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PSDB marca data de filiação de mais 2 prefeitos e tem mais 3 "engatilhados"

Nos dias 23 e 24 de junho, ingressarão na sigla os gestores Lucio Roberto Calixto (Santa Rita do Pardo) e Juliano Ferro (Ivinhema)

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Após as filiações dos prefeitos de Miranda, Fábio Florença, de Tacuru, Rogério Torquetti, e de Iguatemi, Lídio Ledesma, em uma maratona que começou no dia 18 e terminou no dia 20, o presidente estadual do PSDB, Reinaldo Azambuja, já teria marcado as datas para o ingresso de mais dois gestores municipais no ninho tucano e “engatilhado” mais três no decorrer dos próximos meses.

Segundo apurou o Correio do Estado, assinarão as fichas de filiação ao PSDB de Mato Grosso do Sul, nos dias 23 e 24 de junho, os prefeitos de Santa Rita do Pardo, Lucio Roberto Calixto (Podemos), e de Ivinhema, Juliano Ferro (União Brasil), respectivamente.

Ainda na primeira data, em Santa Rita do Pardo, o ex-prefeito de Selvíria Jaime Soares Ferreira (PSD) também se juntará aos tucanos.

Além disso, conforme a reportagem conseguiu levantar, os próximos três prefeitos que vão engrossar as fileiras do partido são os de Paranaíba, Maycol Queiroz (PDT), Juti, Gilson Marcos da Cruz (PSD), e Bonito, Josmail Rodrigues (PSB).

Com isso, o total de gestores municipais filiados ao PSDB chegará a 45, representando mais de 50% dos 79 municípios sul-mato-grossenses.


 
A TOQUE DE CAIXA

No dia 16, o ex-governador Reinaldo Azambuja já tinha adiantado, em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, que o PSDB ganharia um reforço dos chefes do Executivo de Miranda, Fábio Florença, de Tacuru, Rogério Torquetti, e de Iguatemi, Lídio Ledesma.

Ainda, o presidente estadual do PSDB tinha dito que, em junho, mais quatro prefeitos engrossariam as fileiras do partido, porém, como a reportagem confirmou, o número acabou sendo maior, passando de quatro para cinco gestores municipais.

Além disso, o ninho tucano poderá ganhar novos prefeitos filiados até o fim deste ano. Entretanto, conforme a apuração do Correio do Estado, esses novos gestores públicos ainda estariam em tratativas para trocar ou não de legenda, sendo prudente que fiquem de fora do cálculo.

Proporcionalmente, o PSDB do Estado já é o maior do Brasil, com Eduardo Riedel como governador, três deputados federais, seis deputados estaduais, 40 prefeitos (sem contar os cinco que já estão com as malas prontas), 15 vice-prefeitos e 243 vereadores.

Ao Correio do Estado, Reinaldo Azambuja declarou que o partido não quer ser uma sigla isolada e, por isso, vai procurar dialogar com todas as legendas aliadas, citando o PP, o PSB, o Republicanos e o MDB, a fim de buscar uma ampla aliança onde for possível.

“Na política, temos de conversar com todo mundo e respeitar as questões locais. Onde der para compor, vamos fazer isso”, garantiu o presidente estadual do PSDB na última conversa com a reportagem.
O aumento do número de prefeitos filiados ao ninho tucano pode ajudar a campanha eleitoral do partido nas eleições municipais do próximo ano.

Outro fator importante é contribuir para que a legenda mantenha a hegemonia como a sigla estadual com o maior número de prefeitos filiados a ela em Mato Grosso do Sul, bem à frente do segundo colocado, que, por enquanto, ainda é o PP, aliado do partido tucano desde o pleito do ano passado.

SAIBA

Prefeitos filiados ao PSDB em MS: Edinaldo Bandeira (Amambai), Nildo Alves (Anastácio), Edson Takazono (Anaurilândia), Odilon Ribeiro (Aquidauana), Alexandre Garcia (Aral Moreira), Germino Roz (Batayporã), Reinaldo Benites (Bela Vista), Kazuto Horii (Bodoquena), André Nezzi (Caarapó), Neco Pagliosa (Caracol), Valdecy Costa (Cassilândia), João Krug (Chapadão do Sul), Marcela Lopes (Corguinho), Marcelo Iunes (Corumbá), Jean Fogaça (Douradina), Jair Scapini (Guia Lopes da Laguna), Juvenal Consolaro (Figueirão), Lídio Ledesma (Iguatemi), Marcos Pacco (Itaporá), Paulo Franjotti (Japorã), Edson Nogueira (Jaraguari), Eraldo Leite (Jateí), Marcos Calderan (Maracaju), Fábio Florença (Miranda), Valdomiro Sobrinho (Mundo Novo), Rhaiza Matos (Naviraí), Valdir Junior (Nioaque), Guga (Novo Horizonte do Sul), Eduardo Campos (Ponta Porã), Nelson Cintra (Porto Murtinho), Cleidimar Camargo (Rio Negro), Francisco de Paula (Rochedo), Jeferson Tomazoni (São Gabriel do Oeste), José Fernando (Selvíria), Francisco Piroli (Sete Quedas), Rogério Torquetti (Tacuru), Clóvis do Banco (Taquarussu), Henrique Wancura Budke (Terenos), Angelo Guerreiro (Três Lagoas) e Marcos Benedetti (Vicentina).

