Política

Política

Quando a paixão é pelo amigo do ex

Quando a paixão é pelo amigo do ex

Redação

08/04/2010 - 20h21
Continue lendo...

Rosana F./Bolsa de Mulher

 

Durante o namoro você conheceu um monte de pessoas interessantes, com gostos parecidos com os seus, que frequentavam os mesmos lugares: os amigos do seu ex-namorado. Agora que você está sozinha, esbarra com um deles numa noitada e vem aquela vontade de conhecê-lo melhor, rola a maior sintonia. E aí? Dá para se envolver com o amigo do ex ou é furada?

Veja bem: o amigo do ex pode ser o próximo homem da sua vida. A publicitária Elis de Souza está por dentro do assunto. "O namoro já tinha terminado há algum tempo quando passei a encontrar um amigo do meu ex-namorado em todo lugar. Começou a rolar um clima entre nós", lembra ela, que tentou evitar mas não conseguiu resistir ao charme do rapaz. "Ficamos a primeira vez e foi maravilhoso. No dia seguinte, nos encontramos para conversar sobre minha antiga relação e decidimos não levar adiante por respeito ao passado. O problema é que não conseguimos nos evitar e caímos em tentação várias vezes até que começamos a namorar".

O ex de Elis tomou conhecimento da história da pior maneira possível. "Fomos vistos saindo do cinema de mãos dadas e contaram para ele, que ficou pê da vida", revela, dizendo que a amizade entre os dois amigos subiu no telhado. "Meu ex-namorado ficou achando que o traímos durante o namoro, mas isso nunca aconteceu. Enfim, paciência: a vida continua e ninguém pode te impedir de viver um grande amor", diz ela.

 

A vida é uma só

O que os olhos não veem o coração não sente, diz o ditado. O jornalista Sandro Moreira assina embaixo. Ele viveu um romance com a melhor amiga da namorada enquanto eles estavam juntos. "Foi mais forte do que tudo. A gente se aproximou muito, conversando, trocando confidências. Ela me dava chocolates, me buscava no trabalho. Até que um dia, ao nos despedirmos, ficamos meia hora abraçados", lembra Sandro que, naquele dia, conseguiu resistir. Mas no seguinte... "Ficamos e foi bom demais. Foi uma coisa de louco", conta ele, que não se arrepende dizendo que a vida é uma só. "Não machucamos ninguém: minha namorada nunca ficou sabendo e os dois são melhores amigos até hoje", revela, já "curado" da paixão.

Há quem prefira lutar contra os sentimentos para não magoar o outro. É o caso da estudante Silvia Andrade, que correu do amigo do ex, apesar de ele ser interessantíssimo. "Nos encontramos em um restaurante e ele me contou tudo sobre meu ex-marido: disse que ele estava muito bem, namorando, feliz. Depois emendou uma cantada, dizendo que eu também parecia ótima e muito gata", lembra a estudante, que sentiu vontade de beijá-lo, mas resistiu. "Eu dei um desculpa e saí de fininho. Podem passar mil anos, mas nunca vou ficar com nenhum amigo do meu ex-marido por um motivo muito simples: não faço com o outro o que não gostaria que fizessem comigo", defende.

Para os psicólogos, do convívio com os amigos do ex pode, sim, surgir uma atração. Eles dizem que em situações assim, verifique se há interesse pela parte dele, se seria uma relação importante e com sentimento verdadeiro e quais as implicações de investir nesse romance. E o passado precisa ser respeitado, mas o presente não pode ser ignorado. O ideal é avaliar se seria possível todos conviverem de forma harmoniosa. Há que se pensar também no grau de amizade entre eles e as implicações de investir nessa relação. E em que tipo de namoro se tinha com o ex, se foi sério, com grande envolvimento ou um namoro sem compromisso.

 

Contar ou não contar?

Se a história de amor com o amigo do ex começar, devemos contar ou não a ele? Os psicólogos observam que se for uma relação amistosa e civilizada vale a pena contar em respeito e consideração à pessoa. Do contrário teria que se pensar nas reações dele e se o novo casal acha confortável. Há necessidade? É lembrado ainda a questão do sentimento de posse. O sentimento de posse independe de ser homem ou mulher, mas da personalidade e da forma como a pessoa aprendeu a se relacionar. A ruína da amizade dependerá da intimidade que se tem.

