Política

CAMPO GRANDE

PSDB forma aliança com 5 partidos de olho no tempo de TV e do Fundão

Legenda já está fechada com Cidadania, PSD, PSB, Republicanos e Podemos, que têm R$ R$ 1,2 bilhão de fundo eleitoral

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De olho em mais tempo de propaganda eleitoral gratuita veiculada nas emissoras de rádio e televisão a partir do dia 16 de agosto e de mais recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o “Fundão Eleitoral”, o PSDB já formou alianças com Cidadania, PSD, PSB, Republicanos e Podemos para a eleição municipal do próximo dia 6 de outubro em Campo Grande (MS).

Dessa forma, a pré-candidatura do deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS) à prefeitura de Campo Grande ganhou envergadura e a consolidação dos apoios partidários levou ao aumento significativo da representação tucana na Câmara dos Vereadores, que passou de dois para sete vereadores com as filiações de Papy, Victor Rocha, Zé da Farmácia, William Maksoud e Silvio Pitu.

Além disso, com a aliança fechada com os cinco partidos, o PSDB eleva para 13 o número de vereadores na Casa de Leis de um total de 29 parlamentares em torno da pré-candidatura de Beto Pereira.

Entretanto, além do apoio político, as lideranças municipais dos tucanos focam também na propaganda eleitoral gratuita, que, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o tempo para cada partido, federação ou coligação será definido somente no mês de agosto.

Apesar disso, o PSDB já está se adiantando, afinal, quanto mais tempo para apresentar as propostas e mensagens das candidatas e dos candidatos é fundamental e decisivo em qualquer pleito.

Além disso, a mídia gratuita vai ao ar de segunda-feira a domingo, ou seja, nos sete dias da semana, quando as emissoras de rádio e de televisão devem reservar 70 minutos diários.

FUNDÃO ELEITORAL

Com o valor de R$ 4,9 bilhões aprovado e sancionado para o fundo eleitoral das eleições municipais deste ano, um montante cinco vezes maior do que o da última disputa, em 2020, o PSDB também mirou aumentar sua fatia, pois, juntas, as cinco legendas somam R$ 1.223.948.252,00, sendo que, somando com a parte dos tucanos - R$ 156.154.524 -, o montante sobe para R$ 1.380.102.776,00.

Obviamente que esse recurso não será todo distribuído apenas para Mato Grosso do Sul, pois as executivas nacionais dos seis partidos da coligação terão de fazer a partilha com as 27 Unidades da Federação, porém, ainda assim, a conta será bem maior do que projetava o PSDB para a campanha eleitoral.

Somente para o PSD, o Fundão destas eleições serão de R$ 427.063.073,00 enquanto para o Republicanos serão R$ 331.931.748,00 e para o Podemos outros R$ 249.501.801,00, sendo que o PSB contará com R$ 150.808.347,00 e o Cidadania com R$ 64.643.283,00.

REPERCUSSÃO

Presidente municipal do PSDB e pré-candidato a prefeito, Beto Pereira avaliou que toda a construção para a formação dessa aliança ocorreu tendo como base o projeto para Campo Grande, visando os melhores nomes para vereadores. Destaca a importância do trabalho conjunto e da liderança do ex-governador Reinaldo Azambuja nesse processo de fortalecimento do PSDB. 

“Boa parte deste trabalho se deve ao Reinaldo Azambuja. Se fosse para tocar esse projeto sozinho, a missão seria mais árdua. Reinaldo tocou como se fosse iniciar do zero o partido”, disse. 

Já o ex-governador e presidente estadual do PSDB, Reinaldo Azambuja, evidenciou a importância do trabalho de filiações que envolveu os 79 municípios.

“Foi um mês fazendo diversas filiações, trazendo pessoas que possam somar e multiplicar. Para as eleições municipais, o PSDB sai fortalecido e engrandecido”, falou.

Por sua vez, Beto realçou a necessidade de reconstruir a história de Campo Grande e da cidade voltar a ser protagonista.

“A gente já viu como uma cidade pujante, um berço de inovações e de políticas públicas. E hoje, a gente encontra mazelas em Campo Grande, que nós já havíamos abolido, da nossa história e das nossas vidas. Portanto, somente juntos podemos reconstruir a história dessa cidade e enxergo essa possibilidade”, disse.

Azambuja evidenciou que eleição só se ganha após resultado das urnas.

“Há muita gente querendo antecipar a eleição de 2026 para 2024. Essa eleição é municipal e nós vamos trabalhar nas eleições dos 79 municípios. Filiamos muita gente de todos os lugares, os últimos dias foi uma verdadeira maratona visitando diversos municípios. E o Beto vai precisar de todos em Campo Grande, uma mão amiga, para resolver de fato os problemas”, ressaltou.

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Postura

ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

Presidente embarca hoje para Nova York e vai discursar na terça-feira

20/09/2026 20h00

Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos (EUA), onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. 

Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Lula terá encontros bilaterais com outros chefes de Estado, que ainda não foram anunciados, além de se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos de Lula será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano.

A agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Na terça-feira (22) de manhã, o presidente terá encontro com Guterres e depois fará o discurso na Assembleia Geral. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia.

Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

Trump
O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.

Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em "química excelente" entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

Outras agendas
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a presidência pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.

A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.

Comitiva

Além dos ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta.

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

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