Política

ENERGIA RENOVÁVEL

Presidente da Assembleia Legislativa reforça proposta de uso do GNV no transporte coletivo

Gerson Claro propõe que o Governo insira no convênio de repasse à prefeitura a substituição dos ônibus a diesel por modelo com motor a GNV

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), deputado estadual Gerson Claro (PP), voltou a defender a gradativa substituição dos ônibus do transporte coletivo urbano a diesel por modelos com motor movido ao Gás Natural Veicular (GNV).

Ao falar durante a solenidade de lançamento da política de incentivo ao consumo do GNV, ele fez um histórico do trabalho que tem feito desde 2019 para buscar subsídios para formatação das propostas que agora se tornaram política do governo.

“Nos reunimos com motoristas de aplicativos, taxistas, com técnicos da MSGás e da área fiscal do Governo para avaliar o impacto financeiro das medidas”, ressaltou.

O parlamentar propõe agora que o Governo insira no convênio de repasse para a Prefeitura de Campo Grande da subvenção do passe dos estudantes das escolas estaduais como contrapartida a substituição dos ônibus a diesel por modelo com motor a GNV. 

“Temos que começar avançar neste processo de troca do diesel por um combustível limpo, que produz 80% menos gás carbônico”, ponderou. 

Em resposta, o governador Eduardo Riedel (PSDB) mostrou-se simpático à ideia e garantiu que vai trabalhar para viabilizar o projeto.

Reconhecimento

O trabalho de Gerson Claro foi reconhecido pelo presidente do Sindicato dos Motoristas, Alfredo Orlando, presente à solenidade realizada na Governadoria 

“Esse projeto tem consequência direta no lado social e na vida dos motoristas de aplicativo. A isenção do IPVA {Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor}, dentre outros benefícios, vão permitir ao motorista conseguir até o seu 13° salário recursos para férias, pois ele terá mais dinheiro no bolso. Isto é acrescentar renda, levar dignidade ao trabalhador”, afirmou.

A política de incentivo ao consumo de GNV inclui a isenção do IPVA de veículos a gás natural; redução do ICMS de 17 para 12%, além de isenção das taxas do Detran para mudança na documentação dos veículos cujos proprietários fazerem a conversão para o gás natural. 

Atualmente. os motoristas que optam por GNV precisam pagar R$ 100,96 na inspeção veicular anual, R$ 93,85 na autorização para mudar as características do veículo, assim como R$ 201,45 na inspeção após a instalação (kit) e R$ 290.08 para emissão do novo Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). 

Ao todo a economia por veículo será de R$ 686,34. Estas isenções devem beneficiar 7 mil motoristas no Estado, tendo uma desoneração estimada em R$ 4,8 milhões ao Detran. Também será dispensada a multa para regularização dos veículos convertidos ao GNV.

Conforme cálculos do Governo, estas medidas representam uma economia de R$ 10 mil ao longo de um ano, valor que corresponde ao custo de conversão do motor de uma caminhonete.

Só a redução do ICMS do GNV reduziu em R$ 0,17 o preço do metro cúbico cobrado do consumidor, gerando uma economia de R$ 0,30 por quilômetro rodada.

No caso do IPVA, a economia é de R$ 1.500,00, no caso de um veículo com venal de R$ 50 mil. A MSGás vai dar um crédito de R$ 1 mil para quem fizer a conversão do carro para o GNV. Este crédito é suficiente para rodar 3 mil quilômetros.

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eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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