Política

Eleições

Prefeito de Tacuru repreende servidores por fala sobre veneno e proíbe ida a aldeias

Áudio que circulou após o resultado da eleição

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Após a circulação de áudios de conversa entre dois servidores que sugerem colocar veneno na água, o prefeito de Tacuru, município na região sul de Mato Grosso do Sul, Rogério Torquetti admitiu que os dois participaram da conversa e afirmou que os repreendeu, determinando que não fossem às comunidades.

“No dia da eleição, por volta das 21h, os dois, meio eufóricos, alcoolizados, falaram isso. Conversei com os dois, os repreendi. Ambos trabalham na cidade e, mesmo assim, estão proibidos de ir até as comunidades indígenas”, afirmou o prefeito. 

No áudio, os dois lamentam o resultado das urnas e reclamam que as pessoas se “matam” de ajudar esses “capetas”, enquanto os “cães” fazem isso, se referindo ao resultado da eleição.“Mas fazer o quê? A gente não pode fazer nada. Eu já falei, tem que ‘ponhar’ veneno na água, matar essas pragas na água”, diz um dos trechos do áudio.

Confira o a conversa:

Segundo o prefeito, um dos servidores trabalha na coleta seletiva na Secretaria de Meio Ambiente e o outro atua no caminhão de caçamba, na Secretaria de Infraestrutura.

Rogério também afirmou que conversou com os indígenas na tentativa de apaziguar os ânimos. Em suas redes sociais, publicou vídeos ao lado de uma pessoa que identifica como “Zuleine”, na Aldeia Sassoró, e destacou que, apesar das divergências de opiniões políticas, eles convivem sem conflitos. O prefeito também afirmou que o ocorrido foi um mal-entendido. Em Tacuru, além da Sassoró, existe a comunidade indígena Jaguapiré. 

Na eleição do segundo turno, realizada no domingo (25), o presidente reeleito Lula (PT) recebeu 3.189 votos, o equivalente a 62,19%. Já o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) obteve 1.939 votos, o que representa 37,81% da preferência do eleitorado.

Campo Grande

Vereadores vão oficializar CPI do Tapa-Buraco na quinta-feira

Com apoio dos 29 parlamentares, comissão investigará a execução do serviço e a aplicação dos recursos públicos

27/10/2026 07h45

Presidente da Câmara Municipal, Papy anunciou a abertura da CPI para a sessão desta quinta-feira

Presidente da Câmara Municipal, Papy anunciou a abertura da CPI para a sessão desta quinta-feira Foto: Izaias Medeiros/CMCG

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco será instaurada na Câmara Municipal de Campo Grande nesta quinta-feira. 

A informação foi confirmada ontem com exclusividade ao Correio do Estado pelo presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto (PSDB), o Papy.

Segundo o parlamentar, a Procuradoria Jurídica da Câmara apresentará, na mesma data, parecer favorável ao requerimento de abertura da investigação e, assim que o documento for apresentado, a CPI será imediatamente instaurada.

“A população de Campo Grande merece saber como o dinheiro público está sendo aplicado e por que a cidade continua enfrentando tantos problemas na malha viária. A Câmara não vai se omitir. Vamos investigar com responsabilidade, transparência e independência, doa a quem doer”, reforçou o presidente.

De autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), o pedido reúne as assinaturas dos 29 vereadores e prevê a investigação do serviço de tapa-buraco na Capital. 

Atualmente, o requerimento está sob análise jurídica, etapa que antecede a instauração da comissão.

A adesão de todos os parlamentares reúne diferentes partidos em torno da abertura da investigação.
Com esse respaldo, o pedido chega à etapa de análise jurídica com o apoio integral dos integrantes da Casa para apurar as condições de execução do serviço.

CONVOCAÇÃO

Antes da abertura da CPI, o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, foi convocado para prestar esclarecimentos na sessão ordinária de hoje, às 9h. 

Os vereadores querem explicações sobre a execução dos serviços e as medidas adotadas para atender às reclamações dos moradores.

