Política

ELEIÇÕES 2024

PSB de MS reafirma a pré-candidatura de Carlão para a prefeitura da Capital

No entanto, o presidente Paulo Duarte não descarta uma aliança para ele ser vice do deputado federal Beto Pereira (PSDB)

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O presidente do diretório do PSB em Mato Grosso do Sul, Paulo Duarte, reforçou ao Correio do Estado que o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, é o pré-candidato do partido para disputar a prefeitura da Capital nas eleições municipais do próximo ano.

No entanto, o líder partidário não fechou as portas para uma eventual aliança com o PSDB para o pleito de 2024 em Campo Grande, tendo Carlão como o candidato a vice na chapa tucana, que, a princípio, será encabeçada pelo deputado federal Beto Pereira.

“Conversei na manhã de quinta-feira [22] com o Carlão lá na Câmara Municipal e reforcei que o PSB conta com a pré-candidatura para disputar a Prefeitura de Campo Grande no próximo ano, em razão do excelente trabalho que ele desempenha à frente da presidência da Casa de Leis, bem como por conta da força que tem nos bairros da periferia da Capital”, declarou Paulo Duarte.

Sobre a possibilidade de o pré-candidato do PSB ser o vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato do PSDB, Duarte ressaltou que ninguém antecipa pré-candidatura para vice-prefeito, mas que é, sim, uma possibilidade.

“O nosso relacionamento com o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PSDB de Mato Grosso do Sul, e com o governador Eduardo Riedel é muito bom, tanto que na semana passada tive uma reunião com o Reinaldo. Além disso, o Carlão também é muito próximo do ex-governador, reforçando essa boa relação entre as duas legendas”, explicou o presidente estadual do PSB.

No entanto, Duarte fez questão de reforçar que, no momento, o nome de Carlão é para ser o pré-candidato do partido para disputar a Prefeitura de Campo Grande e ter uma chapa forte de candidatos a vereador. 
“Inclusive, na visita que fiz à Casa de Leis, já acertei com o vereador Tabosa a filiação dele ao PSB na janela partidária do próximo ano”, informou, referindo-se ao parlamentar do PDT.
 

CONFIANTE

Procurado pelo Correio do Estado, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande mostrou-se confiante com a pré-candidatura a prefeito da Capital nas eleições municipais de 2024.
“Eu acredito que pela primeira vez o partido vai dar essa oportunidade para que o diretório municipal de Campo Grande dispute a eleição majoritária. Então, como soldado da legenda, vou aceitar o desafio”, avisou Carlão.

Entretanto, de acordo com ele, até a realização das convenções para oficializar essa pré-candidatura, vai continuar trabalhando para garantir sua reeleição como vereador.
“Mas, se lá na frente o partido precisar de mim para sair candidato a prefeito, eu estou pronto, pois, na minha opinião, no primeiro turno, o povo precisa ter várias opções de candidatos para escolher o melhor”, argumentou.

Carlão voltou a reforçar que, se o seu nome for aprovado nas convenções do PSB, com certeza absoluta vai para a disputa. “Ganhar ou perder faz parte do jogo, né? Porém, o mais importante é você disputar e mostrar novas propostas administrativas para Campo Grande, regionalizar os serviços de manutenção da cidade, pois, hoje, uma região recebe manutenção, enquanto outra fica três, quatro anos sem nada”, reclamou.

Outro ponto colocado pelo vereador como importante, caso saia candidato a prefeito de Campo Grande, é melhorar a questão da saúde e da habitação. “Espero contar com o apoio do servidor público concursado para diminuir os gastos supérfluos”, assegurou.

Ele disse acreditar que a administração do município tem de ser setorial, e afirmou que é por isso que o PSB quer ganhar a eleição. “Para fazer uma gestão diferente para atender as pessoas, porque o concreto é necessário, mas não sente frio, não sente fome, não sente necessidades”, ressaltou.

Carlão frisou que o administrador municipal precisa ter esse foco, e que o PSB pensa assim. “Nós somos o partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e é por isso que digo que estou pronto. Se o partido precisar de mim, vamos para a disputa, sim”, avisou.
 

ALIANÇA

Questionado pela reportagem se aceitaria ser o pré-candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo deputado federal Beto Pereira, ele reforçou que seu foco é para ser candidato a prefeito.

