Política

Mensalão

Procurador diz que réus podem ser presos

Procurador diz que réus podem ser presos

g1

21/09/2013 - 00h00
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O novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse ontem  (20), em entrevista à TV Globo, que condenados no processo do mensalão com direito a um novo julgamento podem ser presos antes mesmo que esse novo julgamento aconteça.

Janot, que tomou posse na última terça-feira, disse que não fará novo pedido de prisão dos réus – o pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo antecessor Roberto Gurgel e negado pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa.

Ele afirmou que um novo pedido não é necessário porque, após o trânsito em julgado (momento do processo em que não há mais possibilidade de recursos para os condenados) dos crimes em relação aos quais os condenados não têm direito a um novo julgamento, a "consequência imediata" é a prisão.

Na quara-feira (18), o Supremo decidiu que, nas condenações pelos crimes em que obtiveram pelo menos quatro votos favoráveis, os réus têm direito a um novo julgamento, com a apresentação dos recursos chamados de embargos infringentes. Isso favorecerá 12 condenados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Na interpretação do procurador, a pena para os outros crimes nos quais esses mesmos condenados não tenham obtido quatro votos a favor deve ser executada assim que transitar em julgado, ou seja, não houver mais possibilidade de recurso.

Essa questão ainda terá de ser decidida pelo plenário do Supremo. Advogados de réus argumentam que as prisões não podem acontecer se ainda houver recursos pendentes de quaisquer dos crimes pelos quais o réu responde.

Para Janot, se em um dos crimes pelos quais respondeu, o réu não tiver mais possibilidade de recorrer, o processo se encerra nesse caso específico, e ele passa a ficar sujeito à prisão, mesmo se ainda houver recurso pendente de outra acusação em relação à qual ainda poderá vir a ser absolvido. 

em outubro

Decreto autoriza atuação das Forças Armadas nas eleições de 2026

Militares vão trabalhar em período e locais definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral

21/07/2026 14h00

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Presidência da República publicou nesta terça-feira (21) autorização para uso das Forças Armadas durante as Eleições de 2026. A medida prevê a atuação militar durante a votação, apuração e no apoio logístico durante o processo eleitoral.

De acordo com o texto, o uso das Forças Armadas ocorrerá conforme solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que definirá as localidades e o período de atuação.

A autorização tem como base dispositivos da Constituição Federal, da Lei Complementar nº 97/1999, que trata das normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas, e do Código Eleitoral.

Em eleições anteriores, a presença das Forças Armadas foi solicitada pelo TSE para reforçar a segurança e dar suporte logístico em regiões consideradas estratégicas ou de difícil acesso.

ELEIÇÕES 2026

Agir se apresenta como alternativa à polarização e aposta em candidatura independente em MS

Legenda pretende lançar candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado e à Câmara dos Deputados com discurso voltado aos eleitores insatisfeitos com a polarização política

21/07/2026 13h33

Da direita para a esquerda, Valdenir Duarte. Bezerra, Jeferson Bezerra e Daniel Júnior

Da direita para a esquerda, Valdenir Duarte. Bezerra, Jeferson Bezerra e Daniel Júnior Divulgação

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O Agir pretende disputar as eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul com o discurso de oferecer uma alternativa à polarização entre direita e esquerda.

Durante declaração, o presidente estadual do Agir, Jeferson Bezerra, 53 anos, que é o candidato a governador, afirmou que o partido buscará conquistar eleitores insatisfeitos com os grupos políticos tradicionais e defenderá candidaturas próprias ao Governo do Estado, ao Senado e à Câmara dos Deputados.

Segundo ele, a proposta é reunir o apoio de eleitores de diferentes classes sociais que desejam uma opção fora dos blocos políticos que dominam o cenário eleitoral.

"É uma alternativa para todas as pessoas de bem, seja de classe média, alta ou baixa, votarem e fugirem desse ciclo vicioso de direita e esquerda", afirmou.

Na avaliação do dirigente, alianças formadas durante o período eleitoral demonstram que adversários de eleições passadas acabam se unindo por interesses políticos.

"Há quatro anos um candidato ao Senado criticava duramente outro que hoje está ao lado dele. Eles estão juntos porque o interesse é ganhar a eleição, não necessariamente representar a população", declarou.

O representante do Agir afirmou que a legenda pretende apresentar candidatos que, segundo ele, estejam mais próximos das demandas da população e não dos acordos políticos tradicionais.

Apesar de reconhecer as dificuldades enfrentadas por partidos de menor estrutura, ele destacou que o Agir pretende compensar a falta de recursos financeiros e de espaço na propaganda eleitoral com a proximidade junto ao eleitorado.

"Não vai ser fácil. Nós não temos tempo de televisão nem uma grande estrutura financeira, mas temos facilidade para acessar o coração de quem mais sofre neste Estado", afirmou.

De acordo com o dirigente, a estratégia da legenda será dialogar diretamente com os eleitores que demonstram insatisfação com a atual polarização política, apresentando o Agir como uma opção independente para a disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul.

Para o Senado, o partido terá como candidato Daniel Rodrigues Júnior e os suplentes Alessandro Garcia e Luciene da Silva, enquanto para vice-governador o escolhido foi o Valdenir Duarte. Bezerra. O partido não terá candidatos a deputado estadual e lançará apenas nomes para deputado federal: Claudinei Farias Leandro, Carol Ajala, Professora Aguilera Guarani, Edna Paixão, Milena Fernandes e Jurandir Machado.

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