Política

TROCA DAS CADEIRAS

Riedel confirma trocas em três secretarias e diz que vai anunciar novos nomes em fevereiro

A mudança de cadeiras será publicada em 1º de fevereiro de 2024 no Diário Oficial do Estado

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Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), anunciou, na manhã desta sexta-feira (26), novos nomes para compor as Secretarias de Estado de Administração (SAD), Governo e Gestão Estratégica (Segov) e Casal Civil.

Além disso, afirmou que divulgará, até fevereiro de 2024, novos nomes para compor o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Cidadania (SEC), Secretaria de Educação (SED) e Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cidadania (Setesc).

Conforme antecipado pelo Correio do Estado em primeira mão, o administrador e empresário, Rodrigo Perez Ramos, ocupará o lugar do deputado estadual licenciado, Pedro Arlei Caravina (PSDB), na Segov.

Caravina reassumirá a cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), a qual tinha abdicado em 2023, para compor o secretariado do governo do Estado. A mudança de cadeiras será publicada em 1º de fevereiro de 2024 no Diário Oficial Eletrônico (DOE).

Deputado estadual, João César Mattogrosso (PSDB) é suplente de Pedro Caravina e quem o substituía no legislativo estadual. Já que Caravina retorna ao cargo, Matogrosso terá de deixar a cadeira na ALEMS.

Riedel anunciou que João César Mattogrosso ocupará o cargo de secretário-adjunto na Casa Civil, no lugar de Flávio Britto, que foi exonerado após ser alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Turn Off, em novembro de 2023.

O governador também confirmou a saída da advogada, Ana Carolina Nardes, da SAD, após oito anos de secretariado. A exoneração será publicada até 9 de fevereiro no Diário Oficial Eletrônico (DOE). Ela vai deixar a SAD, mas não o governo. Um novo nome para comandar a SAD ainda não foi divulgado.

Riedel afirmou que o primeiro escalão é como se fosse um time de basquete e comparou as trocas realizadas como uma partida, que entra e sai jogadores.

“Eu comparo muito a uma gestão do executivo com um jogo de basquete, né? São quatro tempos, são quatro anos. Os jogadores que são na quarta são os titulares. Eles são trocados, vai para o banco, entra outro, conforme a dinâmica do time, a cada quarto para, o técnico entra, faz avaliação e é o que está acontecendo de uma maneira muito natural”, comparou o governador.

Riedel afirmou que escolheu Caravina para comandar a Segov pois confia nele e é experiente para conduzir a pasta.

“Ele tinha sido eleito deputado estadual. Ele não teve a experiência no legislativo. Eu insisti bastante para que ele abrisse mão naquele primeiro momento de assumir a cadeira e me acompanhasse nessa difícil missão de conduzir o governo e ele topou o desafio e cumpriu um papel fantástico. Ele me pediu para retornar a Assembleia para que ele pudesse também exercer o mandato dele num ano que é de eleições municipais. Não é fácil, é abrir mão dele, mas gente tem que respeitar sua trajetória política”, complementou Riedel.

Caravina agradeceu a oportunidade e a confiança ao governador. "Quero principalmente agradecer ao governador pela confiança de ter me permitido estar à frente e ter me oportunizado junto contigo e ajudar a tocar esse governo. O legado que eu entendo é os números que hoje a gente acompanha na aprovação do governo, fruto do trabalho de toda a equipe", disse.

De acordo com o governador, João César Matogrosso foi escolhido para ocupar o cargo de secretário-adjunto na Casa Civil por conta de sua competência.

“Eu o convidei para participar conosco para que ele pudesse colocar toda a trajetória e experiência dele, a própria experiência vivida na Assembleia, a serviço da gestão política do nosso Estado. O João é uma pessoa nova, dinâmica e tem uma trajetória importante dentro da política sul-mato-grossense e vai se somar a gestão do Eduardo na Casa Civil para ajudar o governo na articulação com os poderes, com a Assembleia, prefeitos, com vereadores, com a gestão do dia a dia do governo junto à política”, ressaltou o governador.

Matogrosso afirmou que está animado para começar o ano como adjunto da Casa Civil e que as expectativas estão altas. "A expectativa é a melhor possível. Acho que o que a gente pode trazer é essa nossa história do legislativo, aproveitar esse conhecimento que a gente carrega desde 2017, seja no legislativo municipal, seja no legislativo estadual, também passando um pouco pelo executivo estadual de 2021 para 2022, e somar com o conhecimento do Eduardo Rocha, que é o secretário da pasta da Casa Civil, para que a gente possa estar fortalecendo cada vez mais o governo do Estado", disse João César Matogrosso. 

