Política

TRÊS LAGOAS

Prefeitura vai investir R$ 192 milhões este ano

Prefeitura vai investir R$ 192 milhões este ano

DA REDAÇÃO

10/02/2011 - 17h34
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Dentro da previsão orçamentária de 2011, de uma receita estimada de R$ 208 milhões, mais de R$ 192,5 milhões serão investidos em projetos e atividades do Executivo, no decorrer do exercício de 2011 por todas as Secretarias da administração da prefeita Márcia Moura (PMDB).
Os principais investimentos e a dotação orçamentária para cada uma das Secretarias foram anunciados pela prefeita NA mensagem ao Legislativo, lida na sessão solene da Câmara, na terça-feira.
A prefeita detalhou na tribuna da Câmara os principais investimentos que serão aplicados no exercício de 2011. Para a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejuvel), estão previstos investimentos de R$ 2,732 milhões. Maior parte desses recursos (R$ 1,441 milhão) serão aplicados na promoção de atividades desportivas e de lazer. Serão aplicados também recursos na manutenção do Balneário Municipal (R$ 335 mil) e do Arenamix (R$ 136 mil), assim como em projetos de construção, reforma e ampliação de espaços adequados para a prática de esportes.
Para a Educação e Saúde estão reservadas as maiores fatias dos recursos orçamentários, bem superiores aos investimentos exigidos pela Constituição Federal.
Na secretaria, em suas múltiplas e variadas atividades, está prevista a aplicação de R$ 53,337 milhões de recursos no decorrer de 2011.
Dentro dessa previsão orçamentária, serão aplicados mais de R$ 5,6 milhões no transporte escolar de alunos e mais de R$ 2,1 milhões na merenda escolar.
Na operacionalização das atividades da Educação estão previstos investimentos acima de R$ 8,58 milhões de recursos e R$ 3,93 milhões em projetos de construção, reforma e ampliação de imóveis destinados à Educação.
Entre outros investimentos, a prefeita Márcia Moura anunciou que serão aplicados quase R$ 4 milhões na preservação de monumentos históricos.
Na área da Saúde, a prefeita Márcia Moura promete atenção especial para a melhoria da qualidade de vida do três-lagoense. Para tanto, serão investidos mais de R$ 53,6 milhões em diversos setores e atividades de assistência à saúde da população e ações de prevenção e educação.
Parte desses recursos (R$ 9.768.604) será aplicada na manutenção e desenvolvimento das ações de atenção básica de saúde. Também estão previstos investimentos de mais de R$ 19,33 milhões em ações de melhoria da qualidade de vida e no direito do cidadão aos serviços de saúde. Para o programa de desenvolvimento estratégico e assistência farmacêutica (compra de remédios), estão previstos recursos de R$ 2,624 milhões.
Ainda estão previstos para o setor, recursos de R$ 2,529 milhões para a execução de projetos de construção, reforma e ampliação de imóveis, destinados ao atendimento à saúde.
Para a secretaria de Assistência Social, Cidadania e Trabalho, a prefeita Márcia Moura anunciou que estão previstos recursos de R$ 11,550 milhões. Só na manutenção e operacionalização das atividades específicas de assistência social serão investidos R$ 5.848.
Para programas e atividades de proteção social básica estão destinados recursos de R$ 2,355 milhões e para a implementação do Programa Projovem Trabalhador, o Município prevê investir R$ 1,087 milhões, entre outros investimentos.
No setor de Obras, a Administração pretende investir R$ 32,3 milhões para estrutura urbana, rural e saneamento.
Apenas para pavimentação, recuperação de vias e drenagem, deverão ser utilizados mais de R$ 10 milhões.
A previsão orçamentária para 2011 prevê ainda recursos de R$ 14,3 milhões para a secretaria de Finanças e Planejamento; R$ 12 milhões para secretaria de Administração e R$ 2,8 milhões para o Desenvolvimento Econômico. Um dos destaques do orçamento para 2011 será a destinação de recursos para a secretaria de Meio Ambiente, que este ano receberá R$ 7,6 milhões, o dobro dos recursos dispensados para o setor em 2010.

APROXIMAÇÃO

MDB de MS racha sobre cortejo do PT com vaga de vice de Lula nestas eleições

Maior parte do partido é contra caminhar ao lado do presidente petista, enquanto um pequeno grupo vê com bons olhos a vaga

06/02/2026 08h20

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quer repetir aliança formada no passado

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quer repetir aliança formada no passado Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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A mobilização de grupo do PT ligado diretamente ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para atrair o MDB à chapa de reeleição do petista, oferecendo a vaga de vice-presidente, não está sendo muito bem digerida pela maior parte dos emedebistas de Mato Grosso do Sul, que é ligada ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).

No entanto, há uma pequena ala do MDB no Estado que vê com bons olhos voltar a fazer parte da aliança com o PT, afinal, no passado, os dois partidos caminharam juntos nacionalmente e, inclusive, há uma emedebista sul-mato-grossense no ministério de Lula – a ex-senadora Simone Tebet, atual ministra do Planejamento e Orçamento.

Apesar de as negociações estarem apenas no começo, o cenário já está provocando um racha dentro do MDB de Mato Grosso do Sul entre essas duas alas do partido, conforme apuração da reportagem.

