Política

MENSALÃO

Presidente do PT não acredita em prisão

Presidente do PT não acredita em prisão

FOLHA PRESS

09/05/2013 - 00h00
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O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou ontem (08) que "não trabalha com a hipótese" de prisão de nenhum dos petistas condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo do mensalão.

Segundo Falcão, o Supremo dará outra interpretação ao caso na análise dos recursos contra as condenações.

"Não estamos trabalhando com essa hipótese [prisão dos condenados no mensalão], porque acreditamos muito que, à luz dos embargos, haverá uma nova apreciação no processo. Como nós sustentamos desde o início, não se pode condenar ninguém por suposições e na ausência de provas", disse.

Os 25 condenados recorreram ao próprio Supremo contra as penas -sendo que 11 estão condenados a penas em regime fechado. Destes, três são filiados ao PT: José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha.

Presidente do STF e relator do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa pediu que o Ministério Público Federal se manifeste sobre os recursos.

Ele tem dito que os questionamentos não podem mudar o desfecho do processo, tese rebatida pelos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Em um julgamento de quase cinco meses, o Supremo confirmou que houve um esquema de desvio de recursos públicos que, somados a empréstimos fraudulentos, abasteceu a compra de apoio político no Congresso durante os primeiros anos do governo Lula.

Para Falcão, como cabem recursos, ainda não há condenados. "Para nós, até o momento, não há nenhum condenado, porque os recursos não se esgotaram. Portanto, não há de se cogitar a prisão de ninguém".
 

Política

Direita de MS tenta colar imagem em Nikolas Ferreira

Parlamentares que estiveram na caminhada se reúnem neste domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília, com apoiadores do ex-presidente

25/01/2026 10h00

Reprodução Redes Sociais

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Com a repercussão alcançada nos seis dias da caminhada convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), políticos sul-mato-grossenses que disputam eleição e reeleição aderiram ao movimento, que chegou neste sábado (24) a Brasília (DF).

A denominada “Caminhada pela Liberdade”, em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos demais presos pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, teve início, na segunda-feira (19), em Paracatu (MG).

O encerramento, neste domingo (25), com a concentração dos manifestantes apoiadores do ex-presidente, - que está preso na Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de estado -, será na Praça do Cruzeiro, em Brasília, a partir das 11h (horário de Mato Grosso do Sul) e deve contar com a presença de Carlos Bolsonaro que também se juntou a caminhada.

Nas redes sociais, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, não confirmou presença, entretanto, compartilhou uma mensagem nos stories do Instagram, em que afirma que "Deus tem algo muito grande para nossa nação através da vida dele [Nikolas Ferreira]".


Caminhada

Como adiantou o Correio do Estado, participam da caminhada parlamentares de todo o país. Representando Mato Grosso do Sul estão o deputado estadual João Henrique Catan (PL), os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), além do ex-deputado estadual Capitão Contar, pré-candidato do Partido Liberal ao Senado.

O ato da caminhada puxada pelo deputado mineiro trouxe fôlego aos políticos de MS, que tentam encampar o eleitorado conservador no Estado.


Percurso

Momentos antes de pisar na capital do país, no início da manhã deste sábado, em Luziânia (GO), Contar gravou um vídeo tranquilizando os seguidores, classificou o movimento como positivo e se referiu ao deputado Nikolas Ferreira como um “fenômeno”.

“O Nikolas é um fenômeno, escrevam. Esse menino tem um futuro muito grande e importante para o nosso país”, disse Contar. “Ele está muito debilitado, com os pés e as pernas desgastados, mas o que move esse menino com certeza é algo lá de cima e o amor das pessoas aqui embaixo”, afirmou em uma das paradas, quando restavam cerca de 40 quilômetros para chegar ao Distrito Federal.

O fato de Nikolas Ferreira ter conseguido mobilizar a direita, em um possível reordenamento de liderança, aproximou os políticos do Estado que tentam capitalizar votos junto ao eleitorado.


Caminhando ao lado do parlamentar, o deputado Rodolfo Nogueira, conhecido como Gordinho do Bolsonaro, compartilhou um vídeo em que recebeu o convite para “ir para cima” neste domingo.

Em busca da reeleição para a Câmara dos Deputados, Rodolfo Nogueira não perdeu a oportunidade e enalteceu a iniciativa do parlamentar de Minas Gerais, classificando o ato como aquele que “devolveu a esperança ao país”.

“Sexto dia de caminhada, e é esse o movimento quando Deus começa a despertar uma nação”, pontuou Rodolfo.

Pollon e João Henrique Catan, ambos pré-candidatos ao governo do Estado, mobilizaram a base por meio das redes sociais, somaram com apoiadores em diferentes frentes do trecho. 

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Política

Lula diz estar 'indignado' com captura de Maduro pelos EUA

A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador

24/01/2026 16h00

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta sexta-feira, 23, forte insatisfação com a operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador.

"Sinceramente, eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Eu não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no Mar do Caribe. Ele sabia que todo dia tinha uma ameaça. Ou seja, os caras entram à noite na Venezuela, foram até um forte, que é um quartel, onde morava o Maduro, e levaram o Maduro embora", afirmou o presidente brasileiro. O evento foi transmitido ao vivo pela internet.

Lula questionou o que classificou como desrespeito à integridade territorial venezuelana e defendeu a América do Sul como região pacífica. "Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz", disse o petista, acrescentando que os países latino-americanos podem não ter armas nucleares, mas possuem "caráter e dignidade" e não vão "abaixar a cabeça para ninguém".

No início do evento, militantes do MST leram carta condenando o que chamaram de "sequestro" de Maduro e sua esposa Cilia Flores, classificando a ação como "mensagem atroz para os povos de todo o mundo". O documento sugere que os interesses norte-americanos estariam voltados ao controle de recursos naturais da região, como petróleo, minérios e águas.

A captura de Maduro

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças militares norte-americanas em 3 de janeiro, durante uma operação noturna em Caracas. O casal foi levado para Nova York, onde o líder venezuelano está preso e responde a processos na Justiça americana.

As acusações apresentadas pelas autoridades dos Estados Unidos incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Inicialmente, Maduro foi acusado de liderar o chamado Cartel de los Soles, organização classificada como terrorista pelos EUA. O governo americano, contudo, recuou dessa acusação específica e passou a considerá-lo culpado de "participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção de enriquecimento a partir do tráfico de drogas".

As penalidades para os crimes dos quais é acusado variam de 20 anos de prisão a prisão perpétua. Em audiência realizada em 5 de janeiro em Nova York, Maduro declarou-se inocente de todas as acusações. "Sou inocente, não sou culpado", afirmou o venezuelano, acrescentando que foi detido dentro de sua residência em Caracas e que continua sendo o presidente de seu país.

Nos dias seguintes à captura, o governo Trump passou a apoiar a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, na presidência da Venezuela.

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