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POR POUCO

Caso da Luigi Salgados quase faz terceira vítima em Campo Grande

Ex-companheira de funcionário morto na quarta-feira foi socorrida após ingerir medicamentos e Corpo de Bombeiros suspeita de tentativa de suicídio

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Três dias depois das mortes no estabelecimento Luigi Salgados que chocou Campo Grande esta semana, o caso quase fez sua terceira vítima neste sábado (24).

Na tarde de hoje, o Corpo de Bombeiros atendeu uma ocorrência em que uma mulher estaria passando mal após ingerir diversos medicamentos. Trata-se de Juliana Carolina Albuquerque, ex-companheira de Eduardo Araújo, que matou o empresário e dono da salgadaria André Luis Mitidiero e depois se matou, na última quarta-feira (21).

De acordo com informações, a mulher foi socorrida em sua casa, no Bairro Vila Nova Campo Grande. Os bombeiros suspeitam que Juliana tentou se suicidar.

Vale destacar que ela tem três filhos, frutos do relacionamento com Eduardo, que terminou no final do ano passado e teria sido um dos principais motivos para o ocorrido na salgadaria nesta semana.

Relembre

Esse crime ocorreu em Campo Grande no início da tarde de quarta-feira (21), por volta de 13h30, com André Luis Mitidiero morto aos 46 anos pelo próprio funcionário, Eduardo Araújo, de 32, que tirou a própria vida em seguida em uma ação tida até o momento como "premeditada". 

In loco, a equipe do Correio do Estado apurou com o delegado da Polícia Civil, Camilo Kettenhuber Cavalheiro, que André levou ao menos dez golpes de faca, que atingiram a região do tórax, pescoço e antebraço. 

Gerente da parte alimentícia da Luigi Salgados, filial que fica na avenida Júlio de Castilho, local onde ocorreu o crime e de propriedade de Mitidiero, Eduardo Araújo chegou a dispensar os funcionários antes de matar o patrão. Em seguida, ele teria usado a mesma arma, apoiado contra uma pilastra e forçado o próprio corpo. 

Segundo o tenente Dermival Caldeira, André, que foi até o local junto do filho de apenas três anos para retirar uma entrega, já estava sem vida quando o socorro chegou. 

Eduardo chegou a receber manobras de reanimação, porém não resistiu aos ferimentos, em uma cena descrita como impactante pelos socorristas que atenderam a ocorrência e populares que rapidamente cercaram a loja. 

Sobre a motivação, segundo relatos recolhidos pela Polícia, é apontado que Eduardo não aceitava o fim do relacionamento com a ex-mulher, Juliana Carolina Albuquerque, com quem teve três filhos, e que também seria funcionária da salgaderia, trabalhando como controladora de caixa.

Sendo que a faca teria sido comprada especificamente para essa finalidade, a linha de investigação apura ainda a tese de premeditação do crime, já que Eduardo chegou a fazer postagens em redes sociais que reforçam o possível planejamento.

No dia seguinte ao crime, na quinta-feira (22), o corpo de André Luis Mitidiero foi velado e sepultado no cemitério Jardim das Palmeiras, localizado na Av. Tamandaré, 6856, e contou com a presença de  amigos e familiares para um último adeus ao empresário.

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Serviço Militar

Com vagas para MS, inscrições para concurso da Marinha começam amanhã

Concurso para o Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais oferece vagas para mulheres e homens para prestar serviço militar em Ladário

18/02/2026 09h33

Certame para o Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais abre oportunidade para ingresso e serviço militar em Ladário

Certame para o Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais abre oportunidade para ingresso e serviço militar em Ladário Reprodução

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Com vagas para servir em Ladário, o período de inscrições para o concurso público do Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais (CP-C-FSD-FN), para turmas de 2027, inicia nesta quinta-feira (19) e segue até 10 de abril.

