Política

ELEIÇÕES 2026

PT vê visita de Lula fortalecer suas bases e campanha eleitoral no Estado

Lideranças petistas afirmam que visita do presidente reaproximou o partido dos quilombolas, indígenas e trabalhadores rurais

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A passagem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por Três Lagoas e Ponta Porã teria deixado um saldo político considerado positivo pelas lideranças do PT em Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado falou com o presidente estadual do PT, deputado federal Vander Loubet, pré-candidato a senador, e com o ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato a governador, e eles avaliaram que a visita fortaleceu o projeto eleitoral para as eleições deste ano.

Além disso, conforme ambos, a presença de Lula também serviu para aproximar novamente o partido de suas bases históricas, como os quilombolas, trabalhadores rurais e povos indígenas, bem como ampliou o diálogo com o setor do agronegócio.

Na estratégia petista, a presença de Lula será utilizada como um dos principais ativos da pré-campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul, sendo que a avaliação é de que a agenda presidencial reuniu entregas concretas para diferentes segmentos da sociedade e reforçou a imagem do governo federal junto a eleitores do campo e da cidade.

Para o deputado federal Vander Loubet, a visita teve importância tanto pelo conteúdo administrativo quanto pelo aspecto político. “Essa nova vinda do presidente Lula ao nosso Estado foi importante não só por conta das entregas e anúncios, mas também para reforçar o projeto do PT e aliados em relação às eleições deste ano", afirmou.

De acordo com o parlamentar, a agenda presidencial contemplou dois setores estratégicos da economia sul-mato-grossense. “O primeiro foi a agricultura familiar, simbolizado na entrega de títulos definitivos de lotes da reforma agrária para milhares de famílias”, citou.

Já o segundo, completou, foi o agronegócio, simbolizado pela retomada das obras da fábrica de fertilizantes nitrogenados, que, quando concluída, vai ajudar a diminuir nossa dependência por fertilizantes importados. 

“Isso mostra compromisso e reforça essa vocação que o Lula e o PT têm de governar para todos os setores da sociedade, sobrepondo às disputas político-eleitorais aquilo que é importante e necessário para o bem do Brasil”, assegurou.

Além das entregas, os dirigentes do partido afirmaram que a presença do presidente teve forte impacto na mobilização política. A avaliação é de que Lula conseguiu reconectar o PT com segmentos que historicamente formam sua base de apoio, como assentados da reforma agrária, povos indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais, ao mesmo tempo em que abriu diálogo com setores do agronegócio.

"Na questão político-partidária, a presença do Lula reforçou o apoio e o empenho ao nosso grupo, à nossa futura chapa. O presidente fez questão de fazer registros e dialogar comigo, com Fábio, a ex-primeira-dama Dona Gilda e a senadora Soraya Thronicke (PSB). Isso encorpa nosso projeto e motiva a militância petista e dos aliados", afirmou Vander.

O deputado acrescentou que a visita fortaleceu as perspectivas eleitorais do partido. "Até porque o Lula aqui conecta e reconecta esse projeto com um público que, historicamente, sempre esteve ao nosso lado: assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, além dos trabalhadores de uma forma geral. Esse movimento aponta muito positivamente para nossa expectativa de não apenas levar a eleição em Mato Grosso do Sul para o segundo turno, como estar nele e disputar efetivamente a vitória eleitoral”, ressaltou.

Por sua vez, Fábio Trad também considerou que a visita presidencial fortaleceu o grupo político, embora avalie que ainda seja cedo para medir seus efeitos eleitorais. "Houve entregas importantes que beneficiam milhões de pessoas em Mato Grosso do Sul. No aspecto eleitoral, ainda é cedo para avaliar, mas a vinda dele mostra que confere muita importância à indústria e à agricultura familiar”, assegurou.

Para o pré-candidato a governador, a passagem de Lula também elevou o entusiasmo entre apoiadores do campo democrático. “A vinda do presidente Lula deu mais ânimo aos simpatizantes. Muita gente ficou esperançosa de que as entregas continuem sendo feitas em Mato Grosso do Sul. Lula está muito confiante em relação à nossa jornada. As pessoas ficaram entusiasmadas com a sua disposição de estar mais perto da população nesta campanha", concluiu.
 

Política

Guerra pública entre Michelle e filhos de Bolsonaro se arrasta desde 2021

"Tem altos e baixos"

25/06/2026 19h00

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro Marcelo Camargo/Agência Brasil

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"Tem altos e baixos". Foi com essa frase que Jair Bolsonaro resumiu a relação entre a esposa Michelle e os quatro filhos dos casamentos anteriores, em entrevista ao jornalista Leo Dias em fevereiro de 2025. A história deste vínculo instável, com episódios de conflitos públicos desde 2021, ganhou novo desdobramento nesta quarta-feira, 24. Michelle publicou vídeos relatando ter sido humilhada, desrespeitada e maltratada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A declaração mais recente de Michelle ocorreu em meio a pré-campanha de Flávio, enquanto o filho mais velho do ex-presidente ainda tenta se recuperar do impacto negativo dos áudios vazados que revelam a relação entre ele e Daniel Vorcaro.

As crises começaram a ser relatadas pela imprensa em julho de 2021, quando surgiram relatos de tensão no casamento entre Michelle e Jair.

De acordo com o portal Metrópoles, a razão seria a relação entre a ex-primeira-dama e os filhos de Jair. Na época, Michelle e Carlos Bolsonaro (PL-SC) já não se falavam há tempos. Com Jair Renan, filho do segundo casamento do ex-presidente, ela nunca teve uma boa relação e chegou a vetar que ele morasse no Palácio da Alvorada. Na época, havia um crescente distanciamento de Michelle em relação a Flávio e Eduardo, os dois enteados com quem ela mantinha, até então, a relação mais próxima.

