Política

PLEITO 2024

PT de Lula é 'preferido' pelo eleitorado campo-grandense; PL, de Bolsonaro, o segundo

Ipems indica que 13,71% dos entrevistados apontaram como predileto deles o Partido dos Trabalhadores; já 5.11% estimam mais o Partido Liberal

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O mais recente levantamento do Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul, o Ipems, apurado entre os dias 18 e 19 deste mês, sinalizou que o Partido dos Trabalhadores, do presidente Lula, é a legenda política "de preferência" dos eleitores de Campo Grande.

Na esteira do favoritismo petista, diz o estudo do Ipems, desponta o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Seguindo a pesquisa em questão, a preferência pelo PT alcançou 13,71 por cento. E a simpatia pelo PL, menos da metade que isso: 5,11%.

Embora a liderança do PT entre o eleitorado de Campo Grande, a grande maioria, 76,80%, quando questionado "qual é o partido político de sua preferência?", assim respondeu: "não sabe", ou, simplesmente, deixaram de responder.

A pesquisa quantitativa do Ipems, que expressa-se na realização de entrevistas pessoais, com aplicação de questionário estruturado, junto a uma amostra representativa do eleitorado em estudo, ouviu 400 pessoas.

O estudo que apontou o PT nas cabeças, levou em conta o "favoritismo" das siglas partidárias a partir da opinião dos eleitores pesquisados nas sete regiões da capital sul-mato-grossente.

O PT, conforme o Ipems, derrotou o PL em todos os lugares investigados pelos pesquisadores.
Exemplo: na região urbana, que é a parte central da cidade, o PT obteve 8,77% da preferência do eleitorado. E o PL, 2,19%. Ou seja, a performance petista, ao menos no centro, supera em quase quatro vezes os liberais.

Note aqui outra região que evidencia o triunfo petista sobre os Partido Liberal. Na região urbana conhecida como do Lagoa, o PT conquistou a preferência 16,26% da empatia dos leitores pesquisados. Já o PL, apenas 2%.

Do Lagoa é a região que integra bairros e vilas como Bandeirantes, Taveirópolis, Caiçara, União, Leblon, Tijuca, Coophaviula e Caiobá.

Habitam essa região, situada em 11 grandes bairros, em torno de 115 mil habitantes, segundo cálculos da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Campo Grande), a Planurb.

Outra grande região em que, segundo a pesquisa, o PT reina entre o eleitorado campo-grandense, é a do Anhanduizinho, onde moram em torno de 190 mil pessoas. Campo Grande tem 897 mil habitantes, segundo último levando do IBGE, anunciado neste ano.

Nessa parte da cidade, a do Anhanduizinho, que abriga bairros como Aero Rancho, Guanandi e bairros Universitário, Alves Pereira e Centenário, o PT obteve 20,42% da preferência do eleitorado. Já o PL, 7,52%.
Ainda de acordo com a pesquisa, depois do PT e PL, surgem como os preferidos do eleitorado campo-grandense, o MDB (2,04%) e o PSDB (1,61%).

DISPUTA PELA PREFEITURA

Restando pouco mais de 1 ano para o início da campanha para prefeito de Campo Grande [outubro de 2024], o cenário da disputa entre os pré-candidatos às eleições de 2024 é de empate técnico. É o que aponta a pesquisa do Ipems/Correio do Estado. 

A prefeita Adriane Lopes (PP), candidata natural à reeleição, aparece em primeiro lugar na disputa, com 26,17% das intenções de voto no cenário consultado pelo instituto.

Logo na sequência está o deputado estadual Zeca do PT, com 25,34% das intenções de voto, segundo a pesquisa. Ainda empatado tecnicamente com os dois primeiros aparece o deputado federal Beto Pereira (PSDB), com 18,44% das intenções. Marcos Pollon (PL), tem 9,18% das intenções. 

No cenário verificado pelo Ipems, os indecisos representam 20,22%. Conforme o presidente do instituto, Lauredi Sandim, o grande volume se dá em virtude de alguns fatores, como a distância para o pleito e o fato de alguns dos pré-candidatos não serem muito conhecidos pelo grande público. (colaborou: Eduardo Miranda}
 

 

eleições 2026

Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro

Seguradoras alertam sobre mudanças no veículo durante campanhas

10/08/2026 14h30

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

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Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha nas eleições 2026 devem informar previamente a seguradora para evitar problemas em caso de sinistro. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, Keila Farias, a adesivação com material eleitoral e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados pelas seguradoras como aumento de risco, devido à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos.

A FenSeg acrescenta que mudanças no perfil de uso do veículo sem atualização da apólice podem resultar em recusa de indenização por roubo, furto ou colisão.