No total, são 1.440 vagas, das quais 240 serão reservadas para candidatas do sexo feminino e 1.200 destinadas a candidatos do sexo masculino, distribuídas nas regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Em Mato Grosso do Sul, são 39 vagas, entre ampla concorrência e reserva, sendo 21 para homens e 4 para mulheres. O salário após a conclusão do curso será de R$ 2.505,10.

O candidato aprovado no certame receberá, durante o curso (com duração aproximada de 17 semanas, enquanto estiver na condição de Aprendiz-Fuzileiro Naval, alimentação, uniforme e assistência médico-odontológica, psicológica, social e religiosa.

O Aprendiz-Fuzileiro Naval recebe, durante a formação, bolsa-auxílio de R$ 1.424,26, dividida da seguinte forma:

  • R$ 1.207,00 de salário-base (soldo militar);
  • R$ 156,91 de adicional militar;
  • R$ 60,35 de adicional por disponibilidade militar.
  • Após a formação, no posto de SD-FN, o salário passa a ser de R$ 2.505,10 por mês, composto por:
  • R$ 1.927,00 de salário-base;
  • R$ 250,51 de adicional militar;
  • R$ 96,35 de adicional por disponibilidade militar;
  • R$ 231,24 de adicional de habilitação.

Saiba como se inscrever

O interessado deve se inscrever entre 19 de fevereiro e 10 de abril, pelo site www.marinha.mil.br/cgcfn, no link “Concursos para o CFN”, ou no celular por meio do aplicativo “Adsumus Sempre”.

Para realizar a inscrição, é necessário informar o número do CPF. Após o preenchimento dos dados, o candidato deverá pagar a taxa de inscrição, no valor de R$ 40, ou solicitar isenção, caso atenda aos requisitos previstos no edital (CLIQUE AQUI).
 

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DOURADOS

MP quer saber se vereadores fiscalizaram reforma milionária da Câmara em MS

Espaço começou a ser revitalizado em 2023, mas obra passou por diversas paralisações e recebeu nova ofensiva do órgão

18/02/2026 09h00

Enquanto a sede oficial segue esperando reforma, sessões da Câmara de Dourados acontecem em espaço alugado em shopping

Enquanto a sede oficial segue esperando reforma, sessões da Câmara de Dourados acontecem em espaço alugado em shopping Franciele Grott/CMD

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma nova ofensiva sobre a polêmica reforma e ampliação da Câmara Municipal de Dourados, desta vez, para apurar a atuação dos vereadores quanto à fiscalização da obra, que começou há quase três anos e sofre com constantes paralisações, suspensões e atrasos desde então.

No dia 5, foi instaurado um procedimento administrativo pelo órgão para “fiscalizar a atuação da atual Mesa Diretora da Câmara Municipal de Dourados quanto ao adequado destino da obra/ampliação da sede do Poder Legislativo municipal, no intuito de assegurar a adoção das providências técnicas, administrativas e legais necessárias, de modo a garantir a transparência dos atos e proteção do interesse público”.

Assinado pelo promotor Luiz Eduardo Sant’Anna Pinheiro, o documento lista diversos argumentos que culminaram na instauração do instrumento. Inclusive, um deles cita uma das funções obrigatórias dos parlamentares referente ao que acontece na sede do Poder Legislativo, especialmente ao envolver recursos públicos.

“A Mesa Diretora, na qualidade de órgão de cúpula da Câmara Municipal, detém a responsabilidade primária pela gestão patrimonial e contratual do Poder Legislativo, não podendo se eximir de sua obrigação de deliberar sobre questões estratégicas que afetam diretamente o patrimônio público e a aplicação de recursos, sendo sua omissão passível de responsabilização funcional, civil e administrativa”, pontua no decorrer da decisão.

Ademais, o promotor diz que há necessidade de informações mais claras acerca da atuação dos vereadores quanto ao destino da obra e seu futuro, sendo preciso apresentar um planejamento para que o impasse da reforma seja resolvido, já que a obra completará em abril um ano sem novas movimentações, desde sua suspensão.

