Política

SEGUNDO TURNO PRESIDENCIAL

PT de MS exclui Delcídio da coordenação de campanha

PT de MS exclui Delcídio da coordenação de campanha

Lidiane Kober

08/10/2010 - 00h00
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O PT excluiu o senador Delcídio do Amaral da coordenação-geral da campanha de Dilma Rousseff em Mato Grosso do Sul e indicou o ex-governador José Orcírio dos Santos, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) e o senador Valter Pereira (PMDB). A definição ocorreu na noite de quarta-feira (6) em plenária, realizada na Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). No encontro, Orcírio voltou a reclamar da falta de empenho de correligionários na disputa pelo governo e na candidatura de Dilma na sucessão presidencial.

Segundo Dagoberto, a escolha dos coordenadores levou em conta a proximidade com a presidenciável. “Esse é o time do pessoal mais ligado a Dilma”, assegurou. Ele ainda defendeu, porém, a adesão de Delcídio, do governador André Puccinelli (PMDB) e do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) na campanha. “Precisamos de todo mundo para dar a Dilma a vitória em Mato Grosso do Sul”, frisou. “Isso será muito importante, pois demonstrará o reconhecimento do Estado por tudo que o governo do presidente Lula fez”, completou.

Um dia depois do primeiro turno das eleições, Puccinelli reiterou apoio a José Serra (PSDB). Ontem, no entanto, foi mais cauteloso e informou que irá tomar a decisão em conjunto com o partido. Já Nelsinho foi na contramão do PMDB de Mato Grosso do Sul ao declarar apoio à petista. “A única coisa que o prefeito de Campo Grande fez foi dizer que apoiava a Dilma, mas não vi ele nas ruas e nem na TV pedindo votos para ela”, disse Dagoberto.

Sobre a ausência de Delcídio na coordenação-geral da campanha de Dilma, o deputado estadual Paulo Duarte destacou que isso não significa a exclusão do senador da campanha da presidenciável. “Cada um (Orcírio e Delcídio) tem sua equipe. Temos que deixar de hipocrisia pensando ser possível os dois coordenarem juntos a campanha. Todo mundo sabe das diferenças deles”, defendeu.

Horas antes da plenária de anteontem, Delcídio, que não participou do encontro, informou, com base em reunião realizada pelo presidente Lula com senadores, governadores eleitos do PT e líderes de partidos aliados, ter ficado definido que a campanha nos estados seria dirigida pelos majoritários eleitos. Por isso, possivelmente, em Mato Grosso do Sul, ele coordenaria a campanha de Dilma.

Segundo Orcírio, “o PT não aceita Delcídio no comando da campanha de Dilma”. Ele atribuiu a decisão à falta de empenho do senador na campanha. “O PT de MS exige maior comprometimento e não vai admitir lideranças fazendo jogo
duplo como ocorreu no primeiro turno, onde esconderam até nossa candidata a presidente de programas eleitorais e na rua ”, declarou.

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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