Da ala do partido que é contrária a perspectiva está o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República Carlos Marun que disse ontem ao Correio do Estado que a possibilidade de o MDB ficar com a vaga de vice do presidente Lula seria uma “proposta tentadora para os diretórios da sigla do Norte e do Nordeste do Brasil”.

“Não existe chance de o MDB compor a chapa de Lula na próxima eleição. Se existisse, Simone Tebet não estaria saindo do MDB”, afirmou, referindo-se ao fato de a ministra do Planejamento e Orçamento ter sido convidada para se filiar ao PSB e, dessa forma, concorrer ao Senado por São Paulo.

Marun reforçou que, nacionalmente, o MDB não vai compor, nem com o PT e nem com o PL do senador Flávio Bolsonaro (Rio de Janeiro). Questionado se o PSD seria uma possibilidade, o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República respondeu que poderia ser.

“Porém, aí seria uma aliança, algo que pode acontecer, mas, no momento, estamos avaliando uma candidatura do ex-presidente da República, Michel Temer, para disputar o cargo novamente”, ressaltou, informando não saber se o desejo dele é compartilhado pelas outras lideranças do MDB de Mato Grosso do Sul.

“Não sei, pois ainda não conversei com os meus companheiros. Estarei em Mato Grosso do Sul logo depois do Carnaval para tratar do assunto. Eu, como ex-ministro e um entusiasta da ideia, espero convencê-los de que este é um bom projeto”, afirmou Marun.

Por outro lado, a ala que se posiciona favorável à retomada da aliança MDB-PT está otimista com a perspectiva, pois, atualmente, a legenda já ocupa três ministérios no governo de Lula – Planejamento e Orçamento (Simone Tebet), Cidades (Jader Filho) e Transporte (Renan Filho) – e, portanto, nada mais prático que ganhar mais força dentro da gestão petista com a vaga de vice-presidente.

Um dos integrantes dessa ala do MDB do Estado explicou que a possibilidade de o partido ficar com a vaga ainda é embrionária, pois a direção nacional da legenda não teria aberto um canal de negociação.

Caso um acordo vingue, os citados para eventualmente ocupar o posto de vice de Lula são Renan Filho e o governador do Pará, Helder Barbalho. Ambos têm, no momento, planos de disputar a eleição em seus estados, concorrendo ao governo e ao Senado, respectivamente.

A história do MDB sempre foi marcada por divisões regionais. Mesmo quando a legenda formalizou as alianças com Dilma Rousseff em 2010 e 2014, com a indicação de Michel Temer para vice, houve dissidências em estados como o Rio Grande do Sul.

Por isso, a cúpula do PT sabe que seria impossível contar com o apoio integral do partido e tentar construir uma aliança formal no plano nacional que garanta o tempo de televisão para o petista, mas com liberação dos diretórios estaduais.

Com a decisão do PSD de lançar um candidato a presidente, o MDB passou a ser visto pelos petistas como a única opção caso queira ter na chapa uma legenda de centro.

Os governistas têm se empenhado em atrair setores do União Brasil, mas sabem que o partido não assumirá uma posição formal a favor de Lula. Há uma percepção de que a única chance de atrair o MDB é com a oferta do posto de vice.

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Senado

Nelsinho Trad assume presidência de comissão que fiscaliza atividades de inteligência no país

Comissão acompanha os trabalhos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das Forças Armadas e da Polícia Federal

05/02/2026 18h45

Senador Nelsinho Trad

Senador Nelsinho Trad Foto: Divulgação

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O senador sul-mato-grossense Nelsinho Trad assumiu, pela segunda vez, a presidência da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), órgão do Congresso Nacional responsável por exercer o controle externo e a fiscalização das ações de inteligência e contrainteligência realizadas no Brasil.

A comissão acompanha os trabalhos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das Forças Armadas e da Polícia Federal.

A retomada das atividades legislativas marca o início de um novo período à frente da CCAI, que tem como atribuição convocar autoridades, requisitar documentos e acompanhar operações do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), sempre em conformidade com a Constituição Federal e o ordenamento jurídico nacional.

Segundo o parlamentar, os temas tratados pela comissão têm impacto direto em Mato Grosso do Sul, estado que faz fronteira com países vizinhos e enfrenta desafios complexos na área de segurança pública. “Não é só tráfico de drogas. É tráfico de armas, contrabando, crimes ambientais e organizações criminosas que operam além das fronteiras e que precisam da nossa atenção”, destacou.

A atuação de Nelsinho Trad na área de relações internacionais também pesou para sua recondução ao cargo. O senador teve papel relevante na distensão da crise diplomática entre Brasil e Paraguai, provocada por denúncias de uma suposta operação da Abin para obtenção de informações confidenciais de autoridades paraguaias. O episódio resultou, à época, na suspensão das negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu.

O Anexo C define as regras de comercialização e precificação do excedente de energia da usina binacional, tema sensível para os dois países, com reflexos diretos para consumidores e para o comércio de energia. Para o senador, o diálogo é essencial na relação bilateral. “Não dá para separar Brasil do Paraguai. Quando tem um desentendimento, o que tem que ser promovido? Sentar pra conversar”, afirmou.

A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência tem como missão realizar o controle e a fiscalização externos das ações de inteligência e contrainteligência, incluindo operações conduzidas por órgãos do Sisbin, garantindo que todas ocorram dentro dos limites legais e constitucionais.

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