Política

furto de baixo valor

Processo poderá depender de queixa

Processo poderá depender de queixa

agência câmara

10/03/2011 - 09h57
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A Câmara analisa o Projeto de Lei 7959/10, do deputado Gilmar Machado (PT-MG), que estabelece regras para condenações em casos de furto de pequeno valor. A proposta limita em dois salários mínimos o valor máximo subtraído para que o furto seja qualificado como de pequeno valor; determina que as ações para esse tipo de crime dependerão de representação, ou queixa, da vítima; e fixa a pena para o crime em seis meses a dois anos, além de multa. A proposta muda o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) e permite que esse tipo de crime seja julgado pelos juizados especiais.

Hoje, a pena prevista para o furto comum é de um a quatro anos de reclusão, além de multa. A lei já prevê a redução da pena no caso de subtração de valores pequenos (redução de 1 a 2/3 da pena comum ou aplicação apenas de multa), mas não especifica os montantes que podem ser enquadrados nessa categoria. A interpretação depende do juiz, em cada caso. Além disso, as ações contra os acusados desses crimes podem correr independentemente de representação da vítima.

"A participação da vítima pode contribuir para uma pacificação social mais efetiva, mediante a aplicação de métodos de justiça reparativa, possível nos juizados especiais", justifica o autor da proposta.

Réu primário

A proposta também acaba com a exigência de réu ser primário para ser beneficiado pela redução de pena no caso de furto de pequeno valor. Pelo projeto, a redução da pena poderá ocorrer em qualquer caso. Segundo Gilmar Machado, a medida "não apresenta prejuízo, pois trata de criminosos de menor potencial ofensivo".

Tramitação

O projeto tramita apensado ao PL 1878/07, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que transfere para o Juizado Especial Criminal a competência para estabelecer as multas aplicadas nos casos de furtos de pequeno valor. As duas propostas serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.

Política

Deputado de MS critica faculdades de Medicina que tiveram nota ruim no Enamed

Luiz Ovando pontua que avaliar sem que o estudante despreparado "sofra consequências" não protege o paciente

22/01/2026 16h44

Divulgação: Câmara dos Deputados

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O deputado federal Luiz Ovando (PP-MS), médico cardiologista, criticou a expansão dos cursos de Medicina no país e o fato de o Ministério da Educação (MEC) não impedir a atuação de “profissionais despreparados”.

Além disso, o parlamentar saiu em defesa da criação de um Exame de Proficiência, defendido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que demonstraria se o médico recém-formado possui o conhecimento necessário para exercer a profissão.

Em Mato Grosso do Sul, os cursos de Medicina da Anhanguera Uniderp e da UniCesumar, em Corumbá, ficaram com conceito 2, considerado insatisfatório. A avaliação, embora gere sanções às universidades privadas, não impede a atuação desses profissionais no mercado.

Ovando, que defende a qualidade da formação médica no Congresso Nacional, entende que a situação ocorre devido à expansão desenfreada dos cursos de Medicina no país, sem considerar se os locais oferecem o mínimo de estrutura necessária.

Ainda conforme pontuou, a saúde da população não deve ser submetida a improvisos nem a soluções paliativas.

O caso ganhou força após a implementação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) pelo Ministério da Educação, que avalia o desempenho dos estudantes, mas não prevê qualquer restrição àqueles que não alcançam a nota mínima.

Segundo dados do Enamed, 99 cursos de Medicina tiveram notas 1 ou 2 e, com isso, ficaram abaixo de 60% no critério de proficiência, que avalia o domínio dos conhecimentos básicos da área.

“Avaliar sem exigir consequências não protege o paciente. O Enamed mede, mas não filtra. A medicina exige preparo comprovado, porque lida diretamente com vidas humanas”, afirmou o deputado.

Exame Nacional

O deputado, alinhado ao Conselho Regional de Medicina (CRM), defende a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), nos moldes do que já ocorre com os advogados, em que apenas os aprovados consigam o registro profissional.

“Não se trata de elitismo nem de perseguição a recém-formados. Trata-se de responsabilidade. Quem não demonstra competência técnica não pode assumir o risco de decidir sobre a vida do outro”, ressaltou.

Medidas

As universidades que não alcançaram boas notas podem sofrer sanções do Ministério da Educação (MEC). Além disso, o Conselho Federal de Medicina estuda uma resolução que pode impedir cerca de 13 mil estudantes formados em cursos com notas 1 e 2 de exercerem a profissão.

Por meio de nota, o CFM afirmou que o resultado do Enamed revela um cenário preocupante na formação médica no país.

O Conselho ressaltou que denuncia, há mais de uma década, os riscos da abertura desordenada de cursos de Medicina, sem o devido respeito a critérios de qualidade, em locais sem infraestrutura adequada e sem condições para que os estudantes coloquem em prática o aprendizado.

Com isso, o CFM reforçou a necessidade da aplicação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), no qual o estudante precisaria ser aprovado para obter o registro profissional, a exemplo do que ocorre com os profissionais do Direito.

“Assegurando que apenas médicos devidamente capacitados atuem, garantindo maior segurança à população brasileira”, informou o CFM.
 

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"Caminhada pela Liberdade"

Vereadores convocam caminhada na Capital em apoio à manifestação de Brasília

Caminhada sai da Praça do Rádio e vai até o MPF na avenida Afonso Pena, no próximo domingo (25), às 9h

22/01/2026 11h30

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025 MARCELO VICTOR

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"Caminhada por Justiça e Liberdade - Acorda Brasil" ocorrerá às 9h deste domingo (25), da Praça do Rádio até o Ministério Público Federal (MPF), na avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O percurso terá três quilômetros.

O ato, de caráter político e simbólico, foi convocado pelos vereadores André Salineiro (PL) e Rafael Tavares (PL).

A manifestação ocorre simultaneamente a “Caminhada pela Liberdade”, em Brasília (DF), que também está marcada para domingo (25).

Os manifestantes tomarão as ruas para reivindicar por anistia aos presos do 8 de janeiro e contra providências tomadas pelo Poder Judiciário.

Salineiro (PL) reforça que a caminhada será pacífica.

“Manifestar-se é um direito fundamental em qualquer democracia. Não podemos aceitar que cidadãos sejam tratados como criminosos por exercerem um direito garantido pela Constituição. A anistia é uma medida de justiça, equilíbrio e respeito ao Estado de Direito”, disse o vereador.

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025

EM BRASÍLIA

“Caminhada pela Liberdade” percorrerá 200 quilômetros de Paracatu (MG) a Brasília (DF), entre 19 e 25 de janeiro, em um trajeto feito de carro e a pé. O ponto de encontro na Capital Federal será na Praça do Cruzeiro, às 12h.

A mobilização é de autoria e foi convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Os deputados Marcos Pollon (PL-MS) e João Henrique Catan (PL-MS) marcaram presença e já estão a caminho do evento.

Nesta quinta-feira (22), Pollon está em Cristalina (GO), a 131 quilômetros de Brasília. Já Catan está a 110 quilômetros de Brasília, entre Cristalina (GO) e São Bartolomeu (GO).

Uma das reivindicações principais da mobilização é a prisão do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL): em agosto de 2025, o ex-presidente foi colocado em prisão domiciliar. Em novembro de 2025, foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Já em janeiro de 2026, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

De acordo com os parlamentares bolsonaristas, a manifestação é pacífica e não pretende gerar desordem.

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