Atualmente, a Câmara Municipal de Dourados conta com 21 vereadores na Mesa Diretora, sendo presidida pela parlamentar Liandra da Saúde (PSDB) e tendo o vereador Inspetor Cabral (PSD) como vice.

Os vereadores Rogério Yuri (PSDB) e Márcio Pudim (PSDB) são o primeiro e segundo-secretário, respectivamente.

AUDITORIA

Em outubro do ano passado, a empresa Maciel Assessores foi contratada pela Câmara para realizar uma auditoria técnica e contratual sobre a obra de ampliação e reforma da sede da Casa de Leis. Na conclusão, a responsável pela análise disse que foram encontradas algumas falhas.

Um dos principais defeitos identificados foi referente ao Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), que teria sido projetado “sem rotas de fuga independentes e utiliza as circulações internas do prédio existente para evacuação”, o que contraria a instrução técnica do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de número 9077, que estabelece os requisitos técnicos para o projeto, dimensionamento e cálculo de saídas de emergência em edificações.

No fim, a empresa recomendou que fosse aplicado um termo aditivo no contrato incluindo os seguintes itens: elaboração e aprovação formal do projeto executivo de reforço estrutural; revisão integral dos projetos de PPCI e acessibilidade; reprogramação do cronograma físico-financeiro; e realização de ensaios técnicos complementares.

Ainda segundo a auditoria, o impacto financeiro estimado para as adequações técnicas e de projeto situa-se entre 5% e 8% do valor contratual.

“Em síntese conclusiva, não se identificaram irregularidades de preço ou medições indevidas, mas sim deficiências de projeto, falhas de formalização e lacunas de fiscalização que comprometem a segurança estrutural e a regularidade administrativa da obra. A fiscalização deverá atuar preventivamente, com registro documental contínuo e emissão tempestiva de comunicações formais”, conclui.

Dias depois, o relatório da auditoria inspirou o parecer administrativo da Câmara que tratou sobre as providências cabíveis a serem tomadas e, agora, a nova ofensiva do MPMS.

NOVELA

Segundo o site oficial da Câmara, apenas 24,15% das obras foram executadas até março do ano passado, quando o cronograma contratual exigia entre 64% e 72% de avanço.

Tudo começou em 2022, quando a primeira licitação foi anulada pelo MPMS por uso de documentos falsos pela empresa vencedora. À época, o MPMS já alertava para indícios de sobrepreço: estudos técnicos apontavam que a estrutura metálica elevava o custo em R$ 4,3 milhões em relação ao custo do concreto armado.

Depois de dois meses de execução, a Casa suspendeu os serviços e cancelou o processo licitatório realizado anteriormente, após a Procuradoria Jurídica da Câmara concluir processo administrativo aberto para apurar notícia de suposta falsidade dos documentos que compuseram o atestado de capacidade técnica da empresa vencedora do antigo certame, a Projetando Engenharia & Arquitetura Eireli.

A última contratada, a Concresul Engenharia, assumiu a obra em abril de 2024 com a promessa de conclusão em 12 meses, mas repetiu o padrão de baixa efetividade que marcou gestões anteriores. Com isso, o contrato da reforma foi rescindido novamente.

Vale lembrar que, desde julho de 2023, a Câmara Municipal de Dourados funciona em um espaço alugado no Shopping Avenida Center, justamente em razão da reforma e da ampliação do prédio onde se localizava.

*Saiba

Antes do procedimento administrativo, o MPMS acompanhava o caso de perto há dois anos. Em maio de 2024, o órgão instaurou um inquérito civil para “apurar eventuais irregularidades na condução do processo licitatório 072/2023/DL/CMD, edital nº 002/2023, que tem por objeto a reforma e ampliação da sede do Palácio Jaguaribe – Câmara Municipal de Dourados”. Desde então, o documento já soma mais de 1.400 páginas, com relatórios, manifestações e pareceres técnicos.

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