Política

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Reforma tributária e indicação de Zanin movimentam semana no Congresso

Feriado de Corpus Christi adiará votação de marco fiscal pelo Senado

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Numa semana mais curta por causa do feriado de Corpus Christi, na próxima quinta-feira (8), dois assuntos dominarão o Congresso. Na Câmara dos Deputados, o grupo de trabalho que discutiu a reforma tributária apresentará o relatório das atividades.

No Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) começará a discutir a indicação do advogado Cristiano Zanin para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outros temas, como o projeto de lei complementar que institui o novo arcabouço fiscal, ficarão para a semana depois do feriado. Aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 24, a proposta tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, sob a relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM).

Na terça-feira (6), o relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), divulgará o relatório do grupo de trabalho que discutiu o tema.

Nos últimos três meses, foram ouvidos ministros, especialistas e o secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy.

O relatório, esclareceu Ribeiro na última semana, ainda não será o substitutivo das duas propostas de emenda à Constituição (PEC) sobre a reforma tributária paradas no Congresso.

Apenas conterá um resumo do que foi discutido no grupo de trabalho, os pontos consensuais e uma história de 40 anos de discussão de reforma tributária.

Segundo a assessoria do parlamentar, o substitutivo só será apresentado quando for definida uma data para a discussão no plenário da Câmara. O principal ponto de consenso consiste na criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). De acordo com Ribeiro, o IBS deverá ter duas alíquotas, uma para a União e outra para os estados e municípios.

Esse imposto unificará três tributos federais (Imposto sobre Produtos Industrializados, Programa de Integração Social e Contribuição Social sobre o Financiamento da Seguridade Social), além do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), arrecadado pelos estados, e do Imposto sobre Serviços (ISS), de responsabilidade dos municípios.

De acordo com o coordenador do grupo de trabalho, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a ideia é votar a reforma tributária na Câmara ainda este mês.

Vaga para o STF

No Senado, o principal destaque será o início da tramitação da indicação do advogado Cristiano Zanin para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Indicado na última quinta-feira (1º) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Zanin ocupará a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski, caso tenha o nome aprovado.

Na semana passada, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco  (PSD-MG), disse que existe a possibilidade de a CCJ sabatinar Zanin ainda esta semana.

A indicação precisa ser aprovada pela comissão para ir ao plenário do Senado, mas Pacheco disse que a tramitação só deve prosseguir depois do feriado de Corpus Christi.

Em relação ao novo arcabouço fiscal, Pacheco informou que o início dos trabalhos na CAE deverá ficar para depois do feriado. No entanto, comprometeu-se a concluir a votação da proposta ainda este mês.

“É muito importante entregar [o projeto] no decorrer de junho. Semana que vem tem feriado, é difícil ter a apreciação do arcabouço. Mas já na semana do dia 12 é muito importante que se iniciem os trabalhos na CAE. Votando na CAE, a gente leva imediatamente ao plenário”, declarou Pacheco na última quinta-feira.

*Com informações das agências Câmara e Senado

início da campanha

Maioria dos candidatos da direita no Estado "esconde" Flávio Bolsonaro

Eles estão priorizando as próprias candidaturas e deixando o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro em segundo plano

19/08/2026 07h40

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel Marcelo Victor/Correio do Estado

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A maioria dos principais candidatos da direita e da centro-direita em Mato Grosso do Sul ainda não incorporou Flávio Bolsonaro (PL) à campanha eleitoral. Desde o início oficial da disputa, as publicações e as mobilizações estão concentradas nos próprios números, propostas e trajetórias políticas.

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, os candidatos a deputado federal Rose Modesto (União Brasil), Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Mara Caseiro (PL), além dos candidatos a deputado estadual Gerson Claro (PP), Coronel David (PL) e Zé Teixeira (PL), ainda não colocaram o presidenciável nas suas campanhas.

Riedel participou, no domingo, de adesivaços de aliados e da inauguração do QG de voluntários de Flávio Bolsonaro em Campo Grande. Apesar do gesto público, as manifestações divulgadas pelo governador permaneceram concentradas na própria reeleição e nas candidaturas estaduais.

Azambuja já apareceu ao lado de Flávio, participou de reuniões em Brasília (DF) e declarou apoio ao projeto nacional do PL. Na largada oficial, porém, priorizou o próprio número e propostas relacionadas ao municipalismo, à saúde e à descentralização dos recursos federais.

Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro abriu a campanha à reeleição com um adesivaço em Campo Grande. A comunicação do deputado foi dedicada à prestação de contas do mandato, ao diálogo político e às propostas para o Estado, mas Flávio não ganhou destaque na mobilização.

Rose Modesto também inaugurou comitê e realizou adesivaço para lançar sua candidatura a deputada federal. A presidente estadual do União Brasil apoia Riedel, Reinaldo e Contar, mas mantém distância da candidatura presidencial do PL; na pré-campanha chegou a declarar preferência pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Dr. Luiz Ovando iniciou sua campanha à reeleição para deputado federal com carreata e adesivaço em Campo Grande. Filiado ao PP e identificado com pautas conservadoras, o parlamentar concentrou a divulgação nos mais de R$ 286 milhões que afirma ter destinado aos municípios do Estado.

Nas primeiras peças da campanha de Ovando, o destaque ficou para o próprio número, as entregas do mandato e a sua atuação nos 79 municípios.

SILÊNCIO

A ausência de Flávio Bolsonaro chama mais atenção entre candidatos do próprio PL, como Coronel David, Rodolfo Nogueira, Zé Teixeira e Mara Caseiro. Até agora, o presidenciável não ganhou destaque nas primeiras ações do grupo.

Coronel David começou a campanha para deputado estadual ressaltando seus valores, sua trajetória e a identificação com o “partido de Bolsonaro”. A referência, porém, permanece ligada principalmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Rodolfo Nogueira abriu a campanha à reeleição em Dourados com um encontro de pastores e lideranças cristãs. O evento destacou o agronegócio, a segurança pública, a família e o próprio número do candidato.

O apelido Gordinho do Bolsonaro, utilizado por Rodolfo, também reforça a proximidade com Jair Bolsonaro. Flávio não foi protagonista do lançamento nem das primeiras mensagens divulgadas pelo candidato.

Veterano da Assembleia Legislativa, Zé Teixeira concentrou sua comunicação na defesa do agronegócio, do municipalismo e de sua trajetória parlamentar. Não houve publicação específica para promover o candidato presidencial do PL.

Mara Caseiro lançou a candidatura a deputada federal com o slogan “MS é Mara”. As primeiras peças destacam sua atuação nos municípios e o projeto de ampliar o trabalho em Brasília.

A deputada acompanhou Flávio durante uma agenda na Expogrande, em abril, quando defendeu o agronegócio e a união da direita. A aproximação registrada na pré-campanha, entretanto, ainda não apareceu nas primeiras ações da campanha oficial da candidata da direita.

Crescimento

Indústria naval supera patamar recorde de empregos de 2014

Paralelamente à construção naval, ganham espaço atividades associadas ao fim do ciclo de vida de unidades marítimas

18/08/2026 21h00

Foto: Divulgação

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A indústria de construção e reparação naval alcançou, em julho, o patamar de 86 mil trabalhadores empregados, superando o nível de 2014, quando 82.400 postos de trabalho eram gerados pelos estaleiros, antes do começo da última crise da indústria, afirmou nesta terça-feira, 18, o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha.

"O setor de reparo naval continua a ter boas perspectivas no Brasil, também com muitas obras de modernização e conversão de embarcações", pontuou durante a Navalshore, feira da indústria marítima no Rio de Janeiro.

O avanço não ocorreu de forma homogênea no país. O Norte foi apontado pelo Sinaval como uma das regiões que mais cresceram, beneficiado por novas obras e por iniciativas ligadas ao desenvolvimento tecnológico. Já o Nordeste apresentou evolução mais moderada, enquanto o Sudeste manteve forte participação, concentrando uma parcela significativa dos projetos em andamento

Paralelamente à construção naval, ganham espaço atividades associadas ao fim do ciclo de vida de unidades marítimas, como o desmantelamento e a reciclagem de embarcações e estruturas offshore.

"O FPSO P3-32 já foi reciclado e agora está sendo iniciado o desmantelamento do FPSO P-35, em Rio Grande (RS). Com a entrada em vigor, em julho do ano passado, da Convenção de Hong Kong para a reciclagem segura, nossa expectativa, inclusive, é muito positiva", acrescentou.

"Para assegurar este progresso nas atividades dos estaleiros e na cadeia de fornecedores de bens e serviços nacionais, será necessária a continuidade das obras e das políticas de Estado que estão sendo implementadas no Brasil, quaisquer que sejam os dirigentes", apontou.

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