“Porém, no momento preciso manter o foco no meu mandato de vereador, porque, para ser prefeito, você tem de estar de bem com a população, você tem de andar pelos bairros e tem de participar dos eventos que envolvem a população”, declarou.

No entanto, Carlão completou que o mais importante é que, se o partido lhe der esse apoio, vai sair candidato a prefeito com certeza. “Agora, você não pode tirar o foco de estar presente nos eventos que envolvem o município e continuar visitando os bairros, até para sentir como está a real necessidade de cada região de Campo Grande”, finalizou.

CURIOSO

Candidatos a deputado escondem Flávio Bolsonaro no horário gratuito

Parte deles também ignora Capitão Contar, que concorre a uma das duas vagas ao Senado Federal

29/08/2026 11h00

Zé Teixeira, Jerson Domingos, Gerson Claro e Santullo da Tereza são alguns dos nomes que deixaram Flávio Bolsonaro de fora do horário eleitoral gratuito

Zé Teixeira, Jerson Domingos, Gerson Claro e Santullo da Tereza são alguns dos nomes que deixaram Flávio Bolsonaro de fora do horário eleitoral gratuito Foto: Reprodução/Montagem

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Alguns dos principais candidatos de direita a deputado estadual por Mato Grosso do Sul “esconderam” Flávio Bolsonaro (PL) durante o horário eleitoral gratuito da última noite, mesmo com formação de coligação ampla no estado. Parte deles também ignoraram Capitão Contar (PL), que concorre a uma das duas vagas ao Senado Federal.

Nesta sexta-feira (28), como determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram exibidas as primeiras propagandas eleitorais gratuitas nas rádios e emissoras de televisão visando a corrida aos cargos em disputa nestas eleições de 2026. Neste primeiro dia, apenas os candidatos ao Senado, a deputado estadual e a governador foram autorizados.

Porém, o que chamou atenção foi a quantidade de nomes importantes do conservadorismo sul-mato-grossense que deixou Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, de fora dos segundos mais “importantes” para qualquer político.

Vale destacar que, em Mato Grosso do Sul, foi formada uma coligação de 10 partidos, encabeçada pelo governador Eduardo Riedel (PP), que tenta a reeleição, e por Reinaldo Azambuja (PL), que concorre ao Senado Federal, sendo eles: PP, União Brasil, PL, PSDB, Cidadania, Podemos, Avante, Republicanos, PSD e MDB.

Dos que deixaram Flávio de fora, a reportagem flagrou nomes como Jerson Domingos (União Brasil), Jamilson Name (PP), Gerson Claro (PP), Pedrossian Neto (Republicanos), Antônio Vaz (Republicanos), Zé Teixeira (PL), Professor Rinaldo Modesto (União), Santullo da Tereza (PP), Caravina (PSDB), Bárbara Resende (União), Cria do Aero Rancho (Republicanos) e Dione Hashioka (União).

Mas, a curiosidade não para por aí. Destes, Bárbara Resende, Gerson Claro, Pedrossian Neto, Antônio Vaz, Zé Teixeira, Santullo da Tereza e Caravina também não fizeram questão de declarar apoio ao Capitão Contar ao Senado, deixando apenas Reinaldo Azambuja na arte utilizada na gravação do horário eleitoral gratuito.

A atitude também coincide com a do ex-governador André Puccinelli (MDB), candidato a deputado estadual, que também deixou Contar de fora da propaganda eleitoral na TV. A decisão contrasta diretamente com o posicionamento adotado por Puccinelli nas eleições de 2022, quando disputou o governo pelo MDB, terminou o primeiro turno fora da disputa e, no segundo turno, declarou apoio a Capitão Contar, então candidato ao governo pelo PRTB.

A ausência chama atenção não apenas pelo apoio dado por Puccinelli a Contar quatro anos atrás, mas também pela movimentação mais recente do ex-governador na disputa pelo Senado.

Antes da definição das chapas, o senador Nelsinho Trad (PSD), que pretendia disputar a reeleição, era o nome preferido de André para ocupar uma das duas vagas ao Senado. A aproximação era tamanha que o MDB chegou a trabalhar com a possibilidade de indicar o ex-ministro Carlos Marun como primeiro suplente de Nelsinho.

