Política

Declaração

Presidente do PL quer Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

Senadora diz que é cedo para discutir composição de chapa e reforça que decisão cabe ao candidato e aos partidos da coligação

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"As mulheres são muito melhores do que os homens. E a Tereza Cristina tem um carisma que ninguém tem", destacou Valdemar Costa Neto, presidente do PL, frisando que a senadora sul-mato-grossense possui lastro para ser vice de Flávio Bolsonaro no pleito deste ano. 

"Não tenho dúvida de como ela pode ajudar a fazer um bom governo, caso seja pré-candidata a vice-presidente", destacou em seu perfil das redes socias. 

Na última quarta-feira (25), a senadora afirmou que ainda é cedo para tratar da possibilidade de integrar como vice uma eventual chapa presidencial encabeçada pelo senador Flávio.

Apesar de ser apontada como uma das principais cotadas por Valdemar Costa Neto, a parlamentar negou ter recebido convite até o momento.

“Lá na frente, se isso estiver à mesa [ser vice], nós vamos sentar e examinar com muito bons olhos”, declarou a senadora em entrevista ao Valor Econômico nesta semana.

Questionada após o lançamento do Instituto Diálogos, em Brasília, grupo idealizado por ela e que reúne parlamentares, empresários e acadêmicos para discutir propostas de desenvolvimento, Tereza Cristina reforçou que a definição de vice é uma das últimas etapas na construção de uma candidatura.

“Eu já cansei até de dizer esse assunto. Vice não é candidato, é uma escolha do candidato, e é uma das últimas escolhas. Faz parte dos partidos que vão coligar. Tem uma série de fatores que são colocados à mesa para a escolha, mas eu tenho certeza de que o Flávio vai escolher o melhor vice, para que ele tenha sucesso nas eleições”, destacou. 

Tereza também destacou que a discussão precisa passar pelo seu partido, o PP, antes de qualquer definição. Segundo ela, a associação de seu nome à possível chapa se deve ao perfil político e à proximidade com o grupo bolsonarista.

“Nunca foi convidada (para compor a chapa). Eu tenho isso na imprensa porque, talvez, sendo mulher, sendo uma pessoa do agro, eu tenho proximidade, fui ministra do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por isso o meu nome vem aí na mesa. Mas nunca fui convidada”, afirmou.

Na segunda-feira (23), durante evento do Grupo Esfera, em São Paulo, Valdemar Costa Neto elogiou Tereza Cristina publicamente e disse que ela seria uma boa opção para a vice. Outro nome citado nos bastidores é o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

O dirigente do PL também mencionou levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg que aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, com 46,3% e 46,2% das intenções de voto, respectivamente.

“O Flávio sozinho já mostrou que tem musculatura, né? Já está mostrando a que veio. Olha só a pesquisa de hoje”, frisou.

Cabe destacar que Tereza e Valdemar se reuniram em setembro último em evento de filiação de Reinaldo Azambuja ao PL, realizado em Campo Grande. 

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Redirecionamento

Comando Central dos EUA diz que redirecionou 67 navios comerciais em meio a bloqueio ao Irã

Outras 4 embarcações foram desativadas, segundo o Centcom

13/05/2026 22h00

Foto: Divulgação

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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) informou que as forças americanas redirecionaram 67 embarcações comerciais e permitiram que 15 transportando ajuda humanitária passassem desde o início do bloqueio aos portos do Irã há quatro semanas. Outras 4 embarcações foram desativadas, segundo o Centcom.

No início desta semana, as forças americanas garantiram que 2 embarcações comerciais dessem meia-volta para cumprir o bloqueio após comunicação por rádio e disparos de tiros de aviso com armas leves, demonstrando claramente que os EUA seguem cumprindo as determinações de bloqueio.

Em paralelo, o Departamento de Guerra do governo americano informou que firmou novas estruturas de acordos com uma série de novos participantes disruptivos e inovadores comerciais para expandir agressivamente as capacidades de ataque das Forças Armadas.