As seguradoras argumentam que a utilização do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou atividades de apoio altera as condições avaliadas quando o contrato foi firmado.

A entidade também destaca que danos a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não estão cobertos pelos seguros convencionais. Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam estar entre as exclusões previstas nos contratos.

Como evitar a perda da cobertura

  • Informar a seguradora antes de adesivar o veículo
  • Comunicar qualquer mudança na utilização do carro durante a campanha eleitoral
  • Consultar o corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos
  • Solicitar um endosso para registrar formalmente a alteração na apólice, quando necessário
  • Verificar se o envelopamento exige atualização do registro do veículo junto ao Detran
  • Conferir quais danos e situações estão excluídos da cobertura contratada

COSTURA POLÍTICA

Secretário diz que acordo entre Azambuja e Nelsinho pode redesenhar disputa de 2028

Walter Carneiro Jr. reforça que aliança não é apenas eleitoral e vê condições para grupo permanecer unido no próximo pleito

10/08/2026 07h35

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado Foto: Reprodução

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O acordo político que colocou o senador Nelsinho Trad (PSD) como primeiro-suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na disputa pelo Senado pode ultrapassar as eleições deste ano e influenciar diretamente a formação das alianças para o pleito municipal de 2028.

A avaliação é do secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, completando que a composição entre o ex-governador e o senador não deve ser vista apenas como uma solução para acomodar as forças políticas que integram a base do governador Eduardo Riedel (PP) na eleição deste ano, mas como parte de uma aliança com potencial para permanecer unida nos próximos pleitos.

"Esse time político não se uniu agora, há muito tempo já caminham juntos. O que está sendo construído é algo maior do que uma composição eleitoral pontual", afirmou ao Correio do Estado.

A declaração ganha peso diante do novo desenho político estabelecido após Nelsinho desistir da tentativa de reeleição ao Senado e aceitar ocupar a primeira-suplência de Azambuja.

A movimentação aproximou ainda mais duas das principais forças políticas da base governista e abriu espaço para que o entendimento firmado neste ano seja reproduzido nas eleições seguintes.

Walter Carneiro Jr. não confirmou, porém, nenhum acordo envolvendo nomes ou candidaturas para 2028. Segundo o secretário, a composição atual cria condições políticas para a continuidade da aliança, mas eventuais definições sobre a próxima eleição deverão ocorrer mais adiante.

"Vejo esse entendimento como um gesto de maturidade política. Reinaldo e Nelsinho estão demonstrando que é possível colocar o projeto de Estado acima das disputas individuais", declarou.

Para Carneiro Jr., a união de lideranças com experiência e presença política permite construir uma base que pode se consolidar ao longo do tempo e alcançar futuras eleições.

Além da perspectiva de continuidade da aliança, ele revelou que um dos principais fatores que pesou na desistência de Nelsinho foi um obstáculo jurídico envolvendo a candidatura à reeleição pelo PSD e a permanência do partido na coligação encabeçada por Riedel.

"O governador validou uma decisão tomada pelos nove partidos que fazem parte da nossa coligação, foi uma decisão colegiada apresentada pelos presidentes de partido. Uma decisão de cunho muito pessoal do senador Nelsinho, que enxergou um cenário muito difícil quando foi colocado que, juridicamente, ele não teria como disputar a reeleição pelo PSD coligado com a chapa encabeçada pelo governador Eduardo [Riedel]. Talvez esse tenha sido o maior entrave", explicou.

Walter Carneiro Jr. classificou a decisão de Nelsinho como um "ato de grandeza", por abrir mão de um projeto individual em favor da manutenção da unidade política.

A nova composição também amplia o espaço de Azambuja na campanha pela reeleição de Riedel. O secretário não chegou a apontar formalmente o ex-governador como coordenador político da campanha, mas deixou claro que ele terá posição estratégica.

"Ele já é o nome escolhido da nossa coligação para representar Mato Grosso do Sul no Senado. Trata-se de uma liderança política consolidada, com ampla experiência administrativa e reconhecida capacidade de diálogo e articulação", afirmou.

Na avaliação de Carneiro Jr., caso seja eleito, Azambuja também poderá desempenhar papel importante na articulação da bancada federal do Estado.

Ele afirmou ainda que os nove partidos reunidos em torno de Riedel caminharão com um único candidato à Presidência da República. "Em Mato Grosso do Sul, a realidade política é diferente, nossa base política de centro-direita está unida e caminhará de forma coesa. Teremos um único candidato à Presidência da República, que é o Flávio Bolsonaro [PL]", declarou.

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