Política

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PSDB pode expulsar ‘traidores’

PSDB pode expulsar ‘traidores’

Jéssica Benitez

23/05/2014 - 07h28
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O PSDB poderá decidir, na segunda-feira (26), pela expulsão dos prefeitos traidores que anunciaram apoio à pré-candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT) ao governo estadual. O senador Ruben Figueiró sugeriu ao presidente regional do partido, deputado estadual Márcio Monteiro, punição severa para os tucanos que quebrarem “a disciplina partidária com o gesto de apoio ostensivo ao candidato adversário ao governo”. O pré-candidato a governador, deputado federal Reinaldo Azambuja, prefere contar com correligionários fiéis a traidores na campanha eleitoral. Mas não tem a intenção de pedir a expulsão de ninguém. Ele deixará esta incumbência para qualquer filiado tomar a iniciativa.

Até o momento, os prefeitos de Anastácio, Douglas Figueiredo (presidente da Associação dos Municípios - Assomasul), e de Iguatemi, José Roberto Arcoverde, declararam apoio a Delcídio, mesmo diante da terceira via representada por Azambuja. Além disso, os vice-prefeitos de Marcelo Ascoli, de Sidrolândia, e Horácio Junior, de Caracol, também não serão fiéis ao partido para ficar com Delcídio.

“Esses prefeitos tiveram apoio do PSDB em todas as ocasiões. O Douglas só virou prefeito graças à articulação que fizemos com o saudoso Cláudio Valério (ex-prefeito de Anastácio). Com o Zé Roberto foi a mesma coisa”, lembrou Azambuja.

Para ele, os que não desejam auxiliar o PSDB durante o pleito para dar suporte aos adversários deveriam pedir para deixar a legenda, desta forma não seria necessário tomar decisões drásticas. “Eles deveriam pedir para sair do partido, para o partido não ter que tomar uma atitude mais radical. Quanto à penalidade, não vou dizer por mim, as decisões devem ser do diretório. Vamos nos reunir e isso com certeza vai entrar em pauta. Qualquer correligionário pode pedir (a expulsão) ao conselho de ética, isso é quebra partidária”, explicou Azambuja.

A medida seria tomada por decisão liminar da Executiva e depois submetida à análise do conselho de ética do PSDB. “O afastamento imediato seria uma satisfação à opinião pública e aos companheiros que se mantêm fiéis à legenda”, disse o senador Ruben Figueiró.

OPINIÃO
O presidente regional do PSD, ex-senador Antonio João Hugo Rodrigues, possível aliado do PSDB nas próximas eleições, ressaltou que em seu partido esse gesto seria inaceitável, pois existe resolução da direção nacional de excluir infieis, de acordo com a lei de infidelidade partidária. “Eu só posso dizer que o PSD tem uma resolução da direção nacional que se alguém apoiar um candidato que não seja do partido é excluído, dentro da lei de fidelidade. Está liquidado, se eu souber disso antes não passa nem na comissão. E se souber depois eu instalo processo e excluo”, alertou. O dirigente pretende conversar com o tucano nos próximos dias.  

Eleições 2026

A uma semana do 2º turno, quem não votou pode voltar às urnas

Em MS 483,2 mil eleitores faltaram no primeiro turno; ausência não impede nova votação, mas precisa ser justificada até 3 de dezembro

16/10/2026 16h03

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Quem não votou no primeiro turno das Eleições 2026 poderá votar normalmente no segundo turno, marcado para 25 de outubro, mesmo que ainda não tenha justificado a ausência. Em Mato Grosso do Sul, 483.210 eleitores não compareceram às urnas em 4 de outubro, o equivalente a 23,87% do eleitorado, conforme dados publicados pelo Correio do Estado, apoiado nos números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ausência na primeira etapa não impede a participação na próxima votação, desde que o título eleitoral esteja regular, sem suspensão ou cancelamento. A regra é do TSE, que considera cada turno uma eleição independente.

No segundo turno, os eleitores de todo o país voltam às urnas para escolher o presidente da República. Em Mato Grosso do Sul, a disputa pelo Governo do Estado foi definida no primeiro turno, com a reeleição de Eduardo Riedel. Por isso, a votação de 25 de outubro no Estado será destinada à escolha entre os dois candidatos à Presidência que avançaram para a etapa final.

Prazo

Quem faltou no primeiro turno e não justificou a ausência no dia da votação tem até 3 de dezembro de 2026 para regularizar a situação. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

Pela internet ou pelo aplicativo, o eleitor deve preencher as informações solicitadas e apresentar documentação que comprove o motivo da ausência. O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral.

