Política

RECONHECIMENTO

Presidente da Assembleia Legislativa será homenageado com título de cidadão campo-grandense

O vereador Claudinho Serra (PSDB) propôs a honraria como forma de destacar a contribuição de Gerson Claro para o desenvolvimento da Capital

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro (PP), será homenageado com o título de Cidadão Campo-Grandense, entregue pela Câmara Municipal da Capital, em cerimônia marcada para o próximo dia 24 de agosto, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.

A honraria foi proposta pelo vereador Claudinho Serra (PSDB), que destacou a relevante contribuição do deputado estadual em prol do desenvolvimento e bem-estar de Campo Grande.

O título de Cidadão Campo-Grandense é uma das maiores honrarias concedidas pela Câmara Municipal, destinada a personalidades que tenham prestado relevantes serviços ao município ou se destacado em suas áreas de atuação e contribuído para o progresso local.

“Gerson Claro é uma figura política exemplar, que tem demonstrado em sua trajetória o compromisso com o bem-estar da população de Campo Grande e do Estado como um todo. Essa homenagem é uma forma de agradecer e reconhecer todo o trabalho e dedicação que ele tem oferecido à nossa cidade", destacou o vereador.

Gerson Claro nasceu em Itaporã, interior de Mato Grosso do Sul, e começou sua carreira como educador, lecionando para crianças do 1º ao 5° ano do Ensino Fundamental no município de Sidrolândia (MS).

Formou-se em História e deu aulas em escolas públicas e particulares de Sidrolândia e Campo Grande. Foi diretor da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), onde prestou assistência às 79 prefeituras do Estado e ganhou experiência sobre os desafios da gestão pública.

Casado com Kátia Claro, com quem tem dois filhos, Pedro e João Paulo, Gerson Claro foi eleito deputado estadual em 2018, pelo Progressistas, reeleito em 2022 e desde fevereiro de 2023 ocupa a presidência da Casa de Leis estadual.

Ao receber o convite para a homenagem, o parlamentar demonstrou gratidão pela honraria e reafirmou o seu comprometimento em trabalhar incansavelmente para o progresso da cidade e de todo o Estado. 

"É uma honra imensa ser reconhecido como Cidadão Campo-Grandense. Esta cidade tem um lugar especial em meu coração, e cada conquista aqui alcançada é uma vitória para todos nós”, pontuou o presidente da Assembleia Legislativa.

Já Claudinho Serra ressaltou a importância de reconhecer aqueles que se destacam em suas áreas de atuação e contribuem significativamente para o desenvolvimento local. 

"Gerson Claro é um exemplo de político comprometido com a ética, a transparência e o bem-estar da comunidade. Essa homenagem é mais do que merecida e representa a gratidão de todos os campo-grandenses pelos seus esforços em favor da nossa cidade", finalizou o vereador.

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Reforço

Em meio a crise, STF reforça esquema de segurança para o Sete de Setembro

Esquema será o mesmo utilizado em anos anteriores

04/09/2026 23h00

Foto: Divulgação / STF

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Em meio à crise interna protagonizada por André Mendonça e Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai reforçar a segurança em torno da sede, em Brasília, para o Sete de Setembro. O esquema será o mesmo utilizado em anos anteriores e em grandes eventos que possam colocar as instalações da Corte em risco.

O planejamento de segurança está sendo realizado de forma integrada entre o tribunal, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), as forças de segurança do DF e outros órgãos.

Segundo informações do STF, a atuação conjunta contempla compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos e definição coordenada de efetivos, áreas de responsabilidade, revistas, bloqueios, restrições do espaço aéreo e monitoramento de drones. Ainda de acordo com o tribunal, serão adotadas "as medidas de reforço necessárias" nas áreas de atuação do tribunal

O esquema de segurança coordenado com outros órgãos de segurança vem sendo adotado pelo STF nos últimos anos e se intensificou a partir do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas na tentativa de golpe de Estado. Para este ano, o aparato já tinha sido pensado antes da crise se instalar no tribunal.

No início da semana, Mendonça enviou para o presidente, Edson Fachin, um relatório da Polícia Federal com indícios de uma ligação pouco republicana entre Moraes e Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes pediu para Fachin a abertura de uma investigação contra Mendonça por ter supostamente adotado procedimentos irregulares na condução do caso.

Brasília

Fachin diz que gravidade dos fatos não autoriza atalhos

Lula critica vazamentos seletivos e alerta para riscos à democracia

04/09/2026 21h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu, nesta sexta-feira (4), em Brasília, que será dentro da legalidade a resposta do Judiciário brasileiro aos fatos relacionados a supostas irregularidades na condução do caso do Banco Master e ao vazamento de trocas de mensagens entre o também ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário! Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo [legal] e as garantias constitucionais”, afirmou o ministro Edson Fachin.

Diante da crise no Poder Judiciário acentuada nesta semana, o presidente da Suprema Corte prometeu que a apuração dos fatos seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento jurídico.

“Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, declarou o presidente do STF.

O ministro Edson Fachin também reiterou a necessidade de as instituições da República serem preservadas, sobretudo em momentos de maior tensão. Ele frisou que nenhuma autoridade e nenhum Poder da República estão acima da Constituição Federal, pois “nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado Democrático de Direito”.

As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante o evento de sanção de leis que criam fundos para aperfeiçoamento da Justiça Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público da União (MPU), para aumentar as fontes de recursos, com o objetivo de modernizar as instituições e ampliar o acesso da população à Justiça.

Igualdade

No mesmo evento no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que a aplicação da legislação brasileira deve ser a mesma para todos os cidadãos.

“Ninguém, em nome da Democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém! Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para uma médica”, afirmou o presidente Lula. 

Para Lula, todos devem estar subordinados aos mesmos trâmites da legislação. "Afinal de contas, ela [a lei] vale para todos”, afirmou.

Vazamentos seletivos

Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da República cobrou transparência para contornar a crise, sob pena de o Poder Judiciário perder a credibilidade da opinião pública. 

“O que nós não podemos, neste país, é oficializar a indústria da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos e econômicos. Não é possível”, lamentou Lula.

O presidente Lula apontou que esses vazamentos colocam em risco a democracia brasileira. 

“Estamos vivendo uma época muito perigosa. O denuncismo, as fake news, os vazamentos [de dados de investigações] não contribuem com a democracia”.

Entenda a crise

Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o pedido de abertura de inquérito contra o ministro do Supremo Alexandre Moraes, após relatório da Polícia Federal apontar indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master.

Em resposta, nesta quarta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra a atuação do Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal.

Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro.

Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo estabeleceu o prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso.

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