Um mês depois, em agosto de 2021, Jair Bolsonaro foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Nesta ocasião, Michelle e Carlos se desentenderam devido à presença constante do filho no local. A então primeira-dama, queixava-se que Carlos não dava espaço ao casal.

Poucos meses depois, em janeiro de 2022, novo episódio expôs o desgaste publicamente. Carlos, responsável pela administração das redes sociais do pai, publicou um vídeo sem intérprete de Libras. Michelle criticou a ausência de acessibilidade na publicação, escrevendo que a "live que não tem acessibilidade não merece curtida".

Com Jair Renan, o mais novo dos quatro filhos, o desentendimento mais notório também ocorreu em 2022, às vésperas da eleição daquele ano. A confusão foi motivada por Ana Cristina Valle, mãe de Renan e segunda esposa do ex-presidente. Michelle criticou o uso do sobrenome "Bolsonaro" em campanhas políticas pela ex-esposa. Renan rebateu afirmando que a mãe havia contribuído para a chegada de Bolsonaro à Presidência e que, por isso, tinha "direito" de usar o sobrenome do pai em sua candidatura.

Outro embate envolveu Eduardo Bolsonaro. Em 20 de fevereiro de 2026, o ex-deputado criticou publicamente a falta de apoio de Michelle à pré-candidatura de Flávio à Presidência. No dia seguinte, a ex-primeira-dama publicou nas redes sociais um vídeo fazendo banana frita. A publicação foi lida como uma provocação indireta ao enteado, chamado de "bananinha" por adversários políticos.

Já com Flávio, os conflitos graves ocorreram devido ao cenário eleitoral no Ceará. Foi justamente neste contexto em que o pré-candidato teria humilhado Michelle.

Em 30 de novembro de 2025, Michelle criticou publicamente a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB-CE) no Ceará e defendeu a candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo. No dia seguinte, Flávio chamou a madrasta de "autoritária". Em 24 de dezembro, Michelle publicou um vídeo com mensagem sobre perseverar diante de "traições", o que foi interpretado como um recado.

Após essas declarações, a briga ficou em banho-maria só voltou à tona nesta quarta-feira. Além de relatar a humilhação, Michelle aproveitou para defender as próprias construções políticas enquanto esteve à frente do PL Mulher. Disse ter percorrido o Brasil, instalado diretórios em todas as 27 unidades da federação e contribuído para eleger mil e cinco mulheres em 2024 - aumento de 45,8% em relação a 2020. "Para ele e alguns que o cercam, eu não entendo de política", alfinetou. A ex-primeira-dama encerrou afirmando ter falado "quase tudo" o que precisava ser dito.

Flávio respondeu com uma nota em que negou ter desrespeitado, maltratado ou humilhado a madrasta. Afirmou que, caso tenha ofendido Michelle "em algum momento", pede desculpas, e disse ter "coração aberto" para o diálogo.

Na nota, Flávio também atribuiu a manifestação de Michelle à "angústia" pela situação do pai, enquanto descreveu a própria postura como de quem "segue firme".

A nota de Flávio foi republicada pelos irmãos Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.

AGENDA PRESIDENCIAL

Em Três Lagoas, Lula chama Inteligência Artificial de "monstro"

Lula entrou no assunto ao lembrar que o mundo digital é novo e que os brasileiros terão que lidar com a IA

25/06/2026 16h30

Lula, em visita a UFN3, em Três Lagoas, no dia 25 de junho de 2026

Lula, em visita a UFN3, em Três Lagoas, no dia 25 de junho de 2026 Reprodução Instagram @lulaoficial

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, chamou a Inteligência Artificial (IA) de “monstro”, durante seu discurso, na manhã desta quinta-feira (25), em visita a UFN3, em Três Lagoas, município localizado a 327 quilômetros de Campo Grande.

Lula entrou no assunto ao lembrar que o mundo digital é novo e que os brasileiros terão que lidar com a IA, em tom de crítica.

“A inteligência artificial é um monstro que vai fugir do conhecimento do ser humano e vai se autorregular sozinha. Se prepare que não está longe o dia que a inteligência artificial não vai precisar mais dos seres humanos. E aí é o ser humano perdendo o controle de uma coisa que ele viu”, repudiou o presidente.

Lula afirmou que prefere lidar com humanos.

“Prefiro lidar com a inteligência humana porque nós precisamos ter sentimento, nós precisamos ter paixão, nós precisamos ter solidariedade. A gente não pode virar algoritmo. Algoritmo não tem coração, não tem sentimento, não tem visão social, não estende a mão para quem necessita mais”, disse.

Inteligência artificial é uma área da computação que desenvolve sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, como aprender, reconhecer padrões, compreender linguagem, tomar decisões e resolver problemas.

A inteligência artificial faz parte do dia a dia, estando presente em mecanismos de busca, aplicativos de navegação, redes sociais, tradutores automáticos e assistentes virtuais.

LULA EM MS

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está em Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. 

De manhã, ele esteve em Três Lagoas (MS), para lançar a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3).

À tarde, ele cumpre agenda em Ponta Porã (MS), para entregar reformas de aeroportos e entregar títulos de terra no Assentamento Itamarati. 

Esta é a segunda vez, em 2026, que Lula visita Mato Grosso do Sul. A primeira vez foi na COP15, em março deste ano.

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