SEM SINTONIA

Silêncio de Catan sobre críticas de Zema a Flávio o isola ainda mais do bolsonarismo

Aliados da direita em MS veem ausência de manifestação do pré-candidato do Novo como sinal de distanciamento do núcleo

16/05/2026 08h20

João Henrique Catan ocupou a tribuna para falar de Flávio Bolsonaro, mas não comentou sobre Zema

João Henrique Catan ocupou a tribuna para falar de Flávio Bolsonaro, mas não comentou sobre Zema Wagner Guimarães/Alems

Continue Lendo...

Após trocar o PL pelo Novo para concorrer ao governo de Mato Grosso do Sul, contrariando a orientação nacional do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Estado, o silêncio do deputado estadual João Henrique Catan diante das críticas públicas feitas pelo ex-governador mineiro Romeu Zema ao senador Flávio Bolsonaro abriu uma nova frente de desgaste político dentro do campo bolsonarista em Mato Grosso do Sul.

Pré-candidato a governador, Catan evitou se manifestar após Zema, que é pré-candidato à Presidência da República pela legenda, classificar como “imperdoável” o pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro, também cotado para disputar o Palácio do Planalto, ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelado por áudios vazados nesta semana.

A declaração de Zema provocou forte repercussão nacional e aprofundou o racha entre setores da direita alinhados ao bolsonarismo e alas que tentam construir uma candidatura conservadora independente.

Em Mato Grosso do Sul, o silêncio de Catan chamou atenção justamente pelo histórico de proximidade política e ideológica com Flávio Bolsonaro.

Nos últimos anos, o deputado estadual se consolidou como um dos mais ativos defensores do senador e da família Bolsonaro no Estado, frequentemente reproduzindo discursos alinhados ao bolsonarismo e fazendo críticas contundentes ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos bastidores da política estadual, aliados e adversários avaliam que a ausência de posicionamento coloca Catan em uma situação delicada.

Isso porque ele precisa equilibrar duas frentes distintas: a fidelidade ao bolsonarismo, que lhe garantiu projeção no eleitorado de direita, e a necessidade de acompanhar a linha adotada nacionalmente pelo Novo, partido que tenta diferenciar Zema de Flávio Bolsonaro após o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro.

A crise ganhou dimensão nacional depois que vieram à tona áudios de Flávio Bolsonaro nos quais ele pede recursos milionários ao banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Zema reagiu publicamente, afirmando que ouvir o senador “cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável” e classificou o episódio como “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.

A postura do ex-governador mineiro foi vista por parte da direita como uma tentativa de marcar distância do clã Bolsonaro e ocupar um espaço entre o eleitorado conservador descontente com o desgaste da família do ex-presidente.

Em redes sociais e fóruns políticos, militantes bolsonaristas passaram a acusar Zema de oportunismo, enquanto apoiadores do Novo defenderam a necessidade de coerência ética.

Nesse cenário, analistas políticos observam que o silêncio de Catan pode ampliar sua dificuldade de diálogo com setores mais ideológicos da direita sul-mato-grossense. Parte desse eleitorado esperava uma defesa pública de Flávio Bolsonaro ou ao menos uma reação às críticas feitas por Zema.

Outra ala, mais ligada ao Novo, aguardava alinhamento automático ao discurso nacional do partido. O episódio também evidencia um dilema enfrentado por lideranças conservadoras regionais neste ano: manter fidelidade ao bolsonarismo ou acompanhar movimentos de partidos que tentam construir alternativas eleitorais à hegemonia da família Bolsonaro na direita brasileira.

Além disso, interlocutores da direita sul-mato-grossense avaliam que o episódio expôs um isolamento político crescente de Catan dentro do próprio campo conservador.

Enquanto lideranças bolsonaristas passaram a cobrar manifestações públicas de apoio a Flávio Bolsonaro, integrantes do Novo defendem uma postura mais alinhada ao discurso nacional do partido, ampliando a pressão sobre o deputado estadual.

Reservadamente, parlamentares e dirigentes partidários afirmam que a estratégia de silêncio adotada por Catan busca evitar desgaste prematuro em um momento em que a corrida eleitoral ainda está em formação.