Riedel desejou boas-vindas ao empresário e administrador Rodrigo Perez, que vai comandar a Segov.

“Eu convidei o Rodrigo Perez, que sempre participou comigo das discussões, dos propósitos, das ações e da própria montagem do plano de governo. Ele não tem vivência na área política, mas tem conhecimento da administração pública. É uma pessoa que carrega no seu DNA capacidade de articulação, diálogo e compreensão. Como administrador que é, também vai ter a capacidade de ser guardião. Secretário de governo é o guardião do rumo a ser tomado pelo governo do estado, junto com cada um dos secretários e secretárias, autarquias, fundações”, disse Riedel.

Perez afirmou que o principal desafio como titular da Segov, neste ano, é conciliar as eleições 2024 com o trabalho na Secretaria de Governo.

"O meu grande desafio para esse ano é conseguir apoiar o governador e ao Governo do Estado para que as ações de entrega e de gestão continuem acontecendo. A gente vai ter muita ação eleitoral e ao mesmo tempo o governo, ele precisa continuar andando, ele precisa fazer as suas entregas", expressou Rodrigo Perez.

Sobre a saída da titular da SAD, Ana Nardes, o governador destacou o legado profissional da parceira de trabalho. “Ela cumpriu um papel fantástico na modernização das estruturas do Estado: em toda a discussão na relação com os servidores, da modernização dos fluxos licitatórios que a gente está descentralizado. Quando eu assumi o governo, ela havia pedido para deixá-lo, porque estava já com um tempo longo dentro do governo e eu pedia que ela ficasse e ela ficou”, disse Riedel.

Nardes agradeceu a confiança e anos de trabalho com Riedel. Além disso, afirmou que a saída é por conta de uma decisão pessoal sua. "Agradeço ao governador por essa confiança nesse ano aí que estive à frente da Secretaria de Administração. Foi uma decisão pessoal minha. Cumpri 98% dass entregas compactuadas com o governador. Eu como advogada tenho vontade de ter um crescimento profissional e poder atuar em outras áreas, não sou apegada ao cargo. Na verdade, eu quero como funcionária pública, que sou há 22 anos fazer o melhor e melhores entregas à população e penso que posso estare em outros lugares e ajudar mais", disse Ana Nardes. 

Os anúncios foram feitos na manhã desta sexta-feira, em coletiva de imprensa realizada no Receptivo do Prosa, localizado no Parque do Prosa, em Campo Grande.

Parceria

Empréstimo de R$ 415 milhões para o Hospital Regional é aprovado pelo Senado

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13)

13/08/2026 17h00

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13)

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13) Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Senado aprovou o empréstimo de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 415 milhões), repasse entre Governo do Estado e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destinados à parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional. 

A resolução parlamentar que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13) pelo Plenário do Senado e segue à promulgação. 

O empréstimo conta com garantia da União, nos termos da mensagem da Presidência da República (MSF 48/2026) ratificada pelos senadores.

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) confirmaram o cumprimento dos requisitos legais para a tomada dos recursos pelo governo do Estado.

Em seu relatório, a senadora Tereza Cristina (PP) argumentou que “o principal objetivo deve ser assegurar uma estrutura hospitalar adequada, serviços de qualidade e utilização eficiente dos recursos públicos, mantendo sempre a saúde e o interesse coletivo como referências centrais da iniciativa”.

Em maio o Governo do Estado assinou a concessão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul à empresa Inova Saúde, subsidiária da Construcap CCPS Engenharia e Comércio, vencedora do leilão para comandar administrativamente o hospital através de parceria público-privada. Conforme o contrato, a empresa deve iniciar os serviços em janeiro de 2027. 

De acordo com Riedel, a decisão da privatização do Hospital foi motivada por experiências bem-sucedidas no Brasil e no mundo em gestão de hospitais públicos. O objetivo é oferecer serviço gratuito à população com recursos compatíveis ao orçamento estadual. 

