Política

CAMPO GRANDE

Reinaldo Azambuja reage e diz que lista do Tribunal de Contas "não vale Nada"

Ex-governador e padrinho de Beto Pereira, que aparece na lista, diz que o conselheiro Jerson Domingos fez politicagem

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Na convenção do PSDB, que confirmou a candidatura do deputado federal Beto Pereira à prefeitura de Campo Grande, o ex-governador Reinaldo Azambuja, maior cacique tucano em Mato Grosso do Sul, afirmou que o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Jerson Domingos, “politizou a lista” dos políticos que tiveram as contas reprovadas nos últimos anos.

Ao comentar sobre a lista dos políticos com condenação pela corte, uma condenação colegiada e passível de inelegibilidade por causa da Lei da Ficha Suja, Reinaldo Azambuja declarou que a lista publicada por Jerson Domingos “não vale nada”. 

“Se ele (Beto Pereira) terminou o mandato (como prefeito de Terenos) em 2012 e nunca apareceu na lista, porque apareceu agora? Politicagem”, disse Azambuja, que ainda mencionou as eleições de 2014, em que Beto Pereira foi eleito deputado estadual, e 2018 e 2022, em que ele foi eleito deputado federal, sem ser incluído na lista dos “ficha-suja.”

 “Essa lista não vale nada e não vai se sustentar na Justiça, porque a Justiça de Mato Grosso do Sul é justa e vai colocar isso no seu devido lugar”, afirmou Reinaldo. 

O ex-governador, em tom de desabafo, disse que falava em nome de 200 gestores públicos que aparecem na mesma lista. Azambuja procurou ainda tranquilizar os 240 candidatos a vereador e afirmou que até o dia 14 de agosto irá registrar a candidatura de Beto Pereira e de seu vice (provavelmente alguém do PL). “E nós vamos entrar em campo para jogar o jogo. Se quiserem ganhar eleição (de nós), vai ser no voto, não no tapetão.”

Reinaldo Azambuja ainda afirmou, ao exaltar o ex-governador e ex-prefeito André Puccinelli (MDB), que também integra o arco de alianças, e deputados federais tucanos, como Geraldo Rezende e Dagoberto Nogueira, que há muito dinheiro disponível no Congresso para trazer emendas para Campo Grande.

“Agora, precisa ter um gestor que recupere as finanças da Capital, que não tem uma certidão negativa, não faz convênio, uma Capital que está com a capacidade de pagamento com a letra C, não faz investimento. Essa é a reflexão que precisamos fazer com vocês”, afirmou Azambuja.

CANDIDATO 

Já Beto Pereira agradeceu a homologação, por unanimidade, do seu nome como candidato a prefeito de Campo Grande e dos demais candidatos a vereadores, ressaltando o papel das militâncias do PSDB, do PSB, PSD, do Podemos, do Republicanos, do MDB, do Cidadania e do Solidariedade. Ele também fez uma referência especial ao ex-governador André Puccinelli (MDB). 

“Esse grande prefeito que Campo Grande teve. Talvez, quiçá, o maior prefeito que Campo Grande já teve, que é o Dr. André. Eu quero copiar várias virtudes suas, quero esquecer os defeitos, mas as virtudes de ser um prefeito presente, trabalhador, corajoso, audacioso e que foi, com certeza, um divisor de águas na nossa Capital”, lembrou.

Beto Pereira ainda enalteceu o ex-governador Reinaldo Azambuja, como alguém que lhe inspira. “Alguém que quando governou este Estado criou um modelo de responsabilidade, criou e enfrentou reformas importantes que em determinados momentos pessoalmente me prejudicaram, mas que ele entendia serem necessárias para que Mato Grosso do Sul vivesse o momento que está vivendo hoje”, discursou.

Para concluir, o candidato a prefeito disse que determinados grupos querem continuar à frente da administração municipal por interesses.

“Eles têm uma preocupação muito grande de a gente entrar lá, de a gente abrir a caixa preta e tirar de dentro a folha secreta, os planos de trabalho, todas aquelas malandragens que nós estamos acostumados a ver e que nós precisamos abrir. Tem gente que morre de medo disso e têm outros que estão escorados em outra candidatura para tentar voltar à cena do crime e fazer tudo de novo as barbaridades que foram feitas anteriormente”, afirmou.

Ele reforçou que não tinha dúvida alguma de que todas as infâmias e as inverdades que estão construindo contra ele são para tentar, de alguma forma, tirá-lo da disputa. “Não vão me tirar na mão grande. O governador Reinaldo disse uma coisa, que só tem um jeito de a gente aceitar a derrota, que seria a da urna. Eu só vou divergir de uma coisa, se quiser ganhar da gente, vai ser na urna, mas na urna ninguém vai ganhar da gente! Ninguém”, finalizou.

Saiba

No evento, Reinaldo Azambuja e Beto Pereira apareceram de camisa amarela. O ex-governador disse que foi uma coincidência, entretanto, a cor é a preferida dos bolsonaristas. Azambuja foi quem costurou a aliança com o PL de Jair Bolsonaro.

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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