Força-tarefa

Após temporal, Campo Grande vai ao Planalto em busca de ajuda federal

Reunião articulada por Vander Loubet será realizada na terça-feira (15) e deve reunir Prefeitura, Estado e Câmara para apresentar os prejuízos e buscar recursos para a recuperação da Capital.

11/09/2026 19h38

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

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Os estragos deixados pelo forte temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10) serão levados ao Palácio do Planalto na próxima semana. O deputado federal e pré-candidato ao Senado Vander Loubet (PT-MS) articulou uma reunião com o Governo Federal para apresentar a dimensão dos prejuízos e buscar apoio da União para a recuperação da Capital.

A agenda está marcada para a próxima terça-feira (15), às 10h, em Brasília, com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães.

Vander convidou a prefeita Adriane Lopes, que já confirmou presença, o governador Eduardo Riedel e um representante da Câmara Municipal de Campo Grande. A intenção é reunir diferentes esferas do poder público em torno das medidas necessárias para enfrentar os prejuízos deixados pela tempestade.

A reunião foi marcada para terça-feira justamente para que as equipes responsáveis tenham tempo de concluir o levantamento dos danos e dimensionar o tamanho da conta deixada pelo temporal.

Esses dados deverão subsidiar tanto os pedidos de apoio que serão apresentados ao Governo Federal quanto a análise de um eventual decreto de calamidade pública, a depender da extensão dos prejuízos identificados pelo Município.

“Agora é hora de unir forças e buscar respostas rápidas para Campo Grande”, afirmou Vander.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.Deputado federal Vander Loubet articulou reunião no Palácio do Planalto para discutir apoio federal a Campo Grande após temporal. Foto: Arquivo.

Temporal deixou rastro de destruição

A mobilização por recursos federais ocorre após uma tempestade que, em poucos minutos, mudou o cenário de diferentes regiões de Campo Grande.

O temporal começou por volta das 17h30 de quinta-feira e teve seu período mais intenso concentrado em aproximadamente 20 a 30 minutos.

Apesar da curta duração, a combinação de chuva forte, ventania e grande quantidade de raios foi suficiente para derrubar árvores, atingir a rede de energia, danificar imóveis e estruturas e bloquear vias.

As rajadas de vento chegaram a quase 84 quilômetros por hora. Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, em apenas 36 minutos foram contabilizados 3.095 raios sobre Campo Grande, número que ajuda a dimensionar a força da tempestade.

A intensidade da ventania ficou registrada em vídeos feitos por moradores. Durante os momentos mais fortes, a chuva era praticamente carregada horizontalmente pelo vento e a visibilidade caiu consideravelmente em algumas ruas.

Pouco depois do início da tempestade, começaram a surgir os primeiros registros de árvores e galhos espalhados pelas vias.

Árvores de grande porte foram arrancadas ou tiveram partes da estrutura quebradas, algumas delas ficando atravessadas sobre ruas e impedindo a passagem de veículos.

A queda de árvores também atingiu a infraestrutura elétrica. Postes, cabos e outros componentes da rede foram danificados, provocando interrupções no fornecimento de energia em diferentes pontos da Capital.

Os estragos atingiram também imóveis particulares. Em uma das ocorrências registradas após a tempestade, um muro não resistiu à força do vento e desabou sobre um Volkswagen Fox que estava estacionado na esquina das ruas Antônio Corrêa e Fernando Corrêa.

Telhados e estruturas mais leves também foram atingidos pela ventania, enquanto ruas ficaram tomadas por galhos, folhas e outros materiais carregados pelo vento.

Esplanada Ferroviária também foi atingida

Na região central, a força da tempestade deixou marcas na Esplanada Ferroviária, uma das áreas históricas de Campo Grande.

Imagens feitas logo depois do temporal mostraram uma estrutura metálica retorcida e derrubada pela força do vento, com partes espalhadas pela área. A chuva ainda caía quando os danos foram registrados.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.Cobertura da Esplanada Ferroviária foi arrancada pela força do temporal e ficou espalhada pela Avenida Calógeras, em Campo Grande. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Árvores também caíram na região e houve ocorrências envolvendo a rede elétrica, ampliando o risco para quem circulava pelo local após a tempestade.

O cenário encontrado na Esplanada se repetiu, em diferentes proporções, por vários pontos da cidade: árvores no chão, vias parcialmente bloqueadas, estruturas danificadas e equipes mobilizadas para liberar ruas e reduzir os riscos à população.

A tempestade também expôs problemas em equipamentos públicos. Na UPA Universitário, pacientes registraram momentos de apreensão durante a chuva após parte da estrutura do teto apresentar problemas em meio ao temporal. As imagens mostraram água entrando na unidade e usuários assustados com a situação.

Os danos espalhados pela Capital fizeram com que os trabalhos avançassem pela noite de quinta-feira e continuassem nesta sexta-feira (11), principalmente para retirada de árvores, liberação de vias e recuperação da rede elétrica.

