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Mensalão

Réus podem pedir revisão de outras penas

Réus podem pedir revisão de outras penas

g1

28/02/2014 - 10h45
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O julgamento dos embargos infringentes, recursos que podem reverter condenações, representa o fim do andamento do processo do mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda resta uma última possibilidade para os condenados tentarem reverter as penas impostas pela Corte: a revisão criminal, uma nova ação que poderá ser apresentada individualmente por cada condenado.

Nesta quinta-feira (27), durante o julgamento dos embargos infringentes, o STF decidiu, por maioria de votos, absolver do crime de formação de quadrilha o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do partido José Genoino, dois ex-dirigentes do Banco Rural – Kátia Rabello e José Roberto Salgado –, além de Marcos Valério e seus dois ex-sócios. No dia 13 de marco, serão analisados mais três recursos em relação ao crime de lavagem de dinheiro e, em tese, o processo do mensalão ficaria ser encerrado.

A absolvição no crime de formação de quadrilha não altera as condenações dos réus do mensalão pelos demais crimes. Dirceu, Delúbio e Genoino cumprem pena por corrupção ativa. Os ex-dirigentes do Banco Rural estão presos por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas. O núcleo de Valério cumpre pena por corrupção ativa, peculato e lavagem – Ramon e Valério foram punidos também por evasão.

Em relação a esses crimes, para os quais não cabem mais recursos no processo do mensalão, os condenados poderiam entrar com revisão criminal.

A revisão criminal só pode ser apresentada quando não cabe mais nenhum recurso contra a condenação. Segundo Thiago Bottino, professor de Direito Penal da FGV Direito, esse tipo de processo só pode ser apresentado em quatro circunstâncias: quando há comprovação da existência de documentos falsos no processo; se surgir uma nova prova que possa determinar a absolvição; nas ocasiões em que a punição foi imposta contrariamente à lei; ou na hipótese de, posteriormente, o tribunal mudar de entendimento com relação a uma decisão anterior.

Apesar de reconhecer que qualquer condenado pode entrar com a revisão criminal, Bottino destacou que se trata de uma ação que deve necessariamente seguir os requisitos mínimos.

"Não é uma ação tão comum porque precisa se enquadrar às hipóteses [...] Não adianta dizer que há novas provas, precisa demonstrar, colher depoimentos e mostrar que há testemunhas com versões diferentes", explica o professor.

No momento em que uma ação de revisão criminal é protocolada no Supremo, o processo é distribuído automaticamente pelo sistema de informática do tribunal para algum dos ministros do tribunal relatar. Apenas o presidente da Corte fica de fora do sorteio virtual. Cabe ao magistrado escolhido para ser o relator analisar se a ação preenche os requisitos mínimos previsto em lei.

Revisão de Donadon
Condenado pelo Supremo a mais de 13 anos de prisão em uma ação penal que analisou suspeitas de corrupção em Rondônia, o ex-deputado Natan Donadon protocolou na última terça (25) uma ação de revisão criminal na corte para tentar obter a anulação da condenação.

A ação argumenta que houve ilegalidade no processo, desde a decisão de julgar o parlamentar em 2010, quando ele já havia renunciado ao cargo, até a fixação da pena, mais elevada que a de outros acusados que responderam pelos mesmos fatos na Justiça comum.

Revogado

Relator no TSE derruba decisão de Nunes Marques e mantém canal 'Exército do Lula' no WhatsApp

Nunes Marques havia atendido solicitação da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)

11/10/2026 15h30

Ministro Kassio Nunes Marques

Ministro Kassio Nunes Marques Foto: Divulgação / X

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O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, e manteve no ar o canal “Exército do Lula” no WhatssApp.

Na manhã deste domingo, 11, Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a derrubada do canal, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).

Nunes Marques havia afirmado que o canal transmitia “a milhões de pessoas, sob comando único” conteúdos que o TSE já reconheceu como “inverídicos.” “A liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral”, dizia de decisão.

A campanha de Flávio alegou que o canal foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias, entre outros casos.

No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito.

“Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão”, afirmou.

O presidente do TSE também afirmou que a "paridade de armas" deve ser garantida entre os candidatos.