A convocação antecede em dois dias a data anunciada para a instauração da comissão. A sequência concentra nesta semana a cobrança direta ao responsável pela Sisep e a abertura da investigação parlamentar sobre um serviço que tem provocado questionamentos recorrentes no Legislativo.

A convocação foi aprovada em plenário na semana passada, por meio do Requerimento nº 84, de autoria dos vereadores Professor Riverton (PP), Dr. Lívio (União Brasil), Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, e Papy. 

Inicialmente, Brandão prestaria esclarecimentos na sessão do dia 20, mas a Mesa Diretora adiou sua participação por questões de segurança no plenário.

Conforme o presidente da Câmara Municipal, a mudança de data não altera a validade do requerimento aprovado pelos parlamentares. 

“O requerimento da convocação do secretário aprovado na semana passada ainda é válido, e a Mesa Diretora transferiu a vinda do secretário à tribuna para a próxima terça-feira [hoje], já que no dia em que seriam dados os esclarecimentos à população lamentavelmente não havia um ambiente seguro”, afirmou.

A cobrança ocorre diante das reclamações recorrentes sobre as condições das ruas de Campo Grande. 

De acordo com o presidente da Casa, somente no primeiro semestre deste ano, os vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações relacionadas a pedidos de serviço de tapa-buraco.

O total corresponde a uma média superior a 1,5 mil indicações por mês entre janeiro e junho. 

O volume dimensiona a demanda por reparos apresentada pelos vereadores e reforça a cobrança por informações sobre a capacidade de atendimento das equipes e os resultados alcançados pela operação.

AUTORES

Entre os autores da convocação, Professor Riverton defende que o secretário detalhe as ações desenvolvidas pela Sisep e apresente os resultados dos serviços anunciados pela prefeitura. 

O vereador questiona a efetividade do trabalho diante do aumento das reclamações da população.

Dr. Lívio também cobra transparência sobre a operação tapa-buraco. O parlamentar quer esclarecimentos sobre as condições de trabalho das equipes, a disponibilidade de recursos e a capacidade de atendimento às demandas da cidade.

Os questionamentos também colocam em discussão a relação entre os serviços anunciados pela prefeitura e os resultados percebidos pelos moradores. 

Ao cobrar explicações da Sisep, os parlamentares buscam esclarecer por que as intervenções realizadas ainda são acompanhadas de reclamações sobre as condições das ruas e quais medidas podem tornar o atendimento mais efetivo.

A aplicação do dinheiro público também integra a preocupação manifestada por Papy ao defender a investigação. 

Para o presidente da Câmara, a fiscalização deve oferecer respostas à população sobre a execução do tapa-buraco e os problemas que persistem na malha viária, com uma apuração conduzida de forma transparente e independente.

A convocação de Brandão e a abertura da CPI são iniciativas distintas de fiscalização. A primeira busca obter respostas do secretário em plenário, enquanto a comissão investigará as condições em que o serviço vem sendo executado na Capital.

democracia

Centrão reconhece vitória de Lula e isola Flávio na contestação das eleições

Logo após o resultado do primeiro turno, partidos do Centrão passaram em peso para o lado de Flávio, mas agora já deixaram o senado de lado

27/10/2026 07h17

Após vitória no primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia conquistado o apoio do comando dos partidos do chamado Centrão

Após vitória no primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia conquistado o apoio do comando dos partidos do chamado Centrão

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Com a mesma rapidez com que embarcaram na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) após o primeiro turno, presidentes de partidos de centro e parlamentares do Centrão deixaram o senador isolado em sua tentativa de contestar o resultado das eleições deste domingo, 25, e reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.

Após a declaração da vitória de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral, Flávio, que perdeu por uma diferença superior a 4 milhões de votos, disse não reconhecer o resultado. "É inexplicável acontecer o que aconteceu. É impossível reconhecer o resultado dessas eleições. Vou pedir a anulação", disse o senador.