Quase 24 horas sem energia

Para parte dos moradores, os efeitos do temporal continuaram mesmo depois de o céu abrir. Nesta sexta-feira, famílias de diferentes regiões de Campo Grande ainda relatavam falta de energia, em alguns casos se aproximando de 24 horas desde a passagem da tempestade.

Entre os bairros e regiões com relatos de consumidores ainda afetados estavam Vila Olinda, Jardim São Bento, Itanhangá Park, Jardim Monte Líbano, Residencial Maria Aparecida Pedrossian, Vila Carlota, Oliveira e União.

Logo após o temporal também houve registros de interrupção em regiões como Amambaí, Piratininga, Guanandi, Centro, Vila Margarida, Jardim Veraneio, Vivendas do Bosque e José Abrão.

A demora no restabelecimento provocou uma série de transtornos dentro das residências. Sem eletricidade, moradores passaram a improvisar para carregar celulares, conservar alimentos e manter atividades básicas da rotina.

Em alguns imóveis, a falta de energia também afetou o funcionamento de bombas utilizadas no abastecimento de água.

A Energisa informou que, até as 5h30 desta sexta-feira, havia restabelecido o fornecimento para 77% dos clientes atingidos pelo temporal. Diante do volume de ocorrências, equipes foram reforçadas e profissionais de outros estados mobilizados para auxiliar nos reparos.

O trabalho envolve situações que exigem intervenções mais complexas, principalmente nos locais onde árvores atingiram diretamente postes, transformadores e cabos da rede.

Por isso, mesmo 24 horas após a tempestade, os reflexos ainda eram sentidos por moradores de diferentes regiões da Capital.

Conta dos prejuízos ainda está sendo calculada

É justamente esse conjunto de danos que deverá compor o levantamento a ser apresentado em Brasília. Até terça-feira, Prefeitura e demais órgãos envolvidos deverão avançar na contabilização dos prejuízos causados à infraestrutura pública e identificar as áreas que precisarão de intervenções para recuperação.

Além dos danos visíveis em árvores, ruas, imóveis e rede elétrica, o levantamento poderá apontar custos relacionados à limpeza da cidade, recuperação de equipamentos públicos, retirada de estruturas comprometidas e demais serviços emergenciais realizados depois da tempestade.

Com os números em mãos, a comitiva pretende apresentar ao Governo Federal as necessidades consideradas mais urgentes e discutir de que maneira a União poderá participar da recuperação de Campo Grande.

Os dados também deverão pesar na análise sobre a necessidade de um eventual decreto de calamidade pública, medida que depende da avaliação da extensão dos danos e da capacidade do poder público local de responder aos prejuízos.

“Campo Grande vive um momento difícil e precisa de união. Nosso papel é abrir os caminhos em Brasília, levar a dimensão dos prejuízos ao Governo Federal e trabalhar para que o apoio chegue o mais rápido possível às pessoas. É hora de cuidar da nossa cidade”, concluiu Vander.

A reunião no Planalto, portanto, acontecerá quatro dias depois de uma tempestade que durou poucos minutos em sua fase mais intensa, mas deixou consequências que ainda eram enfrentadas pelos campo-grandenses nesta sexta-feira. O tamanho financeiro desses estragos é justamente o próximo número que a Capital terá de descobrir.

Advocacia pública

Adriano Arrias de Lima é reeleito presidente da Aprems

Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul reelege procurador para comandar entidade no triênio 2026-2029

11/09/2026 19h29

Diretoria da Aprems eleita para o próximo triênio

Diretoria da Aprems eleita para o próximo triênio Eduardo Miranda

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O procurador do Estado Adriano Aparecido Arrias de Lima foi reeleito presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul (Aprems) para o triênio 2026-2029. A chapa Aprems Unida foi eleita na tarde desta sexta-feira (11), durante votação realizada na sede da entidade, em Campo Grande.

Adriano seguirá à frente da associação ao lado do procurador Wagner Moreira Garcia, que permanece na vice-presidência. A nova diretoria também será formada por José Wilson Costa Ramos Júnior, como secretário; Neusa Miranda e Silva, como diretora tesoureira; Norton Riffel Camatte, como diretor de Prerrogativas; Bruno César dos Santos Pereira, como diretor de Comunicação; Henri Dhouglas Ramalho, como diretor de Acompanhamento Legislativo; Maria Fernanda Carli de Freitas, como diretora Administrativa; e Ludmila dos Santos Russi, como diretora Social e Cultural.

Após a eleição, o presidente da Aprems agradeceu o apoio recebido dos procuradores do Estado e destacou o trabalho desenvolvido pela diretoria nos últimos dois anos. Segundo Adriano, a continuidade à frente da entidade representa também um compromisso de buscar novos avanços para a carreira.

“Nos últimos dois anos, todos os diretores se empenharam muito para que a carreira pudesse receber sempre o melhor, e este voto de confiança que recebemos é também recebido como um compromisso. A gente vai continuar se doando ao máximo para que a gente possa conseguir cada vez mais avanços e direitos para os procuradores”, afirmou.

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