Política

IMPULSIONAMENTO

Rose, Beto e Adriane são os que mais gastaram com Facebook e Instagram

Nos últimos 90 dias, os três candidatos a prefeito de Campo Grande já investiram quase R$ 80 mil nas duas redes sociais

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Com o início para valer da campanha eleitoral para o cargo de prefeito de Campo Grande, o Correio do Estado consultou a Meta para verificar quais dos seis postulantes à cadeira de chefe do Executivo mais gastaram nos últimos 90 dias com impulsionamento no Facebook e no Instagram.

Pelo levantamento realizado pela reportagem, os três candidatos que mais gastaram até agora com as duas redes sociais foram a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), o deputado federal Beto Pereira (PSDB) e a prefeita Adriane Lopes (PP), que, juntos, investiram quase R$ 80 mil nessa modalidade de mídia paga.

Até o momento, a campeã de gastos é Rose Modesto, que, em 90 dias, investiu o valor de R$ 44.587,00, depois aparece Beto Pereira, que destinou R$ 15.402,00 no mesmo período, e Adriane Lopes, que reservou R$ 15.357,00 para fins de propaganda.

Já o advogado Beto Figueiró (Novo) aplicou R$ 4.000,00, e a deputada federal Camila Jara (PT) usou R$ 1.735,00, enquanto os candidatos Ubirajara Martins (DC), Luso Queiroz (Psol) e Jorge Batista (PCO), considerados os azarões no pleito do dia 6 de outubro, até o momento não gastaram com impulsionamento nas duas redes sociais nos últimos 90 dias.

De acordo com consultores e especialistas em anúncios digitais ouvidos pelo Correio do Estado, é normal nas campanhas eleitorais que a plataforma de anúncios da Meta, que administra o Facebook e o Instagram, receba uma avalanche de contratações, tanto dos candidatos a prefeito na Capital e nas cidades do interior quanto dos candidatos a vereador.

Para os especialistas, como os candidatos não tinham ainda a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, a saída foi investir nas redes sociais, que não são uma mídia cara.

Além disso, ainda de acordo com os consultores, há um direcionamento preferencial dos candidatos para impulsionar os anúncios nessas duas redes, que têm maior abrangência entre os internautas.

INTERIOR

O Correio do Estado também aproveitou para consultar os dados dos sete candidatos a prefeito de Dourados, e os campeões de investimentos em impulsionamento no Facebook e Instagram foram o atual prefeito Alan Guedes (PP), o professor universitário Tiago Botelho (PP), a empresária Bela Barros (PDT) e o radialista Marçal Filho (PSDB), que, nos últimos 90 dias, gastaram quase R$ 20 mil.

Até o momento, o campeão de gastos é Alan Guedes, que, em 90 dias, investiu o valor de R$ 13.296,00, depois aparecem Bela Barros, que destinou R$ 3.325,00 no mesmo período, Tiago Botelho, que reservou R$ 2.000,00 para fins de propaganda, e Marçal Filho, que usou R$ 962,00.

Já o farmacêutico Racib Harb, que é candidato a prefeito pelo Novo, aplicou R$ 500,00, enquanto os demais – Beto Teles (Psol) e Valderi Garcia (PCO) - até o momento não gastaram com impulsionamento nas duas redes sociais nos últimos 90 dias.

Saiba

Os políticos optam pelo Facebook e o Instagram em virtude da segmentação, ferramenta mais relevante ao se criar uma campanha, sendo possível direcionar a mídia de acordo com o perfil dos usuários. 

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stf

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Presidente do STF considerou que decisões conflitantes de dois ministros da Corte obrigavam uma correção imediata

09/09/2026 16h18

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.

Na decisão, repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares. "É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência."

Também diz que decisões monocráticas em sentidos opostos, comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública.

"Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", diz a decisão.

Fachin ressalta que havia avocado para si os processos que envolviam decisões de Mendonça e de Alexandre de Moraes sobre desdobramentos do caso Master. Mendonça tornou público relatório de 218 páginas com várias citações a Moraes e conversas que o magistrado manteve com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes usou relatórios de inteligência da PF apócrifos para pedir investigação de Mendonça.

Na sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, o que provocou reação de Dino determinando a restrituição do delegado ao cargo na manhã desta quarta-feira.

Crise

Edson Fachin cancela sessão do STF em meio à crise entre Moraes e Mendonça

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros

09/09/2026 13h15

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira, 9. Não houve justificativa para a atitude. A decisão foi tomada logo depois que o ministro Flávio Dino revogou a decisão do colega André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros, ou que tome alguma decisão relativa à guerra instalada no tribunal nos últimos dias.

A crise começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal (PF) com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sequência, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news como investigado.

Fachin, por sua vez, abriu prazo para todos os envolvidos se manifestarem. Enquanto os prazos corriam, Mendonça determinou na terça (8) a retirada de Rodrigues do cargo e, nesta quarta, Dino revogou a medida.

Havia expectativa que a sessão desta quarta fosse palco para a manifestação de ministros sobre a crise. Na terça, na Segunda Turma, que Mendonça integra, havia o mesmo risco. A sessão no colegiado também foi cancelada.

Entre os processos pautados para julgamento no plenário nesta quarta estava um que discute os poderes investigativos da Polícia Federal. Seria analisada a condução de investigações criminais por delegados de polícia, incluindo a possibilidade de requisição direta de perícias, informações, documentos e dados para a instrução de inquéritos.

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