"Este foi o melhor modelo encontrado que envolvesse a ampliação do hospital, a construção, a parte estrutural, física, modernização do hospital, não só do ponto de vista de equimaneto e da sua estrutura, mas do ponto de vista da gestão. Temos muita convicção de que essa mudança traria um resultado muito positivo e impactaria a saúde e no projeto da saúde de todo o estado", afirmou o governador à época. 

O leião da concessão aconteceu na sede da B3, em São Paulo e teve cinco interessadas. A Construcap ofereceu um deságio de 22% ao valor de referência definido para a contraprestação do Estado, que era de R$ 20,3 milhões, ofertando R$ 15,9 milhões, valor muito inferior ao dos quatro outros concorrentes do leilão.

O plano de implementação será feito em fases progressivas. Em janeiro do próximo ano a empresa assume serviços de apoio não assistenciais, como a hotelaria, limpeza, lavanderia, segurança, recepção e infraestrutura de TI. 

Após 20 meses, a Inovar assume a indústria farmacêutica, que é a compra de medicamentos. Um ano depois, a empresa assume a reforma e modernização do chamado "Bloco Velho", passando para as outras áreas após a conclusão, até a consolidação total da operação, com previsão de 56 meses.

"Isso quer dizer que a gente ainda vai conviver com um pedaço de responsabilidade do Estado, e por isso é uma operação assistida, até a operação plena ser consolidada, com parte da PPP. Mas visando sempre o melhor e a melhor eficiência para o cidadão", explicou o Dr. Vinícius Batistela. 

Saiba*

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é considerado o maior hospital de alta complexidade do Estado, atendendo mais de 1,5 milhão de pacientes por ano. A PPP será responsável por modernizar e expandir os serviços essenciais por um período de 30 anos. 

"Me tirem!"

'Mais louco do Brasil' diz que PL pode expulsá-lo após apoiar petista ao Senado

Prefeito rebateu candidata a deputada estadual que pediu saída dele da legenda

13/08/2026 14h15

Vander Loubet foi um dos escolhidos por Juliano Ferro ao Senado

Vander Loubet foi um dos escolhidos por Juliano Ferro ao Senado Foto: Montagem

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Após declarar apoio à candidatura do petista Vander Loubet ao Senado, Juliano Ferro (PL), prefeito de Ivinhema autointitulado "Mais louco do Brasil" disse que o partido pode expulsá-lo, mas que mesmo assim manterá apoio àqueles que sempre os ajudaram duranto a construção de seu mandato.

Na manhã desta quinta-feira (13), a candidata a deputada estadual Vivi Tobias (PL) foi até a sede estadual do partido, em Campo Grande, e protocolou um pedido de expulsão de Juliano Ferro por infidelidade partidária. 

Amplamente identificado com a ala bolsonarista, a declaração de apoio a Vander em detrimento da candidatura de Capitão Contar, do mesmo partido, não foi bem acolhida por grande parcela de seus eleitores, fato que provocou uma enxurrada de declarações negativas de sua própria base eleitoral.  

Em suas redes sociais, reiterou o apoio a Vander Loubet e disse que o petista é o único da esquerda que decidiu apoiar, mantendo assim apoio para Flávio Bolsonaro à presidência, Riedel para Governador, Mara Caseiro na disputa pela Câmara Federal, Zé Teixeira, candidato a deputado estadual e Reinaldo Azambuja, sua primeira escolha no Senado. 

"Eu não estou fazendo "desfidelidade (sic) partidária não, eu não sou candado a deputado estadual e nem federal, não sou candado a nada, eu sou prefeito. Se quiserem me tirar do partido, tirem!"

Na sequência, diz que a escolha por Vander se deu como uma espécie de gratidão ao fato do atual deputado federal auxiliá-lo com recursos federais. Tenho que apoiar quem ajudou a construir o mandato, quem hoje atende a "necessidade da população", falou. 

"E eu não vou pelo partido, vou pelas melhores propostas pelo nosso estado, eu vou por queles que me ajudaram a conduzir o meu mandato. Fui reeleito com 82%, então antes de falar de mim vai lá e pergunta em Ivinhema como que é o nosso mandato." No mesmo vídeo, diz que a candidatura do do outro candidato ao Senado pelo PL (Capitão Contar) não o convenceu. Além de Ferro, Júlio Buguelo (PSD), prefeito de Glória de Dourados também declarou apoio a Vander. 

No vídeo, alguns de seus seguidores o apoiam, ao passo que outros o chamam de "petista enrustido". 

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