A composição, porém, acabou não avançando. Às vésperas das convenções partidárias, Nelsinho abriu mão de disputar um novo mandato de senador e aceitou ser o primeiro suplente de Reinaldo Azambuja, dentro da articulação montada para manter unificado o grupo político que sustenta a reeleição de Riedel.

Com a desistência de Nelsinho, Capitão Contar permaneceu como o outro candidato ao Senado dentro do grupo governista. Mesmo assim, Puccinelli não transferiu o apoio que pretendia dar ao senador do PSD para o candidato do PL.

Relação?

Mesmo que sem confirmação pública de candidato por candidato, a ausência de Contar em algumas propagandas eleitorais pode estar relacionada à forte presença de Vander Loubet (PT) nos municípios do interior do estado, já que também concorre ao Senado e aparece logo atrás do nome do PL nas pesquisas, como reportou o Correio do Estado nesta semana.

O petista já conseguiu o apoio de mais de 40 prefeitos bolsonaristas que estavam alinhados à candidatura de Nelsinho antes de ele abrir mão da disputa para se tornar primeiro-suplente de Azambuja. O avanço ocorre justamente sobre uma das principais bases políticas construídas por Nelsinho durante os oito anos de mandato no Senado.

Após a mudança na chapa, Azambuja iniciou conversas com prefeitos ligados ao senador na tentativa de incorporá-los à sua campanha e também fortalecer o segundo candidato do PL ao Senado, o ex-deputado estadual Capitão Contar.

As articulações, entretanto, não têm impedido a migração de parte expressiva desses gestores para Vander, principalmente na definição do segundo voto ao Senado. Como Mato Grosso do Sul elegerá dois senadores neste ano, prefeitos ligados à base governista têm feito composições diferentes entre os candidatos.

O movimento já era previsto pelo próprio Vander em entrevista ao Correio do Estado no dia 4, logo após a confirmação da desistência de Nelsinho. Ele afirmou que a retirada do senador provocaria uma reconfiguração completa da disputa e poderia colocá-lo em posição privilegiada para conquistar o eleitorado que acompanhava o parlamentar do PSD.

“O Nelson é um democrata. No Senado, votava matérias com o governo quando entendia que eram importantes para o Estado. Isso permitiu que trouxesse muitos investimentos para Mato Grosso do Sul. Eu acredito que isso vai me ajudar bastante para dialogar com esse eleitorado”, declarou, revelando que já tinha recebido telefonemas de mais de 30 prefeitos.

Um dos casos que exemplificam essa movimentação é o do prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL). Mesmo pertencendo ao partido de Azambuja e Contar, Ferro anunciou que seus dois candidatos ao Senado serão Reinaldo Azambuja e Vander Loubet.

“Meu segundo apoio vai para Vander Loubet. Todo mundo sabe da minha proximidade com o Vander. Já fiz três campanhas para ele e, ao longo desses anos como prefeito, foi um grande companheiro que nós tivemos aqui na Câmara dos Deputados”, justificou.

Ferro afirmou que decidiu manter o apoio ao petista em reconhecimento à atuação do deputado em favor de Ivinhema. Para o primeiro voto, declarou apoio a Azambuja, a quem atribuiu uma atuação municipalista durante os oito anos em que comandou Mato Grosso do Sul. A mesma composição foi anunciada pelo prefeito de Glória de Dourados, Julio Buguelo (PSD).

Saiba

Neste sábado (29), é a vez de candidatos à Presidência da República e a deputado federal iniciarem suas campanhas nas rádios e TVs.

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FUNDO ELEITORAL

PL corta pela metade verba de candidatos em MS para reforçar campanha de Flávio

A decisão também vale para outros estados e só escaparam os deputados federais que buscarão a reeleição e candidatos ao Senado

29/08/2026 08h00

Flávio Bolsonaro receberá metade do recurso que seria destinado aos candidatos das proporcionais

Flávio Bolsonaro receberá metade do recurso que seria destinado aos candidatos das proporcionais Foto: Arquivo

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A executiva nacional do PL reduziu pela metade os recursos previstos para a maioria dos candidatos a deputados estaduais e federais em Mato Grosso do Sul e em outros estados. 