É importante lembrar que votar no segundo turno não elimina a necessidade de justificar a falta no primeiro. Cada ausência deve ser regularizada separadamente.

Quem também deixar de votar em 25 de outubro terá até 8 de janeiro de 2027 para justificar a ausência referente ao segundo turno.

De acordo com o TSE, quem não justificar a ausência dentro do prazo ou tiver o pedido rejeitado poderá pagar multa de R$ 3,51 por turno.

A falta de votação, justificativa e pagamento das multas pode gerar pendências eleitorais. Em caso de três eleições consecutivas sem votar, justificar ou quitar os débitos, contando cada turno como uma eleição, o título poderá ser cancelado, conforme as regras eleitorais.

 

Fiscalização

Novas regras do TSE fecham o cerco contra pesquisas fajutas

As novas funcionalidades do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais são obrigatórias desde o dia 5 e exigem dos institutos mais detalhamentos

16/10/2026 08h00

O TSE atualizou o PesqEle, que passou a exigir mais detalhes sobre metodologia, perfil dos entrevistados e coleta de dados

O TSE atualizou o PesqEle, que passou a exigir mais detalhes sobre metodologia, perfil dos entrevistados e coleta de dados Foto: Arquivo

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A partir de agora, os institutos que realizam pesquisas eleitorais são obrigados a detalhar a metodologia, o perfil dos entrevistados e a execução da coleta de dados nos registros apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar a transparência e permitir a conferência dos levantamentos.

As novas funcionalidades do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) padronizam e detalham informações já previstas na regulamentação, sem criar novas obrigações legais.

O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, afirma que o instituto já adota os procedimentos de transparência e controle exigidos pela Justiça Eleitoral. 

“As práticas estão alinhadas às boas práticas defendidas pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa [Abep]”, pontuou.

Para ele, o maior detalhamento das informações amplia as condições de fiscalização dos levantamentos e dificulta a divulgação de resultados sem respaldo técnico.

A avaliação é compartilhada pelo presidente do Conselho Regional de Estatística da 1ª Região (Conre-1), Alexandre Vasconcelos Lima, cuja área de atuação inclui Mato Grosso do Sul.

Segundo ele, as mudanças permitem confrontar o planejamento das pesquisas com o trabalho efetivamente realizado pelos institutos. “O eleitor ganha a possibilidade de que a pesquisa seja conferida e não apenas acreditada”, afirmou.

DETALHAMENTO 

A regulamentação das pesquisas está reunida na Resolução nº 23.600/2019, alterada pela Resolução nº 23.747, aprovada no dia 26 de fevereiro e publicada no dia 4 de março. As regras preveem o detalhamento da amostra final e o envio do relatório completo dos resultados.

Quando a metodologia não permitir identificar as entrevistas por setor censitário, o instituto deve apresentar justificativa técnica, com indicação da unidade territorial usada e controles aplicados.

No sistema atualizado, os institutos devem esclarecer, entre outros pontos, a população representada, o planejamento da amostra, a forma de acesso aos entrevistados, a ordem das perguntas e o eventual uso de áudios, vídeos ou imagens.

Na complementação do registro, devem informar dados efetivos da coleta, como horários das entrevistas, recusas, substituições, ponderação das respostas e limitações metodológicas.

Conforme Lima, esse conjunto de informações ajuda a verificar se a distribuição das entrevistas corresponde ao planejamento e se o perfil das pessoas ouvidas representa adequadamente a população pesquisada.

O presidente do Conre-1 ressalta que o benefício ao eleitor depende do exame dos documentos. “A transparência só protege o eleitor se alguém efetivamente examinar esses documentos. A fiscalização técnica, inclusive por estatísticos, continua indispensável”, disse.

Ao avaliar as alterações normativas aprovadas em fevereiro, Lima considera que houve antecedência formal suficiente para a preparação dos institutos. Na prática, entretanto, afirma que a adaptação foi desigual.

Ele também afirma que registros desta eleição apresentam metodologias reproduzidas de um levantamento para outro, preenchimento com textos padronizados e justificativas genéricas.

Outro ponto destacado pelo presidente do conselho é o cuidado com a aplicação dos questionários. Lima ressalta que a apresentação de fotografias, vídeos, jingles ou discursos pode fazer com que a resposta reflita também a reação ao material exibido. Até a ordem das perguntas pode interferir no resultado.
 

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