“A liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral, e a paridade de armas entre os candidatos não sobrevive à conversão de uma ferramenta de comunicação em instrumento de desinformação em massa às vésperas do pleito”, completou.

Competência

Kassio ressaltou ainda que sua decisão foi tomada em função da proximidade do segundo turno das eleições.

“O perigo na demora também está presente. O segundo turno das eleições realizar-se-á em 25 de outubro de 2026, e cada hora de funcionamento do canal amplia a exposição do eleitorado, com repercussão imediata e de difícil reversão”, justificou.

A legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada no TSE antes da decisão do presidente da Corte.

A campanha de Flávio ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão do canal.

Neste sábado (10), o ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresente informações complementares.

Em suas redes, Janones rebateu a acusação de que utiliza o canal para disseminar notícias falsas. Segundo ele, o objetivo do canal é mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e Lula.

Janones também enfatizou que não divulgou nenhuma notícia no canal.

“A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, complementou.

Janones disse que o pedido da candidatura do PL é motivado por “medo”.

“Eles pedem que eu seja proibido de criar outros canais. Sabe o nome disso? Medo. Eles estão com medo”, disse.

Com informações de Estadão Conteúdo e Agência Brasil 

MARCHA PELA DEMOCRACIA

Movimento pró Lula reúne 1 milhão de apoiadores na Avenida Paulista

Entre as autoridades que participaram do movimento, estiveram presentes: Simone Tebet (PSB), Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (REDE)

11/10/2026 14h45

Movimento na Avenida Paulista reuniu cerca de 1 milhão de apoiadores de Lula, neste domingo (11)

Movimento na Avenida Paulista reuniu cerca de 1 milhão de apoiadores de Lula, neste domingo (11) Reprodução: rede social / Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um ato na Avenida Paulista, na manhã deste domingo (11). Segundo o perfil oficial do candidato à reeleição, cerca de 1 milhão de apoiadores se reuniram nas ruas de São Paulo para o ato, o qual teve o objetivo de reverter o cenário das eleições no segundo turno, diante da desvantagem na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL), que ficou à frente no primeiro turno da eleição.

Entre as autoridades que participaram do movimento, estiveram presentes: Simone Tebet (PSB), Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (REDE).

O ato, batizado de Marcha pela Democracia, foi convocado por estudantes, comunidades de fãs, movimentos sociais e partidos de esquerda. A concentração começou às 11h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e seguiu até a praça Roosevelt, no centro da capital paulista.

Em discurso durante a marcha, Lula criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nunes Marques de derrubar um canal do Whatsapp com mais de 3 milhões de apoiadores do petista, a pedido da campanha de Flávio, ao dizer que dissemina desinformação. Além disso, Lula disse desconfiar do comportamento da Justiça Eleitoral.

"Não é possível que um presidente [de tribunal] eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano", afirmou Lula a jornalistas, em referência a Kassio Nunes Marques.

O petista disse ainda estar "desconfiado do comportamento da corte eleitoral, que tem bloqueado muita gente nossa".

"Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral", afirmou. "Acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação ao presidente da Corte Eleitoral, porque já há alguns dias estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura", completou Lula.

Novo canal

Logo após a ordem de derrubada, Janones gravou vídeo criticando a decisão e convocando seus seguidores a entrarem em um novo canal no Instagram. No material, ele pede que os eleitores de Lula denunciem a decisão de Kassio e diz que a medida será um tiro no pé na campanha de Flávio.

"Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito, a censura vai ser instalada. A censura já começou", afirmou. "Só que eles vão sentir a força de 3,3 milhões de pessoas unidas. Nós não vamos nos calar. Nós vamos continuar."

"Vocês venceram a batalha, mas a guerra vocês não venceram", disse. "Eu vou criar um canal dentro do Instagram, que aí eles não terão como derrubar", seguiu Janones.

Na última quarta, Lula disse que sua campanha de primeiro turno neste ano foi a menos organizada de suas disputas presidenciais. Ele deu a declaração a aliados ao lado do coordenador da campanha, Edinho Silva, que foi criticado por petistas pela forma como conduziu o esforço de reeleição de Lula.

"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta", declarou Lula.

*Com informações do Folha de S. Paulo

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