Política

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Projeto que obriga assinatura física de idosos em contratos de crédito tramita na Assembleia

Intenção do projeto é exigir a presença física de idosos para ler, entender do que se trata e posteriormente assinar contrato de empréstimos, financiamento, arrendamentos e seguros, que foram acordados pela internet ou telefone

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Projeto de lei 85/2023, que obriga a assinatura física de pessoas idosas em contratos de crédito, está tramitando na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). 

A proposta estava prevista para ser votada nesta na manhã desta quinta (4), mas o deputado estadual João César Mattogrosso (PSDB) pediu vistas e a votação teve que ser adiada. 

'Pedir vistas' é solicitar 24 horas para ler, estudar e entender melhor o projeto que tramita na Casa de Leis. 

A proposta visa obrigar idosos a ceder assinatura física em contratos de empréstimos, financiamento, arrendamentos e seguros, que foram acordados pela internet ou telefone.

Empresas de crédito consignado oferecem ofertas de empréstimos atrativas e, muitas vezes, idosos, sem pensar nos juros ou golpes, se interessam pela propostas 'tentadoras'.

Na maioria das vezes vezes, as empresas debitam, de maneira automática, quantias de contas correntes, aposentadorias, pensões e poupanças, a sem sabedoria do contratante.  

Com isso, a intenção do projeto é exigir a presença física de idosos para ler, entender do que se trata e posteriormente assinar o contrato. 

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o deputado estadual, Jamilson Name afirmou que o objetivo é orientar e salvaguardar idosos para que não caiam em golpes ou em propostas atraentes, de juros altos. 

"A gente tem consciência que tem muitos idosos caindo em golpes porque hoje tem muitos artifícios via WhatsApp,  aplicativos, e-mails e a proposta é para assegurar a segurança dessas pessoas de mais idade. Uma tia minha sofreu esse tipo de ataque e perdeu R$ 50 mil", explicou.

Jamilson Name (PSDB) está esperançoso de que o projeto seja aprovado na Casa de Leis. "Já tramitou na CCJ e acho que será muito tranquila a votação entre os pares", disse.

Outros projetos também foram votados na manhã desta quinta-feira (4): 

  • História das mulheres como conteúdo transversal no currículo das escolas estaduais de Mato Grosso do Sul - APROVADO
  • Projeto que altera o Regimento Interno da ALEMS - APROVADO
  • Projeto contra fake news - EM VISTAS  

Política

Câmara instala comissão sobre PEC da redução da maioridade penal

Aluisio Mendes é eleito presidente e Mendonça Filho escolhido relator

12/08/2026 21h00

Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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A Câmara dos Deputados instalou, nesta quarta-feira (12), a Comissão Especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal no Brasil de 18 anos para 16 anos. O relator escolhido foi o deputado federal Mendonça Filho (União-PE).

Com a instalação, a comissão terá de 10 a 40 sessões do plenário da Câmara para votar um relatório sobre o tema. A PEC 32 de 2015 foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em junho deste ano.

Durante a sessão, foi eleita a mesa que vai conduzir o processo. A chapa única foi eleita com 19 votos, tendo como presidente o deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA). Como a escolha cabe ao presidente da comissão, Mendes anunciou o deputado Mendonça Filho para relator da PEC.

O colegiado ainda elegeu o 1º vice-presidente, deputado Guilherme Derrite (PL-SP), o 2º vice-presidente, Benes Leocádio (União-RN) e o 3º vice-presidente, o deputado Sargento Fahur (PL-PR).

Se aprovada na Comissão Especial, a PEC segue para análise dos plenários da Câmara e do Senado, onde deve ser aprovada, em dois turnos, com maioria de três quintos dos parlamentares por se tratar de uma mudança constitucional.

Os defensores da proposta sustentam que a legislação para adolescentes é branda. Por outro lado, organizações sociais criticam a medida, argumentando que apenas amplia as prisões, sem resultados positivos para a segurança pública.

Devolução

STF: Gilmar e Zanin também assinam decisão que determina devolução de penduricalhos

Decisão atinge os tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal

12/08/2026 15h30

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Luiz Silveira/STF

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Os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), também assinaram decisões que determinaram a suspensão imediata e devolução de penduricalhos pagos indevidamente em sete tribunais estaduais. Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino publicaram decisões idênticas. Os quatro são relatores de ações sobre o tema e têm proferido despachos conjuntos.

A decisão, proferida nesta quarta-feira, 12, atinge os tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal.

Os ministros ainda determinaram que os presidentes dos tribunais entreguem, em até cinco dias, documentos que comprovem a suspensão dos pagamentos e as devoluções determinadas.

Outra exigência é que o advogado-geral da União envie ao Supremo, em até 72 horas, as folhas de pagamentos completas de seus membros após a decisão do Supremo que impôs limite para os "penduricalhos", e também identifique membros da AGU beneficiados de pagamentos que não se enquadrem na decisão.

Para os ministros, os tribunais e a Advocacia-Geral da União (AGU) estão descumprindo a decisão do Supremo que estabeleceu que as verbas indenizatórias e outros adicionais conhecidos como "penduricalhos" não pode ultrapassar o limite de 70% do teto do funcionalismo (R$ 46,3 mil).

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