento de um Sistema Integrado de Gestão Pública à Prefeitura

28/01/2026 18h49

Foto: Divulgação

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O prefeito de Ponta Porã, Eduardo Esgaib Campos, tem prazo de 48 horas para explicar ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) falhas encontradas em uma licitação estimada em mais de R$ 3 milhões. O certame trata da contratação de uma empresa de tecnologia da informação para fornecimento de um Sistema Integrado de Gestão Pública à Prefeitura, Câmara Municipal e ao Instituto de Previdência dos Servidores do município.

A licitação, que estava prevista para ocorrer no início de fevereiro, tem valor estimado em R$ 3.032.389,71. Em análise técnica, a área de fiscalização do TCE-MS apontou problemas no planejamento e no edital, com risco de prejuízo à concorrência e aos cofres públicos.

Entre as principais falhas está a inconsistência no Plano de Contratações Anual, documento exigido pela Lei nº 14.133/2021 para justificar a necessidade da contratação. Também foi identificada a ausência de documentos que comprovem a pesquisa de preços e a falta de justificativa sobre a escolha dos fornecedores consultados, o que pode comprometer o valor estimado do contrato.

Os técnicos do Tribunal ainda apontaram problemas na etapa de prova de conceito, considerada sensível em contratações de tecnologia. Segundo o relatório, o edital não informa a composição nem a qualificação da comissão responsável por essa avaliação. Além disso, o prazo estabelecido foi considerado curto, sem justificativa, e há divergências nas exigências de regularidade fiscal estadual.

Diante dos apontamentos, a área técnica recomendou a suspensão cautelar da licitação. O relator do processo, porém, decidiu garantir o direito de defesa e determinou a intimação prévia do prefeito antes de qualquer paralisação do certame.

Na decisão, o TCE-MS por meio do conselheiro Iran das Neves alertou que, caso as explicações não sejam consideradas satisfatórias, a licitação pode ser suspensa imediatamente.

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