O PT excluiu o senador Delcídio do Amaral da coordenação-geral da campanha de Dilma Rousseff em Mato Grosso do Sul e indicou o ex-governador José Orcírio dos Santos, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) e o senador Valter Pereira (PMDB). A definição ocorreu na noite de quarta-feira (6) em plenária, realizada na Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). No encontro, Orcírio voltou a reclamar da falta de empenho de correligionários na disputa pelo governo e na candidatura de Dilma na sucessão presidencial.
Segundo Dagoberto, a escolha dos coordenadores levou em conta a proximidade com a presidenciável. “Esse é o time do pessoal mais ligado a Dilma”, assegurou. Ele ainda defendeu, porém, a adesão de Delcídio, do governador André Puccinelli (PMDB) e do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) na campanha. “Precisamos de todo mundo para dar a Dilma a vitória em Mato Grosso do Sul”, frisou. “Isso será muito importante, pois demonstrará o reconhecimento do Estado por tudo que o governo do presidente Lula fez”, completou.
Um dia depois do primeiro turno das eleições, Puccinelli reiterou apoio a José Serra (PSDB). Ontem, no entanto, foi mais cauteloso e informou que irá tomar a decisão em conjunto com o partido. Já Nelsinho foi na contramão do PMDB de Mato Grosso do Sul ao declarar apoio à petista. “A única coisa que o prefeito de Campo Grande fez foi dizer que apoiava a Dilma, mas não vi ele nas ruas e nem na TV pedindo votos para ela”, disse Dagoberto.
Sobre a ausência de Delcídio na coordenação-geral da campanha de Dilma, o deputado estadual Paulo Duarte destacou que isso não significa a exclusão do senador da campanha da presidenciável. “Cada um (Orcírio e Delcídio) tem sua equipe. Temos que deixar de hipocrisia pensando ser possível os dois coordenarem juntos a campanha. Todo mundo sabe das diferenças deles”, defendeu.
Horas antes da plenária de anteontem, Delcídio, que não participou do encontro, informou, com base em reunião realizada pelo presidente Lula com senadores, governadores eleitos do PT e líderes de partidos aliados, ter ficado definido que a campanha nos estados seria dirigida pelos majoritários eleitos. Por isso, possivelmente, em Mato Grosso do Sul, ele coordenaria a campanha de Dilma.
Segundo Orcírio, “o PT não aceita Delcídio no comando da campanha de Dilma”. Ele atribuiu a decisão à falta de empenho do senador na campanha. “O PT de MS exige maior comprometimento e não vai admitir lideranças fazendo jogo
duplo como ocorreu no primeiro turno, onde esconderam até nossa candidata a presidente de programas eleitorais e na rua ”, declarou.



