Política

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Rose programa caravana da Sudeco para percorrer 12 municípios de MS

A ex-deputada federal também vai levar a iniciativa para municípios de MT e de Goiás e para cidades-satélites do DF

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À frente da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) desde 9 de maio deste ano, a ex-deputada federal pelo União Brasil de MS Rose Modesto revelou, com exclusividade ao Correio do Estado, que está programando uma caravana da autarquia federal para percorrer os 12 principais municípios de Mato Grosso do Sul a partir deste mês.

Além disso, conforme informou Rose Modesto, a iniciativa é levar a caravana da Sudeco também para os principais municípios de Mato Grosso e de Goiás, bem como para as cidades-satélites do Distrito Federal, para facilitar o acesso dos pequenos e médios empresários ao Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO).

“Queremos trazer os bancos parceiros, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Sicredi e o Sicoob, para que a gente possa agilizar o acesso às linhas de crédito do FCO. Com um atendimento menos formal, no sentido de oferecer informações, principalmente para os pequenos empresários. Meu desejo é trabalhar com microcrédito para os setores empresarial e rural”, detalhou a superintendente.

Segundo Rose Modesto, ao longo desta semana, a sua equipe na Sudeco vai estruturar a caravana, para que possa ser iniciada no dia 30, pelo município de Campo Grande.

“Também queremos levar a iniciativa para Corumbá, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e mais sete municípios de destaque em todas as regiões de Mato Grosso do Sul”, ressaltou, completando que, nesses mesmos moldes, a caravana será realizada em Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal.

Na avaliação da superintendente de desenvolvimento do Centro-Oeste, a caravana vai levar informações, e os bancos parceiros também já vão estar à disposição para ver o perfil do empresário interessado.

“A ideia é que o FCO chegue para o grande, para o médio e também para o pequeno empresário por meio dessa caravana”, argumentou, frisando que a iniciativa orientará os empresários locais na elaboração de projetos para recebimento dos recursos do fundo, incentivando o desenvolvimento local com a geração de emprego e renda.

Rose Modesto ainda pontuou que essa universalização das ações da Sudeco faz parte da política da gestão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O presidente Lula tem solicitado a todos nós que temos cargos no governo federal para priorizar os pequenos e médios empresários. Ele acredita que dessa forma poderemos contribuir com o fortalecimento do setor produtivo, atendendo todo mundo, sem deixar ninguém para trás”, assegurou.

FORTALECIMENTO

Apesar de não tocar no assunto, Rose Modesto também vai colher frutos políticos com a caravana da Sudeco, pois estará percorrendo os maiores municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo Campo Grande, onde ela tem o nome cotado para sair candidata a prefeita.

No entanto, caso resolva não disputar as eleições municipais do próximo ano, a ex-deputada federal terá visitado as regiões com maior eleitorado do Estado, fortalecendo ainda mais o seu nome para tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados ou, quem sabe, até no Senado Federal.

A projeção política que ela tem alcançado à frente da Sudeco já tem sido vista por todos, afinal, todas as semanas recebe inúmeras caravanas de prefeitos e vereadores dos municípios sul-mato-grossenses, sem falar do próprio governador Eduardo Riedel (PSDB) e da prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP).

Nos bastidores, o comentário é de que Rose Modesto estaria sendo disputada pelo PSDB e pelo PP para uma eventual composição de olho nas eleições municipais do próximo ano na Capital.

Porém, questionada pela reportagem sobre essa possibilidade, a superintendente fez questão de dizer que tudo não passa de boatos.

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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