Os acordos com a Anduril, CoAspire, Leidos e Zone 5 lançarão o programa de Mísseis Conteinerizados de Baixo Custo (LCCM, na sigla em inglês), enquanto um acordo paralelo com a Castelion impulsionará uma iniciativa para ampliar soluções hipersônicas de baixo custo, segundo comunicado divulgado no site do comando.

O esforço permite ao Departamento adquirir mais de 10.000 mísseis de cruzeiro de baixo custo em apenas três anos, a partir de 2027.

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Votação

Motta decide votar projeto de lei do governo sobre redução de jornada junto com PEC da Câmara

Deputado gravou um vídeo ao lado dos ministros das Relações Institucionais, José Guimarães

13/05/2026 19h00

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu nesta quarta-feira, 13, votar o projeto de lei enviado pelo governo Lula sobre redução da jornada de trabalho junto com a proposta de emenda à Constituição sobre o tema que tramita na Casa legislativa.

O deputado gravou um vídeo ao lado dos ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e do Trabalho, Luiz Marinho, após reunião na Residência Oficial da Câmara.

Além deles, também participaram do encontro o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o presidente da comissão especial que debate a PEC, Alencar Santana (PT-SP), o relator, Leo Prates (Republicanos-BA), o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Luiz Gastão (PSD-CE).

No vídeo, Motta afirma que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. "Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas, para que elas possam tratar das particularidades de cada setor", disse.

Segundo o presidente da Câmara, o projeto enviado pelo governo será necessário para adequar a legislação às mudanças que serão feitas à Constituição pela redução da jornada de trabalho.

O projeto enviado pelo governo tem urgência constitucional, o que significa que precisaria ser votado até o final de maio sob risco de travar a pauta da Câmara.

Segundo o cronograma, os dois textos devem ser votados praticamente juntos. A PEC deve ser votada no dia 26 na comissão especial e no dia 27 em plenário.

A urgência também seria importante para manter a pressão sobre o Senado. Em entrevista na terça-feira, 12, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou preocupação com a tramitação do texto no Senado.

"É um perigo votar na Câmara a PEC e não votar o PL com urgência constitucional e, como a PEC não tem urgência constitucional, ela é aprovada na Câmara, mas fica dormindo em berço esplêndido no Senado. Esse é um risco real que a sociedade precisa estar atenta para evitar que isso aconteça", disse ele.

Durante coletiva de imprensa para comentar os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Marinho defendeu que somente a PEC não conseguiria fazer ajuste de jornada.

"Você delega a um projeto de lei a lei específica sobre o assunto esse conjunto dos demais eventuais detalhamentos e complementos que a Constituição delegará à legislação ordinária", disse o ministro. "E seguramente a lei delegará outras questões para as convenções coletivas."

O deputado Alencar Santana também saiu em defesa do projeto do governo e afirmou que o texto "tem detalhes que as propostas constitucionais não trazem corretamente".

"Isso é matéria de projeto de lei. Então o presidente Hugo Motta também dará sequência a esse projeto para que ele possa também com serenidade ser aprovado e a gente assegurar de fato os ganhos aos trabalhadores a partir da discussão que nós estamos trabalhando", disse o parlamentar.

A votação do projeto de lei junto com a PEC era um pleito de Marinho, que argumentava que o texto do governo tratava de especificidades que a proposta de emenda à Constituição não abordava.

Na semana passada, o relator passou a se alinhar com Marinho e disse que havia coisas que não conseguiriam ser vencidas na PEC "pela complexidade do mundo do trabalho".

"Do aspecto formal, eu acho que o ministro Marinho hoje dá um caminho que é isso, de a PEC regular a regra geral e a gente ir para um PL, como até foi feito muito próximo da reforma tributária. O PL vai regular as especificidades", afirmou Prates

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