No caso sul-mato-grossense, o repasse, inicialmente estimado em R$ 1,4 milhão, ficará limitado a 
R$ 700 mil durante toda a campanha, salvo algumas exceções, conforme apuração do Correio do Estado.

O corte também atingiu o montante global reservado ao PL de MS, pois parte dos recursos economizados com as candidaturas proporcionais será direcionada à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e às disputas pelo Senado, outra prioridade da direção nacional da legenda.

A redução de 50% alcançará candidatos de outros estados, mas não será aplicada indistintamente a todas as campanhas do partido.

Parlamentares que tentarão a reeleição e nomes considerados mais competitivos receberão tratamento diferenciado. 

A direção nacional ainda não divulgou a relação das unidades da Federação e das candidaturas atingidas. Em MS, os deputados federais Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira serão exceções, pois os dois tentarão a reeleição e deverão receber R$ 3 milhões, cada um. A destinação dos valores foi confirmada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. 

O montante reservado individualmente a Pollon e a Rodolfo é mais de quatro vezes superior aos R$ 700 mil destinados à maioria dos candidatos, excluindo os nomes mais competitivos. 

A diferença mostra que o partido decidiu concentrar recursos em parlamentares com mandato e considerados mais competitivos para preservar sua bancada na Câmara dos Deputados.

Valdemar também confirmou que os candidatos do PL ao Senado receberão valores superiores aos destinados às candidaturas proporcionais. 

Os montantes não foram informados, mas a estratégia nacional da legenda é ampliar sua representação e sua influência na Casa a partir de 2027.

Em MS, o partido tem como candidatos ao Senado o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar. 

Os dois aparecem entre as principais apostas eleitorais do PL no Estado e deverão concentrar uma parcela significativa dos recursos reservados ao diretório regional.

A redistribuição ocorre apesar de o PL ter recebido a maior parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha nas eleições deste ano. 

A legenda dispõe de aproximadamente R$ 881,6 milhões dos recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas.

Pelos critérios internos definidos anteriormente, 70% do Fundo Eleitoral seriam distribuídos aos diretórios estaduais. 

Os 30% restantes, equivalentes a aproximadamente R$ 265 milhões, ficariam sob controle da direção nacional para financiar candidaturas consideradas prioritárias, entre elas a campanha de Flávio Bolsonaro e as disputas pelo Senado.

Mesmo com a maior fatia do Fundo Eleitoral, o PL enfrenta um aperto financeiro provocado pela quantidade de candidatos e de recursos prometidos.

Existe uma diferença estimada em R$ 80 milhões entre o dinheiro separado para as campanhas e as solicitações apresentadas pelos integrantes da legenda.O problema teria sido agravado pelo uso antecipado de recursos durante a pré-campanha. 

Aproximadamente R$ 120 milhões de uma reserva de R$ 150 milhões do Fundo Partidário teriam sido gastos antes do início oficial da corrida eleitoral. 

Depois do registro das candidaturas, postulantes passaram a cobrar os valores que haviam sido negociados para a campanha oficial.

Flávio Bolsonaro já recebeu R$ 42 milhões da direção nacional do PL, por meio de duas transferências de 
R$ 21 milhões, mas os dados mais recentes sobre o total já repassado pela sigla apresentam inconsistências nas prestações de contas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral.

Em Mato Grosso do Sul, o diretório estadual havia solicitado entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões à executiva nacional. 

A previsão, apresentada em julho por Reinaldo Azambuja, incluía o financiamento das campanhas dos dois candidatos ao Senado e das chapas de deputados federais e estaduais. O valor efetivamente aprovado não foi divulgado.

A diminuição das quantias inicialmente prometidas não é um problema exclusivo do PL. Relatos nacionais indicam que candidatos a deputado de diferentes partidos estão recebendo metade ou até um terço dos valores previstos no planejamento inicial.

Com o corte promovido pela direção nacional, os candidatos que receberão R$ 700 mil terão de reduzir despesas e reorganizar o planejamento para o restante da campanha. 

A concentração dos recursos também deverá ampliar a diferença financeira entre os atuais detentores de mandato e aqueles que tentam conquistar pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.

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