O pleito do senador não encontra eco em partidos do centro, que se apressaram a parabenizar Lula após a vitória.

Partidos como Novo, Republicanos, Podemos e a federação formada por União Brasil e PP declararam apoio a Flávio Bolsonaro logo após o primeiro turno, que terminou com o senador à frente de Lula e com possibilidade de atrair os votos dos demais candidatos que disputaram, todos de direita.

Reeleito no primeiro turno, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se jogou na campanha de Flávio e participou de atos ao lado do presidenciável. Depois de votar neste domingo, Tarcísio deu entrevista falando sobre formação de ministérios e chegou a defender a escolha de quadros técnicos, que deixassem de fora acordos partidários.

Tarcísio assistiu à apuração ao lado de Flávio e, até o momento, não parabenizou o petista pela reeleição. Em uma manifestação na rede social X, ele adotou o mesmo tom de Flávio ao contestar a prorrogação do horário das eleições. "A democracia se fortalece com regras claras, respeito às instituições e transparência em cada etapa do processo eleitoral", escreveu.

Por outro lado, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, parabenizou Lula pela reeleição no final da noite de domingo. "O novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional. É o que esperamos em favor do Brasil", disse também no X.

Integrantes do PP, comandado por Ciro Nogueira, também felicitaram o petista pela vitória. Em Alagoas, o senador eleito Arthur Lira, que declarou voto em Flávio no segundo turno, afirmou que o Brasil fez "a sua escolha democrática". "Agora é hora de trabalhar com diálogo e responsabilidade", escreveu.

Outro parlamentar do partido que fez campanha para o senador no Paraná, o deputado federal Ricardo Barros parabenizou o PT e Lula pela virada histórica. "Eu, como deputado federal eleito também para os quatro anos, estarei vigilante e cooperativo com a missão de dar aos brasileiros mais poder aquisitivo, mais qualidade de vida, mais saúde e mais educação", disse, em vídeo, nesta segunda-feira, 26.

No caso do União Brasil, o líder do partido na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), felicitou Lula. "Agora, os desafios do Brasil continuam enormes e exigem responsabilidade, diálogo e compromisso com o futuro. É hora de deixar as diferenças de lado, respeitar quem pensa diferente e lembrar que, acima de qualquer partido ou candidato, está o nosso País", escreveu no X

O Podemos, da deputada federal Renata Abreu, emitiu nota parabenizando Lula e desejando que, em seu quarto mandato, o petista "tenha sabedoria e responsabilidade para conduzir o País e governar para todos os brasileiros".

"O Podemos seguirá atuando com independência no Parlamento, colocando os interesses do Brasil e da população acima de qualquer disputa política", indicou.

KASSAB

Presidente do PSD, Gilberto Kassab assinou nota cumprimentando Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, pela vitória.

"O partido reafirma seu compromisso com nossa democracia e vai procurar corresponder às expectativas dos eleitores brasileiros: apoiar as iniciativas que busquem corrigir as desigualdades sociais, promover o equilíbrio fiscal e que tragam confiança àqueles que querem investir no Brasil, gerando empregos e riqueza para o país, para termos uma economia estável", escreveu

"Tenho certeza que nossos parlamentares e governadores eleitos seguirão defendendo os bons projetos e manterão a relação republicana com o Governo Federal, em defesa do objetivo comum a todos nós, que é o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar da nossa população", disse.

Nas eleições, governadores eleitos pelo partido ficaram neutros ou declararam apoio a Lula.

O presidente do MDB, Baleia Rossi, foi o primeiro a reconhecer a vitória do petista nas eleições. Em texto, ele afirmou que Lula foi "reeleito democraticamente conforme a Constituição de 1988"

"É um momento em que a vontade popular se fez soberana", escreveu. "Desejamos que ele tenha serenidade para governar o País em favor de todos sem exceção", escreveu.

Nas eleições, o partido rachou, com uma ala declarando apoio a Flávio e outra, minoritária, a Lula.

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