A avaliação é de que qualquer posicionamento mais contundente poderia provocar rupturas tanto com a base bolsonarista quanto com setores liberais ligados a Romeu Zema. Nos bastidores, também há quem interprete a cautela do parlamentar como um sinal de preocupação com os reflexos eleitorais da crise envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Isso porque o caso passou a ser explorado por adversários políticos como exemplo de desgaste interno da direita, atingindo diretamente figuras que tentam manter proximidade simultânea com o bolsonarismo e com projetos alternativos dentro do campo conservador.

Mesmo procurado pelo Correio do Estado na quinta-feira, até o fechamento desta edição, João Henrique Catan não havia comentado publicamente as declarações de Romeu Zema. Ele se limitou a utilizar a tribuna da Assembleia Legislativa para falar sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro, sem se referir diretamente às declarações do ex-governador mineiro.

“Daniel Vorcaro esteve duas vezes em uma agenda oculta com o presidente da República e que ninguém sabe o que foi falado. Essas mensagens do Daniel Vorcaro foram vazadas por quem? Vazadas pela Polícia Federal do Lula? Após o prazo de desincompatibilização, de onde vieram essas mensagens?”, questionou.

O parlamentar ainda completou que a repercussão política e jurídica da troca de mensagens tem um peso diferente.

“O nome Bolsonaro tem marcas e investidores interessados no nome, a produção, com atores de renome internacional e inteiro produzido nos Estados Unidos. Vocês acham que houve nulidade nessa produção?”, concluiu.

Assine o Correio do Estado

Política

PGR denuncia Zema ao STJ por calúnia a Gilmar em post sobre relação de ministros com o Master

acusação toma como base uma postagem de tom irônico com insinuações de que ele teria blindado o colega Dias Toffoli no caso do resort Tayayá

15/05/2026 21h00

Zema é pré candidato para Presidente da República

Zema é pré candidato para Presidente da República Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Continue Lendo...

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta sexta-feira, 15, denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) pelo crime de calúnia contra o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A acusação toma como base uma postagem de tom irônico com insinuações de que ele teria blindado o colega Dias Toffoli no caso do resort Tayayá.

O documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, propõe o pagamento de 100 salários-mínimos para reparar os danos morais causados por Zema a Gilmar. O valor equivale a mais de R$ 162 mil. Na avaliação de Gonet, a medida é "compatível com a gravidade da imputação caluniosa".

Em abril, Zema publicou em suas redes sociais um vídeo em que bonecos com vozes semelhantes às de Gilmar e Toffoli conversavam sobre o caso Master. O boneco de Dias Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, então aprovadas na CPI do Crime Organizado do Senado.

Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária. O caso Tayayá provocou imenso desgaste a Toffoli e ao STF após o Estadão revelar que o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, comprou as cotas do ministro no empreendimento.

Para a PGR, a publicação de Zema excedeu o limite de crítica e tinha como objetivo atribuir a Gilmar a prática de crimes contra a administração pública. Os danos à imagem do ministro teriam sido ampliados pelo alcance da publicação, que, em um mês, atingiu 2,8 milhões de visualizações no Instagram e 487 mil no X (antigo Twitter).

"A ofensividade da publicação também se estende à reputação funcional do Ministro, ao sugerir que Sua Excelência teria colocado a jurisdição a serviço de interesse privado, e atinge sua dignidade e seu decoro, ao representá-lo como agente público disposto a negociar decisão judicial em troca de vantagem pessoal", escreveu Gonet.

"A narrativa, portanto, contém carga difamatória e injuriosa própria, inteiramente associada ao conteúdo calunioso veiculado", prosseguiu o procurador-geral. O caso está sob responsabilidade do presidente do STJ, Herman Benjamin.

A disputa entre Gilmar e Zema levou parlamentares da oposição a pedirem o impeachment do ministro, que, por sua vez, chegou a solicitar a inclusão do ex-governador no inquérito das fake news O ministro Alexandre de Moraes, que relata a investigação, encaminhou o caso à PGR para análise antes de tomar providências Até o momento não foi divulgada manifestação do órgão ou medidas adicionais adotadas por Moraes.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).